Petição pela mudança da designação da “Praça de Espanha” (Lisboa) para “Praça das Ilhas Selvagens”

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Para: Membros e Grupos Parlamentares da Assembleia Municipal de Lisboa

Após a recente reclamação à ONU, por parte de Espanha, da zona marítima das Ilhas Selvagens (Madeira) vêm os signatários desta petição à Assembleia Municipal de Lisboa requerer que esta delibere e recomende aos serviços de Toponímia da Câmara Municipal de Lisboa a alteração do logradouro
“Praça de Espanha”
para
“Praça das Ilhas Selvagens”
(ou, alternativamente, Praça de Olivença)

Assine e Divulgue!
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Não ao TTIP !

Quando a Comissão Europeia (ainda a Barroso) rejeitou a Iniciativa de Cidadania Europeia (ICE) que visava travar as negociações do TTIP fez mais do que abrir a porta a um processo no Tribunal Europeu de Justiça. Levou a que os cidadãos de todo o continente se organizassem e patrocinassem uma Iniciativa de Cidadania Europeia de base cidadã recordando a estes representantes não-eleitos que a Democracia não se faz a partir de um topo burocratizado e alienado dos cidadãos e dos seus interesses, mas a partir das bases e de uma verdadeira, plena e consciente, Cidadania Activa.

Os cidadãos da Europa não se deixarão silenciar pela Comissão Europeia nem pela sua disposição de rendição incondicional aos Interesses corporativos e das grandes multinacionais.

Esta campanha, já começou, mas já reúne mais de 432.900 assinaturas!

Dê também o seu contributo, assine e divulgue!
http://www.nao-ao-ttip.pt/assina-a-iniciativa-de-cidadania-europeia/

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“A política de primeira linha atrai o tipo errado de pessoas”

“A política de primeira linha atrai o tipo errado de pessoas: Desde o começo do século XXI que parece provável que a maior parte das pessoas que decidem começar uma carreira politica sejam levadas mais por uma busca de poder ou, ainda mais deprimente, por uma combinação de ambição e por uma falta de alternativas remuneradas de carreira comparáveis, do que por um apelo genuíno aos ideais do serviço público. (…) Há duas alternativas: Aqueles que hoje em dia se juntam a um partido politico de poder e que se devotam a subir os seus degraus internos são motivados por um sentimento urgente de serviço público. Isto, contudo, não parece muito provável. Uma explicação parece mais plausível: que o auto-interesse e um desejo por poder sejam de facto aquilo que os leva a entrar na politica.”
Rebooting Democracy
Manuel Arriaga

A profissionalização da politica, juntamente com a capacidade de um partido para, uma vez no poder fazer nomeações diretas e indiretas em empresas públicas ou semi-públicas, representam alguns dos maiores riscos atuais para a democracia.

Para os combater, há que começar por extinguir as juventudes partidárias, esse verdadeiro caldo de cultura de maus hábitos, de carreirismo e oportunismo politico, fazer o mesmo com as estruturas femininas e transformar tudo isso e mais alem em quotas etárias e de sexo nas listas internas, nacionais e autárquicas no partido.

Depois dessas extinções administrativas há que instituir, nos partidos, na República e nas autarquias (todos os escalões) referendos de iniciativa cidadã, simples mas eficientes, mecanismos cidadãos de revogação de mandatos, normas e leis, uma governação aberta e transparente, votações electrónicas e ubíquas (móveis e a partir do lar) para todo o tipo de sufrágios.

Acima de tudo isto, importa “amadorizar” a politica e desprofissionalizá-la: abrir os partidos políticos aos cidadãos, determinando que as eleições primárias, com listas abertas em voto preferencial, são a regra, não a excepção, aumentar a capacidade das organizações da Sociedade Civil e a sua influencia junto do poder politico e procurar que os partidos se tornem cada vez menos “aparelhos” e maquinas de ganhar eleições e de conservação do poder e cada vez mais aglomerados de cidadãos eleitores, sem militância explicitamente inscrita, voluntariado como regra (e sem funcionalismos), com direcções não profissionalizadas, nem estruturas pesadas e físicas desajustadas ao tempo da Internet e das Redes Sociais e que acabam consumindo uma grande parcela dos orçamentos partidários.

