A Coreia do Norte prepara-se para detonar uma bomba nuclear?

Imagens de satélite recentes mostram actividade suspeita num local de testes nucleares norte-coreano, dando sinais de que o regime poderá estar a preparar um teste nuclear nesse local. As imagens mostram extensas instalações de cabos que não existiam antes no local e actividade intensa.

A Coreia do Norte é conhecida por quando as negociações estão no impasse forçar a sua posição através de posições de força, sejam elas o lançamento de mísseis de “teste” ou declarações bombásticas sobre sucessos no seu programa nuclear militar. Assim, é perfeitamente possível que o regime detone uma das suas 6 a 12 bombas nucleares para demonstrar a sua capacidade nuclear e aderir oficialmente ao clube dos “países nucleares”.

Com esta arma, a Coreia do Norte tornou-se o inimigo para perigoso para os EUA, que ao invés de lidarem com este imprevisível Estado optaram por se enterrarem no atoleiro iraquiano, onde nunca existiram as famosas “armas de destruição massiva”… Do outro lado do mundo, elas existem, contudo, os americanos tentam enfiar a cabeça na areia desde 2002 e agora… aparentemente, serão testadas, mesmo nas barbas das forças americanas que estão a escassos quilómetros na frente sul coreana…

Fonte: http://edition.cnn.com/2006/WORLD/asiapcf/08/17/northkorea.nukes/index.html de 18 de Agosto

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40 thoughts on “A Coreia do Norte prepara-se para detonar uma bomba nuclear?

  1. Testes nucleares… Quando irá ser banida essa estupidez?

    Com armas nucleares transforma-se um país com um exército numeroso, mas tosco ( em meios ), numa séria ameaça… Bem, julga-se que o exército norte coreano tem equipamento velhinho, mas ao certo pouco se sabe… Por exemplo, não acredito que o melhor MBT deles seja o PT-85 com um canhão de 85mm… E mesmo deste pouco se sabe…

  2. embora tenham muitas forças de artilharia encafuadas em fortificações nas montanhas do norte (o maior ponto de temor para as forças sul coreanas e americanas na dmz) as suas forças blindadas, marinha e força aérea são, no mínimo vetustas… se é que algo conseguem pôr no ar, de todo… a sua grande força seria a guerra de guerrilha, já que a maioria da sua população acredita (ao que parece) piamente na “ideologia juche” ou comunista, tal é o nível da lavagem ao cérebro executada por esse regime de loucos…

  3. nito

    Aqui está um exército do qual pouco se sabe, tirando aqueles desfiles à boa maneira comunista, mas imagino que deve estar carregada de armamento chinês, tanques, aviação, artilheria,etc…
    Muita quantidade, qualidade desconhecida.

  4. em: http://www.fas.org/man/dod-101/sys/land/row/index.html (o fas é sempre uma referências nestas questões)

    encontras a lista do equipamento do exército norte coreano:
    Type-63
    Type-82 PT-85
    M-1973 VTT-323
    M-1992
    Type 85 ATGM
    M-1985 152mm
    ——————————————————————————–
    M-1978 170mm SP
    M-1974 152mm SP
    M-1975 130mm SP
    M-1992 130mm SP
    M-1977 122mm SP
    M-1981 122mm SP
    M-1991 122mm SP
    M-1992 120mm SP
    ——————————————————————————–
    M-1985 240mm MRL
    M-1991 240mm MRL
    M-1985 122mm MRL
    BM-11 122mm MRL
    107mm MRL
    M-1983
    M-1990
    M-1992
    37mm SPAAG
    57mm AAA
    57mm

    aos quais se devem juntar tanques russos com mais de 50 anos…. existem relatórios de tanques abandonados junto às estradas e um desertor afirmou que a maioria das manobras realizadas na coreia exigiam a simulação de disparos e de movimentação de veículos, por falta de fundos para comprar munições e combustíveis… militarmente duvido que a NK pudesse enfrentar uma invasão em escala, ainda que esta tivesse apenas o exército sul coreano como interventor, e é aliás por isso que tanto insistem no armamento nuclear e nos mísseis intercontinentais…. é que lhe basta ter 1 bomba para compensarem um exército onde uma variante do T-55 é o tanque mais moderno em operação…

    quanto à sua força aérea norte coreana:

    http://en.wikipedia.org/wiki/North_Korean_Air_Force

    Bomber Aircraft
    H-5 (Il-28) Bomber
    Q-5 Close Air Support Bomber
    Su-7 Fitter Close Air Support Bomber
    Su-25 Frogfoot Close Air Support Bomber
    Fighter Aircraft
    J-5 Fresco (MiG-17) Interceptor Fighter
    J-6 Farmer (MiG-19) Interceptor Fighter
    J-7 Fishbed (MiG-21) Interceptor Fighter
    MiG-23 Flogger Interceptor Fighter
    MiG-29 Fulcrum Interceptor Fighter
    Training Aircraft
    Yak-18 Trainer Aircraft
    MiG-15 Fagot Trainer Aircraft
    MiG-19 Farmer Trainer Aircraft
    MiG-21 Fishbed Trainer Aircraft
    H-5 (Il-28) Trainer Aircraft

    onde se destacam os 36 mig 29A e os 36 su-25K… melhores aviões do que qualquer coisa que portugal consiga apresentar, por exemplo… mas também com reportes de reduzido treino e escasso municiamento…

  5. Mas podem ter um trunfo na manga em termos de armamento convencional… Quase todas as listagens que vi são dos anos 80/ princípios de 90… A FAS não sei.

  6. Mas podem ter um trunfo na manga em termos de armamento convencional… Quase todas as listagens que vi são dos anos 80/ princípios de 90… A FAS não sei.

    Mas realmente em termos aéreos deve haver por lá muita sucata e aviões que já não voam. mas… Há muito equipamento em saldos e/ou desaparecido nos inventários das republicas ex-URSS…

  7. talvez, mas como conseguiriam levar t-80, 72 ou assim para a coreia do norte sem que isso desse “bandeira” e a coisa se soubesse? e depois, não seria do seu interesse mostrar armamento moderno como forma de dissuasão contra um eventual armamento americano?… isto é, os americanos não temeriam mais umas centenas de 7-72, do que milhares de… t-34?

    duvido que os mig 15, 17 e 19 ainda voem nos números apregoados… mas canibalizando uns aos outros é possível manter os aparelhos a funcionar.

  8. nito

    mesmo assim, centenas de T-62 / T-72 ou mesmo T-55, são muitos tanques com calibres entre 105mm (T-55) e 125mm (T-72)…
    Os Migs mesmo sendo as variantes chinesas e os 29, 23 são aviões bem capazes, os 17/19 e 21, sendo mais antigos, não deixam de ser rápidos e com pelo menos 4 misseis cada..

    Acho bem que se consiga banir o armamento nuclear, impedir o Irão, a Coreia, mas os outros também, India, Paquistão, Russia, E.Unidos, etc… não se devia ter 2 pesos e 2 medidas.
    Por isso também percebo (não concordo) as motivações do Irão e da Coreia “então os nossos vizinhos podem ter e eu não ? porquê ?”
    Infelizmente não estamos a falar de um descapotável de último modelo mas sim de armas nucleares…

    Voltando à Coreia, acho incrível num país onde se morre à fome, gastem milhões em armas, munições e caprichos dictatoriais, mas se fosse só na Coreia…

    Abraço

  9. muitos alvos, queres tu dizer… olha o que aconteceu aos milhares de tanques de saddam… a maioria foi abandonada pelos seus tripulantes e foram destruídos já sem tripulação… e os t-72 saltaram a torre como moscas…

    os mig 23 a 29 são aviões muito capazes, mas parecem ter poucas horas de vôo…

    a arma nuclear é a única garantia que a NK tem actualmente para impedir qualquer aventura buxista… se a não tivesse muito provavelmente teriam sido “aviados” antes do Iraque….

  10. nito

    aviados antes do Iraque…mmhh, não têm petróleo, têm reservas de gás natural, mas não têm petróleo e são muito amigos da China.
    São 2 factores que fazem os conselheiros do Jorgito pensar 2 vezes…

  11. sim, mas são a última “ditadura comunista” do Mundo… o último espigão cravado nas costas de um mundo “capitalista”, em que Cuba é apenas uma espécie de “meio-termo”…

  12. nito

    Em Cuba, na teoria, os EUA só esperam que o Castro morra e que depois possam pacificamente, colocar uma “Democracia à Americana”.
    Na Coreia, desde 53, que ficou no ar uma sensação de tarefa não-acabada.

  13. De facto o regime norte-coreano é inimaginável. Aconselho a leitura do “Livro Negro do Comunismo” para uma melhor compreensão do que é aquele pais.
    Sabiam que todas as semanas reunem toda a população, por sectores, e uma a uma as pessoas têm de fazer “autocritica” à frente de todos e que quem não se “autocriticar” é considerado traidor! Esta gente rapta japoneses e sul-coreanos para que estes lhes contem o que se passa no seu pais de origem e depois reeducam-os para eles se tonarem espiões!!! Esta gente morre de fome e são alimentados por piedade pelos “inimigos” sul-coreanos! Esta gente é educada a pensar que no dia de aniversário do grande lider é feriado em dezenas e dezenas de países!! O grande lider manda cortar uns cm nas mesas escolares e no dia seguinte milhões de mesas foram cortadas a mando do homem mais genial de que há memória!
    Bem… contra estes apoiava qualquer acção militar, ne que fosse uma bom atómica para acabar com aqueles generais e lider maluco!

  14. Bem, deixa-me meter na conversa… O T-72 deu uma má imagem, mas muito devido ao factor humano das tripulações, á falta de coordenação, tecnologia, comunicações, etc, etc… O canhão de 125 com munição BK273 Bk29 que o equipa é capaz de furar a blindagem de um Abrams a 1000 metros e consegue suportar disparos de 105 ( do Abrams M1 ) até 2000 metros, sem grandes danos. O T-64 tem uma peça idêntica. Note-se que o principal tanque da Coeria do Sul – Type 88K1A1 já mudou a peça para 120mm.

  15. errasmo: a insanidade do regime norte-coreano é patente… o facto de ser associar a idealogia comunista a uma religião, e a song il o estatuto de Profeta, diz tudo… Uma ideologia que usa a gramática religiosa para se impôr no Poder deixou à muito o caminho da racionalidade (que devia ser o esteio da governação) para se afirmar sobre a Emoção e Temor, no melhor sentido totalitário-religioso do irão dos aiatólas…

    sá: de novo, a qualidade das tripulações é o factor principal… mas os t-72 estavam reservados às unidades da Guarda Republicana, as unidades melhor treinadas e equipadas do exército iraquiano, e eles foram conhecidos pela facilidade com que saltava a torre (repara que a maioria das imagens de t-72 destruídos mostram-nos sem a torre). É um tanque de baixo perfil, rápido, e com um bom canhão, mas parece frágil…

  16. Rui: Não tinha reparado que já tinhas falado disso… isto era só para reforçar a pouca efectividade dos T-72 face a armas superiores a 105. E se o sul já tem o seu 120mm… Terão os norte coreanos também apostado em misseis anti-tanque…

    Errasmo: Tem toda a razão! Aquilo é um louco no poder, muito à imagem de certos imperadores romanos totalmente desiqilibrados! As cidades estão vazias e só se vê gente quando ocorrem aquelas grandes manifestações de adoração. A penúria do povo é angustiante…

  17. nito

    Relativamente ao regime norte-coreano, acho que de facto o homem tem uns parafusos a menos, mas acho que os regimes devem ( na teoria ) cair por si, ou pela força das populações (revoluções) nunca por intervenção de outros paises (Iraque).
    Pode ser perverso mas sinceramente acho que esta mania de “Democratização à Americana” não funciona, se na Venezuela querem o Chavez, é com eles, ninguém tem nada a ver com isso, tirando os venezuelanos.
    Venham dizer claro que as eleições não são justas,etc… e então até parece que nos Estados Unidos são justas,limpas e transparentes…
    Enfim claro que podemos depois ter o caso de um lider se manter no poder durante anos a fio, como foi no Haiti.

    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_dictators

    Sobre os tanques, sei que os T-72 ucranianos têm vários upgrades em cima e nada têm a ver com as versões iraquianas.
    Mas acho que o factor humano é decisivo tal como a manutenção dos equipamentos e o treino.
    Espero que isto seja só fogo de vista porque a última coisa que precisamos é mais uma guerra….já estou a ver a gasolina a aumentar de novo…

  18. o homem e o pai… acho que a pancada é de família… e os 40 e tal milhões de norte coreanos que se danem… é verdade que as eleições nos EUA foram muito marteladas… especialmente se tivermos em contas os milhões que lobbies jorraram sobre a candidatura buxa… isso distorce muitíssimo a “verdade democrática”, já para não falar do obsoleto sistema eleitoral americano…

  19. Isso de tanques de guerra é pura treta!!!
    Os tanques, as artilharias e os soldadinhos de chumbo, a pé, a correrem de espingardita ao lombo, a bufarem de cansaço como burros, as marinhas e seus vulneráveis navios e submarinos… tudo isso já há muito que passou à História! O Poder Aéreo mandou tudo isso para a obsolescência. Essas armas já nada conseguem contra a aviação super-sofisticada e com armamentos de superprecisão, capazes de as destruir a distâncias muitíssimo além das suas capacidades de resposta. Nesse sentido, a aviação moderna é a única arma bélica verdadeiramente “Intocável”.
    E não interessa para nada os números de tanques, de soldados ou de outras quaisquer armas ou forças de superfície, porque para o Poder Aéreo tudo isso é perfeitamente desprezível.
    Para quem não sabe, ao longo da História Bélica (após a Revolução Industrial) muitas armas tiveram um determinado impacto no campo de batalha mas nenhuma delas revolucionou a Guerra. A única que o fêz foi o aeroplano, que comprimiu o factor tempo, elevou o factor surpresa a um nível jamais impensado e trouxe a Terceira Dimensão para o cerne das batalhas, penetrando fundo nas entranhas do inimigo e semeando a morte e a destruição avassaladora nos centros de decisão, militares e políticos. Da infrutífera guerra de desgaste, a guerra das trincheiras que levava a nada e a coisa nenhuma, o aeroplano revolucionou a fundo todas astácticas seculares podres de velhas e trouxe com ele uma nova forma de guerra, a Guerra do Movimento! E passo a transcrever uma passagem da “História do Poder Aéreo”:
    “-Mesmo antes de o aeroplano ser inventado, os escritores perceberam que o meio aéreo possuía qualidades intrínsecas e únicas que poderiam ser exploradas na guerra, até ao ponto de a dominar em absoluto. É espantosa a rapidez com que, após terem os Irmãos Wright voado pela primeira vez em 1903, e o Santos Dumont, logo em 1906, com um aeroplano movido pelos seus próprios meios, os militares postularam o emprego do aeroplano como arma de guerra.
    Muitíssimo mais do que qualquer outra coisa, o Poder Aéreo tornara-se na locomotiva da inovação e da expansão, um meio ultra-avançado e projectado para trilhar a vanguarda do futuro. O mundo de hoje, a electrónica, a ciência dos materiais, a robótica, a tecnologia ultra-avançada devem muitíssimo ao advento do “Mais Pesado do que o Ar”. Sem ele, tudo seria diferente e estaríamos concerteza pouco mais que avançados no Século XIX.
    Com a conquista humana da terceira dimensão, consolidou-se definitivamente o verdadeiro conceito do Poder Aéreo… supremo, independente, uno e indivisível, tão real e tão presente nos sonhos proféticos do Gen. Douhet que um dia afirmou perante as velhas hostes:
    “-Dez anos em aviação é uma eternidade. Quem controlar o ar, dominará a terra e o mar!”.
    O aeroplano podia rápidamente voar sobre as trincheiras e sobre os obstáculos naturais, efectuando fundamentais reconhecimentos sobre todo o campo de batalha, espionando as posições do inimigo muito para além do “front” e bem para dentro do seu território. Foi o princípio do fim das cavalarias, que faziam os arriscados reconhecimentos, demorando dias ou semanas… às vezes meses.
    Em 1916-17 já havia aeroplanos extremamente velozes, capazes de atingir 230Km/h e 6000 metros de altitude, com uma manobrabilidade soberba (mesmo para os padrões actuais). Rápidamente as suas linhas estéticas foram ficando cada vêz mais aperfeiçoadas e mais aerodinâmicas, tornando-se destacadamente nas máquinas de guerra mais esbeltas, graciosas e bonitas, mas também nas mais performantes e mais avançadas da sua época. A proeza matemática das suas arquitecturas, as complexidades das suas construções e os cálculos ultra-exigentes da Física que se escondia nas suas concepções constituíam (tal como ainda hoje) a bitola que media a capacidade de empenho, empreendimento e pujança tecnológica de uma nação, representando por conseguinte o símbolo máximo da Engenharia Humana. As suas criações, cheias de técnica, de regras e fórmulas, de complexos cálculos e de ciência avançada, fizeram dos aeroplanos o grande orgulho das nações que os fabricavam. Nada éra mais avançado e perfeito do que a máquina de guerra voadora, tida unânimamente como o pódio mais alto do empreendimento científico humano. Ela provocava grande admiração, adoração e paixão nas sociedades, nomeadamente nos mais jovens, ao ponto de pô-los a sonhar em serem um dia oficiais pilotos aviadores. O acto de voar éra visto como algo de transcendental, quase sobrenatural… algo envolto numa áurea de mistério e até de poder divino. Os pilotos aviadores éram admirados como deuses alados (ainda mais venerados e sobrevalorizados do que os desportistas ou as estrelas da música e do cinema de hoje). Qualquer festival aéreo atraía imensas multidões de centenas de milhares de pessoas.
    Éra ponto assente que a partir do aparecimento do aeroplano na guerra, os exércitos e as marinhas seriam rápidamente ultrapassados e relegados para segundo plano.

    A partir dali, já nada mais parou a Aviação.
    Agora, não se matavam só homens ou pelotões de soldados… tudo só para se conquistar uma simples colina na “terra de ninguém”.
    Contudo, o aeroplano não se restringiu apenas ao plano meramente táctico. Sobrevoou os arames farpados e expandiu a guerra muito para além dos contíguos campos de batalha. Tal como um estilete, avançou, indo logo ao fulcro da questão!
    Com o aeroplano, podiam agora ser dizimados exércitos inteiros. Até mesmo as orgulhosas marinhas, bastiões dos impérios insulares, podiam agora ser fácilmente colocadas “a pique” perante os implacáveis ataques aéreos. Num ápice, podia-se agora penetrar impunemente no território inimigo e bombardear aldeias, vilas, cidades e até países inteiros, de lés a lés, com bombas explosivas, incendiárias e de gases químicos venenosos (por ex. o gás-mostarda).

    “-O aeroplano de guerra, tal como um dragão voador munido de tenebrosos poderes, levou nas suas asas a morte, o caos e a destruição mais horrível até ao coração do inimigo!” (Gen. Douhet).

    O aeroplano transportou bem para dentro dos países beligerantes, a potência suprema do Poder Aéreo, desfazendo os seus centros políticos, os seus quartéis generais, as suas infraestruturas militares, as suas indústrias… arrasando até com os seus centros de decisão.
    O aeroplano tornou-se no único meio expansivo da guerra, com tamanha capacidade destrutiva que éra até capaz de espezinhar a moral, a resistência, a vontade e o sentido de sobrevivência de uma nação.
    Na História, esta nova forma de combate, dirigida aos centros nevrálgicos do inimigo, ficaria designada por “Guerra de Atrito”.

    O aeroplano ignorou a estática e infrutífera “Guerra das Trincheiras” que nada mais éra do que um moroso impasse (guerra de desgaste) que ía matando, matando… mas não levava a nada nem a coisa nenhuma!
    Com o aeroplano, pôde-se alargar a guerra a toda a parte, a qualquer distância e a qualquer área dos mares pois os navios começaram também a transportar aeroplanos com flutuadores, sendo estes lançados por catapulta.
    Com o aeroplano de combate, revolucionou-se todo o xadrez da guerra e com ele imprimiu-se uma velocidade e expansão nunca antes vistas. Agora, os aeroplanos podiam transportar nas suas bombas, a guerra mais atróz, mais arrasadora e mais mortífera, semeando por toda a parte a sentença decisória.

    “-Muitíssimo mais do que com qualquer outro meio bélico, logo se percebeu que com o aeroplano podia-se vencer rápidamente toda e qualquer guerra, elevando a moral do Homem acima das misérias humanas!” (in As Grandes Batalhas Aéreas da Primeira Guerra Mundial).

    As trincheiras, as fortalezas, as muralhas, as linhas da costa marítima, os mares, os rios, as montanhas, os lamaçais, os pântanos, as areias movediças e outros obstáculos intransponíveis para as forças terrestres… tudo isso passou à História. Para o aeroplano que espalhara a terceira dimensão sobre a guerra, nada disso mais contava. A guerra podia chegar em alta velocidade, a todo e a qualquer momento… a toda a parte!
    Com o aeroplano, os factores surpresa e imprevisibilidade foram elevados ao extremo. O factor tempo também fora encurtado ao mínimo, ao ponto do inimigo não ser sequer capaz de prever quando seria arrasado por um ataque-surpresa.
    De repente, percebeu-se que tudo passava a estar extremamente vulnerável perante a acção demolidora do Poder Aéreo.

    Como as armas anti-aéreas da Primeira Guerra éram muito fracas, os aviadores podiam bombardear impunemente as vulneráveis e expostas forças terrestres e navais, onde quer que estivessem e sem serem muito molestados.

    Mas o adversário não ficou parado e assim apareceu o mais perigoso inimigo do aeroplano: o aeroplano inimigo!
    Tinham nascido os gloriosos duelos entre os Cavaleiros dos Céus e aberto o capítulo das Grandes Batalhas Aéreas Épicas, autênticas páginas de ouro das guerras do Século XX.
    Não havia a menor dúvida que iria ser nos céus (e pela primeira vêz na História da Humanidade) que se decidiria o direcçionamento, o desenrolar e o término da guerra.

    O aeroplano revolucionou profundamente as tácticas de combate ancestrais. Todas as doutrinas da guerra revelaram-se completamente desajustadas perante esta nova e perigosíssima ameaça. Os velhos manuais de tácticas seculares, pensados únicamente para as lentas, fastidiosas e enfadonhas guerras de superfície, foram simplesmente atirados para o lixo.
    A partir daqui, tudo podia ser desmantelado com o mais mortífero e devastador método destrutivo jamais visto: o Bombardeamento Maciço.
    Nenhum meio de guerra tinha um poder de destruição tão grande, tão rápido e tão abrangente como a Arma Aérea. Nunca, na História das Batalhas, uma arma tivera tão grande e revolucionário impacto ao ponto de nascer com ela um novo tipo de guerra… a “Guerra do Movimento”.

    Tinha-se consumado o invencível e insuperável Poder Aéreo que rápidamente viria a ser o mais poderoso, predominante e decisivo meio bélico das futuras guerras.

    O aeroplano não éra um meio de guerra vulgar como as ridículas carroças, os cavalos relinchantes, os soldadecos a correrem cómicamente com as espingarditas no ar, os trambolhos dos canhões, os primitivos tanques de lata, os tôscos navios, os inestéticos submarinos etc… tudo isso pertencia a um estilo de guerra totalmente antiquado, extremamente contíguo e deveras limitado. Essas forças só podiam actuar dentro do seu meio natural, com um alcance diminuto e sempre de forma pacientemente lenta. A extensividade das guerras terrestres de então não superava os três quilómetros… as navais, os quinze. As suas movimentações demoravam dias ou até semanas, senão meses. Mobilizar uma força demorava muito tempo e com ela tinha-se forçosamente que deslocar um enorme contingente logístico de apoio, muitas vezes maior do que a própria força. Essa logística éra vulnerável pois podia ser atacada e destruída, vitimando em poucos dias todos aqueles que dela dependiam. O inimigo tinha tempo de sobra para movimentar-se, planear as contra-ofensivas e assim ganhar a guerra.
    O Poder Aéreo éra o único meio capaz de alterar tudo isso e tirar verdadeiro partido do factor surpresa e do factor tempo, espalhando a destruição em tempo útil sobre a terra, sobre o mar e… no ar (tudo simultâneamente). Podia atacar e defender (ao mesmo tempo) em toda a extensão e profundidade da guerra, tirando partido da sua exclusiva flexibilidade e enorme adaptabilidade ao cenário bélico, tudo de forma rápida e mortalmente eficiente.
    “-A Aviação foi inventada para inicialmente complementar as forças terrestres e as marinhas… mais tarde, para as vencerem!” (Gen. Billy Mitchell).

    Mas isso foi coisa de um passado longínquo, pois aconteceu ainda na Pré-História da Aviação.
    Como aconteceu a toda e qualquer outra grande invenção, o aeroplano (tido como a arma mais capaz e mais destruidora da guerra) foi sempre alvo de imensa cobiça.
    A partir dali, as forças de superfície acabaram sendo subordinadas a um papel de meras forças tácticas ocupantes, de segunda ou de terceira intervenção e sempre vistas com uma importância relativa pelas altas patentes militares e pelas esferas políticas.

    Em relação à Aviação Militar, ao ter-se noção das suas enormes e inigualáveis faculdades tais como: enorme expansividade operativa, alta flexibilidade, extrema versatilidade, grande prontidão, total supremacia bélica, elevada hegemonia técnico-científica, hiper-sofisticação, altíssima fiabilidade e robustez, incrível durabilidade, altíssima mobilidade, elevada velocidade, multioperatividade de armas e de missões (os aviões são açima de tudo sistemas de armas polivalentes), alta manobrabilidade, fugaz agilidade, total surpresa, grandioso alcance, exímia precisão nos ataques, elevada efectividade, alta eficácia, total furtividade, altíssimo gráu de sobrevivência, grande indetectabilidade etc, etc… desde muito cedo, a Arma Aérea começou a ser fervorosamente respeitada e profundamente admirada, tornando-se rápidamente na mais poderosa componente militar mundial e na mais credível defesa da Liberdade e da Soberania do Mundo Livre.

    “- Nenhuma nação jamais poderá garantir a sua defesa e integridade física sem o escudo protector de uma forte aviação!” (Gen. Billy Mitchell).

    Lições da História:
    “-Foram os caças e os bombardeiros aliados que, ao serem as forças mais poderosas, mais decisivas, mais dominadoras e mais predominantes em todas as frentes, ganharam não só as batalhas cruciais como todas as principais campanhas da Segunda Guerra Mundial.
    Ao contrário das outras forças, operaram tridimensionalmente sobre todos os cenários bélicos, semeando a destruição por toda a parte… sobre a terra, sobre o mar e… no ar! Para além disso, com as suas bem sucedidas acções defensivas, impediram o alastramento das incursões inimigas para outras frentes, defendendo não meros pelotões de soldados ou ínfimos locais diminutos, mas países inteiros do espectro da Guerra!” (in As Grandes Batalhas Aéreas da Segunda Guerra Mundial).

    “-Ao nível táctico e estratégico, o Poder Aéreo é que modelou todo o corpo da guerra, destruindo nações inteiras, de dentro para fora, tornando-as infuncionais. Quando essas nações não puderam funcionar, as suas forças armadas seguiram-lhes o exemplo!” (disse em 1945 o Gen. Dwight Eisenhower, comandante supremo das forças aliadas na Europa).

    “-O efeito moral e material dos bombardeamentos estratégicos superou largamente os efeitos das lutas terrestres numa proporção de 100 para 1. Foi fundamental criar o Maior Efeito Destruidor possível. Foi o Poder Aéreo aliado na Segunda Guerra Mundial que traçou e abriu o caminho para a Liberdade e para a Democracia, eliminando a Tirania!” (Gen. do Ar Hugh Trenchard da RAF num discurso na Câmara dos Comuns em 1945).

    O bombardeiro atómico, com a sua “Arma do Holocausto”, pusera fim à Segunda Guerra Mundial, aterrorizando o mundo!
    Para a Humanidade, fora deixada uma terrífica lição: guerra, nunca mais!

    O PÓS-GUERRA:
    Ainda assim e depois das cinzas da guerra terem assentado, o Poder Aéreo continuou com a sua acção crucial, agora em tempo de paz: foram os aviões cargueiros (DC-3 Dakota, Avro Lancastrian, Avro York, DC-4 Skymaster, C-24 Liberator, Curtiss C-46 Commando, C-75 Stratoliner e C-69 Constellation) que diáriamente, num vaivém constante, abasteceram a capital da Alemanha de alimentos, suprimentos, geradores de energia eléctrica, vestuário e medicamentos.
    Nesta gigantesca e heróica operação, seriam salvas da fome, do frio e das doenças, milhões de pessoas que inocentemente pagaram pelos erros dos seus líderes desumanos.
    Esta meritória e louvável operação humanitária que ficaria históricamente conhecida como A Grande Ponte Aérea de Berlim, foi a coluna vertebral do Plano Marshall (a maior operação humanitária que o mundo, até hoje, jamais vira).

    No fundo da questão e da razão, foi graças à acção e aos resultados fantásticos do Poder Aéreo aliado sobre os seus inimigos que os políticos alcançaram as condições para puderem construir a nova Ordem Mundial do designado Mundo Livre (o mundo que herdamos).

    A GUERRA FRIA:
    Mais tarde, os soviéticos dividiram a Europa e a grande cidade de Berlim foi cortada ao meio por um muro (o Muro da Vergonha), separando dois mundos antagónicos e distantes. Com isso, abriu-se a primeira página da Guerra Fria, uma guerra que se revelaria em breve, muitíssimo mais perigosa com o advento do Poder Aéreo Nuclear.

    O Homem não aprendera!
    Com isso, estavam lançadas as sementes para 50 anos de alta tensão entre os dois blocos militares mais poderosos jamais vistos na História da Humanidade: EUA versus URSS.
    As duas super-potências transformaram-se em árbitros da Paz e da Guerra, legitimadas exclusivamente nas suas colossais e impressionantes forças aéreas, capazes de por si só, arrasarem o mundo.
    E foi o medo irreparável de uma guerra nuclear de ordem apocalíptica, que evitou uma Terceira Guerra Mundial, por causa de Berlim, por causa da Coreia, por causa de Cuba, por causa do Vietnam, por causa de Israel… e por causa de outros focos que se acenderam sem solução de continuidade.
    Apesar de tudo, as guerras serviram também para obrigar o mundo a dar um enorme salto tecnológico. Quer queiramos quer não, as guerras ou a preparação para estas, foram os maiores motores do progresso da Humanidade.

    Este mundo que herdamos, deve pois muitíssimo àqueles que serviram o Poder Aéreo, com sangue, suor e lágrimas, tantas vezes pagando com a sua própria vida.
    Continua a dever muitíssimo aos espectaculares e excelentes aviões que arrasaram completamente os seus inimigos, onde quer que estivessem.
    Sem desprimor para as forças militares de superfície, que dentro das suas imensas limitações também fizeram o melhor que puderam, a verdade pura e crua é que foram os aviões aliados os grandes protagonistas das principais batalhas que viraram o curso da História. Os aviões de guerra, foram destacadamente os meios bélicos que tiveram a acção mais arrasadora, mais vasta, mais abrangente e mais decisiva. Foram os meios aéreos que, actuando sobre as três dimensões (terra, mar e ar) com um alcance e uma abrangência incomparáveis, provocaram as maiores repercussões e geraram as maiores consequências para os países beligerantes. Neste sentido, os aviões aliados foram sobejamente os grandes vencedores de toda a Segunda Guerra Mundial, pois sendo as máquinas de guerra mais capacitadas e mais devastadoras, viraram, através das suas espectaculares acções, o curso da própria guerra e por conseguinte da própria História do Século XX. A eles e aos seus pilotos, todos nós devemos, em parte, os Louros da Glória e até a própria Liberdade do mundo que hoje gozamos. Sem os seus feitos extraordinários, toda a Europa estaria ainda hoje sob o júbilo de uma tirania protagonizada por regimes totalitários e sem fim à vista.
    O Poder Aéreo ao ser a expressão máxima da Força Militar Global e ao constituir o meio bélico mais devastador, com maior abrangência geográfica, com maior flexibilidade, com maior alcance e incomparável velocidade é, seguramente, o mais decisivo e o que gera maiores consequências nas guerras.
    Para quem desconhece, foi o Poder Aéreo que “modelou” a Ordem Mundial do Pós-Guerra, ou seja: o mundo que herda-mos, foi o resultado daquilo que o Poder Aéreo decidiu nas guerras do Século XX (principalmente na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria). O mosaico geopolítico que hoje subsiste, nada mais é do que o resultado daquilo que o Poder Aéreo gerou nos principais conflitos.
    É por isso que a Superioridade Aérea sempre foi e será “A Chave da Vitória”!

    BREVES PASSAGENS DA HISTÓRIA DA AVIAÇÃO MILITAR:
    “-A História mostrou-nos, vezes sem conta, que é totalmente impossível deter um ataque aéreo pois mesmo que se consiga derrubar uma ou outra aeronave, o grosso da formação sempre passará e atingirá certeiramente todos os seus objectivos!” (Maj. Seversky).

    “-Não existem rodovias no céu, todas as estradas levam a toda a parte. Porque não há flancos ou frentes de combate no céu, um defensor aéreo pouca chance tem de lá construir fortificações ou de canalizar o inimigo para uma direcção previsível, de modo a que as suas defesas sejam mais eficazes. O Poder Aéreo domina em absoluto as guerras sendo pois a sua acção totalmente imprevisível!” (H.G. Wells).

    “-O Poder Aéreo tornou-se predominante, tanto como instrumento de dissuasão na guerra quanto, na eventualidade da própria guerra, actuar como a única força verdadeiramente devastadora, capaz de destruir todo o potencial inimigo e fatalmente solapar-lhe a vontade de fazer a guerra!” (Gen. Omar Bradley).

    “-Se o atacante conquistar o domínio dos céus, o defensor está perdido!” (Alm. Carl Vinson).

    Considerações:
    Nos anos vindouros, indubitávelmente que os EUA continuarão a necessitar de intervenções militares. A sua hegemonia político-militar continuará a ser legitimada (contra tudo e contra todos) pelo seu invencível Poder Aéreo (que é a razão central da sua superioridade no mundo, em todas as vertentes, quer militares, quer políticas). Mas o seu povo e os seus políticos, impacientes com guerras prolongadas e com baixas consideráveis, continuarão a insistir para que o Poder Aéreo americano faça operações punitivas, curtas, rápidas e decisivas, extremamente cirúrgicas, com um mínimo de sangue e sem danos colaterais. Essas operações de “Guerra Limpa” serão cada vêz mais exercidas exclusivamente pelos meios aéreos, evitando-se ao máximo custosas deslocações de tropas sujeitas a morrerem em terrenos estranhos à nação.
    Não esquecendo as lições do passado, os generais sabem perfeitamente que terem tropas terrestres no terreno é sinónimo de baixas… muitas baixas… e isso os EUA não aceitam.
    Principalmente a partir do retumbante êxito da Operação Tempestade do Deserto, em 1991, o povo americano continuou a dar cada vêz maior importância a estes imperativos. Só o Poder Aéreo é que tem capacidade e invulnerabilidade para dar resposta a esses imperativos, evitando ao máximo entregar mortos à nação. Basta vêr que nesta última Guerra do Iraque, a Aviação norte-americana cumpriu com total competência, alta eficácia e sem baixas, todo o peso da responsabilidade das missões que o Presidente dos EUA e o seu povo lhe colocaram nos ombros, ultrapassando mesmo as melhores espectativas. Nem um só objectivo foi falhado, acabando por se fazer muito mais ainda que o inicialmente previsto. Em contrapartida, desde que terminaram as campanhas aéreas e se passou para a fase secundária da guerra, ou seja, para a ocupação territorial, as baixas entre os soldados nunca mais pararam de somar. Nessa fase que ainda hoje persiste, as tropas terrestres do exército assumiram as tarefas secundárias que a elas dizem respeito (a pacificação, a manutenção da Paz e da Ordem, o controlo e policiamento das ruas, a propaganda psicológica para o apaziguamento dos insurrectos e o apoio humanitário). Contudo, estas só têm contribuído com mortos e feridos para a nação. Por aqui se vê a capacidade, a competência, o “modus operandis” e a alta vulnerabilidade dos exércitos em geral. Quando há homens no terreno, as baixas aumentam vertiginosamente, o que é um factor deveras negativo para os “Media” explorarem e assim “beliscarem” a credibilidade dos comprometidos políticos (que na maioria das vezes são até os principais causadores das crises). Mas acima de tudo, esse morticínio torna-se numa dor profunda para o povo, abalando toda a moral de uma nação.