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“Este senhor Salazar É feito de sal e azar”

“Este senhor Salazar
É feito de sal e azar.
Se um dia chove,
A agua dissolve
O sal,
E sob o céu
Fica só azar, é natural.
Oh, c’os diabos!
Parece que já choveu…”
Fernando Pessoa

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Os gregos têm razão quando dizem que o programa da troika falhou

Os gregos têm razão quando dizem que o programa da troika falhou: aquando da assinatura do primeiro memorando, em 2010, os credores estimavam que a Grécia sofresse dois anos de recessão (2011 e 2012), uma queda do PIB nunca superior a 6% e o disparo do desemprego para 15%.
Nada disso aconteceu. Todas estas previsões foram muito mais graves e a duração da crise ultrapassou em muito todas as previsões dos credores.
Não é também verdade dizer que os gregos não se esforçaram tanto como os irlandeses ou os portugueses. Pelo contrario, a austeridade foi muito mais forte em Atenas do que em Dublin ou em Lisboa, levando a que o saldo estrutural (corrigido do ciclo e sem medidas extraordinárias) tivesse na Grécia uma melhoria de 15.5% contra 6% em Portugal e 4.5% na Irlanda.

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“As politicas eleitorais dão aos políticos os incentivos errados”

“As politicas eleitorais dão aos políticos os incentivos errados:
Embora as eleições sejam o principal mecanismo através do qual nós (periodicamente) controlamos os políticos, as eleições também lhes oferecem um conjunto de incentivos “errados”. Um politico procurando a reeleição tornar-se-á num demagogo, apelando às emoções dos eleitores, em vez de apelar à sua razão, por forma, a mais facilmente conquistar os seus votos. Os candidatos irão, pelas mesmas razões, afastar qualquer tipo de reformas que tenham custos eleitorais, especialmente se o racional destas reformas apenas fizer sentido no longo prazo. A inacção no campo das alterações climáticas é um grande exemplo disto mesmo.” (…)
Manuel Arriaga, Rebooting Democracy

O grande remédio para esta (grave) limitação da democracia representativa é, a meu ver, quádrupla:
1. a sua transformação numa democracia semi-direta onde os períodos eleitorais são permanentes: onde os referendos revogatórios electrónicos são fáceis de convocar e onde são numerosos, permitindo remover do cargo os eleitos que violem os seus compromissos eleitorais.
2. uma governação aberta e transparente, colocando ao dispor dos cidadãos, de forma simples e acessível toda a informação numérica que lhes pode servir para poderem realizar um verdadeiro escrutínio e acompanhamento da acção governativa.
3. uma cidadania instruída, politicamente informada e preparada para formar opinião própria e autónoma sobre os assuntos que a afetam. Para isso é preciso reformar o ensino publico para a Cidadania, multiplicar as formas de participação do cidadão na vida das suas comunidades e realizar um trabalho sistemático e extensivo de valorização do papel do eleitor nas instituições democráticas (simplificando os mecanismos dos Referendos e das ILCs, reduzindo as exigências para novos partidos e movimentos autárquicos independentes.

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Além da corrupção endémica e generalizada, há outro setor que é profundamente disfuncional na Grécia e que o Syriza elegeu como alvo prioritário: trata-se da cobrança de impostos aos mais ricos.

Além da corrupção endémica e generalizada, há outro setor que é profundamente disfuncional na Grécia e que o Syriza elegeu como alvo prioritário: trata-se da cobrança de impostos aos mais ricos.
Com efeito, os mais ricos estão constitucionalmente protegidos da carga fiscal que esmagou e esmaga tantos gregos. Os milionários armadores não pagam impostos e a própria Igreja Ortodoxa, o maior proprietário do país, está isento do imposto predial. A esta fuga sistemática, há que somar as profissões liberais (médicos, advogados, arquitetos, etc) que – por tradição – também não pagam impostos na Grécia.
Se a Grécia quer reorganizar as suas finanças tem que começar por fazer ingressar no sistema fiscal todos aqueles que a ele se têm furtado, permitindo assim baixar a violenta carga fiscal que se abate sobre trabalhadores e pensionistas.

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há várias coisas que me provocam urticária na nova lei anti-terrorismo…

há várias coisas que me provocam urticária na nova lei anti-terrorismo…
1) Portugal não tem um problema de terrorismo, sejamos sinceros, assim sendo para quê legislar e cercear direitos, liberdades e garantias sem nem sequer existe motivação para tais sacrifícios?
2) a “apologia pública do terrorismo por internet” pode ser facilmente usada como arma de censura e repressão contra a liberdade de opinião. Depende tudo da interpretação pessoal do Procurador…
3) o simples acesso a “um site de recrutamento” será penalizado?! Basta clicar num link para se cometer um crime? E os investigadores académicos? E os jornalistas? E os cidadãos que procurem informação genérica ou informarem-se melhor sobre o assunto do terrorismo? Também serão punidos.
4) “viajar ou tentar viajar para territórios em conflito com o objectivo de dar ou receber treino, participar em atentados, dar apoio ou favorecer o financiamento de grupos terroristas são situações que passam a ser crime.” O que é “dar apoio”? Parece-me ser uma camisa demasiado larga para que aí possa caber demasiada interpretação pessoal… novamente, mais uma via para uma censura legalizada.
Nota final: sou também liminarmente contra a posição de Jorge Lacão que defende “formas de cooperação das Forças Armadas com as forças de segurança”. Ambas, não devem, não se podem misturar. Misturar Defesa com Segurança Pública é a porta de diversas formas de corrupção da Justiça e de perversão da Democracia e deve ser evitada a todo o custo.
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“A Politica é aquele desporto raro onde o amador é melhor que o profissional”

“A Politica é aquele desporto raro onde o amador é melhor que o profissional”
Lawrence Lessig, Professor na Harvard Law School (2011)

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“Começa a existir uma consciência generalizada que estamos perante não uma crise económica, mas democrática que os europeus estão a viver.”

“Começa a existir uma consciência generalizada que estamos perante não uma crise económica, mas democrática que os europeus estão a viver.
Manuel Arriaga, Rebooting Democracy

A crise europeia não é uma crise económica. É uma crise de confiança nas instituições de governo nacionais e transnacionais que, depois, se traduz, em cascata. Em crises económicas e financeiras, sucessivas, mal resolvidas e que retiram legitimidade aos governos eleitos e às (numerosas) instituições europeias sem legitimação democrática direta.

A crise europeia é assim uma crise de valores, uma crise que cresce à medida que aumenta a distancia entre eleitos e eleitores e entre governantes não eleitos e cidadãos. É uma crise de regime e só pode ser resolvida alterando o regime de governo, transformando a atual democracia representativa numa democracia participativa ou semi-direta, que envolva mais os cidadãos, que os recoloque no centro das decisões politicas e que lhes devolva a centralidade na politica, retirando dessa posição as entidades não democráticas supranacionais e os “interesses” que dela se apossaram.

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“A Grécia, há mais de 60 anos, perdoou grande parte da divida que a Alemanha tinha após a II Guerra Mundial.”

“A Grécia, há mais de 60 anos, perdoou grande parte da divida que a Alemanha tinha após a II Guerra Mundial.”
Graça Fonseca, Vereadora CML
Por outro lado, o famoso haircut da divida grega de 2012, o tal que a reduziu a metade, foi PRIVADO e suportado pelos privados… Embora Merkel use este perdão parcial alegando que “a Grécia já teve um perdão” a verdade é que se na década de 1950 o Estado alemão beneficiou com esse privados dos vencedores da guerra, agora, não quer fazer a sua justa e adequada parte e conceder idêntica atitude para com que quem, há 60 anos, teve para com ela essa generosa atitude.

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“Colocar na agenda a Regionalização, sem reinventar o municipalismo e sem reponderar a divisão administrativa, é um buraco do tamanho da divida pública”

“Colocar na agenda a Regionalização, sem reinventar o municipalismo e sem reponderar a divisão administrativa, é um buraco do tamanho da divida pública”
Ascenso Simões, dirigente nacional do PS sobre a recente defesa da Regionalização por António Costa
Sol de 23 de janeiro de 2015

Ora bem! Se António Costa quer reformar o Estado e aproximar o poder das populações, então que reorganize as distribuições de competências para as autarquias, que desfaça os tremendos erros cometidos aquando da agregação de freguesias (excepto em Lisboa onde o processo foi bem planeado, mas apenas medianamente executado) e esqueça a Regionalização: ninguém a quer nem é precisa para tornar Portugal um pais mais competitivo nem para aproximar o Estado dos Cidadãos. Para isso já temos o municipalismo, sendo aqui que devem ser colocados todos os esforços de reforma da administração do território.

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“O mar é a campa, é o cemitério desta desgraçada pátria”

“O mar é a campa, é o cemitério desta desgraçada pátria de Vasco da Gama, de João de Castro, de Albuquerque, de Cabral, de Magalhães, de todos os maiores navegadores do mundo, desta pátria do infante Dom Fernando, do rei Dom Sebastião, que além do mar morreram. Nesse imenso cemitério vivo (…) repousa a gloria de Portugal, cuja história é um trágico naufrágio de séculos.”
Miguel de Unamuno, Por terras de Portugal e de Espanha

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Diz o INE que 19.5% dos portugueses estavam em risco de pobreza, ou seja, Portugal voltou aos mesmos números de há dez anos.