    Isto vem atirar definitivamente para o lixo a presunção daqueles que ainda defendem (e cada vêz são menos):
    “-O Homem sim, não a tecnologia, será sempre o elemento predominante na guerra!” (in Doutrina Básica do U.S. Army Corps).
    No Congresso, um general da USAF levantou-se, pediu permissão ao Presidente e discursou:
    “-Pois bem, a imagem empedernida do infante com o seu fuzil só é destacada quando ele tem a oportunidade e a grande sorte de fazer sair do covil o inimigo, forçando-o a assinar o contrato de rendição, o que nunca aconteceu nas guerras do Século XX, pelo menos sem que primeiro o Poder Aéreo lhe orientasse e preparasse o caminho. Neste século, de facto, isso nunca aconteceu, mas mesmo que isso tenha alguma viabilidade de vir a acontecer no futuro, é imperioso que o Poder Aéreo primeiro faculte ao exército essa tal oportunidade e a tal sorte. A isso vir mesmo a acontecer, a decisão do inimigo em assinar ou não esse tratado, dependerá sempre do grau de devastação com que o Poder Aéreo reduzira não só as suas forças armadas, como toda a sua nação. Jamais será pelo simples acto do inimigo ter sido surpreendido pelo tal soldado do exército. Essa visão avessa e ortodoxa do exército tem sido também um grande obstáculo à sua modernização e à sua própria reformulação como força militar. Mas tudo isso é um termo recorrente da própria Cultura do Exército, deveras proteccionista e extremamente retrógrada em que, face aos novos conceitos da Guerra Moderna dirigida pelo avançado Poder Aéreo, continua cegamente a aferroar-se ao terreno, colocando a imagem do seu venerável soldado como o pedestal da (sua) guerra… uma guerra limitada, comedida e completamente desfasada da realidade. Porque essa visão chauvinista do exército deprecia a importância cada vêz maior da tecnologia e da ciência, nunca será bem aceite pelos homens que compreendem o Poder Aéreo!” (Disse em 1955, o General Curtis Le May, comandante supremo do SAC-Comando Aerostratégico dos EUA).

    Diga-se também de passagem: para o Poder Aéreo, o papel do tal soldado é perfeitamente dispensável e até absolutamente desprezível. Portanto, essa história fantasista do soldado e do tratado… não é bem assim!
    O líder inimigo e os seus capangas podem nem sequer vir a ter a possibilidade de assinarem o tal tratado, se num ataque aéreo ficarem logo reduzidos a um monte de tripas. Por exemplo, Muamar Kadafi, Manuel Noriega, Mohamed Aideed, Sadam Hussein, bin Laden e as suas comitivas escaparam por um triz das garras do Poder Aéreo… uma questão de pura sorte! Porém, a mesma sorte não tiveram muitas outras comitivas e inúmeras figuras destacadas ao longo dos conflitos do último século.
    Embora a eliminação selectiva individual não seja própriamente uma missão específica do Poder Aéreo, nem sequer valorizada na sua doutrina, nunca existiu nada de impossível que ele não fizesse pois tem meios ultra-avançados e incomparávelmente mais capazes do que qualquer outra força militar. Muitas vezes é que não lhe deram a oportunidade para que o demonstrasse!

    Um avião que, a mais de 30 Km de distância e desde 18 Km de altitude é capaz de acertar uma bomba “inteligente” numa pequena janela de um gabinete de um quartel general, é capaz de seguidamente destruir ou matar o que quer que seja, disso não se tenha a menor dúvida!

    Pode-se uma vez mais (entre tantas e tantas outras) sublinhar seguramente que:
    “- Desde o “Advento do Aeroplano” não é mais o infante que faz sair do covil o inimigo, segurando-o com a baioneta no pescoço. Não é mais o infante que o força a assinar o tratado de rendição! O Poder Aéreo é altamente eficiente, demolidor e cirúrgicamente arrasador. É ele que explode com o dito covil, desfazendo em fanicos esse mesmo inimigo, negando-lhe a mínima hipótese de voltar a vêr sequer a cor do papel do dito tratado!
    E é esta a plena e certeiríssima convicção de toda a comunidade mundial da aviação, dos seus militares, de todos os aficionados e de entusiastas. Sempre foi assim e sempre assim será!

    Como se diz na Aviação:
    “-Políticas, demagogias, diplomacias, mentiras… tudo isso para que? Não há nada que um avião com uma bomba ou um míssil não faça… e de forma incomparávelmente mais eficaz, mais perfeita e mais decidida!
    (E continuam): “-Os políticos palabreiam, palabreiam… entretêm o tempo, endossam diplomacias, fazem cimeiras… que nada decidem! Quase sempre, estragam o tempo útil indispensável ao Poder Aéreo. Com a sua irracional posição, deveras impensada e insensata, contribuem para que o inimigo encubra as provas… permitem que o inimigo baralhe as posições das suas forças militares nos teatros de guerra, forçando o Poder Aéreo a efectuar novos vôos de reconhecimento para assim fazerem novo levantamento em tempo real da nova situação táctica. Isso paga-se com tempo e dinheiro. Com isso, ajudam o inimigo a alterar o xadrez da guerra, tornando-se ingénuamente coniventes com os seus propósitos. Mal do mundo que aos políticos confie a segurança dos povos e das nações!
    (E continuam): “-O Poder Aéreo é o instrumento de guerra que consagra a segurança internacional e permite aos países ocidentais alcançarem os seus objectivos políticos e militares, realizando as suas vontades e consolidando as suas pretensões. É graças aos extraordinários feitos alcançados pelo Poder Aéreo que os políticos depois se redimem ao simples acto de assinarem papéis… só papéis… e nada mais do que papéis! (Revista Mais Alto – FAP).

    O que se sabe entre a comunidade mundial da Aviação (e esse é um facto deveras conhecido e vastamente generalizado) é que:
    “- Os políticos mentem e assinam papéis, os exércitos apenas matam homens, as marinhas assistem junto à costa mas as forças aéreas é que fazem a História!”.

    “-A aviação de combate é a força que “arromba o portão” de uma nação inimiga e explode-lhe com as entranhas! As bases aéreas inimigas são logo o primeiro alvo prioritário. Quando as suas pistas e os seus aviões são destruídos, a principal ameaça foi eliminada. Por isso, os ataques SEAD contra os aviões e as suas instalações, são logo as primeiras missões de uma Air Strike Force. Os aviões de caça são a estrutura nevrálgica da defesa de um país, pelo que eles e as suas bases aéreas são sempre o objectivo principal num ataque. A Vitória Final será garantida se o inimigo perder logo, no início, o seu maior poder… o poderio aéreo!” (Maj. Seversky).

    “-Numa guerra, a Aviação é sempre a principal e maior ameaça para o atacante e a melhor e mais capaz defesa para o defensor!” (Gen. Douhet).

    A Aviação tornou-se, desde sempre, a única força militar de carácter estratégico. É a única arma bélica decisiva na guerra porque é capaz de, por si só, alterar o próprio curso das batalhas e “vergar” o oponente, levando, não meros pelotões de soldados mas nações inteiras, à derrota total e à rendição… e tudo isso sem sequer serem precisas intervenções terrestres ou navais.
    Actualmente, tudo isso é feito de forma incrívelmente rápida:
    Tácticas de combate e de ataque exímiamente estudadas, préviamente super-organizadas, sistemáticamente muito bem treinadas e absolutamente cumpridas à regra, permitem às sofisticadas aeronaves ocidentais (carregadas com avançados armamentos e lotadas de complexos sistemas defensivos) tornarem-se absolutamente intocáveis perante qualquer tipo de ameaças inimigas. As guerras actuais duram apenas escassos dias e não anos, como antigamente. Prácticamente todos os principais objectivos estratégicos são consumados logo na primeira noite de uma intervenção aérea, deixando o inimigo sem quaisquer hipóteses para continuar a guerra.

    Os aviões e os helicópteros foram as únicas armas bélicas, até hoje, que marcaram verdadeiramente a diferença!
    Hoje em dia, nenhuma componente de intervenção militar ou civil que se preze, prescinde da Aviação nas suas fileiras porque sabem que sem ela perdem grande parte da sua razão de ser.

    A aviação militar, desde sempre, jamais teve que provar o que quer que fosse! Sempre se valeu da suas inegáveis capacidades únicas e da sua total efectividade sobre tudo e sobre todos.
    O que é certo é que sem os helicópteros AH-64 Apache, AH-1 Cobra, UH-1 Huey, UH-60 Blackhawk e CH-47 Chinook, o US Army não tinha qualquer viabilidade como força militar no futuro. Os meios aéreos é que ainda sustentam a sua credibilidade, mas a tendência é tornar-se cada vêz mais numa força predominantemente aerotransportada e totalmente dependente do designado Apoio Aéreo Aproximado proporcionado pelos seus helicópteros.

    Quando os generais olham para uma lista de efectivos inimigos em ordem de batalha, medem logo e em primeiro de tudo, a força dos seus meios aéreos pois sabem que essa é a mais poderosa, mais avançada, mais eficiente e mais perigosa força inimiga. Ela, é a única com credibilidade e capacidade para rápidamente frustrar as suas pretensões, colocando em perigo as suas próprias forças armadas e a sobrevivência dos galões nas suas fardas. Tudo o resto é secundário: os milhares de soldados, as centenas de tanques, as centenas de peças de artilharia, as baterias anti-aéreas, as centenas de camiões e jeeps… tudo isso é uma falsa questão e simples farófia para encher o saco! Para o Poder Aéreo, isso pouco importa! Essas forças inimigas não exercem grande oposição, sendo rápida e fácilmente destruidas. O seu único significado é constituírem uma carga de trabalho extraordinário adicional que prolongará por mais uns dias a acção altamente destrutiva do Poder Aéreo. Sem esse acrescendo numérico, as guerras terminavam ainda em menos tempo do que o que se tem assistido.

    Desde a Era do Vietnam, os exércitos e as marinhas práticamente não têm expressão nas Guerras Modernas. Para tentarem recuperar o fôlego de outros séculos passados, cada vêz investem mais nos meios aéreos pois são eles que sustentam ainda a sobrevivência e a réstia de valia como forças militares.
    Desde a Guerra do Golfo, em 1991, as aeronaves-robôs de controlo remoto (Drones, RPV, UAV, UCAV etc) têm incomparávelmente obtido mais protagonismo, importância, destaque e mediatização televisiva, gerando mais interesse, curiosidade e entusiasmo no grande público do que um navio cruzador, um destroyer, um tanque, uma bateria de artilharia, um jeep… já para não falar num simples e modesto soldadito da tropa macaca (que práticamente já nem serve para nada).
    Portanto, a Era Napoleónica do cavalo ou do fuzil remonta a um passado tão distante quanto a Era dos dinossauros.
    A Era da Pólvora há muito que já lá vai e hoje prácticamente já não tem expressão na chamada Guerra Moderna do Microchip!
    Nos últimos conflitos que o mundo tem assistido (Vietnam, Guerra dos Seis Dias, Iom Kippur, Malvinas, Granada, Guerra do Golfo, ex-Jugoslávia, Afeganistão ou Iraque) tem-se constantemente recorrido ao uso crescente de tecnologia militar super-avançada (mísseis de alta precisão cirúrgica, “bombas inteligentes”, caças supersónicos de superioridade aérea, caças-bombardeiros de ataque de precisão, aviões supersónicos de espionagem estratégica, aeronaves de interferência electrónica, aeronaves de Guerra Electrónica ultra-sofisticada, drones, RPV`s e UAV`s de reconhecimento táctico, estações de radares de comando e controlo etc, etc). Enquanto isso, os inimigos não conseguem responder com armamentos similares e à altura porque as suas forças militares ainda recorrem a armamentos obsoletos e de conceito antiquado, estilo Segunda Grande Guerra. Sem nada poderem fazer, limitam-se apenas a morrer ou a verem o seu país a ser flagelado hora após hora. Muitas vezes, o Poder Aéreo até se vê forçado a baixar o nível das ofensivas, a suprimir inúmeras missões e a imprimir uma acção mais moderada, tudo por falta de resposta por parte dos inimigos. Por exemplo, na Guerra do Golfo, no Afeganistão, na ex-Jugoslávia e agora mais recentemente no Iraque, ao não haverem forças aéreas com aviões de caça capazes de lutarem e ombrearem pela Superioridade Aérea, os comandantes aliados viram-se forçados a absterem-se das missões de superioridade e defesa aérea, relegando-se apenas a efectuar patrulhas de policiamento e fiscalização do espaço aéreo sobre os conflitos. Por outras palavras, não se assistiu a combates aéreos de longo e médio alcances, protagonizados por caças de altas performances e por mortíferos mísseis “ar-ar” disparados entre eles. Os caças aliados, não só conseguiram a Supremacia Aérea Absoluta prácticamente oferecida de bandeja, como ganharam logo de início a “Chave da Vitória”, e isto desde o primeiro dia dos confrontos. Só numa fase muito posterior, já de rescaldo, de eliminação de resistências, de policiamento urbano, de pacificação e de apaziguamento das hostes, já com teor humanitário, é que as forças da Era da Pólvora tiveram oportunidade de entrar e então empreenderem uma “guerra assimétrica”, de baixo nível e mais ao estilo de guerrilha (já dentro das capacidades de um inimigo primitivo que se resume apenas a simples armas ligeiras, minas, explosivos artesanais e lança-granadas portáteis). Ou seja, ofensivas aéreas de carácter punitivo, com vista a acabarem com regimes políticos fascistas e suas infraestructuras militares, devido à falta de uma resposta à altura, acabaram rápidamente e em poucos dias por alcançar brilhantemente todos os objectivos militares e a satisfazer todas as pretensões políticas. Depois dessa fase importantíssima, tudo acabou por se resumir a um plano muito terciário da própria guerra.

    As guerras sempre foram divididas em fases e campanhas que visam consolidar determinados objectivos, quer militares, quer políticos. Hoje, o “grosso” das guerras contemporâneas são feitas únicamente pela Aviação e terminam logo em poucos dias.
    Ver-se grandes concentrações de soldados a correrem de espingardita em punho passou a ser coisa ridícula de um passado que se perde na memória. Dadas as capacidades brutalmente destrutivas das modernas aeronaves e dos seus armamentos, isso seria um puro genocídio humano, portanto é uma situação completamente inviável e até impensável.

    Graças ao Poder Aéreo, o factor tempo foi encurtado ao mínimo, devido às suas incríveis e impressionantes capacidades. O inimigo sai dessas guerras completamente arrasado e a Aviação aliada muito poucas ou até nenhumas baixas sofre.
    Os aviões e os helicópteros de combate, os seus mísseis e as suas bombas inteligentes são, por excelência, as “super-armas” da Guerra Moderna pois são eles que destroem directamente todos os alvos importantes e prioritários do inimigo, com a máxima precisão cirúrgica e muitas vezes sem haver sequer danos colaterais (cuja tendência é diminuirem cada vêz mais com vista ao cumprimento das regras da designada “guerra limpa”).

    São as aeronaves de guerra, os únicos meios que isolam, “cegam”, “calam” e “ensurdecem” o inimigo, através da Guerra Electrónica (ELINT/COMINT/SIGINT). São as aeronaves de guerra que espionam os arsenais inimigos e reconhecem as suas movimentações, fazendo um levantamento exaustivo e super-pormenorizado de tudo quanto se passa no teatro de guerra (e isto em tempo-real). Depois, e caso seja necessário, procedem à destruição directa e rápida dos objectivos de forma a provocarem a “paralisia” total desse mesmo inimigo. Tal como sempre aconteceu nas guerras do passado, continuam a ser as aeronaves de combate, os meios bélicos que dirigem o curso das guerras e que as decidem.

    Sem se ter conquistado a “Superioridade Aérea” (o grande escudo protector sobre a guerra) nenhuma acção na terra, no mar ou no ar pode ser levada a bom termo, sob pena de ser logo destruída pelo Poder Aéreo adversário.
    São os caças de intercepção e combate aéreo que tornam os céus seguros, após conquistarem o domínio do ar aos caças rivais inimigos. Para isso, têm que destruir no ar (e no solo) o maior número possível de caças adversários de forma a quebrarem a espinha dorsal da defesa da nação inimiga. Se a aviação inimiga for então vencida ou impedida de voar, abre-se definitivamente a segurança a todo o espaço aéreo (a dimensão cimeira, soberana e comum às restantes dimensões). Consumado esse importantíssimo e vital patamar, está construído o “guarda-chuva” protector sobre toda a guerra, permitindo que todas as restantes operações aéreas, terrestres e navais sejam então possíveis. Por outras palavras: Só únicamente com a destruição do Poder Aéreo adversário, é que se criam as condições possíveis para as movimentações terrestres e navais.

    “-Só o Poder Aéreo é que consegue dominar os céus para tornar possível a superfície!” (Marechal do Ar Arthur Travers Harris – RAF)

    A partir daqui, a nação que perdeu a “Superioridade Aérea” tem o destino traçado: não vai poder sequer defender-se porque mesmo recorrendo aos seus restantes sistemas anti-aéreos de superfície (SAM/AAA), estes serão sempre tácticamente muito limitados pois nunca poderão estar em todo o lado, defendendo todos os sítios. Os sistemas anti-aéreos de superfície estão estáticamente localizados (portanto vulneráveis), com um alcance limitado a um raio de acção de apenas escassos quilómetros. Ao contrário dos caças, não dispõem da flexibilidade vital para poderem acudir rápidamente a qualquer local do país, sobre a terra, sobre o mar, no ar… enfim, onde seja necessário. Portanto, estamos a falar apenas de sistemas de protecção muito localizada e muito restrita que apenas defendem (como podem) certas infraestruturas militares de relevante importância. Já os caças podem “varrer” rápidamente toda a extensão territorial, oceânica e o espaço aéreo tridimensional sobre as zonas de responsabilidade, rápidamente e de lés a lés, vasculhando extensas áreas com os seus poderosos radares de detecção de ameaças (quer aéreas, quer de superfície), chegando rápidamente com a ajuda defensiva dos seus mísseis até onde for preciso e de forma permanente se assim se exigir. Se for necessário estender o raio de acção, podem reabastecer em vôo e multiplicar a distância das missões defensivas. Podem defender e atacar o inimigo simultâneamente, moldando-se às fases de combate do momento e retribuindo com igual medalha. Já os mísseis de superfície não o conseguem fazer, limitando-se apenas ao papel estrictamente defensivo e exíguamente muitíssimo localizado. Os caças podem abortar uma dada missão e alterar os seus planos, virar repentinamente de direcção, deslocar-se para outra área do país, subir até aos confins da atmosfera, perseguindo uma formação de grandes bombardeiros ou descer até ao nível do mar, interceptando a centenas ou até milhares de quilómetros de distância uma parelha de caças-bombardeiros pejados de mísseis anti-navio destinados a destruir toda a frota naval amiga… ou ainda, por exemplo, voar rente ao solo com vista a atacar uma investida de helicópteros de combate inimigos… enfim têm todo um conjunto de flexibilidades, conjugação de virtudes e capacidades multi-operacionais que um míssil, por mais avançado que seja nunca poderá sequer igualar. Para além disso, beneficiam da faculdade de “pilotagem inteligente” que só um ser humano é capaz de empreender. Os mísseis não têm a flexibilidade de uma aeronave humanamente pilotada, com um cérebro a bordo capaz de tomar decisões próprias, adaptando-se às circunstâncias que exigem dado momento. Os mísseis apenas se dirigem do ponto A para o ponto B, tendo contudo certas capacidades e “habilidades” para perseguirem e até “enganarem” o alvo. No entanto são apenas e só uma arma e não um sistema de armas polivalente e multi-operativo (como um avião ou um helicóptero que transporta muitos e variados armamentos e sensores para a execução de muitas e diferentes missões a cada momento). Ao contrário de um caça pilotado, os mísseis não têm a capacidade de se deslocarem préviamente para determinadas áreas longínquas e esperarem em órbita de forma a assegurarem uma defesa e cobertura aérea concertada sobre determinada área estratégica do país, do oceano ou do espaço aéreo que se preveja ser brevemente atacada. Os mísseis anti-aéreos carecem da independência de uma pilotagem humana, racional e imune a tudo, capaz de tirar o máximo proveito dos sistemas da aeronave, tendo por isso livre arbítrio no deslocamento e na perseguição das ameaças para toda e qualquer parte.

    Conclusão: a História ensinou aos estrategas militares que é absolutamente impossível deter os ataques aéreos. A derrota ou a rendição são os patamares imediatamente a seguir… é tudo uma questão de tempo!

    E é nisto que assenta a estrutura nevrálgica da guerra desde o aparecimento do avião, ou seja, desde o início do Século XX.
    Foi sempre assim ao longo de todo o século passado e sempre assim será até que o Homem invente algo que possa suplantar o invencível (e práticamente intocável) Poder Aéreo, o que seguramente não acontecerá nos próximos 100 anos.
    Mesmo assim, o rumo que está sendo traçado é o da transposição do Poder Aéreo (que também inclui o ramo espacial) para o espaço sideral, provávelmente para as futurísticas guerras intergaláxicas ao estilo Guerra das Estrelas, mesmo que essas directrizes sejam contrariadas com pequenos focos de conflitos localizados de Guerra Assimétrica (guerrilhas e terrorismos).

    As capacidades da Aviação são verdadeiramente impressionantes senão veja-se: na Segunda Guerra Mundial o erro de cálculo no acerto éra de algumas dezenas de metros. Na Guerra do Vietnam éra de escassos metros. Na Guerra das Malvinas éra de alguns metros. Na Guerra do Golfo éra já de apenas um metro. Actualmente, o erro mede-se por centímetros!
    As bombas e os mísseis são disparados desde distâncias de dezenas ou centenas de quilómetros, mesmo a partir de altitudes superiores a 20Km, e atingem os seus objectivos com a maior das precisões. É simplesmente fantástico!

    “-Os ataques aéreos são verdadeiramente infernais! Os inimigos nem tempo têm para sequer respirar! Nem sequer conseguem vislumbrar de que lado chega a morte! Levam com ela e nem sequer dão por isso! Morrem sem darem conta!” (Gen. Norman Schwarzkopf discursando durante a Operação Aérea “Tempestade do Deserto” em 1991).

    O IMPRESSIONANTE PODER AÉREO NUCLEAR:
    Um único superbombardeiro nuclear B-52 Stratofortress pode transportar tamanho arsenal de artefactos atómicos (incluindo a terrível Bomba-H de hidrogénio) e de mísseis termonucleares intercontinentais ou de cruzeiro (tais como os SRAM, ALCM, ACM, ALICBM, NASM etc…) que tem potencial bélico para aniquilar um mundo como o nosso, todo de uma só vez. Só para se ter uma ideia basta dizer que um único B-52 pode receber (por exemplo) a seguinte configuração armamentística: vinte mísseis termonucleares estratégicos intercontinentais de longo alcance (ALICBM) AGM-28 Hound Dog, ou AGM-86, ou AGM-109 Tomahawk carregados de múltiplas ogivas sub-orbitais (MIRV) dirigidas a múltiplos países. Estas terríficas armas, mais que suficientes para arrasarem com continentes inteiros, são alojadas em lançadores múltiplos rotativos nos dois porões ventrais. Para além disso, o gigantesco avião pode transportar nos seus dois cabides subalares, mais doze mísseis “cruise” nucleares de ataque de retaliação estratégica (SRAM) AGM-69 ou AGM-131 ou ainda doze mísseis “cruise” indetectáveis (ACM do tipo “stealth”) AGM-129. Em alternativa, pode ser carregado com vinte bombas atómicas B-43, ou B-61, ou de hidrogénio B-28, todas de queda livre e capazes de acabarem com qualquer restício de vida no planeta.
    Saber-se agora que a USAF-SAC tem mais de cem B-52 no activo (fora a quantidade secreta dos que estão “armazenados” na AFRES – Reserva da Força Aérea), é conteúdo transbordante para qualquer cidadão reflectir!
    E isto são apenas algumas das capacidades inigualáveis destas super-armas em particular… mas há muitas outras aeronaves fantásticas com os seus mistérios secretamente muito bem guardados.

    Os superbombardeiros B-29 Superfortress, B-36 Peacemaker, B-52 Stratofortress, B-58 Hustler (supersónico) e mais tarde o B-1 Lancer (Semi-Stealth supersónico) e o B-2 Spirit (Stealth) foram concebidos para garantirem “pela força” a continuidade da Supremacia Militar dos EUA sobre o mundo inteiro (incluindo mesmo a superpotência militar chamada então URSS).
    Com estes impressionantes e sinistros sistemas de dissuasão estratégica, tem-se a derradeira Super-Arma, perfeita e completa, capaz de aniquilar continentes inteiros com engenhos atómicos e de fusão termonuclear terminal.
    A resposta dos soviéticos foram os fantásticos superbombardeiros TU-95 e TU-142 Bear, TU-16 Badger, Mya-4 Bison, TU-22 Blinder (supersónicos) e mais tarde os Tupolev TU-26 Backfire (Semi-Stealth supersónicos) e TU-160 Blackjack (Semi-Stealth supersónicos). Estas aterradoras e misteriosas aeronaves são os vectores estratégicos (atómicos e termonucleares) mais poderosos, mais rápidos, mais indetectáveis e por isso também, os mais furtivos e perigosos da ex-União Soviética.

    Mas os bombardeiros são apenas uma parte integrante da tríade do Poder Nuclear composta ainda pelos submarinos nucleares (SLBM) e pelos silos de mísseis intercontinentais (ICBM). Contudo, os lentos submarinos podem ser fácilmente detectados pelos aviões e helicópteros “caçadores de submarinos” e logo destruídos antes mesmo de efectuarem o primeiro lançamento. Para além disso, podem ser destruídas formações inteiras de submarinos pois os aviões de (ASW) também podem transportar torpedos atómicos e cargas de profundidade hidronucleares, capazes de obliturarem grandes áreas oceânicas com centenas de quilómetros de extensão. Os maremotos daí resultantes, devastariam extensas áreas costeiras continentais, levando grande parte do mundo a uma incontrolável hecatombe impreguenada de radiações mortíferas que certamente destruiríam a fauna marítima com consequências incalculáveis para a Flora Mundial e para a própria sobrevivência humana.
    Os inertes silos dos mísseis baseados no solo estão todos exaustivamente referênciados, catalogados e devidamente localizados, havendo caças-bombardeiros supersónicos carregados de mísseis anti-míssil (SLAM) hipersónicos apontados a cada um deles. As suas acções estariam pois sériamente comprometidas mesmo antes da contagem decrescente. Mesmo que esses mísseis conseguissem penetrar a cortina interceptora, poderiam ainda ser destruídos em pleno vôo através de lasers de energia concentrada, disparados por potentes centrais aerotransportadas em aeronaves secretas especializadas (tipo Boeing YAL-1A ABL-Airborne Laser System) ou ainda por satélites de defesa espacial do Star Wars Project (criado na Admnistração Reagan cujo lema éra “A Paz pela Força!”). É mais que sabido que o lado soviético tem “coisas” semelhantes!

    Contudo, os bombardeiros nucleares nunca se sabe onde param. Com alcances intercontinentais e velocidades altíssimas sulcam inatingíveis altitudes extremas na ionosfera superior, encontrando-se em constante movimento dissimulativo e totalmente “desligados” do mundo. A sua detecção e localização são totalmente impossíveis pois, ao contrário dos silos e dos submarinos, contam a seu favôr com os factores dissimulação, dispersão, velocidade, alcance e furtividade.
    Os insólitos B-1 Lancer, B-2 Spirit, TU-26 Backfire e TU-160 Blackjack são absolutamente indetectáveis e completamente “invisíveis”(Stealth). Muitos outros tipos de bombardeiros (Semi-Stealth), embora não “totalmente invisíveis”, beneficiam igualmente de inúmeras características furtivas que os tornam “parcialmente” invisíveis e portanto, remotamente indetectáveis (muitíssimo difíceis de serem interceptados). Para além disso, os seus mísseis nucleares também podem ser de concepção “stealth”. Estes, depois de lançados, são alvos muitíssimo pequenos e hipersónicamente velozes, impossíveis de serem interceptados. A sua trajectória é trans-orbital e as suas cabeças podem estar munidas de várias ogivas termonucleares (MIRV), havendo algumas disfarçadas de engôdos para dificultarem ao máximo as defesas. Um só míssil nuclear (ALCM) pode conter dez ogivas dirigidas a dez grandes cidades, somando-se ainda mais três ou quatro falsas-ogivas (decoy) para desencadear a confusão e o desespero.
    Um só superbombardeiro do tipo B-1 Lancer pode lançar, a milhares de quilómetros, no umbral do espaço, nada mais do que 38 mísseis (ALICBM) de 10 ogivas termonucleares cada um. São 380 artefactos de destruição maciça que “choverão” sobre todo um continente… mais do que o necessário para acabar com a vida no planeta Terra.
    Portanto, estamos a falar de vectores aéreos estratégicos, portadores de autênticos arsenais de mísseis termonucleares e de bombas atómicas, absolutamente intocáveis e capazes de enviar este mundo e outro igual para os “anjinhos”!
    Os assombrosos B-52 Stratofortress possuem os sistemas de Guerra Electrónica dissimulativa e anti-míssil mais avançados do mundo, constituindo plataformas completamente imúnes a qualquer tipo de radiação, frequências ou espectro electromagnético conhecidos. Ainda hoje, constituem a principal “coluna vertebral” do Poder Nuclear dos EUA, sendo responsáveis por cerca de 70% dos seus arsenais nucleares de devastação massiva de alta escala.
    Os enigmáticos bombardeiros estratégicos FB-111 Aardvark e B-58 Hustler são aeronaves supersónicas, portanto muito difíceis de localizar e alcançar para além de possuirem igualmente os mais avançados sistemas ultra-secretos de dispersão electrónica anti-radar e anti-míssil jamais concebidos.

    Os próprios generais-estrategas norte-americanos do NORAD afirmam que os bombardeiros nucleares (que são vectores estratégicos classificados pela sigla “Ultra Top Secret”) seriam os únicos meios de dispersão nuclear completamente imunes e, concerteza, os únicos capazes de atingirem mais de 90% dos alvos pré-designados.
    É pois, condição absoluta que os vectores aéreos, com sistemas de armas de dissuasão estratégica aerotransportada, são unânimamente considerados os meios mais terríveis e mais temidos à face da terra pois contra os seus devastadores arsenais não há defesa possível.

    Os superbombardeiros simbolizam o verdadeiro “Poder dos Deuses”, constituindo o lado mais enigmático, mais sombrio, mais sinistro e mais insólito do Poder Bélico Nuclear. Os seus contingentes, formam a vertente militar mais poderosa a nível global, sendo o verdadeiro “Punho de Damócles” na Guerra do Apocalipse!

    Os superbombardeiros e os secretíssimos arsenais atómicos e termonucleares que transportam, são as mais poderosas máquinas de guerra jamais fabricadas pelo Homem. Por isso são designadas “Armas Terminais do Dia do Juízo Final”.
    Para eles só há uma última e derradeira missão: SIOP (Plano Operacional Único Integrado) ou MAD (Destruição Mútua Assegurada)… ou seja por outras palavras, a aniquilação total do planeta Terra!

    Para quem não sabe, foram os bombardeiros nucleares que mantiveram, durante mais de 60 anos, as superpotências encravadas num verdadeiro embaraço. Na verdade, estavam arbitradas pelo equilíbrio dos seus impressionantes Poderes Aéreos que seguraram, através da dissuasão, com “mão firme”, a Liberdade e a Paz num Mundo Livre mas bipolar.
    Com esse facto, os bombardeiros estratégicos mantiveram uma Paz duradoura sem nunca terem liberado uma arma nuclear.

    BREVES PASSAGENS SOBRE O PODER AÉREO:
    «« -Os aviões e helicópteros militares, os seus poderosos mísseis, as suas certeiras bombas inteligentes, os seus potentes radares e os seus fantásticos “cérebros electrónicos” sempre foram os maiores protagonistas das guerras, constituindo, muito mais do que qualquer outro meio, a verdadeira força e prestígio de uma potência económica e militar. São a escolha primordial e preferêncial dos estrategas militares e dos políticos. Estes, empreendem qualquer guerra, perfeitamente cientes de que o conflito irá durar pouco tempo e absolutamente confiantes nas garantias cabais da superioridade bélica dos meios aéreos.
    A Aviação Militar, desde que apareceu, sempre foi a expressão máxima do poder de uma nação.
    É ela a única força de cariz e importância estratégica. É ela quem decide o início, o percurso e o desfecho de uma guerra. É ela quem legitima a força militar, a influência diplomática e o “peso” político de uma grande potência e lhe faculta a coação, o respeito e a admiração ao nível internacional. »» (in Doutrina Básica do Poder Aéreo).

    “-Numa guerra existem várias forças militares em confronto, mas todas elas dependem daquilo que se passar nos céus!” (disse, em 1943, o Gen. Dwight Eisenhower – Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa).

    “-Diz-me que tipo de aviação tens e te direi que força militar és!” (disse em 1951, o Gen. Curtis Le May, comandante supremo do SAC-Comando Aeroestratégico dos EUA).

    “-Desde a Primeira Guerra Mundial, país algum ganhou uma guerra perante a Superioridade Aérea inimiga… por outro lado, nenhum estado perdeu uma guerra enquanto manteve a Superioridade Aérea. Nunca, a aviação necessitou da ajuda de exércitos ou de marinhas para a sua acção bélica… por sua vêz, os exércitos e as marinhas sempre necessitaram da aviação para lhes dar cobertura aérea (escolta, defesa e protecção). Nunca, uma guerra do Século XX foi ganha sem primeiro se ter conquistado o domínio dos céus. Nunca, na História da Guerra, um exército ou uma marinha ganhou uma batalha contra a aviação… no entanto, a aviação ganhou, vezes sem conta, inúmeras batalhas contra grandes exércitos e grandes marinhas!” (Gen. John Warden, comandante supremo da USAF).

    Não podiam estar mais certos!

    FIM

  20. Nelo Cunha: infelizmente não tenho actualmente tempo para lhe dar uma resposta com a qualidade que merece, mas deixo ainda assim a seguinte observação:
    A Coreia do Norte não é um adversário desprezível. É certo que os EUA podem a partir do ar anular todas as suas obsoletas forças blindadas e a maioria das suas posições de artilharia, ainda que estas estas estejam na sua maioria profundamente embebidas em posições fortificadas nas montanhas do sul.
    Será fácil destruir uma ofensiva terrestre norte coreana, quer através do ataque aéreo às colunas de reabastecimento, quer através do ataque directo às divisões que o Norte terá que expôr no terreno. Agora realizar um ataque às posições fortificadas do Norte já é outra coisa… Podem destruir as posições fortificadas e todas as suas forças mecanizadas, aviação e marinha, mas não poderão nunca anular completamente os milhões de homens e mulheres armados com armas ligeiras, altamente motivados e semifanatizados que o norte pode alinhar.

    O problema nunca será a Guerra Convencional, mas a Guerrilha do pós-guerra e durante a penetração das forças aliadas até às cidades norte coreanas… Se os EUA invadirem a Coreia do Norte, aquilo que já experimentam hoje no Iraque será repetido, provavelmente com uma incidência ainda maior…

  21. Caro amigo Rui Martins:
    A acção aérea dos EUA serve para isso mesmo, para suprimir na totalidade a necessidade de um envolvimento terrestre. Os objectivos militares e as pretensões políticas dos EUA podem muitíssimo bem serem alcançadas sem se ter que recorrer a uma invasão terrestre que neste caso da Coreia do Norte (ou até mesmo do Irão), em nada se justificaria!
    As forças aéreas servem precisamente para levarem ao limite da efectividade plena o “Acto de Punição” aos regimes tirânicos, desfazendo os pedestais da infraestrutura política e militar em que assentam e não para uma tomada de posições tácticas no terreno como se de uma regressão à Segunda Guerra Mundial se tratasse!
    Os EUA não estarão em nada interessados em empreender uma “conquista” e posterior ocupação no terreno norte coreano, o que é de todo desnecessário!
    Certamente que os erros do envolvimento nas guerrilhas de desgaste no Vietnam e toda a aprendizagem colhida agora neste recente conflito de Israel contra o acagaçamento do estado terrorista fanático do Hezbollah (que usou a táctica do “escudo humano” numa guerrilha assimétrica de cobardia hedionda e de desprezo total pela Vida Humana dos da sua raça) jamais se repetirá no futuro!
    Tanto que é bem possível que a filosofia de actuação dos norte coreanos seja idêntica à dos árabes fanáticamente loucos, com um apelo frenético pela busca incessante da morte pelo suicídio bombista.

    As forças terrestres, por imperativo da sua exposta vulnerabilidade aos ataques aéreos, têm constantemente uma necessidade vital de se aferroarem no terreno, mas essa situação destitua-as em pleno da acção bélica. Em vêz de atacarem, limitam-se a se esconderem e a se protegerem como podem. A dispersão e a camuflagem no terreno já há muitas décadas que deixaram de ser formas de protecção eficaz para as forças terrestres. A alta tecnologia da Aeronáutica criou ao longo destas décadas uma infindável panóplia de sistemas de alta efectividade que implementam uma constante vigilância em quaisquer condições meteorológicas (em All Weather), permitindo um levantamento da situação táctica no terreno a cada momento, 24 horas sobre 24 horas. É para isso que servem as aeronaves de Guerra Electrónica (COMINT/SIGINT/ELINT/RINT), as aeronaves de reconhecimento de altas prestações cujos seus sofisticadíssimos sistemas electrónicos “varrem” todos os espectros de frequências existentes, permitindo descortinar toda e qualquer posição inimiga, mesmo na noite mais escura, com nevoeiro cerrado, com tempestades de areia e com outros impedimentos naturais que seriam altamente limitativos para as designadas forças de superfície, eternamente convencionais!
    A Guerra Moderna de hoje processa-se através de múltiplos “”palcos” de actuação e está tão distante dos conceitos da Segunda Guera Mundial, como a Era que nos separa dos dinossauros!
    Portanto, mesmo que os restícios de forças norte coreanas tentem resistir, com a velha e batida táctica da fuga para as montanhas, de nada adiantarão e a sua descoberta e imediata aniquilação por parte da aviação norte americana será apenas uma questão de tempo. Mas não acredito, nem um pouco, que tenham tempo para sequer o fazerem pois perante uma revoada gigante de ataques aéreos sobre o país, vindos de todos os lados, a todo e qualquer momento, baralhando-lhes a nossão de Tempo Útil, não conseguirão em nada evitar serem descobertos e logo destruídos.

    Com a perda da protecção vital da sua vetusta força aérea, todo o exército coreano estará automáticamente vitimado a uma rápida e brutal destruição implacável.
    É preciso vêr que o modo de actuação na Guerra Moderna é prioritáriamente dirigido aos cernes nevrálgicos das defesas do inimigo, afim de lhes negar a movimentação na dimensão cimeira, o AR, e em consequência na Terra e no Mar.

    Quanto aos milhões de “improvisados” civis que nem sequer numa arma sabem pegar, não é de todo assim!
    Os centros de fricção contra uma determinada potência militar não são o povo (armado com pistolarias ou desarmado), muito menos os soldados providos de limitadíssimas armas ligeiras de tira-cólo (armas extremamente periféricas que só servem para matar humanos a curta distância, especialmente em richas urbanas) ou muitíssimo menos ainda os exércitos prostrados no terreno, prácticamente inertes tal como figuras estáticas numa carta. Em grande medida, as aeronaves eliminaram a necessidade de se enfrentar o terreno ou ambientes hostis devido à sua habilidade de voar por sobre exércitos, esquadras navais e obstáculos geográficos. O cerne da questão para o Poder Aéreo contra a Coreia do Norte é o ataque directo aos seus centros nevrálgicos de decisão, desfazendo os pedestais políticos do regime tirânico e levar a concreto a destruição dos seus altares industriais (onde se inclui óbviamente o seu porograma de armas nucleares, e supostamente também outros programas para armas de destruição massiça providas de agentes biológicos e químicos).

    O Poder Aéreo jamais se entretém a desgastar-se atacando fantoches no terreno. Para ele o que interessa e é prioritário é interditar totalmente um país, aniquilando-lhe na primeira passagem os seus centros-chave.
    Essa capacidade oferece alternativas tanto a batalhas terrestres, sangrentas e prolongadas, quanto a bloqueios navais mortíferos.

    O objectivo dos comandantes de uma força aérea é maximizar a sua vantagem intrínseca ao operar no nível estratégico da guerra, ao mesmo tempo em que compele o inimigo a combater no nível táctico.
    Foi esse tipo de desigualdade que o poder aéreo da coligação conseguiu na Guerra do Golfo, em 1991, quando por exemplo, privou as defesas antiaéreas integradas iraquianas do controle centralizado, regredindo-as assim, ao nível de operações tácticas ineficazes, destituídas de significação estratégica. Embora também se possa empregar o poder aéreo nos níveis operacional e táctico, deve-se considerar tais situações com atenção para assegurar que o efeito pretendido valha o esforço.

    Em essência, a guerra aérea exige pensamento amplo e estratégico. O comandante de uma força aérea deve visualizar a guerra em sua totalidade e profundidade, e não de maneira sequencial ou circunscrita como os comandantes de superfície que se preocupam apenas com o horizonte imediato.

    A ideia de que a defesa é a forma mais vigorosa da guerra é axiomática para os teóricos de superfície. Ou seja, um exército ou país que se ache em situação de fragilidade adoptará, como regra, uma postura defensiva, porque esta oferece certas vantagens. Um defensor pode-se aferrar ao terreno, construir fortificações e operar em linhas interiores em terreno amigo e conhecido, mas isso até ser descoberto e logo aniquilado.
    Deve-se entender, contudo, que os mesmos que acreditam ser a defesa a forma mais forte de sobrevivência na guerra também reconhecem que raramente se ganham guerras permanecendo apenas na defensiva!
    Portanto a Coreia por mais voltas que dê não tem a mínima hipótese!!!

    Quanto aos “temerários” insurretos da resistência, passo a descrever esta realidade:
    « – “Ao contrário de muitas impressões, os insurretos não podem permanecer guerrilheiros indefinidamente e contar com a vitória. Apenas uma ofensiva articulada pode derrubar um sistema político. O terrorismo ou a guerrilha assimétrica podem causar grandes danos, mas jamais conseguirão derrubar um regime e muito menos vencer uma força aérea.
    Essa é a razão pela qual o Exército Republicano Irlandês (IRA), a Organização de Libertação da Palestina (OLP) e muitos outros movimentos terroristas nunca jamais conseguiram alcançar uma só vitória, a despeito dos danos substanciais que causaram.
    É urgente desmistificar que o Hezbollah não ganhou a guerra a Israel! Apenas conseguiu refugiar-se como pôde, escudando-se atrás de civis inocentes que serviram de “escudo-humano” aos terroristas que logo aproveitaram para se esconderem, tal como ratazanas no meio do urbanismo mais intrincado e cerrado que se pode imaginar (no bom estilo de desordem árabe). Bem no meio do bairro, na loja, no hospital, na escola, no emprego, no café, na casa do vizinho, os terroristas escondiam os paióis de foguetes e morteiros. Quando havia uma aberta nos ataques aéreos, aproveitavam então para os atirar, às centenas, completamente à balda, para cima da fronteira de Israel, estando-se completamente borrifando para onde aquilo iria caír.
    É por tudo isso, que as acções de ataque aéreo contra esse tipo de inimigo, acobardado e bem dissimulado entre os civis, se tornaram extremamente ingratas, incómodas e altamente sensíveis para o ponto de vista humano. Mas é preciso não esquecer que as vítimas foram “forçadas” a permanecer em casa para morrerem nos ataques aéreos e servirem para denegrir a imagem de Israel perante a Comunidade Internacional, sempre tão odiosa contra os judeus e tão anti-semita! Centenas de inocentes foram encarcerados pelos terroristas do Hezbollah debaixo de tiros intimidatórios de metralhadoras, afim de permanecerem nos bairros, dentro das suas casas e dos seus prédios, tudo para que a sua morte “forçada” servisse de “mola” de propaganda anti-guerra e assim serem vitimizadas como “carne p`ra canhão”! O objectivo da organização terrorista éra com aqueles mortos denegrir a imagem de Israel e assim conseguir a pressão diplomática para um rápido cessar fogo (o que conseguiram em pleno!).

    É mais que certo que jamais o Hezbollah teve a mínima chance de prosseguir para uma ofensiva estratégica e enfrentar de peito aberto a aviação israelita. A apenas tentar fazê-lo os seus membros terroristas seriam imediatamente desfeitos em tripas espichadas! Assim, o seu hediondo e louco sonho de destruir Israel caíu por terra tão depressa como o conflito eclodiu!

    Em acréscimo, todo o tipo de movimentos de guerrilheiros e terroristas ao permanecerem indefinidamente sempre na fase de guerrilha, selam a sua derrota final. Foi esse o erro de Che Guevara na Bolívia. As forças de segurança do estado moveram-lhe uma verdadeira caçada até matá-lo em 1967. O Sendero Luminoso de Abimael Guzmán, no Peru, também permaneceu por tempo demasiado no modo de guerrilha. A sua prisão em 1993 causou o colapso da insurreição.
    Ora a lição é bem clara: se contarem com tempo suficiente, as forças aéreas de segurança de um estado irão por fim matar os líderes da guerrilha e em sequência desmembrar a organização.
    No intuito de ganhar e sobreviver, os guerrilheiros devem transitar sempre para a arriscadíssima fase da ofensiva estratégica.

    Enquanto os insurretos permanecerem guerrilheiros (nos dois primeiros estágios da insurreição), será difícil visá-los como alvos para as armas aéreas norte americanas. É que é mais que sabido que grupos pequenos infiltrados na população são péssimos alvos para forças militares estrangeiras, sejam estas forças especiais, divisões de infantaria, mísseis de cruzeiro ou caças-bombardeiros.
    O Vietnam ensinou às forças armadas dos EUA, se tanto, o alto custo de empregar força militar contra guerrilheiros.
    Contudo, uma vez que os insurretos passem para a terceira fase – a ofensiva estratégica -, mudam da postura de guerrilha para a postura de exército convencional actuando então sem a vital Cobertura Aérea. Agindo assim, os insurretos apresentam uma fragilidade-chave ante as armas modernas de alta tecnologia da aviação. Este terceiro estágio – o final – representa sempre a altíssima vulnerabilidade crucial dos insurretos.

    Se os EUA decidirem empregar forças militares contra uma insurreição, deverão aguardar até que os insurretos conduzam a tal ofensiva estratégica. A espera por isso exige paciência e tempo (o que não se verificou neste conflito entre Israel e o Hezbollah que se aproveitou do “palco” do Líbano, provocando-lhe culposamente a destruição avassaladora de toda a economia e estrutura social!

    Tal como Israel, os EUA têm uma compreensível tendência de envolvimento logo nas etapas iniciais da maior parte das guerras, embrunhando-se ainda no estágio de guerrilha. Entretanto, o terceiro estágio, o estratégico, expõe a maior vulnerabilidade dos insurretos ao Poder Aéreo dos EUA.
    Quando os insurretos conduzem operações convencionais, tornam-se imensamente expostos e vulneráveis a uma derrota esmagadora e rapidíssima perante o Poder Aéreo.

    As armas emergentes de alta tecnologia americana são superiormente proficientes e exímias na detecção e destruição de forças ,de quaisquer tipos, de superfície…, mesmo aquelas bem fortificadas em redutos. Os sistemas modernos de vigilância aérea permanete (veículos aéreos não-tripulados e controlados via-satélite ou por controlo remoto, como os UAVs, Drones e RPVs) podem detectar até mesmo as mais pequenas e bem camufladas concentrações de tropas, para além de fácilmente descortinarem todo e qualquer movimentação no terreno por parte de quaisquer tipos de forças de combate, de apoio logístico e de estruturas de comando. Satélites, aeronaves de espionagem ultra-secreta de altas capacidades tecnológicas e os práticos veículos aéreos não-tripulados podem monitorar constantemente, pelo tempo que for preciso, todo e qualquer movimento das forças de superfície sem colocar o pessoal dos EUA em risco. Aeronaves tripuladas, operando a partir de terceiros países, podem complementar as plataformas tripuladas, porque não se restringem aos limites físicos da fadiga física e psicológica humanas. As órbitas dessas pequenas aeronaves podem ser compensadas 100, 300 ou 500 quilómetros para reduzir a quase zero as chances de atrito por parte do inimigo. Operando em conjunto, esses sistemas de vigilância podem, com alta fidelidade e elevadíssima eficácia, rastrear alvos e forças de superfície e visá-los imediatamente como objectivos a destruír pelos caças e bombardeiros, tudo no menor tempo possível não lhes dando hipóteses na sua lenta progressão no terreno. Pequeníssimos grupos de insurretos, mesmo por mais bem escondidos que estejam, irão ser provávelmente revelados à detecção e forças de valor-batalhão, mesmo fortificadas em montanhas, serão apanhadas com as cuecas na mão! Veja-se o caso da Guerra na ex-Jugoslávia, na Bósnia, no Kosovo e na Sérvia! As forças sérvias julgavam que se podiam refugiar e esconder num terreno altamente acidentado e montanhoso, encobertos pelo costante máu tempo e pelas neblinas típicas daquelas regiões dos Balcãns, mas essas condições naturais de nada lhes serviram perante a altíssima eficiência e efectividade dos sistemas sofisticados das aeronaves da coligação da NATO. Em apenas 21 dias, todas as posições escondidas nas montanhas que semeavam o caos e o terror sobre as indefesas aldeias bósnias foram destruídas pelas armas cirúrgicas dos aviões aliados que detinham o controlo absoluto sobre toda a ex-Jugoslávia (a Superioridade Aérea, ou seja a “Chave da Vitória”).
    Esse cenário utópico de forças coreanas a tentarem rsistir perante uma “invasão” de superfície que nunca se consumará nem sequer se tentará, não tem pois o mínimo cabimento!
    E se tivesse, uma vez localizadas pelos sistemas de vigilância aérea americanos, as forças insurretas e as suas infra-estruturas não deixarão, como é lógico, de serem imediatamente atacadas por mísseis e bombas de precisão lançados por caças-bombardeiros desde distâncias de dezenas ou mesmo centenas de quilómetros, muitíssimo para além das capacidades de resposta dessas forças (ainda para mais totalmente obsoletas e equipadas com material dos Anos 50 e 60).

    As guerras à muito que deixaram de ser no estilo da Era da Pólvora (isso é para os exércitos, forças retrógradas que ficaram paradas no tempo e ainda usam os mesmíssimos princípios e doutrinas da Primeira Guerra Mundial, por sua vêz decalcadas nos princípios de Clauzwitz, dos Prussianos e das epopeias Napoleónicas. Os meios de guerra que ainda utilizam são exactamente iguais aos empregues nessa guerra…, tanques, artilharias, canhões, metralhadoras, espingardas, granadas, baionetas, trincheiras, arames farpados, cantis de água, ração de combate… tudo sem tirar nem pôr decalcado como à 100 anos.
    A Revolução da Ciência e da Alta Tecnologia não passou pelos exércitos!
    As marinhas ainda beneficiaram um pouco dessas fantásticas cinergias trazidas pelo Advento da Aviação, a invenção que revolucionou a fundo a Guerra e mudou a Face do Mundo! O avião tornou o mundo numa pequeníssima e insignificante Aldeia Global!
    A aviação impôs-se no encurtamento do tempo e na compressão das distâncias. Em consequência, a Guerra, pensada para meses ou anos, resumiu-se para escassas semanas ou mesmo uns poucos de dias!

    As forças armadas americanas têm atualmente mais de 800.000 mísseis de ataque “cirúrgico” e mais de 1,4 milhão de bombas de alta precisão (armamentos “inteligentes” guiados autónomamente por inteligência artificial através de TV/infravermelho/laser/radar/LLLTV/raio-X etc…), para além de mais de 7,8 milhões de bombas convencionais em seus arsenais ou sob seus contratos – mais do que o suficiente para várias décadas de guerras e de insurreições. Essas armas são capazes de atacar alvos específicos com pequeníssimo risco de baixas para os soldados dos EUA (que serão cada vêz mais prescindíveis na sua actuação) e também para as populações civis em geral (devido ao baixíssimo nível de probabilidades de danos colaterais). Tal cuidado é indispensável porque o apoio político é um centro de gravidade para todos os combatentes numa insurreição.
    Os EUA podem, mediante o emprego de armas avançadas de elevada precisão, destruirem as instalações nucleares dos regimes que desafiam a segurança do mundo, sem que uma só bota de um soldado americano pise o território inimigo. O caso do Iraque foi um caso pragmático porque houve a necessidade e o interesse político em que a ofensiva principal (a campanha aérea) fosse depois seguida por uma ocupação terrestre no território, afim de consolidar os objectivos de uma suposta pacificação, um controlo e aniquilação dos insurretos e a preparação das condições para as primeiras eleições livres de que há memória naquele país. Tudo isso, inicialmente foi conseguido em plenitude. Contudo, após o voto soberano do povo iraquiano que interessadamente acorreu e massa às urnas eleitorais, escolhendo a via democrática, eis que surge, vindos dos “confins dos desertos” a onda de alucinados e de anormais assassinos apologistas da tiranocracia de Saddam aos quais se juntaram a horda de selvagens defensores da Al Qaeda. Em pouco tempo, as esperanças pelo caminho da democracia votado em maioria absoluta logo se devaneceram, tendo os soldados norte americanos sido apanhados no meio de uma onda incontrolável de caos, de desordem, de barbárie e de descalabro sanguinário. Ao se moverem no intrincado urbanístico desordenado, onde impera a lei do tiro e da bomba, os soldados começaram a ter numerosas baixas apanhadas à falsa fé no meio de atentados terroristas cobardes provocados por loucos suicídas que explodem aos molhos entre as filas de recrutamento para polícias e paramilitares. O terrorismo instalou-se de pedra e cal no Iraque e é o principal obstáculo à pacificação do país. Os terroristas não querem a Lei e a Ordem, querem o caos, o terror e a anarquia e com isso provocarem uma guerra civil entre as diversas facções fanáticas religiosas, incitadas por outros tantos teólogos fundamentalistas radicais. É esta a realidade no Iraque e a que agora tenta eclodir no Afeganistão. O problema é a Al Qaeda, o Irão, o Hezbollah, o Hamas, a Jihad, a Al Aqsa e outras escumalhas de selvagens que atormentam a Paz no Médio Oriente!

    Mas voltando à questão da Coreia (…mais uma valente problemática a incomodar )!
    De acordo com Mao Tsé-Tung, os insurretos têm que por fim se tornar num exército convencional se querem derrubar um governo existente. Entretanto, tão logo os insurretos se transformem num exército convencional, tornam-se imediatamente vulneráveis à detecção e destruição por armas de alta tecnologia da aviação militar.
    Assim, restam-lhes apenas e só duas opções, altamente ingratas e plenamente insatisfatórias:
    a) Permanecerem na defensiva estratégica, caso em que jamais poderão alcançar a vitória!
    b) Transitarem para o estágio da ofensiva estratégica, em que enfrentarão então a destruição mais que certa pelas armas da aviação

    Enquanto os EUA empregarem armas de alta tecnologia a partir do Santuário do Ar, os insurretos nada poderão fazer para deter esses ataques!

    Podem-se lançar mísseis e aeronaves desde bases no mar (porta-aviões) ou desde países terceiros, muitíssimo fora do alcance dos insurretos. Aeronaves, voando em altitudes elevadas, podem operar fora do alcance da maior parte das armas de superfície, incluindo mesmo as baterias de mísseis anti-aéreos (SAM). Pequenos lança-mísseis ligeiros, portáteis e descartáveis, do tipo SA-7 Grail/Strella ou FIM-72 Stinger são muito utilizados pelos movimentos terroristas. Contudo, esse tipo básico de armamentos não representam uma ameaça para os modernos aviões e helicópteros de combate que dispõem de contra-medidas anti-míssil para despistar, anular e até destruir em pleno voo essas ameaças. Por infurtúnio da má sorte mas também por uma descabida autoconfiança por parte do U.S. Army, foram abatidos quatro helicópetros no Iraque (dois UH-60 Blackhawk, um CH-47 Chinook e um AH-58 Combat Scout), todos por falta de montagem dos dispensadores de “flares” (decoys) anti-infravermelhos e por falta dos supressores de calôr nos escapes das turbinas. A negligência americana aqui teve uma culpa cabal nessas baixas materiais e na perda de vidas que podia ter sido evitada se tivessem cumprido com os requesitos de segurança dos helicópteros.

    Aeronaves especiais podem suprimir e anular quaisquer tipos de mísseis SAMs, sejam de origem soviética, chinesa ou ocidental. As modernas e até as veteranas aeronaves dos EUA e da NATO fazem todos os anos, inúmeros exercícios militares conjuntos, onde simuladamente “testam” as capacidades efectivas dos mais avançados sistemas anti-aéreos existentes.
    Para cada tipo de ameaça há sempre uma resposta!

    A maioria das aeronaves de combate de hoje, sofreram modernizações e melhoramentos (updates) nos seus sistemas de aviónicos pelo que mantêm inalteradas as suas capacidades de autodefesa perante todo e qualquer tipo de ameaça. Na verdade, têm vários anos de avanço em relação aos últimos estágios tecnológicos das defesas anti-aéreas terrestres e navais!
    As aeronaves, como Sistemas de Armas dominantes nos modernos Campos de Batalha e como Pontas de Lança do sistema nevrálgico de defesa das grandes nações, têm que permanecer sempre “um passo à frente” das ameaças!
    Isso é condição imperativa!

    As aeronaves podem destruir os equipamentos de superficie e aéreos dos inimigos desde distâncias de dezenas ou centenas de quilómetros, portanto muitíssimo para além das capacidades de resposta e de alcance desses equipamentos. Neste sentido, a aviação ocidental, prima por possuir uma enormíssima capacidade de sobrevivência, sendo até mesmo e em numerosos sentidos, completamente “intocável”!
    E a prova disso mesmo, foram as montanhas e montanhas de milhares de sistemas de mísseis anti-aéreos, de baterias de artilharia convencional e das largas centenas de veículos antopropulsados, de todos os tipos, completamente “cilindrados” pelo Poder Aéreo nas campanhas da Guerra do Golfo, durante a Operação Tempestade do Deserto, nas da ex-Jugoslávia, nas do afeganistão, nas do Iraque, já para não falar nas destruições avassaladoras da aviação israelita nos conflitos israelo-árabes do passado, actuando contra várias nações e vários exércitos ao mesmo tempo! As forças defensivas terrestres foram rápidamente em poucos dias, reduzidas a montanhas de sucata e a escombros retorcidos e fumegantes.

    O Poder Aéreo demostrou uma vez mais o seu punho de aço e a sua Espada de Damócles sobre a Guerra, calando a bocarra dos sépticos ignorantes, para além de ter dado uma valente lição ao mundo inteiro (incluindo essas corjas de bestas e de bois árabes). O Poder Aéreo mostrou ao mundo inteiro quem é que domina a Guerra, quem é que verga a intrasigência e a teimosia dos fascistas tiranos, quem é que solapa a vontade de lutar a um povo, quem lhe espezinha a moral e lhe arrasa a nação!

    O Poder Aéreo é a única valência militar com capacidade mais que comprovada, com elevadíssima credibilidade e aplastante força demolidora capazes de corrigir os erros e os desiquilíbrios deste mundo em constante ebulição, porque esse mérito, por justiça, só a ele lhe cabe!

    Contra rajadas de petardos e de projécteis pesados da artilharia antia-aérea tradicional, as aeronaves contam com sofisticadas e resistentes blindagens, feitas de materiais compósitos avançados como o kevlar, a fibra de carbono ou o nomex, materiais muito mais leves que os metais tradicionais mas incrívelmente mais resistentes que eles. Certos tipos de aviões e de helicópteros possuem blindagens avançadas mais resistentes que as dos tanques de guerra, feitas ainda nos tradicionais ferro, aço ou tungsténio (Chobhan). Essas vetustas blindagens continuam a ser usadas nos tanques mais modernos como os Abrams, Chieftain, Merkava, Leopard, T-72, T-80 etc…
    Um helicóptero AH-64 Apache, por exemplo, consegue resistir a centenas de impactos de projécteis pesados de canhões anti-aéreos de 30 ou de 40mm e tem até a proeza de conseguir absorver sem comprometimento sério da sua estabilidade em voo, o impacto directo de um óbus de 105mm disparado a apenas 70 metros de distância. As suas pás e os rotores podem aguentar centenas largas de projécteis pesados de 23mm, típicas das baterias autopropulsadas ZSU-23 de origem soviética (montadas também sem licença na China e vendidas à Coreia do Norte e ao Irão). O seu “cockpit” bilugar tem capotas de acrílico grosso (plasticard/plexiglas) à prova-de-balas perfurantes de canhões de calibres até 30mm. Os helicópteros de combate pesado anti-tanque são os verdadeiros “reis” do Campo de Batalha Próximo, tendo, desde os Anos 70, retirado esse título aos tanques! Diga-se de passagem que a Era dos tanques à muito que passou e como tal não passam agora de pachorrentos e arrastados dinossauros, que não conseguiram sobreviver ao rápido Salto do Tempo!

    Os aviões de apoio aéreo aproximado (CAS-Close Air Support) como o A-10 Thunderbolt II (Warthog) é um verdadeiro “matador de tanques”, uma diabólica máquina assassina! Consegue resistir a quase tudo o que lhe atiram, continuando a voar e a atacar tudo que se mexa,… mesmo depois de severamente atingido, nem que perca partes das asas, dos estabilizadores ou de uma das duas gôndolas dos reactores. É altamente blindado, com painéis da fuselagem e das asas feitos com o metal mais resistente que existe, o titânio! Nada o consegue derrubar e enquanto está sobre a cabeça do inimigo, semeia um autêntico furacão de destruição avassaladora sobre todo um exército de blindados e de sistemas anti-aéreos. Nada escapa à acção demolidora dos seus mísseis AGM-65 Maverick, às suas bombas guiadas a laser (LGB) Paveway, às suas penetradoras bombas anti-fortificações “Bunker Busters” que penetram no subsolo até mais de 40 metros e desventram a superfície, aos seus pods lança-rockets de alto calibre (de 127, 130, 140 e 170mm) dotados com ogivas explosivas e incendiárias. Para além deste impressionante arsenal destrutivo, ainda conta com um potentíssimo canhão GAU-8 Avenger que dispara projécteis de 30mm, do tamanho de garrafas de Coca Cola, com núcleo de urânio isaurídio, capazes de penetrarem e explodirem através de qualquer couraça de tanque existente.

    Só os aviões anti-fortificação A-10 Thunderbolt II, juntamente com os helicópteros anti-tanques AH-64 Apache e AH-1 Cobra/Supercobra foram os carrascos de mais de 1500 tanques destruídos nas duas campanhas no Iraque, tendo esmagado a superioridade numérica iraquiana no domínio terrestre. Para além disso, foram ainda os principais responsáveis pela total aniquilação da ameaça representada pela força elitista da Gurda Republicana do regime de Saddam Hussein,… que afinal de contas valia-se mais pelo mito!

    A despeito de tais operações a altitudes baixas, médias e elevadas, as aeronaves modernas são comprovadamente capazes de lançar armas de altíssima precisão contra qualquer tipo de objectivo, seja ele de que grandeza for! Por cada conjunto de características e especificidades que um dado objectivo represente, o Poder Aéreo tem sempre a resposta à altura! O Poder Aéreo pode analogamente produzir um tremendo choque físico e psicológico a uma nação, devido ao enorme volume de poder de destruição aplastante que ele pode lançar num curto espaço de tempo. Isso liberta-o para a execução sumária de multiplas e numerosas missões num só dia! Em poucas horas uma nação socumbe às suas brutais “marteladas” e “marretadas” que até fazem derrocar os seus pilares pela base!
    Portanto, essas incómodas e ameaçadoras infraestruturas dos programas nucleares da Coreia do Norte e do Irão estão já com os dias contados! Estão pois na contagem decrescente, e disso tenho a convicção absoluta!
    A sua destruição vai ser muito para breve (haja, acima de tudo, coragem, vontade, decisão e firmeza por parte dos políticos dos EUA e da UE e que a ONU, ao menos uma só vez na Hstória, seja finalmente útil, célere e funcional).

    Por exemplo, em Agosto e Setembro de 1995, aeronaves da NATO (principalmente americanas) lançaram 1026 bombas sobre 838 alvos sérvios-bósnios. Sómente uma aeronave foi perdida (um Mirage 2000 francês em regresso de uma missão e já desprovido de perturbadores de “chaff” anti-radiação, foi atingido por um míssil SAM SA-6 Gainful de origem soviética) tendo o piloto ejectado em segurança sobre território controlado pelos capacetes azuis da ONU. Nessas revoadas de “raids” aéeos das Air Strike Forces, os danos colaterais foram insignificantes e os objectivos foram todos destruídos, tendo-se por conseguinte feito muito mais do que as melhores expectativas. Os sérvios-bósnios, por outro lado, perderam montanhas enormes de equipamentos militares cruciais. Os seus meios de apoio logístico e de infra-estruturas de comando e controlo foram “esmagadas” logo na primeira noite do conflito.
    Não foi uma luta equilibrada! Essa operação demonstrou como as armas de alta tecnologia podem permanecer fora do alcance dos equipamentos militares inimigos, mesmo debaixo das piores condições atmosféricas que se podem imaginar e no meio de um labirinto de vales, montanhas e relevos topográficos que perigavam os voos a baixa altitude. Contudo, sistemas de visão nocturana NVG, equipamentos avançados como os FLIR, os LANTIRN ou os NITEHAWK (entre outros) permitiram voos debaixo de intenso nevoeiro e a coberto da invisibilidade da noite. As forças sérvias, foram apanhadas desprevenidas com as cuecas arreadas! À velocidade de um relâmpago foram completamete incineradas,… nem tempo tiveram para sequer respirar!

    As aeeronaves da NATO conseguiram em pouquíssimos dias, conquistar o Domínio Absoluto dos céus sobre toda a ex-Jugoslávia, tendo aniquilado no solo prácticamente toda a força aérea sérvia que nem tempo teve para sequer descolar e interceptar as incurssões aéreas. A aviação da coligação conseguiu assim produzir um efeito verdadeiramete aplastante e arrasador, contrariando todos os palermas alegres e leigos “técnicamente distantes” que afirmavam que o terreno agreste e montanhoso dos Balcãns, sempre encoberto por neblinas, não éram as enormes planícies dos desertos do Iraque! Engoliram essa, e lamberam o pó do seu desdém!

    « – Se empregues isoladamente, independentes das forças terrestres, as armas de alta tecnologia lançadas desde o Santuário do Ar podem impedir definitivamente que os insurretos, os terroristas, os tiranos e seus lacaios tenham qualquer chance de vitória, desde que a vontade política mantenha-se firme, paciente, jogue com o tempo a seu favôr, não se acagasse e não recue. Foi precisamente isto que faltou à liderança política israelita neste conflito no Líbano contra um movimento terrorista armado apenas com primitivas e baratuchas armas básicas.
    A firmeza deve permanecer constante e inalterada (uma situação que só é solapada por um grande número de baixas nas tropas terrestres ou por tentadoras promessas de vitória rápida).
    Contudo, se os comandantes cometerem o erro de introduzir forças terrestres durante qualquer fase da insurreição (da guerrilha assimétrica), os EUA propiciarão aos insurretos um método já comprovado de remover por completo os próprios EUA de quaisquer operações militares posteriores. A sua retirada será rápida! A fragilidade são as mortes e as baixas americanas que o povo dos EUA logo contestará!” – »

    (Extracto do artigo “DERROTANDO OS INSURRETOS COM ALTA TECNOLOGIA” – Coronel Jeffery R. Barnett, USAF).

    Elação:
    E é exactamente isto que se aplica ao caso de Israel neste conflito
    contra o Hezbollah! Reparem que este coronel também fala do factor
    “TEMPO”! É tudo uma questão de espera, paciência e de “Tempo” para que o Poder Aéreo possa destruír em pleno todos os redutos de terroristas (ou insurretos, como diz o artigo!). Tudo isso faz-se com uma inabalável firmeza e uma grande vontade política que deverão permanecer durante todo o tempo que fôr preciso! (O que não aconteceu!).
    Este coronel também fala de quanto é inoportuna e perigosa a colocação de tropas no terreno, devido às suas inevitáveis baixas que, tarde ou cedo, forçarão o poder político (perante a sociedade) a recuar e a ter que aceitar resoluções que não servem as suas pretensões e que nada adiantam à sua segurança, acabando por retirar definitivamente com o trabalho por fazer! (Tal e qual como sempre o afirmei e agora se ajusta em pleno a este caso concreto de Israel no sul do Líbano).

    O alto comando militar de operações israelita fêz um péssimo trabalho de táctica e de estratégia ao precipitar-se a enviar tropas terrestres antes do tempo, para um terreno desconhecido e ainda muito infestado de terroristas sobreviventes aos demolidores ataques aéreos que vinham lentamente surtindo os seus devastadores efeitos.

    Esses bandalhos, espalhados em centenas largas de pequeníssimos grupos de guerrilheiros, conseguiram sobreviver (em parte) à acção aérea, porque esconderam-se no denso intrincado urbanístico libanês e moveram-se escondidos como ratos no meio da população, escondendo-se nas suas casas, gurdando lá os seus armamentos, e movimentando-se disfarçados no meio dos desalojados em fuga.

    A táctica cobarde do Hezbollah para conseguir sobreviver às garras afiadas do Poder Aéreo israelita foi o “escudo-humano”!

    Mas mesmo assim não saiu incólume!
    Dados recentes sobre o balanço desse conflito (avaliado pelos serviços secretos da Mossad israelita, uma fonte de altíssima credibilidade e elevadíssima seriedade) revelam que mais de 630 refúgios, numerosas instalações da organização terrorista e imensos esconderijos com paióis de armamentos foram reduzidos a pó e a escombros indecifráveis. A estrutura organizativa do Hezbollah foi severamente destruída em cerca de 3/4. Foram mortos nos bombardeamentos mais de 800 guerrilheiros terroristas. O bunker-mãe de refúgio da organização foi perfurado por duas bombas “penetrators” e completamente destruído, matando os cerca de 30 sub-líderes que lá se encontravam. Como toda a sorte que protege todo o terrorista, o chefe-líder Hassan Nasrallah escapou por três lampejos aos mísseis cirúrgicos dos F-16 israelitas, tendo-se refugiado com medo na Síria, juntamente com o restante bando de capangas sobreviventes. A estação de televisão da organização foi silenciada assim como todas as redes de comunicações e de Internet em que o movimento se apoiava. Todas as vias de locomoção e de abastecimento por terra com ligações às fronteiras do Líbano foram destruídas pelos raids da aviação israelita. Pontes, viadutos, caminhos de ferro e tudo o que podia servir para abastecimento de armamentos ao Hezbollah foi implacávelmente destruído. Os três portos marítimos líbaneses foram arrasados. O aeroporto internacional de Beirute e os três aeródromos libaneses foram inutilizados com bombas anti-pista, ficando completamente fora de acção. O mar e o espaço aéreo libanêses foram completamente isolados, sofrendo uma interdição que só foi levantada agora à uma semana atrás.
    A Mossad afirma que o número apregoado pelo líder terrorista da sua organização ter ainda 12 mil foguetes Katiusha é mais poético do que real!
    Investigações e avaliações realizadas nas últimas semanas no terreno demonstram que pelo menos 180 esconderijos, com cerca de 5 mil foguetes e morteiros, foram efectivamente destruídos nos ataques aéreos, restando ao Hezbollah apenas 3 ou 4 mil desses engenhos, nada mais!

    O Hezbollah não ganhou o conflito (como tanto o seu líder apregoa na sua propaganda fantasista, com intuitos de angariar apoios na sociedade libanesa, aliás como o vem conseguindo através da mentira e da demagogia)! O Hezbollah apenas se abrigou, como pôde é certo, perante a fúria do furacão aéreo israelita, aguardando que passasse para conseguir sobreviver ,… (mas mesmo assim, apenas em parte!).

    Conclusão:
    Israel cometeu um erro-crasso (de palmatória) ao meter tropas terrestres no sul do Líbano. Ao fazê-lo, pela incessante busca de uma vitória rápida e fácil, as baixas nos seus soldados sucederam-se imediatamente, tendo forçado o governo israelita a ter que parar a ofensiva e engolir essa insegura resolução da ONU. Por causa das baixas nos seus soldados e no seu material, o exército hebraico vacilou juntamente com o poder político, muitíssimo pressionado pela diplomacia exterior de um mundo anti-semita e com um declarado ódio aos judeus. Sendo assim, Israel foi obrigado a retirar as suas investidas aéreas às pressas do conflito, deixando o trabalho da “desparatização” quase por concluír e estragando toda uma campanha aérea muito bem sucedida que estava lentamente a surtir efeitos!

    (A grosso modo, um país inteiro foi literalmente esmagado pelo Poder Aéreo e sem este sofrer a mínima baixa)!

    Mas também é assim:
    Por mais atentados e desacatos que esses côdias de guerrilheiros terroristas façam contra o Estado de Israel, com o objectivo de o destruírem, jamais o conseguirão porque isso acarretaria terem forçosamente que deixar os tais dois estágios da guerrilha e empreenderem então o terceiro, a ofensiva estratégica, tal como um exército instituído (como é referenciado no artigo).
    Ao se atreverem nesse estágio de guerra, serão então arrasadoramente fulminados em pouco tempo pelo poderio devastador da aviação israelita.

    E neste importantíssimo domínio, Israel tem um fortíssimo escudo defensivo e altamente dissuasor, que se chama “Heyl Ha`Avir” – As Asas de David – A Força Aérea de Defesa Estratégica de Israel, simplesmente a mais poderosa força bélica de todo o Médio Oriente!