Diz o INE que 19.5% dos portugueses estavam em risco de pobreza, ou seja, Portugal voltou aos mesmos números de há dez anos.
Dez anos atirados pelo cano em nome da redução da divida publica.
Espera.
Ela não reduziu. Ela aumentou.
Então para que serviu este “empobrecimento” (o termo é do Passos das primeiras semanas de governação)? Para pagar aos bancos alemães, franceses e espanhóis (sobretudo). Para nada ou para pouco mais…

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Na evolução politico-partidária na Grécia há um facto ao qual não tem sido dada a devida relevância: em apenas cinco o conjunto Nova Democracia-PASOK (centro-direita e centro-esquerda) passou de dois terços do eleitorado para menos de um terço.

Na evolução politico-partidária na Grécia há um facto ao qual não tem sido dada a devida relevância: em apenas cinco o conjunto Nova Democracia-PASOK (centro-direita e centro-esquerda) passou de dois terços do eleitorado para menos de um terço.
Ou seja, metade do eleitorado do centro rotativista evaporou-se.
E não se sublimou para a abstenção.
Sublimou-se para uma alternativa de Governo à Esquerda.
A situação parecia impossível ainda há menos de 6 anos, mas agora está aí, para quem a quiser ver…
E a quebra da alternância advém do reconhecimento popular do esgotamento desse modelo e do preço pago pelo servilismo bacoco aos ditames do norte da Europa.
Aliás, a reacção popular contra o rotativismo helénico é uma reacção contra a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, que governavam em Atenas usando o governo de bloco central como “proxy”.
Daqui devem tirar-se duas lições:
1. coligações de Bloco Central em períodos de soberania limitada são fatais para os coligados e insuflam os extremos no voto de protesto contra essa limitação (nunca referendada…) de soberania.
2. Este é o tempo do “tempo rápido”… Realidades tidas como estáticas e asseguradas durante décadas são hoje obsoletas e a imprevisibilidade dos resultados eleitorais é maior do que nunca, já não tendo o fenómeno da fidelização do voto o mesmo tempo que tinha há apenas cinco anos.

Os tempos mudaram.
Os gregos já perceberam.
Os portugueses vão percebendo…
Mas aqueles que no PS defendem coligações à direita, ainda não.

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“Quando os cidadãos são questionados sobre as razões pelas quais eles acham que os políticos falham na satisfação das suas exceptativas, a corrupção aparece de forma proeminente na maioria dos inquéritos.”

“Quando os cidadãos são questionados sobre as razões pelas quais eles acham que os políticos falham na satisfação das suas exceptativas, a corrupção aparece de forma proeminente na maioria dos inquéritos.”
Manuel Arriaga, Rebooting Democracy

A corrupção é de facto o fenómeno que, isolado, mais danifica a credibilidade de uma governação e a confiança dos cidadãos na classe politica. A corrupção distorce a meritocracia que deve estar na base da ascensão e sustentação da progressão de alguém numa carreira politica ou nos mais elevados escalões do funcionalismo público. Se o Exemplo dado por pessoas em posição de liderança for negativo, se uma Justiça lenta e ineficiente compactuar com estas situações, criar-se-á na sociedade uma percepção generalizada que o Esforço, o Trabalho, a Criativa e a Qualificação não são determinantes para a ascensão socio-económica de alguém, mas sim, a sua disponibilidade para ceder a tentações nepóticas, de fraude e corrupção.

Por outro lado, e como demonstra o exemplo grego, a disseminação de fenómenos da dita “pequena corrupção” (subornos generalizados a funcionários públicos, fuga generalizada de impostos e economia subterrânea predominante) mostra a necessidade de criar um corpo totalmente independente de investigação e Justiça deste tipo de fenómenos, seguindo os bons exemplos de Singapura e Hong-Kong. De igual modo, na Administração central e autárquica há que lançar um plano nacional de simplificação legislativa e administrativa que reduza o espaço da arbitrariedade das decisões e reduza os corpos legislativos por forma a reduzir a superfície de exposição do Estado a estes fenómenos. Combater a corrupção é também uma forma de estimular a economia, pela via da redução do desperdício e da carga fiscal que assim pode ser reduzida e desviada para fins socialmente mais úteis.

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“E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia nova”

“E a nossa grande Raça partirá em busca de uma Índia nova, que não existe no espaço, em naus que são construídas “daquilo de que os sonhos são feitos” (naus espirituais). E o seu verdadeiro e supremo destino, de que a obra dos navegadores foi o obscuro e carnal antearremedo, realizar-se-a divinamente.”
Fernando Pessoa, na “Renascença Portuguesa”

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Sobre “a colaboração entre as autoridades portuguesas e inglesa”

Ao ler a expressão “a colaboração entre as autoridades portuguesas e inglesas, descrita como eficaz e sem burocracias em matéria de terrorismo” entre as policias britânica e portuguesa, que aparece no Expresso de 31 de janeiro choca-me.
Choca-me por duas razões:
1. Dá a entender que a Lei “burocracia” nem sempre é respeitada pelas autoridades e isso abre a porta a todo o tipo de abusos.
2. Choca-me também porque nos meios de investigação policial lusos se sabe que as policias britânicas não investigam casos de fraude e burla onde sejam suspeitos cidadãos seus ou residentes no RU e as vitimas estrangeiras (portuguesas, p.ex.)se estes casos não ultrapassarem os 5 mil euros.

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A guerra no leste da Ucrânia é uma guerra pela sobrevivência deste pais,

A guerra no leste da Ucrânia é uma guerra pela sobrevivência deste pais, não é uma guerra por duas regiões de língua russa no leste deste país. E é assim porque num pais que já tinha graves problemas estruturais, corrupção endémica e uma economia de rastos está agora a perder o controlo da maior parte do carvão e do aço (16% do PIB) e o excelente porto de Mariupol.
Se esta guerra terminar com a perda do Leste, a Ucrânia será um pais mais pobre (a sua economia caiu 7.4% só em 2014) e cairá ainda mais 20% em 2015 com a perda do Leste.
Um pais que em dois anos deixa perder quase um terço da sua economia é viável?…

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Na prática, no IMI, existe uma dupla tributação

Na prática, no IMI, existe uma dupla tributação pela via da contribuição autárquica e dos impostos dos rendimentos sobre os prédios arrendados. Esta injustiça, exposta em estudo recente do relatório sobre a Tributação do Património, coordenado pelo professor Sidónio Pardal, será certamente corrigida em breve pelo Governo.
Ou não.
Tendo em conta a voracidade fiscal deste governo e o peso cada vez maior (e mais viciante) do IMI na receita do Estado isto é, contudo, capaz de não ser muito provável…

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“As pessoas estão fartas da classe politica”,

“As pessoas estão fartas da classe politica”, disse, citada pela Reuters, Antónia Fernandez, uma pensionista madrilena de 69 anos, que se assumiu como antiga votante do PSOE. “Queremos mudar as coisas a partir da base. Espero que o Podemos mude o sistema”, disse Juan Francisco Pacheco, de 47 anos”.
A www.COTS-ps.org assenta nas bases de militantes e simpatizantes socialistas com um partido centripedo, profundamente dirigista, com um predomínio excessivo do papel do líder e onde o aparelho distrital sequestrou um poder excessivo e quase asfixiante que menoriza a relevância das bases.
A COTS acredita que é possível Mudar e Mudar a partir de um grande partido, com vocação e prática de poder, como o PS.
Essa é a nossa convicção.
Essa é a nossa luta.

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“A passagem por uma câmara é uma das experiências que as pessoas que chegam a um Governo deviam ter”

“A passagem por uma câmara é uma das experiências que as pessoas que chegam a um Governo deviam ter. A proximidade que temos com as pessoas e com a realidade é completamente diferente”
Graça Fonseca, vereadora CML

E a Proximidade é precisamente o ponto fulcral do aumento da qualidade da relação entre eleitos e eleitores que importa imprimir na Democracia para a resgatar das mãos dos Interesses que dela se apossaram.
Mas a Proximidade não chega: não basta que os políticos andem nas ruas e falem com os cidadãos, que os escutem e cumprimentem. Mais que Proximidade, precisa-se de Proximidade Eficaz, que desses contactos surjam decisões politicas consistentes e fundamentadas na vontade destes cidadãos e não baseadas apenas nos interesses dos Aparelhos ou de entidades supranacionais não-democráticas. Aproximar é uma via para a Democracia Participativa não um fim em si mesmo.

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Começa a ganhar algum peso a possibilidade de Maria de Belém como candidata presidencial

Começa a ganhar algum peso a possibilidade de Maria de Belém como candidata presidencial da área de centro-esquerda (socialista) às eleições do ano que vem.
O nome foi lançado pela primeira vez pela eurodeputada Ana Gomes, numa reunião da Comissão Politica do PS e conta já com o apoio do Departamento das Mulheres Socialistas.
Maria de Belém reúne em si várias características que a tornariam uma boa candidata e uma melhor presidente: em primeiro lugar seria a primeira mulher no cargo e só isso daria um refrescamento a um cargo que perdeu muita da sua dignidade e credibilidade sob Cavaco Silva.
Maria de Belém também conseguirá recolher uma boa rede de apoios, muito além da restrita área do Partido Socialista e manteve um registo neutral e equilibrado na disputa das Primárias, demonstrando capacidades de arbitrar conflitos gerir situações de crise, que poucos teriam.