    Em desespero de sobrevivência e no limite, a F.A. Israelita é bem capaz de projectar além-fronteiras o Armagedão Termonuclear, arrasando não com meros pelotões de soldados, de guerrilheiros terroristas ou de simples divisões de blindados, mas com todos os estados párias que fomentam e patrocinam o terrorismo, todos ao mesmo tempo, se para isso fôr necessário… tal como o fizeram já no passado)!

    Não nos esqueçamos que se o Irão continuar na sua louca escalada no programa nuclear, com intuítos de destruir Israel, a Força Aérea Israelita vai ser o punho de aço incumbido de cumprir a tarefa de penetrar no território iraniano e destruir todas as instalações e centrais que suportam tal programa. Já o fêz num passado ainda relativamente recente, contra o Iraque, destruindo em 1981 a central nuclear de Osirak, onde Saddam alimentava o sonho de destruir a nação judaica.
    Alguém tem a mínima dúvida que Israel o volte a fazer?

    A IADF/Força Aérea Israelita, como a mais poderosa força militar de todo o Médio Oriente, é o “peso” que pende a balança a favôr de Israel em toda aquela que é a mais conturbada e conflituosa região do mundo!

    E o resto é papinhas de farelos!!!

  22. Catapimba

    Nelo cunha, apesar de observar seu profundo conhecimento historico, cabe aqui resaltar pontos ainda duvidosos:
    O poder aereo desde a segunda guerra mundial sempre se mostrou decisivo, dai a preocupação de EUA e URSS durante a guerra fria de manter seus meios aereos os melhores possiveis.
    Entretanto isso é claramente aplicavel para guerra entre estados pareos, pois contra guerra de guerilha o equipamento aereo tona-se basicamente ineficaz por alguns motivos:

    1-Os aviões e misseis tornaram-se equipamentos muito caros ( quem quer gastar um missel tomahawk para destruir um casebre com meia duzia de bombas caseiras?) portanto usar equipamentos de precisão é CARO e pode fazere uma guerra acabar por gastos excessivos.

    2-A resistencia Humana pode se mostrar muito intensa mesmo estando sobre borbardeios constantes, e como aviões não fazem invasão, voce pode usar o poderio aereo contra uma nação de fanaticos e não ter grandes efeitos.( vide a invasão sovietica ao afeganistão)

    3-Sim voce poderia destruir os reatores nucleares coreanos, porem uma vez conhecida os caminhos das pedras remontar tal aparato é uma questão de tempo, portanto voce teria que derubar o regime coreano, que presupoe, neste caso, de invasão.

    e invadir a coreia é desestabilizar uma região que ainda guarda profundas marcas da segunda guerra, alem disso é colocar sobre tensão uma região economica das mais importantes no mundo globalizado.

    4-A arma nuclear só serve de ameaça contra uma intervenção militar, pois em termos operacionais, um ataque nuclear, impediria uma invasão ( do norte ao sul por exemplo), alem disso provocaria uma reunião mundial contra a coreia do norte.

    5-Voce está esquecendo que para um novo avanço nos aviões corre-se atras de novos meios para se defender destes, ou seja sempre se está atras de um equilibrio de forças. Então contar unicamente com meios aereos de primeiro pode se demostrar um enorme erro em guerras futuras.

    6-Um ataque nuclear gera nuvem radioativas que contaminam o ambiente, ou seja mesmo que Israel pense em “varrer do mapa” os patrocinadores do terrorismos, seria igualmente perigoso para a saude dos israelenses uma contaminação radioativa tão proxima do seu territorio.

    7-A questão economica é primordial nas guerras modernas, basta olhas as cifras gastas na guerra do iraque .

    Finalizando, os meios aereos são importantes, porem não se pode desprezar os demais meios, pois hoje com uma guerra cada vez mais cara e com a guerra assimetrica, o combate a distancia tem cad vez mais sua eficiencia restrita e de dificil resolução.

  23. Caro amigo Catapimba

    O objectivo dos comandantes de uma força aérea é maximizar sua vantagem intrínseca ao operar no nível estratégico da guerra, ao mesmo tempo em que compele o inimigo a “apenas” combater no nível táctico!

    Ora, para o combate aos insurretos existe um tipo de guerra aérea específica e muito especializada chamada (COIN-Counter Insurrection) a qual compreende o emprego de um esilo de helicópteros e de aviões de combate aproximado muito peculiares dotados com armamentos específicos (não necessáriamente caríssimos mísseis e bombas “inteligentes”). Aliás para tornar uma arma “estúpida” numa arma “inteligente” de alta precisão basta dar este pequeno exemplo: uma bomba de uso geral GP HE MK82 de 250Kg (as bombas de uso geral de alto explosivo mais usadas na aviação ocidental) pode, mediante um simples Kit de conversão, simples, barato e fácil de montar, tornar-se em questão de minutos, numa mortífera e eficiente arma de destruição de casebres, refúgios, buracos, grutas, esconderijos, concentrações de guerrilheiros etc. Para além disso, há uma infinidade de outros modelos de bombas de “rácimo”, de fragmentação, de gases, de napalm e de rockets que podem “desinfestar” quaisquer tipos de áreas, sejam urbanas, sejam terrenos apinhados de insurretos. Depois de “choverem” milhares e milhares de pequenas bomblets, minas e granadas anti-pessoal muito pouco restará com vida para contar como foi!
    Para além disso, as minas e as granadas não explodem logo que caiem, ficam espalhadas como uma praga por todo o lado, detonando ao mínimo toque ou até com a radiação infravermelha emanada pela aproximação de um corpo “quente” (como o humano, por exemplo). Quando as corjas correrem a socorrer os feridos, são imediatamente recebidas com semelhante “presente”!

    As guerras são travadas de muitas maneiras, com muitos tipos de armas. Raramente uma força singular é empregue para conduzir uma campanha ou uma guerra sózinha (pese embora a aviação já o tenha feito em inúmeras ocasiões), mas o Poder Aéreo é sempre o mais efectivo e mais predominante, fazendo com que as restantes valências militares dele dependam inteiramente e o próprio Destino da Guerra esteja a ele subordinado. “A natureza do inimigo e da guerra, os objectivos a serem alcançados e o preço que o povo deseja pagar definirão que instrumentos militares serão empregues e em que proporção”! (e isto respondendo à observação dos custos).

    Alguns dos Princípios do Poder Aéreo compreendem:
    1. Quem controla o ar, domina a superfície.
    2. O poder aéreo é uma força intrínsecamente estratégica.
    3. O poder aéreo é primordialmente uma arma ofensiva.
    4. Em essência, o poder aéreo é selecção de alvos, selecção de alvos é inteligência, e inteligência é análise dos efeitos das operações aéreas.
    5. O poder aéreo produz choque físico e psicológico ao dominar a quarta dimensão, o Tempo.
    6. O poder aéreo pode conduzir operações paralelas simultâneamente em todos os níveis da guerra.
    7. As armas aéreas de alta precisão redefiniram o conceito de massa.

    A primeira missão de uma força aérea é derrotar ou neutralizar a força aérea do inimigo de modo que as operações amigas de terra, mar e ar possam prosseguir sem resistência ao mesmo tempo em que os centros vitais e as próprias forças militares permaneçam a salvo de ataque aéreo.

    John Warden escreveu: “Desde o ataque alemão à Polónia, em 1939, país nenhum do mundo ganhou uma guerra ante a superioridade aérea inimiga… Por outro lado, nenhum estado perdeu uma guerra enquanto manteve superioridade aérea. Os soldados americanos nunca tiveram de lutar sem superioridade aérea após 1942; a última vez em que um soldado de terra americano foi morto por um ataque aéreo ocorreu em 1953, e nosso exército nunca teve de disparar um míssil superfície-ar contra aeronaves inimigas – nunca lhes foi permitido chegar tão perto!”

    Os exércitos da Alemanha, Espanha, Itália, França, Japão, Egipto, Líbia, Jordânia, Iraque e Sérvia (mas também os guerrilheiros do Sindero Luminoso, dos Talibans, dos terroristas da Al Qaeda no Iraque ou recentemente os do Hezbollah no Líbano)certamente concordariam que quaisquer “aventuras” terrestres, de “cabeça descoberta”, são muitíssimo difíceis, senão mesmo impossíveis, quando o Poder Aéreo controla o ar. “Quem está por baixo leva sempre com elas e só pelo facto de se aventurar a andar por ali, já é a mais valia de num lapso, ser imediatamente fulminado por um ataque-surpresa da aviação. Depois há também o tremendo factor psicológico liberto pelo possante som atroador das aeronaves que faz ranger as entranhas do corpo e do solo, uma realidade mais que comprovada que desencoraja até o mais inconsciente “aventureiro”!!! (Enquanto as aeronaves andarem por cima de cabeças, essas mesmas cabeças fazem como a avestruz!!!).

    Nunca um exército ou uma marinha jamais conseguiu vencer uma Aviação, muitíssimo menos uma simplória guerrilha de descoordenados insurretos armados em parvos com “armazitas dos 300″!!!

    Para além disso, ao se evitar uma invasão terrestre (e ela efectivamente poderia não acontecer) esses guerrilheiros não teriam assim com quem guerrear, porque nada estaria ali ao seu alcance. Os aviões não estão ao alcance das armas básicas empregues por terroristas, salvo pequenos misseis portáteis descartáveis que são completamente nulos face às sofisticadas contramedidas empregues pela aviação. Para além disso, tripulações bem treinadas, inclusivé com dezenas de treinos anuais específicos para todo o tipo de guerrilhas assimétricas, decerto que saberão exactamente como lidar contra qualquer tipo de táctica que os insurretos tentem (que são básicamente as mesmas que toda a gente conhece. Aliás não têm outras)!
    E como sempre se vê, perante o Poder Aéreo levam sempre nos cornos sem terem a mínima chance sequer de beliscar uma só aeronave.

    Os soviéticos no Afeganistão tiveram (inicialmente) algumas baixas em helicópteros obsoletos Mil MI-2 Hoplight e MI-4 Hound desprovidos de sistemas electrónicos (Chaffs/Flares Dispensers e de ECM anti-mísseis) mas depressa aprenderam com as fraquezas daquelas ameaças básicas (SAMs portáteis FIM-92 Stinger e SA-7 Grail/Strella com apenas 2Km de alcance máximo, muito zarôlhos e imprecisos, para além de umas artilhariazitas dos Anos 30 e 40, mas tudo de pequenos calibres/15/23mm que pouco mais faziam do que umas picadelas de mosquitos nos helicópteros, já então com alguns níveis de boa blindagem). Os pilotos, para evitarem expor-se a esse tipo de “incómodos”, passaram a ter procedimentos e tácticas de vôo que anularam por completo qualquer hipótese aos Mujahedin. Depois apareceram novas armas mais poderosas tais como a “dupla infernal” que semeou a destruição e a morte sobre aqueles desgraçados de farrapilhas terceiro-mundistas e imundos: o helicóptero pesado de ataque anti-tanque/anti-superfície Mil MI-24 Hind e o avião de combate aéreo aproximado Sukhoi SU-25 Frogfoot. Ambos, tornaram a vida negra e impossível aos resistentes! Conseguiram sempre, e sem uma única baixa, destruir prácticamente todos os redutos e bastiões da resistência dos insurretos no Afeganistão.

    O que na verdade se passou em relação a essa “guerra de guerrilha” é que a guerra aérea estava sobejamente a ser ganha sobre o terreno enquanto a basófia política e o “entretenimento diplomático” éram lentamente perdidos no gabinete!!!
    E foi graças a esses depautérios inconscientes, à falta de pulso e de empenho por parte duma vontade política inexistente que os soviéticos se viram forçados (e “empurrados” por toda uma pressão internacional) a desistirem e a recuarem (tal como agora aconteceu a Israel). Ora, os israelitas, com a enorme experiência bélica acomulada no seu historial durante várias guerras israelo-árabes, deviam ter aprendido com as lições recentes da História, juntando o enorme troço político desastroso que se deu também com os americanos no Vietnam… mas parece que os erros voltaram novamente a serem repetidos).

    Primeiro, a superioridade aérea só será valiosa se houver vontade política de explorá-la. Para citar um exemplo, as aeronaves das Nações Unidas podem com facilidade dominar os céus da Bósnia ou da Somália, mas como pode essa superioridade aérea ser aproveitada? Se oponentes intransigentes não acreditarem que advirão ataques aéreos contra suas indústrias ou forças militares, segue-se que o controle do ar será destituído de significado. Segundo, a conquista da superioridade aérea reintroduz o conceito de batalha decisiva contra as forças militares inimigas. Tal como um exército que invade outro país e deliberadamente envolve a força terrestre inimiga durante o deslocamento no interior do território corre o risco de ocupação de seu próprio país ou de interrupção de suas linhas de suprimento, do mesmo modo também uma força aérea que vai directo ao coração de uma nação, ignorando a força aérea inimiga, corteja a catástrofe. Se isso ocorrer, a batalha aérea poderá ser tão prolongada, mortífera e sujeita aos efeitos desgastantes do atrito quanto qualquer guerra terrestre. Isso aconteceu na 2ª Guerra Mundial. O poder aéreo não eliminou a carnificina das trincheiras daquela guerra; simplesmente a trasladou para 20 mil pés de altura.

    “- O poder aéreo tornou-se predominante, tanto como instrumento de dissuasão da Guerra quanto, na eventualidade da própria Guerra, ser a única força devastadora capaz de destruir todo o potencial de um inimigo e fatalmente solapar-lhe a vontade de conduzir a Guerra!” -Gen. Omar Bradley.

    É certo que um bloqueio pode privar um beligerante dos itens necessários à manutenção do esforço de guerra; contudo, um elemento bloqueado pode substituir e redistribuir seus recursos para compensar o que lhe foi negado. Em suma, a guerra económica indirecta toma muito tempo; na verdade, raras foram as vezes em que bloqueios terrestres e navais levaram o inimigo à submissão.

    O poder aéreo mudou todas essas coisas quando comprimiu a linha que divide os níveis táctico e estratégico. As aeronaves podem rotineiramente conduzir operações que alcancem efeitos de nível estratégico. Em grande medida, as aeronaves eliminam a necessidade de enfrentar o terreno ou o ambiente devido à sua habilidade de voar por sobre exércitos, esquadras e obstáculos geográficos e atacar directamente os centros-chave de um país. Essa capacidade oferece alternativas tanto a batalhas terrestres sangrentas e prolongadas quanto a bloqueios navais mortíferos.

    Finalmente, cumpre observar que o poder aéreo tem grande capacidade estratégica como força não-letal. Numa observação interessante, John Warden assinalou que, basicamente, o poder aéreo lança informação estratégica: parte dela “negativa” (como bombas) e parte “positiva” (como víveres). Por exemplo, a Ponte Aérea de Berlim de 194849 foi talvez a maior vitória do Ocidente na Guerra Fria antes da própria queda do muro de Berlim. Entretanto, a Ponte Aérea de Berlim foi uma demonstração de aplicação pacífica do poder aéreo. Depois que os soviéticos cortaram todas as rotas terrestres até Berlim Ocidental, aviões de transporte supriram todos os géneros alimentícios, medicamentos, carvão e outros artigos de primeira necessidade de que precisou a população durante os 10 meses seguintes. O resultado da ponte aérea foi enorme: a cidade permaneceu livre. Essa foi uma vitória estratégica de primeira ordem, de modo algum desvalorizada porque foi cumprida sem disparar um único tiro. O mundo em evolução requer uma dependência maior no transporte aéreo tanto para projecção de força quanto para assistência humanitária. Os avanços na tecnologia enfatizam de modo semelhante a importância de meios aéreos baseados no espaço, tais como satélites de comunicações e de reconhecimento que asseguram um comando e controle (C2) quase instantâneo de forças militares, relatórios de localização altamente precisos, a colecta de informações e o controle de acordos. É evidente que o poder aéreo estratégico está crescendo, e não decrescendo, de importância em nossa estrutura de segurança nacional.

    O poder aéreo não se adequa a esse constructo conceitual. A imensidade do céu e o fato de que nele não há caminhos demarcados permitem que se ataque a partir de qualquer direcção, ao passo que os exércitos geralmente se deslocam vagarosamente por eixos bem definidos, sempre limitadores à sua progressão. A interceptação é a questão-chave aqui; certamente, o radar ficará alerta para detectar ataques aéreos, mas o mascaramento do terreno, as medidas electrónicas, a cuidadosa definição de um eixo de deslocamento e a tecnologia stealth tornam extremamente difícil prever e se preparar para um ataque aéreo. H. G. Wells afirmou em 1908 que não havia rodovias no céu – todas as estradas levam a toda parte.12 Ele estava, e ainda está, certo! Porque não há flancos ou frentes de combate no céu, um defensor aéreo pouca chance tem de lá construir fortificações ou canalizar um inimigo para uma direcção previsível, de modo a que suas defesas sejam mais eficazes. É praticamente impossível deter por completo um ataque aéreo – a esmagadora maioria dos aviões conseguirão sempre penetrar nas defesas inimigas e atingirem seus alvos.
    Forças de superfície, por outro lado, geralmente ou efectuam o rompimento ou são repelidas – é o tudo ou nada!

    Ao contrário do defensor na superfície, o defensor no ar não dispõe de vantagem implícita – a defesa passiva é inexequível. Enquanto o atacante pode atacar praticamente qualquer coisa, o defensor é, por seu turno, limitado a atacar os atacantes. Isso é ineficiente. Além disso, uma defesa eficaz requer uma rede de comando e controle (C2) bem organizada, de pronta resposta e com capacidade de sobrevivência; a ofensiva não. Ainda que esteja um tal dispositivo defensivo em posição, contudo, a dispersão visando a cobrir todas as áreas vitais de um país pode conceder superioridade aérea local de facto a um atacante. Em suma, na guerra aérea o defensor é despojado de sua intrínseca superioridade de “três-para-um”, e o defensor aéreo teóricamente necessita de mais forças que o atacante, o oposto exacto da situação no terreno. Essa linha de raciocínio levou Douhet e outros a chamar o avião de Sistema de Armas ofensivo e estratégico por excelência.
    Na guerra aérea não se pode dar ao luxo de uma mobilização que dure semanas ou meses; o conflito pode estar terminado antes de ela mesmo começar a produzir efeito.

    Em síntese, a velocidade, o alcance e a flexibilidade do poder aéreo concede-lhe ubiquidade, a qual, por sua vez, o dota de uma capacidade ofensiva. Porque o sucesso na guerra é, como regra, alcançado quando na ofensiva, o adágio “a melhor defesa é uma boa ofensiva” é quase sempre verdadeiro na guerra aérea.

    O poder aéreo, tanto letal como não-letal, pode ser dirigido contra quase qualquer alvo. A Guerra do Golfo mostrou que abrigos profundos construídos com toneladas de aço e concreto não garantem protecção contra bombas de penetração de precisão. Os bunkers reforçados da Força Aérea iraquiana foram projectados para resistir a um ataque nuclear, mas não conseguiram sobreviver a uma bomba de alto-explosivo lançada com perfeição. Contudo, ser capaz de atacar qualquer coisa não significa que se deva atacar tudo. Seleccionar objectivos para atacar ou influenciar é a essência da estratégia aérea.

    Quando diz que:
    “2-A resistencia Humana pode se mostrar muito intensa mesmo estando sobre borbardeios constantes, e como aviões não fazem invasão, voce pode usar o poderio aereo contra uma nação de fanaticos e não ter grandes efeitos.”

    Resposta:
    O Gen. Giulio Douhet, em 1903, afirmou (e isto comprovou-se largamente depois em todas as posteriores guerras subsequentes):
    “-Se ao povo for dado sentir os rigores da guerra aérea, sentir na alma, no peito e no coração, o peso esmagador do punho de aço do Poder Aéreo – mediante o bombardeio de áreas urbanas com bombas de alto-explosivo, de gás e incendiárias (desse tempo) – a sua moral será rápidamente subjugada e declinará a fundo, destituindo-lhe a vontade de resistir ou de sequer tentar fazer a guerra! Mergulhado nesse poço sem fundo e ao não ter alternativas, ele se sublevará e exigirá que seu governo faça o mais depressa possível a Paz!!

    E mais tarde, ainda proclamou:
    “-O aeroplano de guerra, tal como um dragão voador munido de tenebrosos poderes, levou nas suas asas a morte, o caos e a destruição mais horrível até ao coração do inimigo! O aeroplano tornou a guerra tão horrível e tão aplastante e insuportável que nenhum inimigo poderá, a longo tempo, conseguir reunir força moral, anímica e psicológica para conduzir a sua guerra” (Gen. Douhet).

    Não podia estar mais certo!!!

    O aeroplano transportou bem para dentro dos países beligerantes, a potência suprema do Poder Aéreo, desfazendo os seus centros políticos, os seus quartéis generais, as suas infraestruturas militares, as suas indústrias… arrasando até com os seus centros de decisão.
    O aeroplano tornou-se no único meio expansivo da guerra, com tamanha capacidade destrutiva que éra até capaz de espezinhar a moral, a resistência, a vontade e o sentido de sobrevivência de uma nação.
    Na História, esta nova forma de combate, dirigida aos centros nevrálgicos do inimigo, ficaria designada por “Guerra de Atrito”.

    Também quando diz:
    “5-Voce está esquecendo que para um novo avanço nos aviões corre-se atras de novos meios para se defender destes, ou seja sempre se está atras de um equilibrio de forças. Então contar unicamente com meios aereos de primeiro pode se demostrar um enorme erro em guerras futuras”.

    Resposta:
    Certamente você é um leigo em relação à aviação! Esse “lema” não é bem assim e de todo não se aplica à aviação ocidental, com especial enfoque para a dos EUA.
    A Coreia do Norte não tem um só sistema de mísseis terra-ar com credibilidade e capacidade para colocar em perigo a rápida e decidida “Supremacia Aérea” dos EUA. A única arma com algumas chances de o fazer são os caças interceptores, verdadeiramente formidáveis, os MIG-29 Fulcrum. Acontece que são em muito pouco número e carecem de armamentos, nomeadamente de mísseis de defesa ar-ar (quer soviéticos, quer chineses). para além disso as suas tripulações não têm, nem por sombras, as imensas e constantes sessões de treino que os pilotos ocidentais (da USAF/US NAVY/US MARINES/NATO) possuem. Por ano, são realizados dezenas de exercícios conjuntos entre os aliados, contra as armas ocidentais de todas as espécies e modelos, mesmo contra modelos de origem soviética e o que é mais que garantido é que a aviação leva sempre a melhor!
    Não existem no mundo armamentos de superfície capazes de perigar a superioridade aérea ocidental, esse é um dado mais que adquirido, meu caro!!!
    As únicas armas mais perigosas que a ex-URSS produziu até hoje, mas em peqenos números derivado ao enorme colapso “financeiro-económico-político-militar” foram os caças Mig-29 Fucrum e a série Sukhoi SU-27/30/37 Flanker. Estes fantásticos aviões são capazes de rivalizar com os F-15 Eagle, F-16 Fighting Falcon, F/A-18 Hornet/Super Hornet, Panavia Tornado, SEPECAT Jaguar, Mirage F1 ou F-4 Phantom II no que diz respeito a performances. Mas os combates aéreos entre jactos há muito (desde finais dos Anos 50) que não se fazem aos “tirinhos” perseguindo a retaguarda do adversário, como na 1ª e 2ª Guerras Mundiais. Os mísseis aerotransportados sentenciaram para sempre a Era dos velhinhos canhões aéreos! Hoje, um avião pode abater outro a mais de 300Km de distância (consoante o tipo de mísseis que empregue). Um piloto já nem sequer vê o avião adversário que pode estar muitíssimo além do horizonte visível!

    Quanto a ameaças vindas do solo, as designadas baterias de mísseis anti-aéreos (SAM-Surface to Air Missiles) a melhor coisa que os soviéticos fizeram até hoje, com alguma perigosidade para a aviação ocidental são os sistemas autopropulsados SA-12 Gladiator/Giant, SA-15 Gauntlet e SA-17 Grizzly (tudo o resto é já um tanto obsoleto e mais que conhecidas as frequências de espectros radáricos, ou outros, em que trabalham).
    Mas para essas ameaças, a aviação ocidental possui aviões super-especializados na detecção, análise e investigação das fraquezas dessas ameaças e, por conseguinte, já todo um exaustivo levantamento foi efectuado na área da Guerra Electrónica (EW) /(ELINT/COMINT/SIGINT/RINT). É para isso que servem as frotas de aeronaves estratégicas de espionagem “Top Secret” tais como os EC-135 Looking Glass, RC-135 Rivet Joint, EP-3 Aries, SR-71 Blackbird, TR-1 Spyplane, EC-130 Compass Call, E-3 Sentry, E-8 Joint Stars e outras… (abarrotadas com sofisticadíssimos sistemas e sensores de colecta de informações de todo o tipo, trabalhando através de todos os espectros de frequências conhecidos).

    Não se julgue que a Coreia do Norte e o Irão estão para ali a fazerem o que lhes vai na real gana sem que os EUA ou a NATO saibam!
    Nesta hora, já toda a “guerra aérea punitiva” de destruição dos seus maquiavélicos arsenais já foi sobejamente planeada, exímiamente estudada, avaliada, os objectivos (estejam onde estiverem) devidamente localizados e os seus centros de comando, controlo e comunicações (C3I) descobertos e localizados.

    E para finalizar, quando você diz:
    “3-Sim voce poderia destruir os reatores nucleares coreanos, porem uma vez conhecida os caminhos das pedras remontar tal aparato é uma questão de tempo, portanto voce teria que derubar o regime coreano, que presupoe, neste caso, de invasão.”

    É preciso não esquecer que o Poder Aéreo pode não derrubar um regime mas “ARRASAR” um regime!!! (e não são precisas invasões de exércitos para nada!).
    Você nem sequer imagina o que é um impacto brutal de um bombardeiro nuclear estratégico B-52 Stratofortress carregado com 30 toneladas de mísseis (e só falo de míiseis convencionais, fora agora os nucleares).

    As armas nucleares oferecem o exemplo mais convincente de como o poder aéreo produz choque psicológico. O homem, na realidade, não aumentou o poder de destruição de suas armas durante séculos. Os romanos destruíram totalmente Cartago, arrasando as construções, matando os habitantes e espalhando sal pelo solo para que nada crescesse. A destruição de Hiroshima e Nagasaki causada pela acção de sopro e radiação teve efeitos semelhantes. A diferença entre esses exemplos está em que várias legiões romanas levaram mais de duas décadas para produzir essa destruição, ao passo que um único B29 levou somente dois segundos. Foi essa destruição instantânea – essa conquista do tempo, não da matéria – que produziu um impacto tão grande na vontade do povo japonês e do mundo em geral. E, na verdade, ainda o faz (e de que maneira!!!).

    É bom que não nos esqueçamos:
    “-O aeroplano transportou bem para dentro dos países beligerantes, a potência suprema do Poder Aéreo, desfazendo os seus centros nevrálgicos, os seus quartéis generais, as suas infraestruturas militares, as suas indústrias… arrasando até com os seus centros de decisão e o próprio centro político!” (Gen. Billy Mitchell em 1945).

    Portanto aquele regime de fantoches armados em máus, podem ficar (se os EUA e a NATO assim o quizerem) na eminência, mais que absoluta, de nem sequer sobreviverem ao desmoronamento do seu regime, morrendo carbonizados nos escombros e nos pilares da própria base daquilo que edificaram, …tal e qual como um castelo de cartas!!!

    Portanto, que ninguém substime sequer ao mínimo os aspectos consolidados do Poder Aéreo (pois este nada mais tem que provar. Já tudo foi feito ao longo destes 103 anos de Domínio e Afirmação do “Mais Pesado do que o Ar” – a Arma Suprema da Guerra! Basta lêr-mos a História!).

    Quanto aos outros pontos que formula, pois também, temerosamente, tenho os seus pontos de vista. É óbvio que uma escalada no domínio das armas de destruição massiva só pode levar a uma hecatombe, não só regional, como continental (e até, a seu tempo, global) de proporções catastróficas em que todos nós pagaría-mos com a nossa sobrevivência!

    Oxalá que isso jamais aconteça mas perante este tipo de loucos fanáticos anormais, completamente desaparafusados, atiçados por outras hordas de psicopatas decadentes e desiquilibrados do encéfalo… já tudo é possível!!!

    E não tenhamos a menor dúvida: Israel ao lhe ser negada a sua ancestral e milenar “Terra Prometida” (sua de pleníssimo direito) é bem capaz de “perdido por dez, perdido por mil” também negar todo o Médio Oriente a toda essa escumalha árabe! Assim a terra não seria mais para ninguém e acabaria tudo num Holocausto Terminal, perante o Dia do Juízo Final!

  24. Catapimba

    Caro Nelo, quando cito a melhor capacidade de defesa, remeto a defesa por meios aereos. pois hoje, os proprios americanos estão desenvolvendo o F-22 Raptor com caracteristica principal a invisibilidade, ou seja, não estão privando o atque mais sim, uma capacidade de manter-se furtivo.
    Uma defesa primordialmente com aviões furtivos( hoje ainda impensavel para qualquer pais, mesmo EUA) seria, a meu ver, vantajoso ao defensor.

    O segundo ponto, é que não é de hoje que se busca sistemas anti-misseis( como os Patriot usados pelos sauditas na guerra do golfo, apesar de não muito precisos na epoca, e não utilizado contra aviões).
    Portanto não me surpreenderia, o aparecimento de sistemas de defesas( por meios aereos ou baseados terra) que surpreendentemente poderia emperrar o dominio aereo.

    Não estou minimizando, a importancia do fator de dominio aereo, porem nenhuma força armada mundial irá querer so contar com estas( os porta aviôes e suas escoltas mostram bem isso).

    Obviamente a coreia do Norte não tem poderio belico, para resistir, mais que uma semana de uma ofensiva aerea maciça da NATO/OTAN
    Essa historia de só contar com misseis, já se mostraou um erro no Vietnam, por isso que mesmo caças da 4 geração ainda contam com eles( embora seu uso seja secundario)( quantos aos de 5 geração, não sei se serão usados.

    Alem disso, algumas forças militares, tendem a ter duas forças aereas( uma equipada com aviões extremamente modernos e bombas inteligentes), para conseguir o dominio aereo e destruir pontos chaves do defensor, e uma segunda com aviões já não tão modernos e bombas não tão inteligentes que fariam o serviço sujo( vamos colocar assim), diminuido os custos da operação

    Agora, se tais tendencias se concretizarão e se o poder aereo ainda será primordial em uma guerra de estados parelhos, no seculo 21? não sei, provavelmente chegaremos a guerra espacial, (satelites armados para destruir outros satelites, diminuido assim, a informação a ser passada aos aviões de combate sobre alvos, o que dificultaria um ataque estrategico ou de precisão.)

    bom termino aqui os comentarios..

    Um abraço

  25. Caro Catapimba

    Formulou uma série de aspectos que merecem ser considerados e tidos em conta mas carecem de aprofundamento e esclarecimento.

    Quando os EUA à cerca de 22 anos atrás decidiu investir nos seus três maiores contratos militares do século (o F-22 Raptor, então ATF, o JSF F-35 e o helicóptero RAH-66 Commanche) pensou-o para garantir uma superioridade bélica americana sobre quaisquer tipos de ameaças que poderiam ser aprontadas pela ex-URSS. E isto não foi para apenas 10 anos, mas sim para 60 ou mais anos. Ao longo desses 20 anos, esses programas de alta tecnologia foram introduzindo os últimos avanços nas áreas da electrónica, das defesas, e nos sistemas de ataque, para além dos materiais compósitos (não metálicos) que incrementaram ainda mais a invisibilidade total (Stealth). Devido a cortes orçamentários no plano da Defesa, esses programas sofreram cortes faseados nos orçamentos e foram substancialmente “emagrecidos” tudo por causa do desmoronamento da ameaça militar soviética e do seu colapso político. À partida, o pensamento dos estrategas militares americanos éra que não seria necessário virem a ter um número tão elevado de aeronaves tão avançadas para um inimigo que carecia de fundos e de cinergias para acompanhar o tremendo salto tecnológico que essas armas trouxeram ao ponto de consolidarem uma evidente supremacia (e diria mesmo “Intocabilidade” perante qualquer sistema soviético de defesa que aprontassem para os próximos 30 anos). Portanto, estamos a falar de tecnologias futuristas, altamente secretas, superiormente “furtivas” (concerteza os segredos militares mais bem guardados dos EUA, tais como o foram no seu tempo o U-2 Spyplane, o SR-71 Blackbird, o B-1 Lancer, o F-117 Night Hawk ou o B-2 Spirit, armas pensadas específicamente para uma guerra estratégica-nuclear de alta escala. Portanto estamos não a falar de simples armas mas sim de Sistemas de Armas com capacidades ultra-secretas, amplamente testadas ao longo, não de anos mas de décadas onde tudo já foi mais que previsto, mais que calculado, mais que testado e mais que conclusivo. Estamos pois a falar dos mais avançados e mais capazes sistemas de guerra do mundo, onde a designada capacidade de sobrevivência é seguramente total. Isso garante que, quer se goste ou não, a superioridade aérea dos EUA sobre todos os seus potenciais inimigos, numa guerra bilateral ou mesmo multilateral, é total. A Rússia e as repúblicas desmembradas da ex-URSS até hoje não conseguiram impor um só único sistema (aéreo, terrestre ou naval) com credibilidade para comprometer essa superioridade americana.
    Decerto está-se a esquecer do enormissimo desempenho que por exemplo os F-117 (stealth) tiveram nas duas guerras contra o Iraque, onde “”arrombaram o portão” da nação iraquiana e fulminaram, logo na primeira noite de conflito, toda a estrutura nevrálgica de comando, controlo e comunicações (C3I) dos iraquianos, obtendo de bandeja a posse da “Chave da Vitória”, condição vital para todas as restantes operações que se seguiram. Nem um só aparelho foi sequer beliscado, mesmo tendo em conta a enorme barreira de chumbo erguida sobre Bagdade com as centenas de artilharias anti-aéreas (AAA) de origem soviética que passado algumas horas seriam todas caladas pela acção dos F-15, F-16 e F-18 americanos e pelos Tornado e Jaguar da RAF. Foi “trigo limpo” e de nada lhes valeu as baterias de mísseis terra-ar(SAM), algumas até do que de mais moderno existe na actualidade, quer soviéticas, quer ocidentais. Uma nação não se defende apenas com defesas terra-ar, pois estas não têm plena acção em toda a dimensão e profundidade da terceira dimensão, o AR. Aí reina incondicionalmente a aviação (para isso aconselho-o a ler as minhas anteriores intervenções acima onde poderá se elucidar, o que me leva a supor que certamente não as leu com a devida atenção).

    A corrida às contramedidas para barrar as ameaças do inimigo foi sempre o cerne central entre adversários, isso provocou o andamento da Locomotiva do Progresso. “Para uma acção há sempre uma reacção”! (acontece que essa reacção, vinda dos soviéticos deixou desde finais dos anos 80 de se fazer sentir).
    Senão vejamos: nos inícios dos Anos 50, ao contraponto do caça reactor a jacto Mig-15 Fagot soviético, os americanos responderam com o F-86 Sabre. Ao bombardeiro nuclear estratégico, símbolo máximo da Guerra Fria, o venerável e espectacular B-52 (que se manterá ao serviço até 2040-50 perfazendo quase 100 anos no serviço da “primeira linha”) os soviéticos responderam com os bombardeiros intercontinentais TU-95/142 Bear e Mya-4 Bison, transportando qualquer um deles as mais destruidoras e mais potentes armas termonucleares do mundo dessa época. Nos meados dos Anos 50, ao contraponto dos fantásticos caças supersónicos da “Série Century”, os F-100 Super Sabre, F-101 Voodoo, F-102 Delta Dagger, F-104 Starfighter, F-105 Thunderchief e F-106 Delta Dart, os soviéticos responderam com os Mig-19 Farmer, Mig-21 Fishbed, Sukhoi SU-7 Fitter, SU-9/11 Fishpot e SU-15/21 Flagon. Nos Anos 60, ao avião espião hipersónico indetectável SR-71 Blackbird (que ao contrário do U-2, violou sistemáticamente todo o território da URSS, da China, da Coreia do Norte, de Cuba e continua actualmente a fazê-lo de forma totalmente intocável) os soviéticos “tentaram” (aqui já começavam a vacilar) responder com um interceptor de altas performances e de alta altitude “trans-espacial”, o Mig-25 Foxbat que se revelou nunca estar à altura pois no historial do SR-71 jamais houve um derrube, pese embora os milhares de disparos de mísseis SAM e de intercepções que lhe moveram, contudo nunca o conseguiram alcançar (a alguma coisa se deveu, para além das suas avançadíssimas características de furtividade e de velocidade Mach 3.6 ou, quem sabe, até bem superior!!!
    Ao contraponto dos F-4 Phantom II, F-105 Thunderchief, que detinham total superioridade aérea sobre toda a Guerra do Vietnam, os soviéticos “tentaram” novamente responder à altura, com os Mig-21 Fishbed e com uma numerosa força de vetustos Mig-17 Fresco e Mig-19 Farmer mas estes nunca se revelaram à altura e nem a sua esmagadora superioridade numérica conseguiram alterar a domínio americano nos céus, projectando a sua força sobre a terra e sobre o mar. Nos Anos 70, ao contraponto dos Mig-25 Foxbat, então o mais potente e mais perigosa ameaça aérea pelo domínio dos céus, os americanos responderam com o F-15 Eagle (USAF) e com o F-14 Tomcat (US Navy), ainda hoje, em muitos aspectos, os melhores caças de superioridade aérea do mundo. Nos meados dos Anos 70, surgiram os Mig-23/27 Flogger e Mig-29 Fulcrum ao que os americanos responderam com o F-16 Fighting Falcon e F/A-18 Hornet, se bem que o Mig-29 sempre se tenha revelado um adversário à altura (e pela primeira vêz), bastante perigoso, devido sobretudo à sua alta destreza e manobrabilidade (mas essas qualidades só podem ser aproveitadas em “supostos” combates aéreos próximos, “dog fights”, o que será sempre pouquíssimo provável acontecer) e por tripulações bem treinadas (a quem foram carecendo cada vêz mais as verbas para manterem os seus níveis de operacionalidade). Nos Anos 80 e 90, foram surgindo as séries evolutivas dos SU-27/33/35 Flanker perigando substancialmente a detenção da superioridade americana que até então se vinha mantendo prácticamente inderrutável. Embora se interroguem várias questões sobre as capacidades efectivas desse ameaçador caça, que nunca foram provadas em combate real, o que é certo é que a sua existência (se bem que em números reduzidos) atormentou imenso os estrategas americanos e da NATO. A resposta foi então um programa gigantesco que se chamou (ATF), no qual competiram o YF-22 Lightning II e o YF-23 Black Widow II pelo contrato, tendo a vitória sido conseguida pelo primeiro que viria a ser o actual F/A-22 Raptor, o “caça invisível”! Pelo que se sabe, os soviéticos até agora ainda não conseguiram obter uma resposta cabal e à altura… além de uns protótipos de altas performances (cuja configuração estética e estructural não denotam características “stealth”). São eles o Mig-35 1.42 (MFI-MAPO) e o SU-47 Berkut, provávelmente dotados de tecnologias bem inferiores às dos americanos (como aliás sempre foi a “tradição”). A falta de verbas, pelo colapso do sistema soviético, tem provocado profundas carências nos domínios do “acompanhamento” dos enormes saltos dos EUA, uma economia que mesmo a braços com os elevados custos depositados nas crises do Iraque e do Afeganistão, continua sólida, firme, possante e não dá mostras de sequer fraquejar. Os EUA, pela sua avassaladora supremacia bélica (alicerçada no seu incontestável e inalcansável Poder Aéreo) e industrial continua a ser o grande garante da sobrevivência da Liberdade e da Democracia no mundo civilizado, sendo por conseguinte o esteio de todo o Mundo Livre (goste-se ou não se goste!!!).

    “-A força bélica no mundo está cimentada no Poder Aéreo Militar que é quem legitima e potencializa todo o esteio da acção bélica, credebiliza em sequência as pretensões da política e fortifica a diplomacia internacional das grandes potências mundiais, prestigiando por conseguinte as grandes nações técnico-científicamente desenvolvidas, demonstrando simultâneamente a pujança da sua Verdadeira Força, Temeridade e Respeito ao nível mundial!
    O Poder Aéreo (ou melhor, Aeroespacial) foi, é, e será cada vêz mais no futuro, a Força Suprema que “arrasta tudo e todos”, ao ponto das suas consequências terem modelado o próprio “Corpo da Guerra” e em sequência terem criado a Nova Ordem Mundial,… a que hoje vivemos!”
    (in História do Poder Aeroespacial – Enzo Angelucci – Revista Mais Alto – Força Aérea Portuguesa).

    “-O Poder Aeroespacial constitui, muito mais do que qualquer outro domínio, o principal índice revelador da vitalidade e capacidade de uma nação. Nele, está sintetizado o supra-profissionalismo e a dinâmica intelectual dos seus melhores recursos humanos, a capacidade empreendedora do seu tecido industrial e da sua ciência de ponta, materializando-se como o factor mais decisivo na escala da hierarquia dos estados e do respectivo gráu de influência, seriedade e credibilidade ao nível global. Torna-se evidente que o Poder Aéreo aliado à alta tecnologia, sempre transmitiu uma imagem mais forte do que qualquer outra. A aviação militar representa a expressão máxima do Poderio Militar Mundial, sendo a única componente intrinsecamente estratégica. É também a única com capacidade de Projecção Global de Força, dotada com a exclusiva capacidade de velocidade de intervenção como Força de Reacção Rápida, instantânea e em permanência, até quando, quanto, e onde for precisa.
    Uma capacidade industrial e tecnológica elevada na área aeroespacial, traduz-se, em termos reais, na avaliação da Força Total de um estado, serve de alicerce ao Peso do Poder e define a hierarquia da Unidade Política no conceito das relações internacionais.
    Não é por acaso que os EUA sempre foram, ao longo do Século XX, o principal bastião da Liberdade e o maior garante da Segurança, da Lei, da Ordem, da Justiça, da Democracia e da Paz no mundo. Se os EUA têm a maior importância política, a maior influência, o maior prestígio e a maior relevância a nível mundial, se na premente necessidade de encimarem uma luta contra o Eixo do Mal formado pelos países tiranocráticos e regimes párias que têm programas de armas de destruição maciça ou que apoiam o terrorismo internacional, se são capazes de ir contra tudo e contra todos, inclusivé contra influentes organizações mundiais como a ONU ou se durante mais de sessenta anos foram um autêntico braço de ferro contra o Bloco Comunista da ex-URSS… tudo isso se deve exclusivamente à colossal força hegemónica do seu impressionante Poder Aéreo, capaz de por si só dominar o mundo.
    É este Poder Aéreo, extremamente avassalador e dominante, que sempre legitimou as pretensões mais ambiciosas dos políticos e militares norte-americanos.
    Quando os EUA querem ir para a guerra, nada os impede, simplesmente o mundo pára… e assiste!”
    (Revista Mais Alto – Força Aérea Portuguesa).

    Agora quanto ao que formula no seguinte ponto:
    “-O segundo ponto, é que não é de hoje que se busca sistemas anti-misseis (como os Patriot usados pelos sauditas na guerra do golfo, apesar de não muito precisos na epoca, e não utilizado contra aviões).
    Portanto não me surpreenderia, o aparecimento de sistemas de defesas (por meios aereos ou baseados terra) que surpreendentemente poderia emperrar o dominio aereo”.

    Resposta: a bateria de mísseis PAC-1 Patriot é apenas um sistema (MAM-Missile Anti Missile) e não um sistema anti-aéreo SAM. Porém nem só os Patriot são usados contra outros mísseis. Nos arsenais armamentísticos dos aviões existe uma lista enorme de mísseis “ar-ar” que têm igualmente capacidades ati-míssil (até foram projectados já a contar com isso). Mísseis de longo alcance (até 450Km) tais como os ex-soviéticos AA-5 Ash, AA-6 Acrid, AA-9 Amos, AA-10 Alamo, e AA-13 Arrow (p.ex.) e os americanos AIM-47 e AIM-54 Phoenix, para além dos de médio alcance (até 120Km) como os ex-soviéticos AA-7 Apex e AA-12 Adder, os americanos AIM-120 AMRAAM, os ingleses BAe Skyflash, os franceses R-530 Mica ou os suecos RB-28 Falcon podem, além de abater aeronaves a longas distâncias, também destruirem mísseis em pleno vôo. O efeito é mais ou menos tentar acertar numa bala com outra bala! Contudo as defesas terrestres são sempre muito limitadas pois as suas plataformas são estáticas (ou ligeiramente móveis) tendo por conseguinte o seu raio de de acção sempre limitado a determinadas áreas. Isso de nada impede a que o país seja continuamente e impunemente flagelado por ataques aéreos de aeronaves e de mísseis vindos de todo o lado Os sistemas AAA e SAM não defendem países, tentam é defender pequenas áreas estratégicas! Mísseis colocados em plataformas móveis, supersónicamente velozes (as aeronaves) ao contrário, não estão limitadas a áreas. A suas áreas de actuação são por toda a parte, onde quizerem, podendo levar esses mísseis até onde for preciso para acudirem a quem de defesa necessite!

    Da mesma forma que os navios que navegam ao largo do porta-aviões não são, como alguns “erróneos” pensam, a sua escolta.
    Nem os navios, nem os submarinos escoltam porta-aviões! Navegam é junto a eles para beneficiarem da “Cobertura Aérea” propiciada pelo Poder Aéreo a bordo deles mesmos , poder esse que está constantemente (24h sobre 24h) em patrulha no ar, a longuíssimas distâncias (de 1500 a 2000Km ou mais), varrendo com os seus potentíssimos radares toda a tridimensão circundante (aérea e de superfície, seja naval ou terrestre). Os radares dos navios têm um alcance limitado a apenas 70Km, devido à ocultação provocada pela curvatura natural do horizonte do nosso planeta. Para alé desse horizonte, tornam-se “cegos”. Numa plataforma (aeronave) situada a 12000 metros de altitude, os horizontes estendem-se por mais de 600Km e os alcances radáricos multiplicam-se em ordens de grandeza. As aeronaves dos porta-aviões têm também como missão, a vigilância constante sobre amplas áreas oceânicas (quer marítimas, quer submarinas, quer aéreas) de forma a garantirem a designada “Defesa da Frota”.
    Na US Navy (e em todas as principais marinhas do mundo) as aeronaves especializadas (aviões/helicópteros) nesse domínio são as de “Alerta Aéreo Antecipado” (AEW) que por sua vêz convocam, coordenam e guiam os ataques defensivos dos caças interceptores contra múltiplas ameaças.

    Mas aqui convém repassar algumas passagens do excelente livro “Jane`s All The World`s Aircraft”, um dos melhores (senão o melhor) livro sobre Aviação Militar do mundo (cuja colecção de vários exemplares tenho na minha biblioteca e que têm sido muito úteis nos meus esclarecimentos que neste “debate informático” vou mantendo, além dos inúmeros conhecimentos que adquiri ao ter cumprido o meu serviço militar na Força Aérea Portuguesa).

    EXTRACTOS DA JANE`S
    Objectivo dos aviões de Defesa da Frota:
    Defender a frota naval composta pelo vaso de guerra principal (porta-aviões) e seus navios de apoio (porta-helicópteros, destruyers, fragatas, cruzadores, corvetas, contratorpedeiros, navios-tanque/logísticos/cargueiros/hospitais e submarinos).
    Alvos para os aviões de Defesa da Frota:
    Aviação de ataque anti-naval e mísseis (ASM/ASV) inimigos voando contra a frota.

    Os aviões de Defesa da Frota são caças interceptores (geralmente supersónicos) de altas performances que empregam armamento similar aos caças de Superioridade Aérea. São empregues, não só mísseis ar-ar (AAM) de curto, médio e longo alcance, mas também mísseis anti-míssil (Sand-Off).
    As suas missões são coordenadas pelas aeronaves (AEW) do tipo E-2 Hawkeye ou E-1 Tracer ou por helicópteros do tipo Sea King AEW.2 ou Kamov KA25 Hormone e KA-29 Helix (tudo aeronaves dotadas de potentes radares tridimensionais multifuncionais e equipadas com sofisticados sensores e sistemas electrónicos de vigilância).
    (Nota): Para a guerra anti-submarina (ASW) são usados os designados “caçadores de submarinos”, aviões especializados como os embarcados S-2 Tracker, S-3 Viking, Fairey Gannet ou Breguet Alizé, e os baseados em terra P-3 Orion, Breguet Atlantic, BAe Nimrod, Beriev BE-12 Mail ou Ilyushin IL-38 May.

    Numa missão típica de Defesa da Frota, uma aeronave E-2 Hawkeye (AEW) descola do porta-aviões e permanece em órbita, afastada a cerca de 400Km da frota. O seu potente radar-rotódomo dorsal vai prescutando os céus e a superfície em todas as direcções. Quando detecta aviões inimigos em rápida aproximação, (muito além do horizonte curvilíneo terrestre, ainda a centenas de Km de distância), rasando o oceano (para tentarem “driblar” os limitados radares dos navios), dá então o Alerta! Os caças interceptores F-14 Tomcat (os “Guardiões da Frota”) que entretanto aguardavam as ordens (orbitando a mais de 15 000 metros e a 100Km na rectaguarda) investem então a toda a velocidade. A intenção dos inimigos é atacar a frota naval para destruir o principal e mais poderoso navio de guerra, o “vaso-mãe” (porta-aviões). Para isso vêm configurados com mísseis (ASV) de longo alcance, de forma a dispará-los bem longe do escudo defensivo do perímetro interno da frota naval e evitarem expor-se dentro do perímetro próximo dos seus mísseis (NASM). Os aviões inimigos vêm de direcções diferentes, com separações de dezenas de Km, em sucessivas vagas de ataque de forma a se dissimularem e provocarem o caos e a desordem nas defesas. Mas os radaristas a bordo do E-2 Hawkeye (AEW) estão alerta, observando todo o desenrolar dos acontecimentos nas telas dos seus monitores(MFD/CRT) de controlo aéreo. Os caças interceptores avançam rápidamente até ao limite da barreira (BARCAP), que é o perímetro externo de defesa da frota naval, a cerca de 1000Km de distância do porta-aviões. Rastreiam com o seu próprio radar as direcções de onde provêm as ameaças. O radar multifuncional AWG-9 do F-14 Tomcat localiza alvos até 340Km de distância em três parâmetros simultâneos de buscas (SFT), bem dentro do alcance dos seus mísseis ar-ar AIM-54 Phoenix de 300Km de alcance. Quando os aviões/mísseis inimigos em vôo são “bloqueados” nos radars dos caças, estes analizam-nos, identificam-nos e automáticamente elegem as prioridades de ameaça. De forma, igualmente automática, o sistema de armas activa as espoletas electrónicas e dispara os mísseis autónomos (do tipo “dispare-e-esqueça”) contra os alvos que poderão estar voando em altitudes e direcções diferentes. Enquanto isso, o radar de um só F-14 Tomcat continua rastreando até 130 alvos ao mesmo tempo, acompanhando-os a todo o momento, isto enquanto os outros F-14 fazem o mesmo com outros diferentes alvos. De uma só vêz, um só caça pode destruir oito alvos simultâneamente que podem ser aeronaves e/ou mísseis inimigos já em rota de colisão contra a frota marítima. Esta acção é feita de forma automatizada, sem intervenção dos tripulantes e muitíssimo para além do alcance visual destes (OTH/BVR). Consoante o número de ameaças e o seu gráu de perigosidade, a aeronave de (AEW) pode chamar várias patrulhas aéreas de combate (CAP) para reforço!”(Extrato da Jane`s).

    Todo este fantástico sistema de Defesa da Frota foi concebido na lógica da táctica da “multiplicação de forças”, pensada e projectada na época áurea da Guerra Fria (que agora está novamente mais viva do que nunca), em que se temia um colossal ataque aeronaval entre as superpotências com vista à conquista das grandes “portas oceânicas”!

    Não esquecer que logo na 1ª Guerra Mundial os aeroplanos demonstraram vezes sem cnta o quanto os navios, inclusivé os “inafundáveis” couraçados, éram vulneráveis aos ataques aéreos, como na verdade o éram de facto!
    Foi o fim dos couraçados, o verdadeiro orgulho das marinhas!
    Logo se descobriu que o poderio naval não estava nos couraçados mas sim na futura defesa aérea pela sobrevivência das próprias marinhas. Nascia assim o Poder Aéreo Embarcado e com ele o porta-aviões!

    Mas convém aqui também ressalvar este importante passo na História que passo a copiar para aqui:

    “O General Brigadeiro do Ar William Mitchell, a partir de 1916, sustentou que a aeronave havia tornado os exércitos e marinhas menos importantes, de cariz secundário, mesmo obsoletos e ultrapassados, sem qualquer significado nas guerras do futuro. Isso veio, mais rápidamente do que se supunha, a ser confirmado logo na eclosão da Guerra Civil Espanhola e depois em toda a 2ª Guerra Mundial… e seguintes. Nomeado Chefe Supremo da American Air Expedicionary Force, isto é, Comandante da Aviação Militar dos EUA, iniciou uma decisiva campanha para fazer vêr à nação americana, quanto à necessidade desta possuir uma forte aviação para suster a sua própria defesa e sobrevivência numa guerra futura. O Poder Aéreo, seria num futuro bem próximo, o rei de todas as batalhas, relegando para a futilidade o Exército e a Marinha.
    Billy, como éra amigávelmente chamado pelos seus pilotos, afirmou que tal como já estava sucedendo em plena Primeira Guerra Mundial com o Exército, a Marinha também seria rápidamente relegada para segundo plano e ambos os corpos militares seriam subjugados pela aviação. Sustentava que o Exército e a Marinha éram extremamente vulneráveis a ataques aéreos (como o éram de facto). A polémica explodiu entre os orgulhosos almirantados que não tomaram em conta o que eles consideravam então “profecias descabidas”.
    Para demonstrar a exactidão das suas afirmativas, Billy fez realizar uma espectacular exibição de sentido prático: no dia 21 de Julho de 1921, ao largo da Baía de Chesapeake, cinco bombardeiros Martin MB-1 com bombas de 900Kg, lançadas da altura de 750 metros, afundaram em escassos 14 minutos seis couraçados obsoletos Classe Ostfriesland, gigantescos vasos-almirantados considerados inafundáveis. Nos dias seguintes, outros tipos de aeroplanos bombardeiros afundaram um submarino, um caça-torpedeiro e mais quatro cruzadores.
    A impressão que esta retumbante e esmagadora experiência provocou, foi enorme e aplastante, ferindo profundamente o orgulho da Marinha, tida então como o esteio dos grandes impérios. Mas orgulho à parte, a Marinha americana ficou totalmente esclarecida ao ponto de dar a sua aprovação à construção do primeiro porta-aviões e impeliu o governo americano a elevar o Air Service à dignidade de Corpo da Marinha (U.S.Navy Air Corps), em 1926.
    De forma mais importante, este facto obrigou os Estados Maiores de todos os países a reconsiderar e a reformar radicalmente todas as respectivas estratégias, completamente inapropriadas, para uma eventual guerra futura, obrigando-os a levar com total consideração e respeito a aviação!
    Poucos anos depois, com efeito no dia 7 de Dezembro de 1941, no decorrer de um ataque aéreo repentino, toda a frota naval americana sediada nos portos, as bases aéreas da Marinha e do Exército, os quartéis e todas as restantes instalações militares foram completamente destruídas em Pearl Harbour, nas Ilhas do Hawai. Nesse autêntico vendaval aéreo caído dos céus, foram ainda destruídos mais de 120 aviões no solo e mortos mais de 3800 marinheiros e outros 1500 soldados.
    Com este arrasador e chocante acontecimento, que foi chamado O Dia da Infâmia, os EUA seriam empurrados para a 2ª Guerra Mundial e os japoneses foram os encarregados de demonstrar ao mundo inteiro a perfeita exactidão das convicções de Mitchell.
    Daqui se retiraram profundas e chocantes lições:
    Quatro factores impuseram uma revisão.
    Primeiro, a tecnologia aeronáutica que depressa se desenvolvia, tornou os EUA altamente vulneráveis aos ataques aéreos, ameaçando directamente o papel da Marinha como primeira linha de defesa do país (o que já não o éra), tornando a defesa aérea a prioridade máxima, a número um.
    Segundo, a natureza das presentes e futuras ameaças aéreas à segurança dos EUA também exigia que a Força Aérea fosse a primeira prioridade.
    Terceiro, a bomba atómica revolucionou a fundo toda a estratégia militar dos EUA, elevando a Força Aérea à primeira prioridade, tornando-se a ponta de lança da linha da frente, …na defesa, e no ataque.
    As reformas profundas nas doutrinas e estratégias militares impuseram papéis alternativos mas secundários às forças singulares do Exército e da Marinha, relegando-os definitivamente para segundo plano.
    Por último, a Força Aérea tinha de ser uma força com existência própria porque a tecnologia da aviação era sofisticada, muito avançada e exorbitantemente cara, exigindo longos tempos de pesquisa, concepção e produção, o que consumia uma enormíssima fatia do Orçamento de Defesa, cerca de 72%.
    Embora Pearl Harbour tenha forçado os Estados Unidos a entrarem forçadamente na Guerra, com pouco tempo de alerta, tudo ficou resolvido em apenas três horas de ataques sobre as bases navais e aéreas nessa ilha do Oceano Pacífico. Os americanos, depois dessa retumbante derrota, apenas dispuseram de mais cinco meses antes da batalha aeronaval decisiva de Midway, que viria a mudar então o curso da Guerra a favor dos EUA.
    As armas nucleares significavam que a Guerra seguinte poderia estar concluída em escassos minutos.
    O Exército e a Marinha (até hoje) jamais conseguiram apresentar uma só estratégia nova para lidar com estas gravíssimas condições em rápida mutação. Os oceanos já não eram mais os bastiões defensivos dos impérios insulares – o bombardeiro nuclear intercontinental estava já no horizonte!
    O Gen Carl Spaatz estava completamente certo quando definiu as armas nucleares como “Armas Essencialmente Aéreas”!
    A experiência da Força Aérea na Segunda Guerra Mundial mostrou que nenhuma defesa era possível contra tais armas aerotransportadas em bombardeiros nucleares.
    A Ofensiva não era mais apenas a melhor Defesa,… era a única Defesa!A Dissuasão Nuclear tomava então toda a prioridade, elevando o bombardeiro nuclear não só como o instrumento supremo da Guerra, mas também como o árbitro da Paz,… “ A Paz Pela Força”! (Extracto da Air & Space Power Journal).

    Durante toda a 2ª Guerra Mundial, sobre as águas, foi o Poder Aéreo aliado que encabeçou a principal, a mais persistente, a mais presente e a mais eficiente luta contra os navios de guerra e submarinos alemães “U-Boats” que andavam sistemáticamente a atacar as marinhas aliadas e o tráfego marítimo de suprimentos no Oceano Atlântico.
    À medida que os meses passavam, a guerra anti-naval propiciada pelos aviões caçadores de submarinos intensificou-se e os resultados não tardaram a surgir: frotas inteiras de submarinos e de navios de guerra alemães, de diversos tipos, foram massacrados pela devastadora acção da aviação naval aliada. Por vezes, um só avião carregado de torpedos, bombas e cargas de profundidade, afundava dez ou onze vasos de guerra e mais uns quantos submarinos… tudo numa única missão.
    A marinha alemã tinha um erro crasso que se revelaria como a principal causa da sua derrota naval: não tinha porta-aviões, de maneira que não pôde projectar o vital Poder Aéreo sobre o oceano, de forma a dar luta aos eficientes aviões anti-navais aliados. Desprovida de cobertura aérea, a marinha alemã seria completamente destruída nas frias e profundas águas oceânicas e mesmo os seus todo-poderosos couraçados, tidos como “invencívelmente inafundáveis” (como o Prinz Eugen, o Scharnhorst, o Gneisenau e os gigantescos gémeos Tirpitz e Bismarck) seriam todos colocados a pique pelas bombas e torpedos dos aviões ingleses. Até as bases dos seus submarinos, situadas na costa atlântica francesa (em Brest, Saint Nazaire, Lorient, La Pallice e Bordeaux) seriam severamente demolidas pelas enormes bombas “Grand Slam” transportadas no ventre dos bombardeiros pesados Avro Lancaster, Short Stirling e Handley Page Halifax. Nem mesmo as espessas paredes e tectos “à prova-de-bomba”, fortemente construídos em betão armado com dois metros de espessura, conseguiram resistir às explosões demolidoras destas possantes bombas (as maiores e mais potentes da Segunda Guerra Mundial a seguir à bomba atómica). Estas impressionantes bombas juntamente com as célebres “Tall Boy” foram a causa da demolição das principais barragens de energia eléctrica da Alemanha Nazi, da destruição completa dos gigantescos centros ferroviários em Rouen e da consequente destruição ou estagnação de toda a sua indústria bélica (o alicerce do seu esforço de guerra).

    Na eclosão da Guerra do Pacífico, em finais de 1941, nenhum perito militar esperava que o Japão conseguisse reunir uma força aeronaval tão poderosa, quanto ao número, e tão importante, quanto à qualidade. Enquanto os EUA não tomaram conhecimento da triste madrugada de 7 de Dezembro de 1941, em Pearl Harbour, pensava-se que o Japão estava dotado de aviões antiquados, copiados dos biplanos das potências militares europeias. No entanto, mais de vinte gigantescas fábricas já produziam óptimos aviões de concepção moderna e inteiramente japonesa. Muitos desses aviões éram excelentes, como os Mitsubishi A6M Zero, os Nakajima KI-43 Oscar e B5N Kate ou ainda os Aichi D3A Val, entre muitos outros. Graças a este colossal Poder Aéreo, em poucos meses o Japão tornara-se Senhor Todo Poderoso do Pacífico, extendendo para além mar, o maior império que o mundo jamais vira.
    Com a destruição completa da esquadra naval norte-americana, sediada em Pearl Harbour nas ilhas Havai, a aviação japonesa demonstrou (mais uma e outra vêz mais) quanto as forças navais éram extremamente vulneráveis aos rapidíssimos e fulminantes ataques aéreos. O mito dos “inafundáveis” navios couraçados foi derrubado mais uma vêz, confirmando em guerra real os factos concretos que o Gen. Billy Mitchell tinha revelado vinte anos antes. Foi a martelada final que faltava para pôr nos eixos os orgulhosos almirantados. As forças navais foram relegadas a serem definitivamente (e de uma vêz por todas) meras forças de segundo plano, tal como já tinha acontecido aos exércitos na Primeira Guerra Mundial.
    Também na Guerra do Pacífico, não foi a acção do vulgar soldado de terra que forçou o acto de rendição do inimigo nipónico. Os exércitos terrestres, que durante milénios tinham colhido os louros das vitórias nas guerras estáticas, guerras sem grande dimensão e sem abrangência geográfica, viram-se agora relegados a simples forças de ocupação, assistindo impávidos e quase sem possibilidade de intervenção ao rápido desenrolar dos acontecimentos protagonizados pela aviação numa nova Era Bélica que então se consolidava. Éra a Guerra do Movimento, em toda a sua plenitude, desencadeada a alta velocidade e com extrema mobilidade, só possível graças aos velocíssimos aviões. Isto aconteceu uma vêz mais, entre tantas e tantas vezes.
    O poderoso Império do Japão foi vergado à rendição, sem quaisquer condições e sem que uma única bota de um soldado americano pisasse sequer a terra sagrada do país do sol nascente.
    Na verdade e uma vêz mais (tal como vinha acontecendo na Europa) foram os aviões de caça, os aviões aerotorpedeiros e os seus porta-aviões que decidiram o desfecho desta infernal guerra em quatro gigantescas batalhas aeronavais que ali se sucederam (as épicas Batalhas do Mar de Coral, de Midway, das Marianas e de Leyte). Essas batalhas colossais foram uma espécie de “Super-Trafalgar” e reviraram decididamente os ventos a favor dos americanos, mas o preço a pagar foi deveras elevado: vários porta-aviões, muitos couraçados e largas centenas de outros navios secundários foram afundados pela aviação embarcada de ambas as partes, perdendo a vida imensos milhares de marinheiros.
    A Guerra do Pacífico foi também o palco da afirmação definitiva do porta-aviões como o vaso de guerra mais poderoso de qualquer marinha. (Até hoje, a importância “além-mar” de uma marinha, a sua credibilidade como força bélica naval e a sua pujança como instrumento político de projecção de força e de dissuasão, assentam no convés do porta-aviões. Quando eclode uma crise diplomática e política entre uma nação inimiga e os EUA, a primeira pergunta que o Presidente faz aos seus súbditos é: -“Onde temos o porta-aviões mais próximo?”. Toda a marinha que não o tenha é uma marinha “desmembrada” e limitada a simples operações de coligação de segundo ou de terceiro nível).
    Mas a devastação terminal na Guerra do Pacífico ainda estava por acontecer. Veio a ser dada pelos bombardeiros pesados B-17 Flying Fortress da USAAF que bombardeaream pesadamente todo o terrritório japonês. Tal como acontecia na Alemanha, foram esses “colossos do ar” que feriram profundamente a moral do inimigo nipónico e do seu povo, dentro da sua própria nação, despejando infernais bombardeamentos incendiários sobre Osaka, Nagoya e Tóquio, ao ponto de colocarem o Japão de joelhos.
    Mas, para além desse inferno que provocou milhões de mortos, principalmente entre os civis, a decapitação final ainda estaria para vir, através da sinistra sombra escura do bombardeiro atómico transportando no seu porão a mais infernal e mais destruidora de todas as armas: a Bomba Atómica.
    Efectivamente, dois gigantescos bombardeiros pesados Boeing B-29 Superfortress (Enola Gay e Boxcar) lançaram no Japão, sobre as cidades de Hiroxima e Nagasaki, as duas primeiras bombas atómicas da História da Humanidade, pondo definitivamente termo à guerra.

    Elação:
    Éra ponto firme que o Poder Aéreo norte-americano, sózinho, vergara o todo-poderoso Império do Japão! Para além disso, forçou o imperador a assinar o tratado de rendição incondicional a bordo do couraçado USS Missouri perante o Gen. Mc Arthur.
    Ao sacrificar-se a vida de cerca de trezentas mil pessoas, de forma instantânea, poupara-se a vida a mais de um milhão de soldados japoneses e a mais de cem mil americanos, caso estes ousassem desembarcar nas costas marítimas japonesas, o que precipitaria o conflito para uma desgastante guerra infrutífera, de impasse e sem fim à vista.
    Em consequência desse Holocausto, um número indeterminado de milhares de vítimas viria a falecer posteriormente, devido à contaminação provocada pelas radiações.

    Conclusão:
    O bombardeiro atómico, com a sua “Arma do Holocausto”, pusera fim à Segunda Guerra Mundial, aterrorizando o mundo!
    Para a Humanidade, fora deixada uma terrífica lição: guerra, nunca mais!

    Lições da História:
    “-Foram os caças e os bombardeiros aliados que, ao serem as forças mais poderosas, mais decisivas, mais dominadoras e mais predominantes em todas as frentes, ganharam não só as batalhas cruciais como todas as principais campanhas da Segunda Guerra Mundial.
    Ao contrário das outras forças, operaram tridimensionalmente sobre todos os cenários bélicos, semeando a destruição por toda a parte… sobre a terra, sobre o mar e… no ar! Para além disso, com as suas bem sucedidas acções defensivas, impediram o alastramento das incursões inimigas para outras frentes, defendendo não meros pelotões de soldados ou ínfimos locais diminutos, mas países inteiros do espectro da Guerra!” (in As Grandes Batalhas Aéreas da Segunda Guerra Mundial).

    “-Ao nível táctico e estratégico, o Poder Aéreo é que modelou todo o corpo da guerra, destruindo nações inteiras, de dentro para fora, tornando-as infuncionais. Quando essas nações não puderam funcionar, as suas forças armadas seguiram-lhes o exemplo!” (disse em 1945 o Gen. Dwight Eisenhower, comandante supremo das forças aliadas na Europa).

    “-O efeito moral e material dos bombardeamentos estratégicos superou largamente os efeitos das lutas terrestres numa proporção de 100 para 1. Foi fundamental criar o Maior Efeito Destruidor possível. Foi o Poder Aéreo aliado na Segunda Guerra Mundial que traçou e abriu o caminho para a Liberdade e para a Democracia, eliminando a Tirania!” (Gen. do Ar Hugh Trenchard da RAF num discurso na Câmara dos Comuns em 1945).

    E não nos devemos esquecer das acções aéreas implacáveis e letais que meteram a pique vastos números de navios nas guerras da Coreia, do Vietnam, do Irão-Iraque (e com especial enfoque para a das Malvinas, onde a aviação embarcada argentina, caças-bombardeiros A-4 Skyhawk e Super Etendard, afundaram importantes navios da esquadra britânica. Aqui o famoso míssil anti-navio AM-39 Exocet teve o seu momento de glória e de assaz comprovação tal como o tinha amplamente demonstrado nos múltilos afundamentos, dois anos antes, em 1980, durante a guerra do Irão-Iraque!

    E Aqui há também a considerar e a sublinhar para que não hajam esquecimentos:

    “-A História mostrou-nos, vezes sem conta, que é totalmente impossível deter um ataque aéreo pois mesmo que se consiga derrubar uma ou outra aeronave, o grosso da formação sempre passará e atingirá certeiramente todos os seus objectivos!” (Maj. Seversky).

    “-Não existem rodovias no céu, todas as estradas levam a toda a parte. Porque não há flancos ou frentes de combate no céu, um defensor aéreo pouca chance tem de lá construir fortificações ou de canalizar o inimigo para uma direcção previsível, de modo a que as suas defesas sejam mais eficazes. O Poder Aéreo domina em absoluto as guerras sendo pois a sua acção totalmente imprevisível!” (H.G. Wells).

    “-O Poder Aéreo tornou-se predominante, tanto como instrumento de dissuasão na guerra quanto, na eventualidade da própria guerra, actuar como a única força verdadeiramente devastadora, capaz de destruir todo o potencial inimigo e fatalmente solapar-lhe a vontade de fazer a guerra!” (Gen. Omar Bradley).

    “-Se o atacante conquistar o domínio dos céus, o defensor está perdido!” (Alm. Carl Vinson).

    E passo a recitar para aqui mais um extracto da Jane`s All The World`s Aircraft (a edição livreira mais completa e mais credível, que existe neste mundo, sobre Poder Aéreo):
    “A Aviação tornou-se, desde sempre, a única força militar de carácter estratégico. É a única arma bélica decisiva na guerra porque é capaz de, por si só, alterar o próprio curso das batalhas e “vergar” o oponente, levando, não meros pelotões de soldados mas nações inteiras, à derrota total e à rendição… e tudo isso sem sequer serem precisas intervenções terrestres ou navais.
    Actualmente, tudo isso é feito de forma incrívelmente rápida:
    Tácticas de combate e de ataque exímiamente estudadas, préviamente super-organizadas, sistemáticamente muito bem treinadas e absolutamente cumpridas à regra, permitem às sofisticadas aeronaves ocidentais (carregadas com avançados armamentos e lotadas de complexos sistemas defensivos) tornarem-se absolutamente intocáveis perante qualquer tipo de ameaças inimigas. As guerras actuais duram apenas escassos dias e não anos, como antigamente. Prácticamente todos os principais objectivos estratégicos são consumados logo na primeira noite de uma intervenção aérea, deixando o inimigo sem quaisquer hipóteses para continuar a guerra.

    Os aviões e os helicópteros foram as únicas armas bélicas, até hoje, que marcaram verdadeiramente a diferença!
    Hoje em dia, nenhuma componente de intervenção militar ou civil que se preze, prescinde da Aviação nas suas fileiras porque sabem que sem ela perdem grande parte da sua razão de ser.

    A aviação militar, desde sempre, jamais teve que provar o que quer que fosse! Sempre se valeu das suas inegáveis capacidades únicas e da sua total efectividade sobre tudo e sobre todos.
    O que é certo é que sem os helicópteros AH-64 Apache, AH-1 Cobra, UH-1 Huey, UH-60 Blackhawk e CH-47 Chinook, o US Army não tinha qualquer viabilidade como força militar no futuro. Os meios aéreos é que ainda sustentam a sua credibilidade, mas a tendência é tornar-se cada vêz mais numa força predominantemente aerotransportada e totalmente dependente do designado Apoio Aéreo Aproximado proporcionado pelos seus helicópteros.

    Quando os generais olham para uma lista de efectivos inimigos em ordem de batalha, medem logo e em primeiro de tudo, a força dos seus meios aéreos pois sabem que essa é a mais poderosa, mais avançada, mais eficiente e mais perigosa força inimiga. Ela, é a única com credibilidade e capacidade para rápidamente frustrar as suas pretensões, colocando em perigo as suas próprias forças armadas e a sobrevivência dos galões nas suas fardas. Tudo o resto é secundário: os milhares de soldados, as centenas de tanques, as centenas de peças de artilharia, as baterias anti-aéreas, as centenas de camiões e jeeps… tudo isso é uma falsa questão e simples farófia para encher o saco! Para o Poder Aéreo, isso pouco importa! Essas forças inimigas não exercem grande oposição, sendo rápida e fácilmente destruidas. O seu único significado é constituírem uma carga de trabalho extraordinário adicional que prolongará por mais uns dias a acção altamente destrutiva do Poder Aéreo. Sem esse acrescendo numérico, as guerras terminavam ainda em menos tempo do que o que se tem assistido.