Escolha que candidato prefere em http://poll.fm/55abw

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“É imprescindível reestruturar a dívida para crescer”

“É imprescindível reestruturar a dívida para crescer, mantendo o respeito pelas normas constitucionais. Deixemo-nos de inconsequentes optimismos: sem a reestruturação da dívida pública não será possível libertar e canalizar recursos minimamente suficientes a favor do crescimento, nem sequer fazê-lo beneficiar da concertação de propósitos imprescindível para o seu êxito. Esta questão é vital tanto para o sector público como para o privado, se se quiser que um e outro cumpram a sua missão na esfera em que cada um deles é insubstituível.” – Manifesto dos 74 – Março de 2014 – assinado, entre outros, por Carlos César, Eduardo Ferro Rodrigues, João Galamba, José Vera Jardim, Pedro Delgado Alves e Vítor Ramalho.

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Os partidos políticos “tradicionais” estão doentes

Os partidos políticos “tradicionais” estão doentes: padecem de “partidarite aguda” (uma inflamação grave daquilo para que foram originalmente criados) . Com efeito, os partidos políticos contemporâneos estão “Terminalmente doentes” no sentido em que os remédios para a sua cura e ressuscitação que existem e são conhecidos enfrentam a oposição interna, organizada e poderosa de varias forças que tudo farão para resistir à sua recuperação já que esta se tem que fazer, inevitavelmente à sua custa e sacrificando a influencia imperial e imperialista que estas forcas conservadoras neles possuem.

As forcas de bloqueio do interior dos partidos são conhecidas. São a influencia predominante, que tudo seca à sua volta, das juventudes partidárias, verdadeiros caldos de cultura de tudo o que – em termos culturais e de atitude – está errado nos partidos. São os aparelhos distritais e concelhios semiprofissionais ou profissionalizados. São as culturas de seguidismo e unanimismo que bloqueiam o pensamento auto-critico, o reconhecimento e correção do erro e a excessiva fulanização da politica.

Jotificação da politica: Obviamente não existe nada de intrinsecamente errado com a participação de cidadãos jovens na politica partidária. Bem pelo contrario, estes jovens são poucos, demograficamente pouco representativos (pertencem quase todos à classe socio-económica média-alta). A politica e, em particular, a politica partidária, precisa de mais jovens. Mas não precisa de juventudes partidárias profissionalizadas, de jovens cidadãos que não conhecem nem a sociedade civil, nem o mundo associativo e de vida comunitária nem, sobretudo, o mundo do trabalho. Os partidos precisa de regressar às suas origens, reestabelecendo a ligação com a sociedade e com os cidadãos e construírem pirâmides organizativas independentes, compostas unicamente por militantes jotificados, treinados nas lógicas internas de conquista e preservação do poder interno, e logo muito eficazes nessa missão, mas completamente separados da sociedade e das comunidades em que se inserem, é algo que está na directa razão da atual crise de representatividade dos partidos políticos. A solução, contudo, existe e está ao alcance de todos: se as juventudes partidárias já não cumprem os seus propósitos originais (que eram o de trazer jovens para a politica, servirem como escolas de cidadania e vias de ligação dos partidos à sociedade) então devem ser extintas e os seus quadros e militantes integrados nas estruturas normais dos partidos.

Combater a aparelhização dos partidos: esta é a tarefa mais difícil de executar porque o essencial da conquista e conservação do poder (ou melhor, o controlo das vias de mudança organizativa interna) reside precisamente nos aparelhos locais, distritais e concelhios. Para dinamitar o aparelho, há que lhe retirar poder e no estado atual de coisas ele consegue bloquear qualquer tentativa que va nesta direção. Por esta razão é que o remédio a esta doença participativa interna nos partidos será o de mais difícil aplicação… De facto, existem apenas duas vias para chegar a este resultado: ou os militantes, massivamente e de forma concertada expulsam os atuais detentores do poder no aparelho, em todas as secções, concelhias, distritais e órgãos nacionais (algo impossível de realizar em simultâneo), ou os militantes elegem um Secretário-Geral com verdadeira e radical vocação reformista, desligado dos maus hábitos e vícios do aparelho e da juventude partidária, capaz de construir uma Visão radicalmente reestrurante do partido e com a competência, consistência, equipa e resistência suficientes para vencer as grandes barreiras que os imobilistas, de fora e de dentro do partido, vão lançar sobre si. Esta via, dada a concentração atual de poderes no Secretario Geral, nos Estatutos actuais, é possível e viável e é, de facto, provavelmente a única capaz de levar a bom termo uma reorganização tao profunda como aquela que é necessário realizar.