    Desde a Era do Vietnam, os exércitos e as marinhas práticamente não têm expressão nas Guerras Modernas. Para tentarem recuperar o fôlego de outros séculos passados, cada vêz investem mais nos meios aéreos pois são eles que sustentam ainda a sobrevivência e a réstia de valia como forças militares.
    Desde a Guerra do Golfo, em 1991, as aeronaves-robôs de controlo remoto (Drones, RPV, UAV, UCAV etc) têm incomparávelmente obtido mais protagonismo, importância, destaque e mediatização televisiva, gerando mais interesse, curiosidade e entusiasmo no grande público do que um navio cruzador, um destroyer, um tanque, uma bateria de artilharia, um jeep… já para não falar num simples e modesto soldadito da tropa macaca (que práticamente já nem serve para nada).
    Portanto, a Era Napoleónica do cavalo ou do fuzil remonta a um passado tão distante quanto a Era dos dinossauros.
    A Era da Pólvora há muito que já lá vai e hoje prácticamente já não tem expressão na chamada Guerra Moderna do Microchip!
    Nos últimos conflitos que o mundo tem assistido (Vietnam, Guerra dos Seis Dias, Iom Kippur, Malvinas, Granada, Guerra do Golfo, ex-Jugoslávia, Afeganistão ou Iraque) tem-se constantemente recorrido ao uso crescente de tecnologia militar super-avançada (mísseis de alta precisão cirúrgica, “bombas inteligentes”, caças supersónicos de superioridade aérea, caças-bombardeiros de ataque de precisão, aviões supersónicos de espionagem estratégica, aeronaves de interferência electrónica, aeronaves de Guerra Electrónica ultra-sofisticada, drones, RPV`s e UAV`s de reconhecimento táctico, estações de radares de comando e controlo etc, etc). Enquanto isso, os inimigos não conseguem responder com armamentos similares e à altura porque as suas forças militares ainda recorrem a armamentos obsoletos e de conceito antiquado, estilo Segunda Grande Guerra. Sem nada poderem fazer, limitam-se apenas a morrer ou a verem o seu país a ser flagelado hora após hora. Muitas vezes, o Poder Aéreo até se vê forçado a baixar o nível das ofensivas, a suprimir inúmeras missões e a imprimir uma acção mais moderada, tudo por falta de resposta por parte dos inimigos. Por exemplo, na Guerra do Golfo, no Afeganistão, na ex-Jugoslávia e agora mais recentemente no Iraque, ao não haverem forças aéreas com aviões de caça capazes de lutarem e ombrearem pela Superioridade Aérea, os comandantes aliados viram-se forçados a absterem-se das missões de superioridade e defesa aérea, relegando-se apenas a efectuar patrulhas de policiamento e fiscalização do espaço aéreo sobre os conflitos. Por outras palavras, não se assistiu a combates aéreos de longo e médio alcances, protagonizados por caças de altas performances e por mortíferos mísseis “ar-ar” disparados entre eles. Os caças aliados, não só conseguiram a Supremacia Aérea Absoluta prácticamente oferecida de bandeja, como ganharam logo de início a “Chave da Vitória”, e isto desde o primeiro dia dos confrontos. Só numa fase muito posterior, já de rescaldo, de eliminação de resistências, de policiamento urbano, de pacificação e de apaziguamento das hostes, já com teor humanitário, é que as forças da Era da Pólvora tiveram oportunidade de entrar e então empreenderem uma “guerra assimétrica”, de baixo nível e mais ao estilo de guerrilha (já dentro das capacidades de um inimigo primitivo que se resume apenas a simples armas ligeiras, minas, explosivos artesanais e lança-granadas portáteis). Ou seja, ofensivas aéreas de carácter punitivo, com vista a acabarem com regimes políticos fascistas e suas infraestructuras militares, devido à falta de uma resposta à altura, acabaram rápidamente e em poucos dias por alcançar brilhantemente todos os objectivos militares e a satisfazer todas as pretensões políticas. Depois dessa fase importantíssima, tudo acabou por se resumir a um plano muito terciário da própria guerra.
    As guerras sempre foram divididas em fases e campanhas que visam consolidar determinados objectivos, quer militares, quer políticos. Hoje, o “grosso” das guerras contemporâneas são feitas únicamente pela Aviação e terminam logo em poucos dias.
    Ver-se grandes concentrações de soldados a correrem de espingardita em punho passou a ser coisa ridícula de um passado que se perde na memória. Dadas as capacidades brutalmente destrutivas das modernas aeronaves e dos seus armamentos, isso seria um puro genocídio humano, portanto é uma situação completamente inviável e até impensável.

    Graças ao Poder Aéreo, o factor tempo foi encurtado ao mínimo, devido às suas incríveis e impressionantes capacidades. O inimigo sai dessas guerras completamente arrasado e a Aviação aliada muito poucas ou até nenhumas baixas sofre.
    Os aviões e os helicópteros de combate, os seus mísseis e as suas bombas inteligentes são, por excelência, as “super-armas” da Guerra Moderna pois são eles que destroem directamente todos os alvos importantes e prioritários do inimigo, com a máxima precisão cirúrgica e muitas vezes sem haver sequer danos colaterais (cuja tendência é diminuírem cada vêz mais com vista ao cumprimento das regras da designada “guerra limpa”).

    E respondendo agora à sua última observação onde diz:
    (Passo a citar)”-Agora, se tais tendencias se concretizarão e se o poder aereo ainda será primordial em uma guerra de estados parelhos, no seculo 21? não sei, provavelmente chegaremos a guerra espacial, (satelites armados para destruir outros satelites, diminuido assim, a informação a ser passada aos aviões de combate sobre alvos, o que dificultaria um ataque estrategico ou de precisão).”

    RESPOSTA (retirada da Air & Space Power Journal):
    “-A História ensinou aos estrategas militares que é absolutamente impossível deter os ataques aéreos. A derrota ou a rendição são os patamares imediatamente a seguir… é tudo uma questão de tempo!
    As capacidades da Aviação são verdadeiramente impressionantes senão veja-se: na Segunda Guerra Mundial o erro de cálculo no acerto éra de algumas dezenas de metros. Na Guerra do Vietnam éra de escassos metros. Na Guerra das Malvinas éra de alguns metros. Na Guerra do Golfo éra já de apenas um metro. Actualmente, o erro mede-se por centímetros!
    E é nisto que assenta a estrutura nevrálgica da Guerra, desde o aparecimento do avião, ou seja, desde o início do Século XX.
    Foi sempre assim ao longo de todo o século passado e sempre assim será até que o Homem invente algo que possa suplantar o invencível (e práticamente intocável) Poder Aéreo, o que seguramente não acontecerá nos próximos 100 anos.
    Mesmo assim, o rumo que está sendo traçado é o da transposição do Poder Aéreo (que também inclui o ramo espacial) para o espaço sideral, provávelmente para as futurísticas guerras intergaláxicas ao estilo Guerra das Estrelas, mesmo que essas directrizes sejam contrariadas com pequenos focos de conflitos localizados de Guerra Assimétrica (guerrilhas e terrorismos)”!

    Espero que tenha ficado bem elucidado e tenha compreendido em pleno todas as matérias desta (e das minhas anteriores intervenções).
    Se ainda não as leu com a devida atenção, sugiro-lhe que então as leia pois está lá tudo o que você, e outros, devem aprender!!!

  26. E estou aqui a transpor estes “alongados” extractos da História Bélica do Séc.XX/XXI quando eis que ouço no noticiário televisivo (sempre muito básico, carente de aprofundamento, muito sintetizado e breve (e por isso “Incompleto”), o seguinte:

    “-Hoje, um avião espião secreto da USAF sobrevoou toda a Coreia do Norte!
    (Não sei de que modelo, provávelmente foi um TR-1 Spyplane ou um SR-71 Blackbird, aeronaves furtivas “stealth”).

    Já previa que isso sucedesse! E isto já para não falar dos restantes vôos secretos que têm vindo a ser feitos regularmente nos últimos anos… sobre, não só a Coreia do Norte, como a China, o Irão, a Síria e até a própria Rússia.
    “É o “modus operandis” normal, então muitíssimo regular na Guerra Fria (que está para durar e continua bem viva… se calhar com maior tensão do que antes). Isto, vem atirar directamente para o lixo a presunção daqueles que julgavam que a Guerra Fria já estava morta e enterrada! Nada mais errado e mais irreal!!!
    Jamais acreditei nessa “falsa teoria” e pelo que se vem confirmando, cada vez mais assiduamente, isso jamais foi verdade!
    Basta ver que as grandes potências jamais cederam um milímetro na Corrida aos Armamentos, jamais folgaram a sua posição bélica no mundo e muito pelo contrário, têm investido cada vêz mais em novos e caríssimos programas aeronáuticos e espaciais (ou melhor, “aeroespaciais”), nunca relaxando um só momento que seja a sua defesa militar, com especial enfoque para a vertente do Poder Aéreo, o principal!

    O que é mais que certo é que, essas missões de “espionagem militar-estatal-governamental” dessas secretas aeronaves, tão cedo, nunca serão reveladas aos “Media” civis (inclusivé às revistas de aviação especializadas que são sempre as primeiras a saberem dos acontecimentos).

    O pouquíssimo que se sabe é que esta missão éra (em princípio) fazer colectas de partículas radioactivas para confirmação do “suposto” êxito coreano no teste nuclear (subterrâneo)… para além, como é óbvio, de mais umas “investigações” extras-suplementares (provávelmente para testar as capacidades coreanas no complicado espectro da “Guerra Electrónica” (EW), a vertente onde mora grande parte do “êxito” e do “fracasso” numa Guerra Moderna de alta escala.
    De todas as “coisas” testadas e “confirmadas” pela Inteligência Electrónica Militar dos EUA (ELINT) é que nenhum vestígio de radiações foi detectado!
    Isto leva a supor que o mundo está perante um dos maiores embustes das últimas décadas e que o “sensacional teste” não foi mais que uma explosão de centenas ou milhares de toneladas de velho TNT acumulado durante décadas, cuja explosão brutal (numa mina) fêz até mexer os barómetros dos sismógrafos na Coreia do Sul e no Japão.

    Provávelmente estamos perante mais uma “demonstração teatral” sensacionalista do regime desse louco desaparafusado mental que lidera o poleiro da Coreia do Norte, o regime fascista mais fechado do mundo!

    Mas mais importante, uma coisa aqui é mais que certa: tal como os caças F-15 e F-16 israelitas penetraram, violaram e movimentaram-se impunemente “à rédea solta” por todo o espaço aéreo sírio sem serem sequer detectados e muito menos “molestados”, também aqui se revela que a “suposta” tão temível, potente e impenetrável Coreia do Norte (tudo anedótico) não passa afinal de um valente fiasco, a todos os níveis, e como se comprova, frágilmente aberta a uma enormíssima e total VULNERABILIDADE perante o Poder Aéreo norte-americano (nada que eu já não soubesse!!!).

    Desde já, qui se abre um enorme pressuposto: tal como a Síria e o Irão (que regularmente têm vindo a ser “invadidos” por aviões secretos americanos e israelitas), também a Coreia do Norte, a Síria e o Irão podem muito bem ser penetrados e vistoriados a “pente fino” pelas sofisticadas, indetectáveis e intocáveis aeronaves dos EUA. Aqui está bem expressa a Alta Vulnerabilidade e total INCAPASSIDADE destes estados em impedirem incurssões aéreas nos seus espaços aéreos soberanos, sendo apanhados de “rabo de fora”, completamente com as cuecas na mão!

    “-Quem fura um país, pode rebentar-lhe com o coração e as entranhas!!!” (Marechal do Ar Arthur Harris – RAF, 1944).

    E cá para nós: Essas bóstas de países nada representam perante o Poder Aéreo avassalador dos EUA.
    Uma acção em força da aviação dos EUA (e nem é preciso a ajuda da NATO, nem de marinhas, nem de exércitos para nada), arrasa em três actos (e em apenas uma semana) qualquer “colecção” armamentística destes estados párias, sem respeito algum pela Condição Humana e pela Comunidade Internacional.
    Só a USAF, sózinha e com apenas alguns poucos esquadrões mobilizados, despedaça-lhes em pouquíssimos dias todos os seus numerosos arsenais terrestres (que são é muitos alvos e muito trabalho para os aviões americanos, …é isso!!!).
    Com a força militar que alicerça os seus regimes políticos, só a intervenção aérea derroca pela base toda a edificação política dos regimes (tal como aconteceu na ex-Jugoslávia, no Afeganistão e no Iraque), muitíssimo antes de uma só bota de um soldado pisar o solo de um qualquer desses países.
    Uma intervenção aérea em força, potentada e decidida, acompanhada por uma vontade de aço política, demonstrou sempre, ao longo da História e em diversas ocasiões, ser capaz de remover, dispersar, destruir e arrasar com quaisquer vestígios de um regime tirano, sem serem necessárias intervenções posteriores, quer terrestres, quer navais (que apenas aparecem no término da Guerra, quando tudo está feito e mais que consolidado e a Vitória Final completamente garantida pelo Poder Aéreo)! Aí, e caso seja apropriado, é que entra então a vêz das missões complementares (as chamadas DECORRÊNCIA ou ACESSÓRIO) ou sejam, as operações secundárias de superfície que a seguir se descrevem:

    Nos anos vindouros, indubitávelmente que os EUA continuarão a necessitar de intervenções militares de superfície. Mas a sua hegemonia político-militar continuará a ser legitimada (contra tudo e contra todos) pelo seu invencível Poder Aéreo (que é a razão central da sua superioridade no mundo, em todas as vertentes, quer militares, quer políticas).
    Mas o seu povo e os seus políticos, impacientes com guerras prolongadas e com baixas consideráveis, continuarão a insistir para que o Poder Aéreo americano faça operações punitivas, curtas, rápidas e decisivas, extremamente cirúrgicas, com um mínimo de sangue e com o mínimo de danos colaterais, salvaguardando acima de tudo o Humanismo. Essas operações de “Guerra Limpa” serão cada vêz mais exercidas exclusivamente pelos meios aéreos, evitando-se ao máximo custosas deslocações de tropas sujeitas a morrerem aos montes em terrenos estranhos à nação.
    Não esquecendo as lições do passado, os generais sabem perfeitamente que terem tropas terrestres no terreno é sinónimo de baixas… muitas baixas… e isso os EUA não aceitam!
    Principalmente a partir do retumbante êxito da Operação Tempestade do Deserto, em 1991, o povo americano continuou a dar cada vêz maior importância a estes imperativos. Só o Poder Aéreo é que tem capacidade e invulnerabilidade para dar resposta a esses imperativos, evitando ao máximo entregar mortos à nação.
    Basta vêr que nesta última Guerra do Iraque, a Aviação norte-americana cumpriu com total competência, alta eficácia (e quase sem baixas), todo o peso da responsabilidade das missões que o Presidente dos EUA e o seu povo lhe colocaram nos ombros, ultrapassando mesmo as melhores espectativas. Nem um só objectivo foi falhado, acabando por se fazer muito mais ainda que o inicialmente previsto.
    Em contrapartida, desde que terminaram as campanhas aéreas e se passou para a fase secundária da guerra, ou seja, para a ocupação territorial, as baixas entre os soldados nunca mais pararam de somar. Nessa fase que ainda hoje persiste, as tropas terrestres do exército assumiram as tarefas secundárias que a elas dizem respeito (a pacificação, a manutenção da Paz e da Ordem, o controlo e policiamento das ruas, a propaganda psicológica, o apaziguamento e o desarmamento dos grupos de insurrectos, o combate anti-terrorista e o apoio humanitário). Contudo, estas só têm contribuído com mortos e feridos para a nação!
    Por aqui se vê a capacidade, a competência, o “modus operandis” e a alta vulnerabilidade dos exércitos em geral. Quando há homens no terreno, as baixas aumentam vertiginosamente, o que é um factor deveras negativo para os “Media” explorarem e assim “beliscarem” a credibilidade dos comprometidos políticos. Mas acima de tudo, esse morticínio torna-se numa dor profunda para o povo, abalando toda a moral de uma nação.

    Esta situação ingrata aconteceu agora ao poder político israelita na estúpida opção que teve em colocar tropas no terreno a combaterem contra os bastiões terroristas do Hezbollah, quando o necessário éra o factor “Tempo” para o Poder Aéreo israelita acabar de vêz com os esconderijos dos armamentos dos terroristas.
    Esse combate vinha acontecendo, dia-a-dia, e de forma sistemática, mesmo contra todos os embaraços que um inimigo cobarde, escudado atrás de civis inocentes, punha a toda a prova!
    Meteram tropas no terreno e com elas começaram as inevitáveis baixas! Tal como no Vietnam, isso foi a garantia cabal para uma rápida retirada!
    Com a intromissão terrestre, a péssima estratégia do comando militar israelita e o fraquejante poder político, com falta de pulso, e muito atacado pelas vias diplomáticas internacionais, vieram rápidamente a estragar toda uma campanha aérea muito bem sucedida, que vinha sendo feita à um mês, com eficientes resultados, e sem a mínima baixa!
    Com todas as vias terrestres, marítimas e aéreas cortadas aos terroristas, éra pois tudo uma questão de tempo para os aviões e helicópteros israelitas descobrirem e acabarem com os últimos esconderijos de foguetes e morteiros, mesmo que estes estivessem bem dissimulados no meio do intrincado caótico urbano do Líbano (como, aliás, estavam)…, éra o factor “tempo”, nada mais! Mas as “mortes forçadas” e a “carne p`ra canhão” (provocadas e aproveitadas pelos terroristas para a sua contra-informação e propaganda anti-guerra) pesaram mais na consciência do mundo e diplomáticamente tudo se fêz para que aquele conflito (provocado pelo Hezbollah), tão logo acabasse!
    A ONU está lá agora, no Líbano, mas nada faz para desarmar esse “estado terrorista” parasita que é o Hezbollah, um estado que se instalou “com armas e bagagem” com a permissão e complacência do governo e da própria sociedade libanesa que “fabrica” os terroristas!
    A insegurança fronteiriça de Israel continuará por mais anos futuros, até que os israelitas voltem a perder a paciência com semelhantes corjas de escumalhas e se lancem novamente num novo conflito que poderá envolver também o combate sem tréguas aos odiosos movimentos terroristas palestinianos, que tanto incomodam!
    A pacividade daquele pobre povo judaico, que nada mais faz do que lutar pela sua própria sobrevivência, enquanto povo e nação soberana (a única Democracia em todo o Médio Oriente, respeitadora dos Direitos Humanos, das Liberdades e Garantias), é a grande pedra no sapato do mundo de hoje! É a “pólvora” que alimenta a conflitualidade e os ódios do violento e selvagem Islão contra a nossa moderada e pacífica Civilização Ocidental!

    Mas voltando ao designado “Eixo do Mal”:
    A única nação tirânica e fascista que tem no seu arsenal armamentístico alguns Sistemas de Armas um tanto modernos e bem capazes, principalmente na área da aviação (a força mais credível e a única capaz de provocar alguns reveses na capacidade aérea dos EUA) é o Irão! E isto, tudo graças aos seus perigosíssimos caças-interceptores F-4 Phantom II, F-5 Tiger II e F-14 Tomcat (cuja venda foi concedida pelos ingénuos politiqueiros da Admnistração Carter, nos Anos 70, uma concessão exclusiva feita ao “amigo pró-americano” Xá Reza Palevi)! Portanto aqui, o feitiço voltou-se súbitamente contra o feiticeiro a partir do assassinato do Xá e na escalada ao poder do maquiavélico Aiatola Komeini! No entanto, o gráu de operacionalidade dessas formidáveis aeronaves e dos seus equipamentos armamentísticos são muito duvidosos, pese embora se suspeite que a Rússia tenha ajudado a Força Aérea Iraniana em programas de modificações técnicas dos aparelhos, de forma a estes poderem operar armamentos de origem soviética. Mas isso não passam de meras especulações! Contudo, essa força aérea carece de um eficiente sistema de comando, controlo, comunicações e inteligência (C3I), de sistemas aerotransportados de Comando Controlo e Alerta Antecipado (AWACS/AEW) como os aviões E-3 Sentry, E-2 Hawkeye etc… e de verdadeiros arsenais de “armas inteligentes” (isso faz toda a diferença!). Para além disso, essas perigosas aeronaves não são em grande número e as suas bases aéreas são obsoletas, sem características defensivas relevantes (tal como no Iraque, também muito expostas a ataques aéreos-surpresa)! E ainda há a somar o factor-humano: as suas tripulações carecem dos elevadíssimos níveis de treino dos pilotos americanos, sempre em constante aptidão e em total operacionalidade perante os teatros mais intensos de quaisquer tipos de guerras.

    Por tudo isto (e muitíssimo mais) o Irão já éra! A Coreia do Norte já éra! E a Síria muito mais pois não passa de uma “colecção museológica” dos Anos 60!

    A ONU, como sempre (nada que já não soubessemos), não maneia o rabo! Até metem nojo, tanta pacividade, tanta ingenuidade, tanta inconsciência, tanta falta de maneio e tanta falta de pulso!!! É um puro impecilho e uma perda de tempo! É só conversa fiada e entretenimento barato de otários e idiotas… um autêntico “fediver”!
    E o mundo cada vêz mais mergulhado numa perigosidade nuclear, biológica e química, bem à mão de grupos terroristas que almejam a todo o instante a destruição do mundo…, um desafio crescente e constante, impulsionado por esses “Hitlers pós-modernos”!

    É por essas e por outras que faz todo o sentido os EUA afastarem para o lado essa infuncional e paralítica Organização das Nações “Desunidas” e fazêr o que tem que ser feito! (E de forma urgente)!!!
    Embora considere que o Presidente George Bush Jr. tenha feito alguns erros políticos (mas nunca militares, como os esquerdistas e comunas argumentam, pois convinha-lhes o lado soviético) também é mais que certo que nunca um Presidente dos EUA teve mandatos tão atribulados e tão “molestados” por desafios bélicistas e ameaças terroristas que se concretizaram, tal como este pobre homem (que abraçou não uma causa, mas sim um enorme tormento).

    E quanto à parvalheira atróz que é a ONU, esta já não faz sentido algum nesta actual realidade (nos moldes em que permanece), pois o mundo após o 11SET mudou radicalmente e jamais será o mesmo!

    Alguém tem dúvidas???

  27. O mundo do jornalismo está completamente parvo e desorientado!!!
    As estações de televisão contrariam-se umas às outras, nada é credível nas informações que emanam nos seus noticiários.

    Na “versão” de uma outra emissora televisiva portuguesa foi dito o seguinte: parece que agora, os EUA já confirmam afinal de contas que de facto houve detecção de radioactividade detectada pelo avião-espião.

    Afinal em que fica-mos???

  28. infelizmente, a escassez de tempo tem feito adiar uma resposta condigna aos seus excelente comentários…

    Mas tentarei escrever uma resposta ao último:

    “-Hoje, um avião espião secreto da USAF sobrevoou toda a Coreia do Norte!
    (Não sei de que modelo, provávelmente foi um TR-1 Spyplane ou um SR-71 Blackbird, aeronaves furtivas “stealth”).
    –> Suponho que seja um TR-1. Creio que estes aparelhos estão preparados exactamente para estas missões. Recordo ainda que a Rússia confirmou logo de início, estes testes… Sabe-se q na década de 70 foi detectado um transporte clandestino de urânio no Bósforo por via de um satélite de detecção de radiação… Isto é, se detectaram um pequeno carregamento (ía com destino a Israel), não houve satélites capazes de detectar uma explosão nuclear? Sim… Russos, pelos vistos. O que aconteceu aos dos EUA e pq tiveram q usar um avião é outra história…

    “directamente para o lixo a presunção daqueles que julgavam que a Guerra Fria já estava morta e enterrada! Nada mais errado e mais irreal!!!”

    –> A Guerra Fria está de volta, mas a um ritmo diferente, com diferentes actores e com métodos diferentes. A Guerra das décadas vindouras será a dos radicais islâmicos contra o resto do Mundo, numa sanha conquistadora comparada com a qual as Cruzadas parecerão brincadeira de crianças. A diferença com a outra Guerra Fria, é que nessa os actores estavam claramente delimitados e agora estão espalhados e alguns poucos têm a ver uns com os outros (compare o Materialismo Dialético dos norte coreanos com a interpretação literal do Corão dos Wahabitas)…

    “defesa militar, com especial enfoque para a vertente do Poder Aéreo, o principal!”

    –> Sim… mas se o Poder Aéreo se bastasse a si pp, os EUA não estariam atolados como estão no Iraque… Para manter um território precisamos sempre de duas coisas: o apoio ou indiferença da população local e infantaria no terreno. As forças mecanizadas, a Marinha, as forças aéreas ganham guerras, mas só a infantaria é que pode consolidar essas vitórias.

    “décadas e que o “sensacional teste” não foi mais que uma explosão de centenas ou milhares de toneladas de velho TNT acumulado durante décadas, cuja explosão brutal (numa mina) fêz até mexer os barómetros dos sismógrafos na Coreia do Sul e no Japão.”

    –> Essa tese continua a ser válida… Se os NK foram espertos detonaram essas toneladas de explosivos e… antes meteram-lhe alguma matéria radioactiva… Isso pode ser feito…

    “Provávelmente estamos perante mais uma “demonstração teatral” sensacionalista do regime desse louco desaparafusado mental que lidera o poleiro da Coreia do Norte, o regime fascista mais fechado do mundo!”

    –> Semelhante ao fiasco do míssil de longo alcance que se despenhou ainda no Mar do Japão…

    “Mas mais importante, uma coisa aqui é mais que certa: tal como os caças F-15 e F-16 israelitas penetraram, violaram e movimentaram-se impunemente “à rédea solta” por todo o espaço aéreo sírio sem serem sequer detectados e muito menos “molestados”, também aqui se revela que a “suposta” tão temível, potente e impenetrável Coreia do Norte (tudo anedótico) não passa afinal de um valente fiasco, a todos os níveis, e como se comprova, frágilmente aberta a uma enormíssima e total VULNERABILIDADE perante o Poder Aéreo norte-americano (nada que eu já não soubesse!!!).”

    –> A Coreia não tem meios de intercepção à altura…

    http://militaryhistory.about.com/od/currentconflicts/a/koreanmilitary_2.htm

    para além de Mig-21 (do Casaquistão), alguns Mig-23 e uns quantos MiG-29, a CN não tem meios de combate… Os mísseis AA são escassos e obsoletos (ainda usam Sa-3), as horas de vôo são de apenas 10 horas… Os radares… Da década de 50… Se forem atacados por ar, duvido que consigam opor mais resistência do que algumas violentas metáforas…

    “vistoriados a “pente fino” pelas sofisticadas, indetectáveis e intocáveis aeronaves dos EUA.”
    –> Intocáveis mas apenas por esses países… Não o fariam sobre a maioria dos países Ocidentais, nem sobre a Rússia, que opera ainda hoje o melhor interceptor do mundo, o Su-37… (okokok, o F22 será equivalente, e furtivo, mas quantos voam hoje?)

    “Esta situação ingrata aconteceu agora ao poder político israelita na estúpida opção que teve em colocar tropas no terreno a combaterem contra os bastiões terroristas do Hezbollah, quando o necessário éra o factor “Tempo” para o Poder Aéreo israelita acabar de vêz com os esconderijos dos armamentos dos terroristas.”
    –> Israel teve de facto uma acção errada… Errada pq decidiu avançar no terreno, antes de ter “amaciado” as posições do H. com bombardeamentos cirurgicos, e errada pq desperdiçou munições, tempo e credibilidade a bombardear cidades, quando era no campo libanês que o H. tinha a maioria das suas posções… Aqui, uma campanha aérea, lenta, cuidada e precisa poderia ter sido vital. Ao invés, Israel capitalizou um “empate” (i.e. uma “derrota de facto”, ao falhar todos os seus objectivos).

    “capacidade aérea dos EUA) é o Irão! E isto, tudo graças aos seus perigosíssimos caças-interceptores F-4 Phantom II, F-5 Tiger II e F-14 Tomcat (cuja venda foi concedida pelos ingénuos politiqueiros da Admnistração Carter, nos Anos 70, uma”
    –> Parece que os F-14 já não operam desde finais da década de 80, devido à falta de peças.

    “armamentísticos são muito duvidosos, pese embora se suspeite que a Rússia tenha ajudado a Força Aérea Iraniana em programas de modificações técnicas dos aparelhos, de forma a estes poderem operar armamentos de origem soviética.”
    –> Bem… Não temos aquele Saehed, um F-5 modificado?…

    “Embora considere que o Presidente George Bush Jr. tenha feito alguns erros políticos (mas nunca militares, como os esquerdistas e comunas argumentam”
    –> Sabe qual foi o grande erro? Ter-se atolado numa guerra de desfecho duvidoso (Iraque) depois de ter vencido uma guerra para onde tinha apoio unânime (Afeganistão) e esquecendo o verdadeiro grande inimigo de hoje (NK) e o de amanhã (a CHina). Este perigogoso desviar de atenções, a saturação de meios que implicou (os EUA não têm hoje meios terrestres para empenhar num 2º teatro) levou o regime NK a sentir-se livre e impune e deu… naquilo que hoje vemos: Uma Coreia do Norte Potência Nuclear.

  29. Olá Rui Martins!

    Quando diz:
    “-Isto é, se detectaram um pequeno carregamento (ía com destino a Israel), não houve satélites capazes de detectar uma explosão nuclear? Sim… Russos, pelos vistos. O que aconteceu aos dos EUA e pq tiveram q usar um avião é outra história…

    Resposta:
    Os satélites não fazem tudo!
    Não se pense que os satélites conseguem substituir os aviões, esses sim com a flexibilidade operativa e a versatilidade de emprego que jamais um satélite pode sequer igualar. É por isso que os satélites sempre se demostraram “incompletos” (por muitas e diversas razões que não vale a pena aqui referir senão alongaria-me imenso).
    As aeronaves específicas para determinadas missões nunca foram nem serão suplantadas por nada nem por coisa nenhuma! E mais, não o serão pelo menos nos próximos 50-60 anos, porque como é lógico, os aviões e os seus sensores aerotransportados evoluirão permanentemente!

    Quando diz:
    –> Sim… mas se o Poder Aéreo se bastasse a si pp, os EUA não estariam atolados como estão no Iraque… Para manter um território precisamos sempre de duas coisas: o apoio ou indiferença da população local e infantaria no terreno. As forças mecanizadas, a Marinha, as forças aéreas ganham guerras, mas só a infantaria é que pode consolidar essas vitórias.

    Resposta:
    Nem sempre, meu caro, é assim!
    …E quando assim é, também nunca o poderá ser sem primeiro se “consolidar” a fundamental e decisiva acção do Poder Aéreo, condição primordial e principal para toda a “decorrencia” que se vier a passar no terreno!

    O exército não vai a lado algum sem primeiro contar com o vital apoio da Aviação que é quem lhe faculta as condições seguras ou capazes no terreno, naquilo que se designa por (CAS-Close Air Support) ou seja a Escolta, a Defesa e a Protecção que as forças terrestres (sempre muitíssimo vulneráveis e expostas), necessitam! As forças terrestres não têm capacidade de expansão geográfica, em tempo útil, abrangente e operacional, no terreno. Para além disso, dependem inteiramente do transporte geral, de cargas, logístico e da evacuação sanitária propiciada únicamente pelos seus helicópteros e por outros meios aéreos requisitados às forças da USAF/US Navy/US Marines.

    Mas essa é a retórica habitual dos “terrenistas”!
    Isso já não pega, e desde à muito!
    E essa da infantaria não é bem assim (ponha os olhos na ex-Jugoslávia, p.ex. e em “milhentas” de outras situações vividas na 2ª G.M., na Coreia, no Vietnam etc… onde as tropas terrestres foram totalmente dispensadas… aliás, onde nem sequer conseguiam actuar, porque não estavam no seu meio natural!!!).
    Mas isso leva-nos de volta aos passos anteriores, por mim vastamente descritos neste mesmo “debate informático” (tem que voltar atrás para perceber bem o que está lá escrito!). No entanto passo novamente a transcrever para aqui os seguintes extratos:

    “”””
    ««« – Isto vem atirar definitivamente para o lixo a presunção daqueles que ainda defendem (e cada vêz são menos):
    “-O Homem sim, não a tecnologia, será sempre o elemento predominante na guerra!” (in Doutrina Básica do U.S. Army Corps).
    No Congresso, um general da USAF levantou-se, pediu permissão ao Presidente e discursou:
    “-Pois bem, a imagem empedernida do infante com o seu fuzil só é destacada quando ele tem a oportunidade e a grande sorte de fazer sair do covil o inimigo, forçando-o a assinar o contrato de rendição, o que nunca aconteceu nas guerras do Século XX, pelo menos sem que primeiro o Poder Aéreo lhe orientasse e preparasse o caminho. Neste século, de facto, isso nunca aconteceu, mas mesmo que isso tenha alguma viabilidade de vir a acontecer no futuro, é imperioso que o Poder Aéreo primeiro faculte ao exército essa tal oportunidade e a tal sorte. A isso vir mesmo a acontecer, a decisão do inimigo em assinar ou não esse tratado, dependerá sempre do grau de devastação com que o Poder Aéreo reduzira não só as suas forças armadas, como toda a sua nação. Jamais será pelo simples acto do inimigo ter sido surpreendido pelo tal soldado do exército. Essa visão avessa e ortodoxa do exército tem sido também um grande obstáculo à sua modernização e à sua própria reformulação como força militar. Mas tudo isso é um termo recorrente da própria Cultura do Exército, deveras proteccionista e extremamente retrógrada em que, face aos novos conceitos da Guerra Moderna dirigida pelo avançado Poder Aéreo, continua cegamente a aferroar-se ao terreno, colocando a imagem do seu venerável soldado como o pedestal da (sua) guerra… uma guerra limitada, comedida e completamente desfasada da realidade. Porque essa visão chauvinista do exército deprecia a importância cada vêz maior da tecnologia e da ciência, nunca será bem aceite pelos homens que compreendem o Poder Aéreo!” (Disse em 1955, o General Curtis Le May, comandante supremo do SAC-Comando Aerostratégico dos EUA).

    Diga-se também de passagem: para o Poder Aéreo, o papel do tal soldado é perfeitamente dispensável e até absolutamente desprezível. Portanto, essa história fantasista do soldado e do tratado… não é bem assim!
    O líder inimigo e os seus capangas podem nem sequer vir a ter a possibilidade de assinarem o tal tratado, se num ataque aéreo ficarem logo reduzidos a um monte de tripas. Por exemplo, Muamar Kadafi, Manuel Noriega, Mohamed Aideed, Sadam Hussein, bin Laden e as suas comitivas escaparam por um triz das garras do Poder Aéreo… uma questão de pura sorte! Porém, a mesma sorte não tiveram muitas outras comitivas e inúmeras figuras destacadas ao longo dos conflitos do último século.
    Embora a eliminação selectiva individual não seja própriamente uma missão específica do Poder Aéreo, nem sequer valorizada na sua doutrina, nunca existiu nada de impossível que ele não fizesse pois tem meios ultra-avançados e incomparávelmente mais capazes do que qualquer outra força militar. Muitas vezes é que não lhe deram a oportunidade para que o demonstrasse!

    Pode-se uma vez mais (entre tantas e tantas outras) sublinhar seguramente que:
    “- Desde o “Advento do Aeroplano” não é mais o infante que faz sair do covil o inimigo, segurando-o com a baioneta no pescoço. Não é mais o infante que o força a assinar o tratado de rendição! O Poder Aéreo é altamente eficiente, demolidor e cirúrgicamente arrasador. É ele que explode com o dito covil, desfazendo em fanicos esse mesmo inimigo, negando-lhe a mínima hipótese de voltar a vêr sequer a cor do papel do dito tratado!
    E é esta a plena e certeiríssima convicção de toda a comunidade mundial da aviação, dos seus militares, de todos os aficionados e de entusiastas. Sempre foi assim e sempre assim será!

    Como se diz na Aviação:
    “-Políticas, demagogias, diplomacias, mentiras… tudo isso para que? Não há nada que um avião com uma bomba ou um míssil não faça… e de forma incomparávelmente mais eficaz, mais perfeita e mais decidida!»»»

    “”””””

    Mas continuando:
    Parece-me que também confunde o termo “ganhar guerras” e “consolidar vitórias”!
    É que a segunda é sequencial e acessória ao imperativo da primeira!
    Sem primeira nunca há segunda!

    E “Atenção”:
    Não foi o Poder aéreo dos EUA que se enterrou no lamaçal do Iraque, foi uma força militar norte-americana chamada US Army (exército)!