Seguidismo e Fulanização: a construção de partidos políticos dominados pelos aparelhos profissionais e completamente autónomos da sociedade civil, com empregos e rendimentos provenientes unicamente do Estado, entidades satélite e do próprio partido, aumentam o grau de previsibilidade pessoal dos quadros partidários, reforçam a sua inclinação natural para a fidelização em relação ao “líder do momento”, que é percepcionado não como o mais competente para conduzir os destinos do pais, mas como o mais eficaz na tomada interna de poder, na sua preservação e na transposição deste processo para a República. Os lideres escolhidos por estes seguidistas não são assim, necessariamente, os melhores para a República ou para a Comunidade, mas tao somente os melhores para a preservação do Status Quo (que os alimenta) e para a conquista do Poder (que produz mais rendimentos e disponibiliza mais empregos e favorecimentos vários). Os militantes assim, neste modelo atual de partido, não são assim incentivados à contestação, ao pensamento divergente ou discordante, mas ao seguidismo e à fidelidade ao líder, “custe o que custar”. Como em todas as outras “doenças participativas” acima listadas existem, também aqui, remédios… E estes passam, como mais acima, pela extinção das grandes escolas de fidelização e de seguidismo dos partidos, as juventudes partidárias. A abertura dos partidos a cidadãos independentes (não a sua repulsa, como está estatutáriamente instituído), a preferência e prioridade a militantes com uma vida associativa e comunitária muito ativas, a militantes com uma vida profissional distante do Estado, do meio autárquico e das empresas publicas, deve compensar a natural, mas nociva predominância quase a 100% dos jotas e dos políticos profissionais no aparelho e nas direcções nacionais e locais. Este novo equilíbrio, entre militantes provenientes da Sociedade Civil e militantes profissionalizados, vai repor sanidade nas relações internas, quebrar a lógica seguidista “a-todo-o-custo”, e permitir a renovação estrutural que defendemos nos parágrafos precedentes.

Estes novos partidos serão assim, pela via deste triplo renascimento democrático interno, mais participativos e mais participados. Serão mais abertos à influencia de simpatizantes e eleitores e menos piramidais, favorecendo o funcionamento em rede (Primárias, Referendos Internos, Listas Abertas com voto preferencial, etc) em detrimento das estruturas violentamente piramidais que hoje os caraterizam.

Estes novos partidos serão mais flexíveis na resposta a um mundo que evolui de forma cada vez mais rápida e profunda, mais representativos (democracia interna semi-direta) e mais capazes de efetivar as politicas definidas a partir das suas bases e, logo, serão mais competentes na defesa e promoção da República.

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Embora o Bloco o queira muito (muito mesmo!) não há muitas semelhanças entre os tradicionais partidos de extrema-esquerda, quase totalmente vocacionados para o protesto e o Podemos espanhol e o Syriza grego.

Embora o Bloco o queira muito (muito mesmo!) não há muitas semelhanças entre os tradicionais partidos de extrema-esquerda, quase totalmente vocacionados para o protesto e o Podemos espanhol e o Syriza grego. Em particular Iglesias descarta completamente a obsoleta “pureza ideológica” da Extrema Esquerda e procura captar o eleitorado do centro, recusando esse tipo de discurso e de terminologia. Por isso Iglesias não fala nunca de “luta de classes” e prefere novos termos como “os de cima” e “os de baixo”, para responder às criticas generalizadas de declínio na redistribuição social de rendimentos e responde à separação entre cidadãos e politica usando termos como “gente” e “casta”.
Com este discurso transversal à dicotomia Esquerda-Direita, o Podemos cruza-se com o sentimento dominante em muitos cidadãos (de perda de peso das ideologias e de valorização de novas metodologias democráticas). O sucesso do novo partido nas sondagens e nas Europeias vem precisamente desta estratégia: enquanto os partidos tradicionais se fecham nos aparelhos e em ideologias anacrónicas, o Podemos abre-se aos cidadãos, despreza a ideologia (adotando pontos de Esquerda e de Direita, indiferentemente) e desenvolve-se no terreno fértil deixado abandonado pela degradação do sistema partidário.
Em Portugal não existe contudo nem um Podemos (o que tenta nascer está demasiado ligado ao trotskista MAS) nem um Syriza (apesar dos esforços desesperados de colagem do BE).