    Meu caro, o Poder Aéreo arrombou o portão do Iraque, “abriu-o” e “escancarou-o” de par em par, e despedaçou (em três actos) todas as suas forças militares, anulando por completo a perigosidade das forças ofensivas e defensivas iraquianas (inclusivé a própria força aérea, a força mais temível… da qual se desconheciam tão rápidas “capacidades” de deserção). A seguir, o Poder Aéreo “estendeu o tapete, confortável e limpo”, com a “papinha toda feita” ao exército para que este então pudesse avançar em segurança, dando início às missões das suas inteiras responsabilidades e esferas de competências.
    Se acabaram por se meterem em sarilhos, o problema é deles, dos responsáveis hierárquicos do US Army, ajudados pela falta de garra dos políticos dos EUA… Mas nada do que se veio depois a passar, após a entrada dos tanques em Bagdade, se previa. Não se podia prever que as hordas de selvagens fanáticos pela busca incessante da morte imigrassem às carradas vindos das quintas dos infernos, de burro e a camelo, ao tropeção pelos desertos da Síria, do Irão, desde o Afeganistão, comandados pela “iluminação fanática” da Al Qaeda!
    E pelo facto dos “muçulmanos” terem “cruzados” na sua terra santa (não gosto muito destes termos, faz-me remontar à Era da Pedra e nós estamos é no Séc.XXI), isso fêz com que os arruaceiros, resistentes, frustrados, anormais, selvagens, terroristas, bandidos, getalhas sem escrúpulos, decapitadores de cabeças e escumalhas afins… se sobrelevassem contra as tropas americanas através daquilo que melhor sabem fazer: explodirem aos molhos no meio de civis inocentes (apanhando à traição tropas desprevenidas pelo meio)! Só assim é que conseguem baixas!
    Essa gentalha porca não sabe perder, muito menos lutar, pois quando o tenta fazer, morrem às centenas. Não querem nem a Lei nem a Ordem no Iraque, muito menos a Democracia (já votada em maioria pela soberana vontade maioritária do povo iraquiano, nas suas primeiras eleições democráticas de que há memória)!

    O Poder aéreo fêz o que tinha que fazer e fê-lo com a maior das competências e altíssima eficiência pois nem um só objectivo, a seu cargo e responsabilidade, foi sequer falhado! A partir dali, cessaram as suas actividades e competências, ao não haver mais um inimigo à altura!

    NOTA – Pense bem nisto e encontra aí a luz que falta para iluminar o seu pensamento! Se tiver dúvidas, passe novamente os olhos nas minhas anteriores intervenções acima! Isto leva-me a supor que não as entendeu bem!

    Quando diz:
    –> A Guerra Fria está de volta, mas a um ritmo diferente, com diferentes actores e com métodos diferentes. A Guerra das décadas vindouras será a dos radicais islâmicos contra o resto do Mundo, numa sanha conquistadora comparada com a qual as Cruzadas parecerão brincadeira de crianças. A diferença com a outra Guerra Fria, é que nessa os actores estavam claramente delimitados e agora estão espalhados e alguns poucos têm a ver uns com os outros (compare o Materialismo Dialético dos norte coreanos com a interpretação literal do Corão dos Wahabitas)…

    Resposta:
    Essa é a realidade no Presente, poderá não ser a do Futuro!
    Reduzir a eminência desta realidade à projecção no Futuro, seria destituir a lógica da Guerra a uma condição muitíssimo terciária da propria Guerra, ou seja apenas às guerrilhas e a focos de conflitos regionais, provinciais, multiétnicos… mas sempre muitíssimo localizados (como o é nesta presente realidade, … e por enquanto!!!).

    A nova Guerra Fria nunca será incrementada e “alimentada pelos árabes, porque guerrilha é uma coisa completamente diferente de Guerra e por conseguinte tudo o que tem havido não são nada mais que meras intervenções militares de baixa intensidade! (Pese embora os “Media” insistentemente achem que se tratam de Guerras e que “exportem” essa ideia constantemente para o senso comum colectivo, e que é deveras e retumbantemente FALSO!).
    Para haver uma Guerra Fria pressupõe que o “outro lado” obstrue com um nível de força bélica equivalente, de forma a haver um equilíbrio bélico nos pratos da balança de forças. Ora isso não acontece com essa arabada, muito pelo contrário! O que existe é uma desproporção abissal de forças e de meios (e de Eras, no Espaço e no Tempo) tendo o “outro lado”, consciente da sua fraquidão, ter que se socorrer a formas de actuação assimétricas (fora do normal) usando métodos (e não Sistemas de Armas) como elementos de acção destrutiva que pressupõem apenas e só Terrorismo Suicida!

    A Guerra Fria é outra coisa completamente diferente! Nunca existem várias “versões” de Guerras Frias! A Guerra Fria existe, ou não existe!
    E pelos vistos está-se novamente a agigantar, com um novo “jogador” pelo meio, a China, que possui números consideráveis de forças… mas carece imenso da qualidade e acima de tudo da REAL EFECTIVIDADE!

    Quando diz:
    –> Israel teve de facto uma acção errada… Errada pq decidiu avançar no terreno, antes de ter “amaciado” as posições do H. com bombardeamentos cirurgicos, e errada pq desperdiçou munições, tempo e credibilidade a bombardear cidades, quando era no campo libanês que o H. tinha a maioria das suas posções… Aqui, uma campanha aérea, lenta, cuidada e precisa poderia ter sido vital. Ao invés, Israel capitalizou um “empate” (i.e. uma “derrota de facto”, ao falhar todos os seus objectivos).

    Resposta:
    Um Poder Aéreo decidido, forte e altamente destrutivo (como foi o israelita) nunca jamais “AMACIA” teatros de operações, meu caro!
    Destrói é com firmeza e com arrasadora eficiência esses mesmos teatros de operações, estejam onde estiverem, deixando para trás autênticos vendavais de destruição avassaladora, de caos e de morte… por toda a parte, deixando todo um país completamente desventrado, e isto em escassos dias… essa é que é essa!!!
    Se você pensa que as missões de uma força aérea que rebenta o “esqueleto”, as entranhas e o próprio coração de uma nação (deixando-a completamente derrocada pela base, com uma reconstrução de 22 anos acabada em escassos seis ou oito dias) …. acha isso uma “amaciadela”?!?!?!

    Os pequenos grupos isolados do Hezbollah nunca se aventuraram em campo aberto, porque senão seriam “pasto” certeiro para os mortíferos e letais canhões de aquisição automática dos helicópteros AH-64 Apache e AH-1 Cobra israelitas, para além dos canhões ultra-precisos dos caças israelitas.
    Quem ali se atreve-se a andar de “cabeça descoberta” éra fulminado em segundos!

    Muito pelo contrário, os membros do Hezbollah jamais tiveram coragem ou “vontade suicida” para exporem o peito aberto à aviação israelita. Refugiaram-se sempre no tecido urbano, muito intrincado, denso e caótico (à boa maneira árabe!). Tudo, porque sabiam que dessa forma dissimulada e acobardada, a aviação teria um enorme incómodo em os atingir no meio de sensíveis bairros civis (ora transformados em Zona de Guerra pelas corjas do Hezbollah)!
    Mesmo assim, a veteraníssima e experimentadíssima aviação israelita (veja-se o seu passado de Glória), com inúmeros meios de alta investigação da superfície (incluindo pequenos drones RPVs e UAVs) manteve-se sempre à altura, 24h sobre 24h, sempre constantemente em sobrevoos por todo o Líbano, revolvendo pedras sobre pedras, sempre à cata do mínimo movimento ou deslocamento suspeito que houvesse no solo!
    Éra completamente impossível mover o que quer que fosse!
    Contudo, os disparos de rockets, de morteiros e foguetadas lá íam continuando! E logo se fêz luz: com todo o Líbano completamente isolado, como éra possível aos terroristas do Hezbollah continuarem, dia-a-dia, sem cessarem, a dispararem dezenas ou até mais que uma centena de engenhos sobre a fronteira israelita?
    Se os arsenais não podiam vir de fora, estavam lá dentro!
    E éra isso efectivamente e exactamente o que se passava! O Hezbollah ao longo de supostamente mais de 15 anos, foi sendo “abastecido” pela Síria e pelo Irão com milhares de armamentos ligeiros básicos como velhos foguetes Katiusha soviéticos dos Anos 50, lança-granadas RPG`s, fuzis AK47, morteiros e tubecos para os disparar e outras valentes cagadas básicas do género! O que é certo é que mesmo armas limitadíssimas desse tipo, ao caírem à balda e ao acaso sobre telhados de casas pré-fabricadas em madeira, fazem óbviamente estragos de monta, provocando mortos e feridos (como se viu!).

    A táctica do Hezbollah foi o “Escudo Humano”!!!

    Com essa imensa cobardia, pejada de malvadez, de oportunismo e de assaz desumanidade (pois aproveitavam-se dos civis, para se esconderem atrás das suas costas, refugiavam-se nas suas casas, guardavam nas caves os seus armamentos rudimentares e moviam-se misturadamente disfarçados com a população aterrorizada e em fuga). E como a sorte protege sempre o terrorista, foram também almejados com uma boa dose dela… e assim conseguiram “apenas sobreviver” (mas só em parte!).

    Essa tese costumeira da “semi-vitória, semi-derrota”… não é bem assim:
    O Hezbollah perdeu mais de 800 membros da sua escumalha, o seu bunker-mãe foi completamente fulminado com 30 membros sublíderes importantes que morreram lá dentro retalhados como ratos, a sua cadeia de propaganda televisiva foi completamente silenciada e desfeita em escombros, as suas sedes, os seus bastiões dissimulados em bairros civis, e toda a sua estrutura organizacional foram completamente desfeitas e trituradas em pó pela aviação israelita (que não pode evitar certos danos colaterais devido às especificidades altamente ingratas daquele tipo de conflito, enraisadamente urbano)! Mesmo assim teve o cuidado de ir sempre alertando com o lançamento de folhetos, os quais muitas vezes éraam espezinhados e rasgados com fúria por aqueles que não acarretavam os avisos e minutos depois éram as vítimas encontradas nos escombros dos edifícios arrasadoramente desventrados e demolidos.
    Todas as vias de locomoção com o exterior do Líbano (enão só as externas como também as internas) que podiam servir as suas “supostas” logísticas de aprovisionamento, foram severamente e sistemáticamente bombardeadas e cortadas, mais de 800 esconderijos foram destruídos com um total de cerca de 5000 “armamentecos dos 300$00″ (a porcaria básica dos foguetes Katiusha e dos tais morteiritos artesanais de cáca), o seu líder escapou por três pintelhos de sorte às garras do Poder Aéreo israelita, refugiando-se às pressas, com a túnica entre o rabo! Não sei como foi possível esse corno ter escapado aos HUDs da aviação (que desferiu três valentes ataques de um F-16 aos locais onde se escondia), o que é certo é que apareceu na Síria juntamente com a restante trupe de capangas… todos juntinhos debaixo das calças do fascista sírio que os equipara durante 10 anos a par com os outros cavalos iranianos!!!

    E no meio de tudo isto, ficou para trás um País, uma Economia, um Comércio e um Turismo de uma espécie de “Suiça do Médio Oriente” completamente arrasados em pó e escombros… um “presente” para mais de 30 anos!!!

    E o que é que Israel perdeu?
    140 vítimas civis (90 morreram), algumas casas, três soldados capturados e 15 mortos junto a 10 feridos… dois tanques Merkava danificados e incendiados (em parte)… ZÉRO baixas na aviação e nos helicópteros… e depois?

    Acha isso um empate???

    Agora está lá a ONU a entreter e a contar histórias de balófia!!!
    Daqui a uns breves anos, lá estarão essas bóstas do Hezbollah novamente refeitas, com novas escumalhas de doidos desmiolados a atirarem “bombecas de Carnaval” por cima da fronteira israelita, tal como garotos arruaceiros de máu gosto, às escondidas como índios atrás das costas do povo, que também gosta e ajuda à festa, dando-lhes guarita e cobertura… ora não fossem todos da mesma família!

    Esses bois nada mais fazem na vida do que atormentarem os pobres israelitas (que não têm um só momento de sossego)!!!São as corjas palestinianas de um lado e os suínos do Hezbollah do outro!

    Quando diz:
    vistoriados a “pente fino” pelas sofisticadas, indetectáveis e intocáveis aeronaves dos EUA.”
    –> Intocáveis mas apenas por esses países… Não o fariam sobre a maioria dos países Ocidentais, nem sobre a Rússia, que opera ainda hoje o melhor interceptor do mundo, o Su-37… (okokok, o F22 será equivalente, e furtivo, mas quantos voam hoje?).

    Resposta:
    Há sempre pessoas a intrometer interrogativas, falsas questões, a “sonharem alto”, a “inventarem” e a prevalecerem com certas dúvidas que são completamente descabidas… (mas estranhamente, isso só acontece em relação à Aviação)!!!
    Parece que a Aviação, por mais amplas repercussões históricas que faça, revolucionando de fio a pavio a própria Guerra, revolvendo a fundo os camihos da Humanidade, traçando fundo os seus próprios destinos… por mais comprovativos de força, sempre altíssimos, eficiêntíssimos e jamais igualados… está sempre, sempre, sempre… vitimada a uma permanente PROVAÇÃO!!!
    Isto é deveras insensato! A fase da provação deu-se à muitíssimo tempo, na sua Era Pré-Histórica, anos antes da 1ª Guerra Mundial, na qual logo rápidamente se afirmou como sendo a Força-Mestre e Suprema da Guerra, relegando para segundo plano as marinhas e os exécitos!
    (Convido a quem de direito, a ler atentamente as minhas anteriores intervenções acima, compiladas de extratos diversos de inúmeros livros de História Bélica e de Aviação Militar que possuo, tudo para que não prevaleçam certas dúvidas descabidas que já foram suficientemente esclarecidas).

    O que é mais que certo é que quando as “tripas doem”, é únicamente à Aviação que logo todos se dirigem, para a resolução rápida (e com mão de ferro) de todas e quaisquer crises! E é com as “costas quentes” propiciadas únicamente pela Aviação, que todos se incham com plena convicção da Vitória! Graças únicamente à presença da Aviação, todos avançam para a frente plenamente cobertos com a capa da glória doada pela Aviação que é a força primordial a que todos se agarram e a que todos seguem!!!
    E com ela e só por ela, avançam com a moral e a fé bem erguidas! Tudo o resto se move, … mas bem atrás, na rectaguarda!!!

    “-Só o Poder Aéreo é que consegue dominar os céus para tornar possível a superfície!” (Marechal do Ar Arthur Travers Harris – RAF)

    O que é sobejamente mais que garantido é que sem a Aviação não há nada p`ra ninguém!!!

    E passo a transcrever para aqui mais uma valente verdade:
    “-O Poder Aéreo é o instrumento de guerra que consagra a segurança internacional e permite aos países ocidentais alcançarem os seus objectivos políticos e militares, realizando as suas vontades e consolidando as suas pretensões. É graças aos extraordinários feitos alcançados pelo Poder Aéreo que os políticos depois se redimem ao simples acto de assinarem papéis… só papéis… e nada mais do que papéis! (Revista Mais Alto – FAP).

    O que se sabe entre a comunidade mundial da Aviação (e esse é um facto deveras conhecido e vastamente generalizado) é que:
    “- Os políticos mentem e assinam papéis, os exércitos apenas matam homens, as marinhas assistem junto à costa mas as forças aéreas é que fazem a História!”.
    (Revista Mais Alto – FAP).

    Pode estar bem ciente e descansado que desde que a ex-URSS derrocou pela base, nos seus sistemas militar e político, nunca mais conseguiu aprontar um só sistema bélico capaz de comprometer a Superioridade Aérea ocidental, que se mantém cada vêz mais INTOCÁVEL!

    Meu caro, todos os anos são realizados vários exercícios (alguns mesmo de tiro real) entre as várias forças conjuntas aliadas da NATO e dos EUA (que é o membro princial da própria organização militar). Também são convidados outros países anfitriões, inclusivé do Leste. Em conjunto, praticam regularmente todos os tipos de cenários de guerra, englobando os mais avançados e mais variados armamentos e meios (aéreos, terrestres e navais) de todos esses países. A vertente aérea é a prioritária, por tudo o que ela representa militarmente e por ser a única valência intrínsecamente estratégica, quer na estructura nevrálgica da designada “Defesa Assegurada” da própria organização (que engloba as nossas sociedades, os estados, os governos, a Democracia e a própria Liberdade do nosso Mundo Livre), como a vertente ofensiva como Força de Reacção Rápida em quaisquer tipo de cenários bélicos imagináveis!
    A aviação é confrontada com todos os tipos de ameaças (caças, interceptores, bombardeiros, helicópteros de combate, baterias de SAMs autopropulsados/estáticos, artilharias anti-aéreas AAAs p/radar, vasos de guerra de todo os géneros, armados com todos os mais variados tipos de defesas etc…, etc…, incluindo ainda a exploração a fundo dos complexos espectros da decisiva Guerra Electrónica EW, o “cérebro” que comanda a Guerra Moderna.
    A esmagadora maioria dos aviões ocidentais leva sempre a sua avante sobre todas esses tipos diversificados de ameaças, acabando sempre por alcançar o seu Domínio Aéreo sobre toda a Superfície! E de outro modo jamais seria, pois se acontecesse o contrário abrir-se-ía um enormíssima vulnerabilidade sobre tudo o resto e a própria organização aliada seria destituída de qualquer significado!
    Ora isso nunca jamais poderá acontecer!

    Por outro lado, o posicionamento que a Aviação ocupa com o seu aplastante “peso” no xadrez da Estratégia Militar, obriga a que os contingentes aéreos (e não só os de Primeira Linha) se mantenham obrigatóriamete não apenas um passo, mas vários passos à frente das ameaças!

    Quanto aos países de Leste, durante mais de 50 anos encobertos pela Cortina de Ferro, é de realçar que alguns deles já aderiram à NATO e trouxeram os “segredos” das máquinas construídas pelo “lado de lá”! Uma infinidade enorme de aviões, de helicópteros e uma panfernália de armamentos soviéticos puderam então ser avaliados e investigados a fundo, sendo então descobertas e reveladas todas as suas capacidades. O que se veio paulatinamente a decobrir, é que a grande maioria dos armamentos soviéticos não éram afinal tão capazes assim, tal como durante décadas os estrategas ocidentais sempre suspeitaram!

    Os segredos das capacidades dos tão temíveis Mig-29 Fulcrum afinal não éram muito superiores às de um F/A-18 Hornet (da US Navy/US Marines) da versão “A”, dos promeiros blocos de produção dos finais da década de 70. O Mig-29, valia-se contudo de uma soberba e impressionante manobrabilidade, mesmo em todos os regimes de vôo, a altas ou a baixas velocidades e a qualquer altitude, conseguindo superar mesmo o F-15A Eagle (então considerado “o melhor caça do mundo”). Mesmo nas versões refinadas seguintes, o Mig-29 Fulcrum, pese embora sempre se tenha demostrado um soberbo e espectacular avião, nunca conseguiu superar os F-14/15/16/18 em termos tecnológicos, em materiais especiais avançados, em aviónicos, em radares etc… Os aviões ocidentais sempre se revelaram mais capazes nos domínios tecnológicos, sendo mais sofisticados e mais avançados.
    No entanto, em combates aéreos de proximidade (Dog Fights) ao velho estilo da 1ªG.M. (um estilo de combate “corpo-a-corpo” já deveras ultrapassado e hoje em dia muitísimo improvável de acontecer devido à altíssima letalidade dos mísseis ar-ar que nunca permitiriam que um adversário chegue tão perto), o Mig-29 nas mãos de um piloto veterano muito experimentado dará sempre muitíssimo trabalho aos caças ocidentais e só os mísseis farão a diferença!

    Quanto ao caça russo (ou ucraniano???) que descreve, o SU-37, é preciso salientar-lhe o seguinte:
    As únicas coisas de “grandioso relevo”, verdadeiras proezas de engenharia na área dos caças-bombardeiros, que a ex-URSS até hoje conseguiu fazer, foi os Mig-25 Foxbat e Mig-23/27 Flogger (nos Anos 60 e 70) e especialmente os mais recentes Mig-31 Foxhound, Mig-29 Fulcrum e os SU-27 Flanker (atenção, que os SU-30/33/35/37/47 são apenas protótipos e demostradores de tecnologias, não formando contingentes operacionais). Mas todos estes formidáveis e excelentes aviões (que visam primordialmente a “Superioridade Aérea” e o consequente Domínio da Supeerfície), foram construídos sempre em números muito reduzidos, de escassas centenas ou mesmo algumas dezenas. Tudo, porque os fundos estruturais para os vários “ministérios da defesa” soviéticos caíram abruptamente, e mais a pique a partir da Era da Perestroika… (actualmente, quase nem dinheiro há para o treino das tripulaçõees e muito menos para o combustível, portanto, por aí já se vê a hecatombe qua vai naquela operacionalidade e prontidão).

    O Mig-29 Fulcrum (e suas várias versões) são caças-bombardeiros com capacidades ar-ar e ar-superfície verdadeiramente impressionantes, mas mesmo assim não superam em sofisticação e recursos de meios (aviónicos e radáricos) os mais avaçadas versões e blocos evolutivos dos F-15C/D Eagle, F-14D Super Tomcat, F-16C/D Fighting Falcon, já para não falar dos F/A-18E/F Super Honet e F-15E Strike Eagle (as últimas versões) que em termos tecnológicos estão mais de 10 anos à frrente desses aviões do Leste (é o que vem na maioria da revistas especializadas).

    Nunca considere o Su-37 Flanker equivalente ao F/A-22A Raptor (é agora assim designado oficialmente na USAF)! A distância em termos tecnológicos entre ambos é enorme!
    Os SU-37 são, por agora, apenas uma pequena esquadrilha de demostradores tecnológicos, dotados de turborreactores com vectorização dos jactos (TVC-Thrust Vector Control) para testarem ainda maiores manobrabilidades, com altíssimas taxas de sustentação a baixas velocidades e para altos índices de valores “G-Force”, ou sejam “Super-Performances”… em quaisquer regimes de vôo! A sua concepção estrutural e o seu design são contudo decalcados na célula do SU-27 Flanker-A, cujos primeiros protótipos “Ram-K” (então o codinome na NATO) remontam a 1977. É portanto, uma concepção evolutiva com base nesse “irmão” mais velho, não deixando contudo de ser um soberbo e impressionante “aviãozão”, muitíssimo bem armado, com os mais avançados mísseis que os russos conseguiram aprontar até hoje. Deve ser sempre tido muitíssimo em conta, por isso a sua mera existência resultou num enorme pesadelo para os estrategas da NATO e especialmente para os EUA, é por isso que se fêz sentir nessa potência mundial a enorme necessidade de se avançar para o Programa ATF, do qual emergiu o YF-22 Lightning II, o protótipo do actual Raptor!

    O F/A-22A Raptor não é só mais um simples avião, é muitíssimo mais que isso!
    As suas cinergias, tecnologias, electrónicas, radares, materiais compósitos super-avançados, características furtivas de invisibilidade “stelth” etc… são não só ultra-secretas (Top Secret), como representam o dealbar das tecnlogias que serão empregues daqui a 30 anos ou mais! Por conseguinte, é uma maravilha da Alta Tecnologia, cheia de Ciência Avançada desde uma ponta à outra!
    Tal como os invisíveis caças “stealth” F-117A Night Hawk e os bombardeiros estratégicos nucleares B-2A Spirit, o F/A-22A Raptor colheu tudo o que de melhor trouxeram esses insólitos Sistemas de Armas, os mais avançados não só dos EUA como do mundo inteiro! O F/A-22A Raptor garantirá, com ampla vantagem, a continuidade da Supremacia Bélica americana por mais de 50 anos (esse é um dos pontos chave do contrato do Programa, o mais caro de sempre da História deste mundo).
    Muito pouco é revelado sobre esse arrojo tecnológico de importância estratégica vital para os EUA! Ele é o segredo mais bem guardado de sempre, suplantando mesmo o intenso secretismo que durante mais de 15 anos encobriu a existência de aeronaves tão misteriosas e insólitas como os U-2 Dragon Lady, TR-1 Spyplane, SR-71 Blackbird, B-1 Lancer (e os F-117 e B-2 já descritos).

    Os F/A-22A Raptor estão já a serem activados ao serviço na Primeira Linha de Defesa dos EUA e seus supostos rivais serão no futuro (a virem-se realmente a concretizar, se houver fundos financeiros para isso, os prováveis Mig-35 1.42 (MFI-MAPO). Por agora, são apenas três protótipos que a avaliar pelo seu design não denotam características “Stelth”. Contudo isso é também um tanto relativo, pois nem sempre formas prismais são sinónimo de furtividade, veja-se o caso dos super-caças europeus Eurofighter EF-2000, Dassault Rafale e Saab JAS-39 Gripen, as últimas respostas de vanguarda e à altura concebidas e aprontadas na nossa UE que nada ficam a dever aos norte-americanos ou aos russos.

    Quanto à China, a tal potência económica emergente a que muitos atribuem uma sobredimensão e uma perigosidade bélica faraónica e até mesmo exagerada, já não é apenas a “copista” dos projectos aeroespaciais soviéticos dos Anos 50/60. Nos Anos 50/60 recebeu inúmeros equipamentos soviéticos tais como aviões de transporte AN-2 Colt, AN-12 Cub, AN-24 Coke, AN-26 Curl, AN-30 Clank, IL-14 Crate e IL-18 Coot além de helicópteros de transporte MI-4 Hound e de multiusos MI-8/17 Hip.
    Sem licenças de patentes, com um corte de relações diplomáticas e de costas voltadas para a ex-URSS desde finais dos Anos 60, a sua espionagem militar conseguiu ter acesso a certos projectos aeronáuticos do Leste e com eles a China conseguiu construir uma impressionante força aérea, constituída essêncialmente por obsoletos Mig-15 Fagot (J-2), Mig-17 Fresco (J-5), Mig-19 Farmer (J-6), Mig-21F Fishbed-C (J-7) da segunda série e por bombardeiros médios IL-28 Beagle (H-5). Fundou fábricas construtoras como a Shenyang, Chengdu, Xian, Nanchang, Catic, Harbin e outras… nas quais construiu (à revelia) um número bastante considerável de alguns milhares de aviões de guerra, incluindo mesmo 150 bombardeiros estratégicos nucleares de alcance intercontinental TU-16 Badger-A (H-6) típicos dos Anos 50 mas reconvertidos com aviónicas e tecnologias de mísseis atómicos bem actuais (30 deles transformados depois em aviões-tanque de reabastecimento aéreo). Nos Anos 70 e 80 recebeu licenças de produção francesas para a construção de uma série de helicópteros de transporte e de guerra anti-submarina (ASW) Aerospatiale SA-321 Super Frelon, de busca e salvamento (SAR) AS-365 Dauphin 2, de combate anti-tanque SA-342 Gazelle e de multiusos AS-555 Ecureuil para além de uma panóplia variada de pequenos números de aviões e helicópteros civis norte-americanos (por incrível que pareça).
    Mas a China não se ficou por aí e começou a adquirir múltiplos conhecimentos e um enorme “know how” ao ponto de desenhar, projectar, conceber e construir os seus próprios aviões. Sendo assim, são inteiramente chineses os modernos e excelentes Nanchang Qiang Q-5 Fantan, os Shenyang J-8 Finback-A e J-8II Finback-B e as mais recentes e surpreendentes realizações de arrojo tecnológico avançado tais como os recentes NAMC-PAC JL-8 Karakorum, Chengdu-PAC FC-1 Thunder, Xian JH-7 Flying Leopard e o grande “pacote-surpresa” que acagaçou a NATO e os EUA, o incrível Chengdu J-10A Vigorous Dragon (uma autêntica “tentativa copista” do Eurofighter EF-2000 da UE). Quanto ao que le encerra dentro de si, o “package” tecnológico, nada se sabe!!!

    A somar a tudo isto (e como já não fosse pouco) a China equipou-se ainda com uma vintena de possantes caças-bombardeiros russos Mig-31 Foxhound e SU-30K/MK Flanker, seguindo o exemplo da Índia que adquiriu também o SU-30MKI para impor fortíssima dissuasão ao seu vizinho Paquistão.

    Este “estado da arte” chinesa é no mínimo impressionante, pois se é verdade que tecnologias de mísseis balísticos e programas nucleares já começam a estar relativamente disponíveis a países terceiro-mundistas como a Índia, o Paquistão, a Coreia do Norte (como agora se está vendo) e o Irão (que tudo o faz e a toda a pressa para o conseguir, e para mais agora, depois desta novela com a Coreia do Norte em que todo um pressuposto foi aberto pelos “paninhos quentes” e pela costumeira falta de pulso dessa paralítica ONU), o que é mais que certo é que as tecnologias aeronáuticas sempre se revelaram muitíssimo mais difíceis e bem mais desafiadoras para os limitados conhecimentos desses países.

    Portanto, Aviação não está ao alcance nem é para qualquer um!

    Quando diz:
    –> Sabe qual foi o grande erro? Ter-se atolado numa guerra de desfecho duvidoso (Iraque) depois de ter vencido uma guerra para onde tinha apoio unânime (Afeganistão) e esquecendo o verdadeiro grande inimigo de hoje (NK) e o de amanhã (a CHina). Este perigogoso desviar de atenções, a saturação de meios que implicou (os EUA não têm hoje meios terrestres para empenhar num 2º teatro) levou o regime NK a sentir-se livre e impune e deu… naquilo que hoje vemos: Uma Coreia do Norte Potência Nuclear.

    Resposta:
    Concordo inteiramente com tudo que diz mas também devemos remontar à conjuntura que se vivia naqueles anos de 2001-02. Tudo indicava ser o Afeganistão o centro do enfoque militar norte-americano (e aliado) que tinha a luz verde da ONU. Mas o ajuste de contas com o regime de Saddam no Iraque parece que falou mais alto nas conversas que o filho teve com o pai George Bush e a vingança da família tinha forçosamente que ser cumprida. A derrocada do Saddam e do seu odioso regime tornou-se prioridade máxima e a caça ao Bin Laden f& Companhia Lda foi logo esquecida. Foi realmente um erro crasso que desde 2003 os EUA estão a pagar, quer em facturas, quer em vidas humanas!
    Mas qualquer outro país, nas mesmas situações e condições, sem a visão do que estava para além do visível e mergulhado nas mesmas prioridades, seguiria exactamente os mesmíssimos trilhos!

    Por isso podemos lamentar mas nunca reprovar!

    Mas olhe que no Iraque permanecem “apenas e só” cerca de 90 mil homens, não é nem por sombras tudo o que a maior potência mundial pode mobilizar (que são mais de 5 milhões de homens e mulheres, incluindo os reservistas).
    Mas como também as “guerras modernas” já não se medem mais pelo número de soldados (como no convénio Romano ou Napoleónico), isso é pois completamente facultativo e irrelevante!

  30. Estes politiqueiros que temos, cheios de boas intensões, tolerâncias e moderações (acima de tudo, com falta é de tesões), parecem uns cagões de uns palhaços circenses… Deles, nada se vê! Nem atam, nem desatam!!!

    E agora é que o Irão está aí à força toda, a torcer o rabo a toda esta Europa do cagalhão, marimbando-se para as instituições, convenções e leis mundiais, desprezando a comunidade internacional e fazendo à força toda mais exercícios militares “provocatórios”, perante um mundo enervantemente estático, completamente paraplégico, marreco, de servidão e prostrado de lambiçe aos seus pés!!!

    A única coisa que já mexe são os EUA que a par com toda essa “actividade” iraniana, também está a elevar a tensão bélica em toda a região do Golfo Pérsico e no Mar do Japão, tendo intensificado os voos de alerta e vigilância (e também de imposição de força, diga-se de verdade) para com os iranianos e coreanos, que nem se atrevem a aventurarem-se com as suas marinhas de lanchecas e corvetas, mais além das 50 milhas náuticas (100Km+/-) desde das suas costas marítimas. Essa boiada, em dom da verdade, têm é medo de serem, a qualquer momento, afundados pelos caças-bombardeiros dos porta-aviões da US Navy que estão em pleno movimento e com uma actividade diária bem acima do normal. Os voos de escolta, defesa, protecção e cobertura às frotas navais norte-americanas são permanentes, havendo uma actividade aérea diária constante, com as misõesalternando-se e rendendo-se umas às outras! Essas missões estão incumbidas a aviões-radar de detecção de ameaças à distância E-2C Hawkeye (AEW), cujos radares prescutam o espaço aéreo-naval a mais de 500Km de alcance, num raio de acção distante do vaso-mãe (porta-aviões) superior a 800Km. Portanto, todo o Golfo Pérsico é diáriamente “rastreado” à minúcia e de forma permanente. Nada se movimenta no mar ou no ar sem ser detectado, localizado, vistoriado, identificado e permitida a sua navegação (naval ou aérea)!
    A sobrevivência de todas as frotas da US Navy, onde se incluem cruzadores, destroyers, fragatas, corvetas, navios-tanque, navios-logísticos, submarinos etc… estão constantemente a serem asseguradas pelos designados “guardiões da frota”, os famosos e possantes F-14D Super Tomcat, super-caças interceptores de defesa aérea que nas suas missões (CAP-Combat Air Patrols) tornam seguros os céus sobre aquele vasto golfo. Em poucas dezenas de minutos e desde grande altitude, um F-14D “varre” com o seu potente radar pulso-doppler Hughes AWG-9, mais de 250Km em leque aberto à frente e para baixo do avião (look down-shoot down), bastando-lhe uma saída supersónica de breves minutos sobre o Golfo Pérsico para obter um “levantamento” em detalhe de todas e quaisquer operações que se estejam a desenrolar no ar ou no mar. Para além disso, garantem uma fortíssima dissuasão com as suas constantes saídas supersónicas de intercepção (ITM) e defesa aérea (ADF), em patrulhas aéreas de combate (CAP) que se estendem num raio de acção bem acima dos 1000Km de distância do porta-aviões, o que garante com os seus mísseis “ar-ar” de longo alcance (com mais de 250Km), a mais eficaz e mais credível e cerrada defesa contra ameaças aéreas de qualquer espécie que se dirijam contra a frota naval. A espionagem ultra-secreta é efectuada regularmente com aviões de longa autonomia intercontinental com capacidades de exploração em quaiquer tipos de frequências, explorando a fundo os domínios da complexa Guerra Electrónia (EW) nas vertentes “altamente classificadas” das missões de (ELINT/COMINT/SIGINT/RINT/PHOTINT). Aeronaves RC-135 Rivet Joint, EC-135 Lookig Glass, EC-130 Commando Solo ou EP-3E Aries II (entre outros) são oriundos de bases aéreas terrestres, tão distantes como as situadas em ilhas no Oceano Índico, no Pacífico ou de países como a Turquia, Itália, Espanha, Inglaterra ou mesmo dos próprios EUA. Caças-bombardeiros de defesa e ataque sulcam a todo o instante os céus do Golfo Périco, penetrando mesmo nas “franjas” limítrofes do espsço aéreo iraniano afim de “testarem” as frequências de funcionamento e as reais potencialidades das defesas radáricas que comandam os mísseis “terra-ar” iranianos. Está já mais que descoberto que essas defesas anti-aéreas não passam de modelos e versões soviéticas obsoletas das décadas de 50 e 60, não representando, nem por sombras, “ameaça-real” de relevância imortante perante os avançadíssimos sistemas de autoprotecção dos avançados aviões norte-americanos, pejados de sofisticadas contramedidas electrónicas “ECM Jamming”, tecnológicamente com décadas de avanço. Há ainda aeronaves de reconhecimento estratégico que voam no limite da orla ionosférica que transita com o espaço sideral, onde nada nem coisa nenhuma tem velocidade e altitude para os alcançar. Essas aeronaves estranhas, ultra-secretas e insólitas são os TR-1 Spyplane e os SR-71 Blackbird. Por certas ocasiões, estas formidáveis e impressionantes aeronaves foram oficialmente dadas como desactivadas do serviço activo, tudo como forma de negar a sua existência que se mantém incólume e ainda por muitos anos, pois operam em alta-prioridade para a Segurança dos EUA, precisamente em missões sensíveis onde os satélites órbitais falham!!!). O SR-71 foi concebido nos Anos 60 e ainda hoje é uma das mais (senão mesmo a mais) espectacular aeronave jamais construída. Tudo nele é altamente secreto e muitos poucos detalhes são revelados, a não ser as suas características básicas “estimadas” que óbviamente estão muito abaixo das “reais”. Sabe-se que em missão de espionagem penetra acima de qualquer espaço aéreo em qualquer parte do mundo, a uma velocidade supersónica superior a Mach 3.5+ (a publicação especializada Jane`s afirma que a sua velocidade real é de cerca de 5800Km/h), cruzando o dealbar do espaço a uma altitude superior a 35 000 metros+ (esta é a altitude “estimada” e não a “real”). A fricçaõ que sofre contra as moléculas da ionosfera é tal que a sua fuselagem aquece acima dos 800º, pelo que é construída em materiais especiais metálicos muitíssimo avançados e secretos tais como Titânio, Rene 41, Inconel X, Ascoloy e outros… Dentro dela, estão as câmaras multiespectrais (infravermelho,laser, electroóptica, LLLTV, X-Ray, LOROP e SLAR) mais potentes e capacitadas alguma vêz construídas. Conseguem “vêr” tudo o que há para vêr, inclusivé abaixo do subsolo (até certa profundidade), conseguindo literalmente descobrir objectos como uma simples bola de golf no meio de um campo relvado. (Há quem afirme que os seus sensores de altíssima capacidade são tão potentes e sensíveis que desde 20 000 metros de altitude conseguem lêr as letras de um jornal).