Portugal não parece ter (ainda?) as condições sociológicas para assistir ao desenvolvimento de um Podemos/Syriza e o PDR de Marinho e Pinto não apresenta a consistência (apesar do brilhantismo discursivo do líder) para ser uma real alternativa à “alternância democrática” do bipartido PS-PSD. Por isso, acredito que é preciso renovar o sistema por dentro e a partir de um dito “partido do sistema”. Isto é, a partir do interior, das bases (militantes e simpatizantes) de um partido com vocação e experiência de poder (PS, PSD ou PP). Apesar de o PSD parecer ser, por vezes, mais um agregador de tendências do que um partido monobloco, a verdade é que não parece haver no seu seio qualquer impulso das suas bases para que haja uma revolução participativa interna. O mesmo se pode dizer do PP… Contudo, o mesmo não é verdade em relação ao PS onde coexistem vários grupos informais (como o PS3.0) e mais formais (como a http://www.cots-PS.org) que promovem precisamente essa causa e que tentam implementar no PS as mesmas metodologias que caraterizam o Podemos espanhol.

O Aparelho socialista resiste, contudo, a estes impulsos reformistas… E com todo o seu poder (profissional, organizado e cristalizado) não tornará fácil que esta revolução interna ocorra e tenha sucesso. Mas ela vai ocorrer. Tarde ou cedo. Porque é preciso e porque o PS é pela sua diversidade interna, pela sua amplitude geográfica e historia o partido português mais bem posicionado para se reformar.

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Porque está Israel a atacar o Hezbollah?

A perda de Kobane pelo Daesh, com as mais de duas mil baixas dos seus melhores combatentes e de uma quantidade de equipamento que o Daesh não consegue facilmente substituir (pelo menos 70 peças de artilharia e 100 blindados) pode representar o principio da inversão do avanço do exercito de Abu Bakr al-Baghdadi.
Poderia, se Israel não o estivesse a ajudar.
Se Israel não tivesse agora começado a bombardear colunas do Hezbollah em território sírio que se posicionavam para atacar forças do Daesh. Estes ataques israelitas podem alterar o equilíbrio de forças na Síria, agora muito instável, com o recuo das forças governamentais no norte e com a presença das milícias do Jabhat al-Nusra e do “Exército do Islão” junto a Damasco.
Qual é a estratégia do Governo de Israel? Prefere ter a norte um Estado islâmico radical do que o brutal (mas previsível) regime de Assad? Está apenas preocupada com ganhos internos de popularidade?

Categories: DefenseNewsPt, Política Internacional | Deixe o seu comentário

sabem porque teve o PASOK menos de 5%?

Porque – entre outras (boas) razões – esteve coligado com a Nova Democracia (centro-direita) num governo tão desumano que para agradar à desumana Germânia e à sádica Comissão Barroso, deixou de prestar cuidados de saúde a quem estivesse desempregado mais de três meses.
Lições a aprender e a reter quando se pensar em fazer uma coligação PS-PSD depois de outubro.

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Os alemães são muito exigentes a pedirem aos gregos o pagamento integral da sua divida.

Os alemães são muito exigentes a pedirem aos gregos o pagamento integral da sua divida. Mas “esquecem” que foi com a corrupção de empresários e empresas alemãs que os gregos compraram cinco submarinos alemães, num momento em que já se sabia que a Grécia estava falida, e que foram, também, alemães os bancos que financiaram essa desastrosa aquisição.
A memória seletiva alemã esquece também que o “resgate” da troika serviu principalmente para fazer regressar à Alemanha uma parte dessa divida, transferindo-a para o Estado alemão. O mesmo Estado que deixou que cidadãos e empresas suas, corruptas até ao tutano, endividarem-se para além de tudo o que é razoável um pais europeu, aliado na NATO e parceiro na UE.
Debate “A Corrupção no Caso dos Submarinos”
https://www.facebook.com/events/932038620173584/ 
28 fevereiro 15:00 Associação 25 de Abril (Lisboa):
debate promovido pelos dois primeiros subscritores da “Carta Aberta sobre o arquivamento do Processo dos Submarinos” (Fernando Faria e Rui Martins)
(com o apoio da Associação MaisDemocracia e em sala cedida pela Associação 25 de Abril)
com Ana Gomes, Henrique Neto, Joaquim Ventura Leite e Paulo Morais
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Atenção que se prepara mais uma obra faraónica

Atenção que se prepara mais uma obra faraónica, provavelmente desnecessária e certamente a cair, também ela, sobre os ombros dos nossos filhos: o novo porto do Barreiro e a consequente desactivação (!) do porto de Lisboa. Não tenho duvidas que a escala da obra no Barreiro e da desactivação em Lisboa serão astronómicos e tornaram (como com o TGV) economicamente absurdo tal projeto.
Mas o lobby da construção está ai… E não vai descansar.
Se se quer aumentar a capacidade de Lisboa, porque não se expande o porto de Setúbal? Não seria economicamente mais racional?
(ver Jornal de Notícias, de 23 de janeiro)
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