    Portanto, não se pense que os escumalhas iranianos e norte-coreanos estão para ali, escondidos algures no seu território, a fazerem o que lhes vai na real gana… sem que a USAF, a CIA, o NORAD ou o Pentágono saibam!

    As bases aéreas no Japão, na Coreia do Sul, na Arábia Saudita, na Ilha de Diego Garcia no Oceano Índico, em Omã, no Dubai, na Turquia e óbviamente em Israel, estão permanentemente em estado de “Alerta Zúlu” (Red-Alert), 24h sobre 24h (com aeronaves sulcando os céus constantemente em missões (QRA) de Alerta de Reacção Rápida!

    E o nosso mundeco civil, lá vai indo, dia-a-dia, sem nunca se aperceber ou sequer suspeitar do que na realidade se passa, no “Mundo Militar”… neste presente momento!
    (Realmente vivemos num mundo desatento, omisso e até otário)!

    Se o Irão “tentar” fazer alguma das suas afrontas um pouco para mais próximo das esquadras navais americanas, arriscam-se pela certa a levarem em cima dos cornos com uma acção aérea em força, tal como foi a “Tempestade do Deserto” na Guerra do Golfo em 1991. Uma punição apalstante e paralizante dessa magnitude de poderio e destruição avassaladora começa sempre quando toda a gente ronca de sono noite adentro, com uma infernal revoada de raids aéreos, vindos de todos os lados, de todas as direcções, em plena noite escura, sem sequer se vêrem os rapidíssimos aviões que riscam a atmosfera com as luzes apagadas, de forma a provocarem sobre a superfície a completa confusão, o terror, a desorganização e o caos. Quando o Poder Aéreo está em plena acção, as operações na superfície tornam-se completamente inviáveis. Nada funciona, as comunicações ficam completamente interceptadas e bloqueadas. O inimigo nada consegue comunicar ou rastrear! A tentar fazê-lo, é imediatamente detectado e logo os seus sistemas certeiramente destruídos. Os inimigos nem tempo têm para sequer repirar! Nem sabem de que lado chega a morte!Levam com ela e nem sequer se apercebem!

    Bastarão três ou quatro noites (duvido que sejam necessárias mais) para o Poder Aéreo americano colocar a Coreiazinha dos chinas ou o Irão completamente de rastos, sem as mínimas condições sequer de se reerguerem para tentarem fazer a “sua” guerra, à “sua moda”! Nas duas primeiras noites, as suas forças aéreas serão aniquiladas ainda no solo, metade dos aviões nem sequer terão hipótese de saírem dos “bunkers” das bases. Os poucos que consigam de facto descolar, estarão por sua conta e risco, sem controlo de terra, cujas estações de radares de controlo aéreo por certo já estarão “silenciadas” e destruídas. Esses corajosos e audazes pilotos a bordo dessas aeronaves, limitarse-ão a descortinar o espaço aéreo nocturno apenas com a detecção dos seus próprios radares, andando a consumir combustível prácticamente “às cegas” (referências visuais serão, como é óbvio, inviáveis), não sabendo para onde se dirigir! Resistirão dois, três ou quatro dias, mas logo socumbirão em aguerridos e ferozes confrontos aéreos diurnos inter-caças/inter-mísseis! Se não estiverem armados com mísseis “ar-ar” de médio ou longo alcances, e apenas e tiverem disponíveis mísseis de curto alcance e canhões então terão as hipóteses de sobrevivência completamente anuladas, pois os caças norte-americanos decerto não irão se aproximar para perímetros menores que 15 ou 20Km, preferindo aniquilá-los com mísseis de médio (até 70Km) ou de longo alcances (até 320Km)! Dessa forma, nem sequer haverão duelos “ar-ar” corpo-a-corpo, em perseguições a curta distância (Dog Fights) ao estilo arcaico e deveras desactualizado da 2ª Guerra Mundial. Os pilotos norte-americanos e seus adversários, nem sequer se avistarão, pois a altíssima letalidade A grande distância de mísseis como os AIM-9L Sidewinder (até 20Km), AIM-7 Sparrow (até 50Km), AIM-120 AMRAAM (até 100Km) ou AIM-47 Phoenix (até 320Km) situarão sempre o avião inimigo bem afastado, destruíndo-o garantidamente (a altíssima taxa de efectividade de mísseis destes tipos já foi amplamente demostrada em centenas de treinos e simulações e acima de tudo em imensos abates em guerras reais).
    Ao conseguir-se o controlo dos céus sobre o teatro de guerra, conquista-se a designada “Superioridade Aérea” que é a vital “Chave da Vitória”!

    A partir daqui, o inimigo está perdido!

    As bases aéreas que eventualmente estarão fortificadas dentro de montanhas (como na Coreia do Norte) serão destruídas por bombas “penetrators” dotadas com ogivas nucleares tácticas. Os sistemas anti-aéreos terão muitíssimas poucas hipóteses de atingirem um só aparelho que seja (tal como se viu em todos estes últimos conflitos) pois assim que ligarem os seus radares de aquisição para tentarem vislumbrar e descobrir na noite os seus alvos aéreos, serão logo destruídos por mísseis anti-radiação do tipo AGM-88 HARM, AGM-78 Standard, AGM-45 Shrike, ALARM (e outros). Estas armas são altamente eficientes contra qualquer tipo de bateria de mísseis (SAM) “superfície-ar” (terrestres ou navais) conhecidos. Este tipo de missão de “caça aos SAMs” é codificada por “Wild Weasel” e visa essêncialmente a interdição e supressão das defesas inimigas (dos mísseis e radares de defesa de superfície) que incluem baterias lança-mísseis terrestres (estáticas e móveis/autopropulsadas em veículos), baterias de canhões anti-aéreos (convencionais ou comandados por radares de aquisição) e os seus respectivos postos de radares e sensores de controlo (também estáticos ou móveis). Certos tipos de navios também utilizam este tipo de defesas pelo que os procedimentos tácticos da aviação especializada em destruir essas defesas são bastante similares aos empregues sobre a terra. Estas missões especiais são conhecidas por (SEAD-Supression of Enemy Air Defenses) e nelas são empregues tripulações e aviões específicamente configurados com armamentos dedicados a esse tipo de missões muito específicas.

    Todo o “grosso” das forças mecanizadas terrestres inimigas que se aventurem “a céu descoberto” serão imediatamente fulminadas por vagas aéreas de ataque, de forma a que a aviação consolide sobre o terreno a designada “Interdição e Bloqueio do Campo de Batalha”!
    Os portos marítimos e as respectivas frotas navais, quer lá estejam ancoradas, quer estejam fugidas em mar aberto, serão imediatamete localizadas por satélites e por aviões-estação de controlo e comando E-8C Joint Surveillance Target Attack Radar System (Joint STARS) que fornecerão em “data link” (em tempo-real) todo um levantamento exaustivo e super-detalhado de todas as situações presentes na terra, no mar e no ar! Essas super-aeronaves juntamente com um ou dois aviões-postos de comando e controlo aéreo aerotransportados E-3 Sentry (AWACS) estarão constatemente com os “olhos e os ouvidos” bem atentos no céu, captando, localizando, identificando e acompanhando todas e quaisquer movimentações que o inimigo possa movimentar na terra, no mar ou no ar. Engôdos, esconderijos, redes de camuflagem, fumos dissolutivos, buracos escavados, maquetes insufláveis e outros subterfúgios usados para confundir e se esconderem dos ataques aéreos, à décadas (desde a Guerra do Vietnam) que não resultam. E agora muito menos, pois perante as capacidades actuais dos modernos sistemas aerotransportados pelos sofisticadíssimos aviões da actualidade, não passam de meros “elevadores de moral” (e isso até serem fácilmente descortinados e ignorados, ou mesmo destrídos)!

    A acção aérea continuará, brutal e demolidora, impunemente sem dar a mínima chance ao inimigo que nunca terá condições para sequer tentar se reerguer! As forças norte-americanas poderão perder uma ou outra aeronave, mais por falta de experiência e afinco de capacidades do factor humano, do que pelas potencialidades da máquina. Contudo, o factor humano erra e como errar é humano, isso é a situação mais normal de eventualmente acontecer. Mas em nada impedirá que todos os objectivos inimigos sejam certeiramente destruídos, numa acção musculada e potentada que se designa por “Air Strike Operations”, uma campanha de destruição rápida, firme e decisiva, uma punição duríssima e avassaladora que não dará a mínima hipótese ao inimigo. Será destruído com uma precisão cirúrgica incrível, atingido de todos os lados por armas super-sofisticadas”, vindas desde além do horizonte” (BVR), disparadas por sistemas de armas (as aeronaves) que se manterão (caso seja aconselhado) a distâncias muitíssimo para além das capacidades de resposta desse inimigo.

    Se existe alguma coisa no mundo de intocável, esta aplicabilidade do Poder Aéreo é superiormente a convicção certeira da total “INTOCABILIDADE”!!!

    A seguir na lista, serão logo desfeitos em escombros os centros políticos e militares desses “fantoches”. Mas há ainda o seguinte que é importantíssimo: ao Poder Aéreo do Irão ou da Coreia do Norte, falta-lhes pilotos bem treinados, coordenação, estações de comunicações, não têm os vitais aviões de comando, controlo, comunicações e inteligência electrónicas (que são o trunfo cerebral que dirige e comanda a “Guerra Moderna”), não têm aviões de Guerra Electrónica (cruciais para baralharem o inimigo, as suas defesas e criarem a confusão na rede dos seus sistemas operativos de missões, não têm aviões de contramedidas electrónicas e anti-radáricas (para baralharem os cérebros-guia dos mísseis hostis e semearem o caos na rede de radares de defesa) ou seja… podem ter muitos caças e bombardeiros mas não têm os “cérebros voadores” para os comandarem. Assim sendo, ambos estes estados párias têm um erro-chave que será decisivo na derrocada rápida das suas capacidades de sobrevivência, pois estão completamente destituídos de capacidades de mobilidade e alcance de detecção além fronteiras, as suas forças aéreas (o escudo de qualquer nação) não são credíveis, têm uma estrutura de defesa-ataque antiquada e mal organizada, sem qualquer flexibilidade operativa, as suas redes de defesa são destituídas de sistemas móveis aeronaves, portanto não têm a mínima flexibilidade poiis são totalmente estáticas, muito expostas e altamente vulneráveis a ataques aéreos. Enfim, não têm nada que convoque, coordene e organize as tácticas e dirija correcta e eficazmente todo o seu potencial aéreo bélico.

    Não acredito, nem um pouco, que o Irão ou a Coreia do Norte resistam muito mais que uma semana diante de ferocíssimos ataques aéreos dos EUA, exímiamente bem coordenados, bem estudados em detalhe (e também já muitíssimo bem testados e amplamente executados em sistemas de simuladores electrónicos de realidade virtual para treino de tripulações). Esses regimes de loucos, nem sequer sabem com quem se estão a meter!!!
    Os seus altares podres de poder e de corrupção e de malvadez serrão “cilindrados” em três tempos pelo Poderio Devastador da Aviação dos EUA, dirigido cirúrgicamente com altíssima precisão e altíssimas velocidades contra os seus centros nevrálgicos de decisão.
    Ambas as nações socumbirão em poucos dias, (nada diferente afinal do que aconteceu à ex-Jugoslávia, ao Afeganistão ou ao Iraque (este último, por várias vezes, tendo em conta um país com um Poder Aéreo bem mais poderoso e capaz).

    O Irão, em termos globais, não é mais poderoso do que o Iraque, nem por sombras! (Principalmente quando em comparação com o que éra o Iraque em 1991, altura em que estava em plena pujança militarista).

    As armas de fogo (de estoiro de pólvora) são sempre as mesmas, e em nada evoluíram. Não há grande diferença entre um óbus, uma bateria de artilharia ou um tanque actual dos seus congéneres da 2ª Guerra Mundial! O domínio das armas da Era da Pólvora em pouco ou nada evoluíu! Vêr nos tempos de hoje, em pleno Séc.XXI ainda velhos e seculares conceitos de armas do tipo das artilharias, tanques, metralhadoras, baterias anti-aéreas manuais, soldados apeados de fuzil em punho, arrastadamente e pesarosamente cambaleando nos modernos campos de batalha é uma imagética deveras antagónica e completamente antiquada. A forma como actuam, como disparam (só a direito e sempre com alcances diminutos), as suas capacidades e princípios de operação são exactamente os mesmos,… perdurando incólumes (alguns mesmo durante séculos)
    Os armamentos terrestres em geral (e de certa forma também os navais) ficaram vitimados à inércia no espaço e no tempo, prácticamente nem evoluíram pois muitas das peças armamentísticas quye ainda hoje em dia se usam, remontam nalguns casos mesmo à 1ª Guerra Mundial.

    Daí que os exércitos, de forma geral, são deveras antiquados e muito retrógrados!

    A marinha iraniana nada mais é do que uma “marinha de bolso” (é este exactamente o termo com que se designam no Ocidente as marinhas-menores).

    A única força realmente de relevo, que evoluiu sempre imenso, aproveitando as “revoluções tecnológicas” da computorização, robotização, electrónica, trazidas por ela própria… e que beneficiou imenso com o gigantesco salto da Era Digital… sobretudo pelas cinergias das altas ciências avançadas e das tecnologias “aeronáuticas-espaciais” (Aeroespaciais) que desenvolveram o nosso mundo é, como jamais poderia deixar de ser, a AVIAÇÃO… a Grande Locomotiva do Progresso!

    O Irão e a Coreia do Norte também beneficiaram de algumas dessas coisas, mas nem um só centésimo quando comparadas aos enormes saltos gigantescos dados pela maior potência económica-industrial-militar do planeta, potência mundial essa que foi a que encimou e liderou com imenso destaque as mais fantásticas e importantes faces da Investigação e do Desenvolvimento (I+D).
    A mais poderosa força militar do mundo, a Força Aérea dos EUA (USAF), continua a sê-lo, e com abismal liderança sobre todas as restantes forças militares (mesmo somadas). O gráu de devastação demolidora da sua possante aviação não tem rival! É precisamente graças a essa força que domina a dimensão cimeira (o Ar), comum às restantes duas (a Terra e o Mar) que os EUA têm o “peso” que ende a balança de forças a seu favôr e esgrima as suas pretensões e vontades na mesa de negociações do mundo!

    Não compare-mos o incomparável!
    Só os investimentos anuais na área da Defesa de um continente como o dos EUA, são bem superiores aos orçamentos militares de todas as restantes nações do mundo juntas! E isto é só para vêr-mos o que são na verdade os EUA! (Tenho inúmeras revistas militares dos últimos anos que mostram em detalhe precisamente este facto).

    Numa eventual guerra (quase certa, direi!) com qualquer um destes dois estados párias, uma vêz mais será precisamente a aviação, com a sua missilística, a ditarem as leis, o início, o desenrolar e o desfecho destes conflitos e os do futuro (que, quase pela certa, nem sequer terão novos envolvimentos terrestres ou navais, exceptuando, como é lógico, a presença das bases aeronavais, os porta-aviões e porta-helicópteros!

    A Aviação sim, será concerteza e garantidamente a única valência militar com mais que comprovado potencial que fará toda a diferença! É ela que acabará em pouco tempo com estas duas ameaças “hitlerianas pós-modernistas” que pairam sobre o nosso mundo actual!

    Portanto, qualquer gesto dos EUA nunca será bem interpretado mas assumirá decisivamente a garantia cabal do “trabalho terminado”!
    De outra forma, o mapa geopolítico do Médio Oriente e do Sueste Asiático serão lamentávelmente outros, firmemente muitíssimo mais hostis e perigosos, hoje para uma área regional contígua e continental… amanhã para todo o mundo global!

    Só uma acção potentada da Aviação Militar é que tem capacidade (e credibilidade) para recolocar nos pratos da balança das forças geopolíticas e estratégicas dessas conflituosas regiões do mundo, os pesos nos seus devidos lugares (tal como sempre fêz nos momentos mais críticos e decisivos da História da Humanidade, durante todo o Século XX).

    Nunca jamais me arrependi do maravilhoso legado deixado pelo Poder Colossal da Aviação, que liderou, dominou e ganhou todas as principais guerras, retirando delas os destinos para doar a este mundo, um “Mundo Livre” em que a paz e a segurança perduraram durante 60 anos!
    Foi o Poder Aéreo Nuclear (dos EUA, da NATO e da URSS) que “segurou” as rédeas a este mundo conflituoso, negando-lhe a coragem de encimar uma Terceira Guerra Mundial de Alta Escala que levaria o planeta Terra a uma Hecatombe Apocalíptica! Sem o poderio do bombardeiro atómico, a Super Arma Suprema, jamais haveria “A Paz Pela Força” numa longa etapa receosa da Humanidade a que se deu o nome de Guerra Fria!

    As guerras, quer as aceitemos ou não, sempre foram a alavanca que impulsionou o Desenvolvimento e a Evolução Técnico-Científica que hoje todos beneficiamos! Quando as políticas mentem e as diplomacias falham, ela é sempre necessária para corrigir o que está mal neste mundo!
    Este fenómeno da Guerra é um quadro cíclico, tem que forçosamente que acontecer de tempos a tempos… e estamos novamente no “tempo”!

    Mais do que nunca, o mundo está urgentemente a necessitar que a Aviação lhe dê novamente MAIS UMA VALENTE LIÇÃO!!!

    (Tenho dito).

  31. A SITUAÇÃO REAL NO IRAQUE

    As guerras à muito que deixaram de ser ao estilo da Era da Pólvora.
    Isso perdura apenas para os exércitos, forças retrógradas que ficaram paradas no Tempo e, mesmo em pleno Século XXI, teimam em usar os mesmos princípios antiquados da Primeira Guerra Mundial, por sua vêz decalcados nas seculares doutrinas de Clauzwitz, dos Prussianos e das epopeias Napoleónicas, completamente obsoletas, descabidas e podres de velhas. Os meios de guerra que ainda hoje os exércitos utilizam são exactamente iguais aos da Primeira Guerra Mundial, ou sejam: tanques, artilharias, canhões, metralhadoras, fuzis, espingardas, granadas, baionetas, facas, páus, trincheiras, arames farpados, sacos de areia, cantis de água, ração de combate… (tudo, sem tirar nem pôr, decalcado como à 100 anos atrás).

    A Revolução da Ciência e da Alta Tecnologia não passou pelos exércitos!

    As fantásticas cinergias trazidas pelo Advento da Aviação com a sua Missilística, foram as invenções que revolucionaram a fundo a Guerra Moderna e mudaram a Face deste Mundo!
    A partir do aparecimento do “Mais Pesado que o Ar”, em 1903 pelos Irmãos Wright, as futuras guerras jamais seriam as mesmas!
    Em pouquíssimos anos, num espaço diminutíssimo de tempo que jamais teve paralelo com qualquer outra evolução, o avião dominaria as guerras, sobre a terra, sobre o mar e no ar! Elevar-se-ía na atmosfera, transformaria a Aeronáutica em Astronáutica, atingiria o Espaço, conquistaria a Lua e transformaria o planeta Terra numa pequeníssima e insignificante “Aldeia Global”!
    A aviação impôs-se no encurtamento do Espaço e do Tempo, na compressão da distância e como “Motor do Desenvolvimento Técnico-Científico”, doando as suas fantásticas descobertas a bem de toda a Humanidade.
    Em consequência, a Guerra, pensada para meses ou anos, resume-se agora a escassas semanas ou mesmo a uns poucos dias!

    Ora, o Mundo “mal habituado” a este estado de coisas, fica fácilmente chocado perante qualquer foco de conflito um pouco mais prolongado que o que considera aceitável. A Humanidade já não tolera guerras prolongadas! Tudo que seja para além de 25 a 30 dias, já é um tormento insuportável, sendo exactamente os meios de comunicação social (Media) os que “semeiam e espalham” a repulsa anti-guerra no seio das sociedades, filmando e difundindo apenas aquilo que lhes convém: as misérias e o sofrimento humano, colhendo interesseiramente imagens de crianças feridas ou mortas, porque sabem que dessa forma, atingem directamente as susceptibilidades afim de chocarem as “falsas moralidades” de um mundo atado de pés e mãos (que não vê em que perigosidades ingénuamente se está deixando envolver, muito à custa de dirigentes políticos facilitistas, sem “garra” e sem visão aprofundada, que regem o Presente sem as aprendizagens das grandes e valentes lições do Passado e pior ainda… sem a edificação de uma Segurança para o Futuro)!!!
    Certas acções bélicas, por imperativo de certos incómodos, necessitam imperiosamente de Tempo e de Paciência para serem devidamente levadas a seu termo e resultarem eficazes. Estes dois factores foram precisamente os que faltaram aos políticos israelitas neste último conflito da Força Aérea Israelita contra um punhado de farrapilhas terroristas bem escondidos, pertencentes a um movimenteco radical fanatizado chamado Hezbollah. Esses escumalhas, para sobreviverem, cobardemente escudaram-se atrás da sociedade libanesa, servindo-se dela para “fabricarem vítimas” (e darem que filmar aos jornalistas colaborantes), aproveitando-se dela para se esconderem nas suas casas, nas caves, nos locais de trabalho, nos cafés, nos mercados, nas lojas, nos andares dos prédios ou nas mesquitas. Sempre “à sorrapa”, servindo-se cruelmente dos civis como “escudos-humanos”, os terroristas ripostaram então com a merdecas dos seus foguetes artesanais, a partir de varandas, de páteos, “à baldex” para cima das aldeolas sobranceiras na fronteira, pejadas de civis indefesos israelitas. A aviação israelita, tudo fêz para respeitar os direitos humanos e evitar ao máximo os danos colaterais, mas imperativamente não pôde também de deixar de defender o seu pobre povo que estava a ser diáriamente fustigado com a queda de centenas de artefactos explosivos básicos (foguetes Katiusha, rockets, morteiros e missilecos Qassam).
    Préviamente, antes dos ataques aéreos (numa preocupação jamais vista), a Força Aérea Israelita ainda teve a hombridade e o humanismo de lançar panfletos a alertar à fuga das populações dos bairros, ora transformados em “zonas de guerra” pelos terroristas. Por aqui se vê a sensibilidade do povo judaico, o mais mártir deste mundo, precisamente o que sofreu na pele e na carne o maior Genocídio Humano na memória dos Tempos.
    Mesmo assim, a acção da aviação israelita foi arrasadora: o Hezbollah foi “cilindrado” em toda a sua estrutura organizacional, ficando brutalmente trocidado em todas as suas bases de sustentação. Para além disso, mais de 800 dos seus membros foram mortos nas certeiras “marteladas” demolidoras e brutais do Poder Aéreo israelita, que não pôde, por mais que quizesse, evitar que toda a nação libanesa ficasse também brutalmente destruída (para mais outros tantos 20 anos de reconstrução).

    O Poder Aéreo é assim!!! Nos armamentos da aviação não há cá “ligeirismos”!!!

    Os libaneses, de forma colaborante e totalmente complacentes com o terrorismo que escondem e “alimentam” no seu seio, puseram-se bem a jeito… e pagaram aquilo que mereceram!!! Levaram por fim, em cima dos costados com aquilo que tanto desejaram, que tanto provocaram e que tanto pediram!!!

    O Hezbollah como valor militar são simplesmente “merda igual a zero”!!!
    Contudo, como parasitas que são, dão muito desassossego ao Estado de Israel que contra eles e as outras escumalhas palestinianas, actua sempre na defensiva para acudir ao seu atormentado povo que não tem um só momento de paz perante semelhantes corjas de bois!!!

    Agora está lá a merda da ineficácia habitual de uma ONU paralítica que nada faz!

    A aviação israelita, só muito à pouco levantou a interdição do espaço aéreo libanês e o respectivo embargo aeronaval sobre o mar. Mas mesmo assim, não relaxa nem o mínimo que seja: com as suas sofisticadas aeronaves de reconhecimento, continua a efectuar voos diários sobre todo o Líbano (penetrando mesmo bem dentro na Síria afim de “testar” as antiquadas defesas desses lacaios que perante tal supremacia aérea israelita, nem sequer se atrevem a mexer-se). Esses voos intimidatórios são também para vêrem o que se passa no território fronteiriço sírio-libanês (por onde entraram durante 15 anos) as milhentas de cagadas de armamentecos para o Hezbollah). Não só toda a terra, como todo o mar libanês (até às 200 milhas náuticas/600Km+/-) são diáriamente rastreados a “pente fino” pelos poderosos radares e sensores das aeronaves israelitas (entre as melhores do mundo) que através de todos os espectros de frequência imagináveis (e mais alguns desconhecidos, porque são totalmente secretos), tudo “vêm” e tudo “prescutam”! Essas acções de prevenção e policiamento servem para que Israel se certifique que as regras de segurança impostas pela ONU estão de facto a serem levadas a rigor e ainda para detectarem e destruirem alguma tentativa de tráfico de armamentos para dentro do Líbano com destino aos terroristas. É mais que conhecida a complacência passiva a tudo isso por parte do governo fantoche libanês (e também por parte da ineficácia de uma “representação” da ONU que está apenas a controlar um pequeno “quintal” num diminuto pedacito de terreno libanês, com uns escassos 7 mil soldaditos que querem é vêr futebol!!!). Essas forças meramente simbólicas, carecem de meios credíveis pois basta dizer que nem sequer meios aéreos têm para vistoriarem o Líbano em toda a sua profundidade territorial. O mar está entregue a navios logísticos de transporte de tropas que já partiram de regresso e nem sequer estavam capacitados para vigilâncias marítimas. Quanto a meios aéreos, só têm alguns helicópteros de transporte e de evacuação de feridos, portanto aparelhos não-especializados para esses tipos específicos de missões. Quanto à aviação de combate, nem um só aparelho!!! O governo libanez e as suas tropecas de cáca são meramente terrestres, valem portanto um cú!!! Para além disso, não têm, nem nunca tiveram “mão” nessa bandidagem (que em termos populares, até chegam a ser mais aceites e mais queridas que as próprias forças estatais). As forças militares do Líbano resumem-se apenas a soldadecos com armas ligeiras de “tira-cólo”! Portanto, valem p`ra cagar!!! Não possuem aviões militares para lhes darem cobertura, defesa e protecção, mobilidade, uma efectividade e eficácia que se vejam, poder destrutivo a sério, e uma acção em tempo útil! Portanto são forças ineficazes e destituídas de qualquer réstia de credibilidade!

    O Líbano é exactamente igual à Palestina, uma selva de farrapilhas terceiro-mundistas e de arruaceiros, sem lei nem ordem onde cada um é por si!
    É tudo a mesma merda! Todos são terroristas, desde o irmão, ao pai, à irmã, ao avô, ao tio, à cunhada, à avó, ao puto ranhoso mais novo que já sabe fabricar uma bombeca artesanal para explodir debaixo de uma esplanada!!!

    Para os “pacifistas de poltrona”, para os “cínicos falso-moralistas de esquerda” (que até jantariam sentados à mesa com o Bin Laden), vai a pergunta: qual seria a outra opção para Israel e para os EUA senão tentar acabar de vez com esses “ninhos de cobras” que se instalaram no Líbano, em Gaza, no Iraque, no Afeganistão e noutros pontos difíceis de bater e controlar?
    Israel é o único estado democrático do Médio Oriente com uma constituição político-social igual à nossa! Para mal da sorte, encontra-se rodeado por ninhos de víboras, de cardumes de piranhas e de hordas de escorpiões. Tudo da pior bicharada que há e da mais venenosa!!!
    Não esquecer também que é a única sociedade pacifista, respeitadora das instituições internacionais, dos direitos humanos, da via-diplomática, da clemência e do Humanismo!

    Israel é seguramente o único país do Médio Oriente que se defende e não ofende!!!

    O que aquela pobre gente quer é a Paz e o tão esperado sossego. O sossego que lhes é negado, sistemáticamente todos os santos dias desde 1948! Uma pobre gente que vive constantemente com o “coração nas mãos”, sobrevivendo numa nesga insignificante de terra, onde um passo fora das suas fronteiras é a garantia cabal para ser-se raptado ou para se levar um tiro!

    Israel sempre quiz viver em harmonia com todos os seus vizinhos!
    Durante centenas de vezes, tudo fez para cumprir e levar a peito e à séria os infindáveis acordos de Paz. E o que é que os palestinianos, muçulmanos e corjas afins sempre, sempre, mas sempre fizeram? Espezinharam esses acordos, violaram constantemente os cessar-fogos, nunca deixaram de efectuar os mais sanguinários e selvagens atentados terroristas, perpretados por loucos que acreditam que morrem aqui e ressuscitam logo ali, para uma “vida” rodeada de vinte mulheres!!! Bandalhos, sacanas, pulhas todos essa árabada do cabrão que tal como os ciganos, encobrem-se uns aos outros!

    Mas a Paz tem um preço e perante as constantes ofensivas e provocações dessas escumas, alguém tem que pagar esse preço!!!

    O caso do Iraque tornou-se noutro caso pragmático:
    Após a consolidação da rápida vitória alcançada pelo Poder Aéreo norte-americano que “cilindrou” em três tempos um inimigo que nem sequer estava à sua altura, houve depois um interesse político da Casa Branca que se iria, a seu tempo, revelar desastroso!
    Após a ofensiva principal (a campanha aérea que derrocou o país, o poder militar e o poder político iraquianos), os republicanos quiseram uma operação secundária, complemetária, decorrente e acessória (a ocupação terrestre). O objectivo político dos republicanos éra amaciar a crispação popular e pacificar a sociedade iraquiana, aniquilando para isso os insurretos e os terroristas nela escondidos. Isso foi a condição fundamental para se conseguir a segurança urbana que conduziu à realização das primeiras eleições livres de que há memória naquele país. Inicialmente, esse objectivo foi conseguido em plenitude. Contudo, após o voto soberano do povo iraquiano que esperançadamente acorreu em massa às eleições (escolhendo em maioria absoluta a via democrática), eis que surgiu depois, vindos dos “confins dos infernos”, as ondas de alucinados e de anormais assassinos, apologistas da tiranocracia selvática do Califado. À sua demoníaca causa, logo se juntaram a horda de selvagens fundamentalistas “iluminados” pelas apologias da Al Qaeda. Em pouco tempo, as esperanças pelo caminho da democracia, votado em maioria absoluta, logo se devaneceram.

    Os soldados norte-americanos foram então apanhados no meio de uma onda incontrolável de caos, de desordem, de barbárie e de descalabro sanguinário, cujos focos de origem revelaram-se de todo impossíveis de localizar pois provêm de dentro da própria sociedade iraquiana, composta por milhões e milhões de “suspeitos”!
    Ao se moverem nos intrincados urbanos, extremamente densos e desordenados, (um labirinto caótico, ao bom estilo árabe, onde impera a lei do tiro e da bomba), éra óbvio o que viria a suceder: os soldados começaram a ter numerosas baixas porque são apanhados à falsa fé no meio de atentados terroristas cobardes, provocados por loucos suicídas que o que melhor sabem fazer é explodirem aos molhos entre as filas de recrutamento e no meio das concentrações de populares. Estes, deambulam pelas ruas, sem destino, não se conseguindo de todo descortinar se determinada figura é um cidadão ou um terrorista com um cinto de explosivos debaixo da túnica!!!

    O terrorismo instalou-se de pedra e cal no Iraque e é o principal obstáculo à pacificação do país.
    Os terroristas não querem a Lei nem a Ordem! Querem é o Caos, o Terror e a Anarquia. Por isso, tentam por tudo, atiçar ódios inter-étnicos para provocarem uma guerra civil entre as diversas facções fanático-religiosas, incitadas por outros tantos teólogos fundamentalistas radicais que querem levar à regra o verdadeiro desígnio do Islão, uma religião satânica que visa a subjugação da Humanidade pela Lei do Sabre, pelo espezinhamento da Condição Humana da Mulher, pelo Obscurantismo e pela Barbárie!!!

    É isto o Islão!!!
    É esta a realidade presente no Iraque!

    O grande problema do Médio Oriente é a Al Qaeda, os Talibans, o Hezbollah, o Hamas, a Jihad Islâmica, a Al Aqsa , a OLP e outras escumalhas de selvagens que atormentam a Paz naquela parte do mundo (desafiando ainda a “Segurança Interna Urbana” das nossas sociedades ocidentais, através das suas células terroristas infiltradas e disfarçadas como simples imigrantes)!

    E perante esta “falta de pulso” de um mundo de dignificantes “politiqueiros do mijo”, já rolam as primeiras cabeças “dos que tentaram” (como agora aconteceu com a do Secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld).
    Os democratas nos EUA ganham terreno nas eleições! Resta saber que “colhões” terão esses cordeirinhos mansos, com tanta ingenuidade e boas intenções, ainda a viverem na ilusão lírica de um mundo paradisíaco do “bem-estar”, para continuarem com uma decidida, permanente e aguerrida luta contra o terrorismo global!

    Sim, porque para terrorismos não há cá ligeirezas, negociações, “paninhos quentes”, conversas de cócó, diplomacias de vómito e coçanços de ilhó!!!

    Contra o terrorismo jamais se dialoga!!!
    A única linguagem que esses selvagens entendem, é a Linguagem da Bomba!!!

    Para com o terrorismo, luta-se é com ferocidade e tenacidade (nem que seja com armas de destruição maciça, se para isso for necessário e não houver mais nenhuma resolução para o problema).

    Antes a destruição total do Afeganistão, do Iraque, do Irão ou da Síria, do que a de alguma cidade do nosso mundo ocidental!

    “- Em vêz dos terroristas virem cá ao nosso país matar-nos, é bem mais lógico, proveitoso e aceitável que nós os matemos, na terra deles!!! Continuo a acreditar que vale mais a vida de um só americano para a prosperidade do mundo, do que a vida de mil miseráveis terroristas islâmicos!!!”
    (Cidadão norte-americano numa entrevista à CNN).

    Vivam os EUA!!!
    Viva Israel, A Grande!!!
    Viva o soberano Reino de Salomão, de David e da “SUA” Terra Prometida” (por Deus)!!!

    Shalom Israel!!!

  32. vao c fude…….

  33. Armando Marques

    A ACTUAL SITUAÇÃO NO IRAQUE

    Pelo teor das últimas notícias do novo Secretário de Estado da Defesa dos EUA (recém chegado), a Admnistração Bush Jr. reconheceu que sobre a questão presente no Iraque não está a conseguir o que pretendia:

    Perante um povo que já votou em massa (pela 1ª vez) e que escolheu em força a via da Democracia para o futuro do Iraque, a instabilidade e os atentados terroristas cobardes contra os próprios iraquianos istalou-se de pedra e cal e não tem deixado diáriamente de se fazerem sentir. O problema parte de dentro da própria sociedade que não é colaborante e está “desgastada” com a presença no terreno dos americanos.
    O que se conclui é que a “cola” que “segurava” tal cambada pelas rédeas, éra a ditadura brutal e sanguinária do Saddam Hussein. Só assim é que viviam, sempre bem controlados e espezinhados!
    Aquela corja de ciganada, dividida em múltiplas etnias, entre xiitas, sunitas, curdos …e o diabo etc… que os carregue a todos… não se entendem, não se entenderão e jamais haverá paz naquela sociedade multifacetada e profundamente dividida! Todos querem o Poder! É sete cães a um osso e cada um por si!

    É a pura “Anarquia da Lei do Tiro e do Homem-Bomba”!!!

    A sociedade iraquiana está transformada numa “luta de gatos dentro de um saco”, vitimada nessa panfernália endiabrada de gente possessa, atiçada ainda por cima com bombistas suiçidas pelo meio, oriundos do seio da própria sociedade interna iraquiana, vindos “à sorrapa” da Síria, do Irão e dos que se juntaram às causas demoníacas da Al Qaeda.

    Ora é assim: perante tamanha rebaldaria, os soldados do U.S. Army têm sido lastimávelmente apanhados à traição, à falsa-fé, no meio de explosões que não se sabe de onde partem, onde se situam as cargas, de onde vêm,… todos os carros são suspeitos, todos os bandalhos de túnica são suspeitos… todos os que deambulam pelas ruas, sem destino, são suspeitos!
    Nestas situações, perante tal selvejaria de gente, não há mais nada a fazer por ali!

    Aos americanos, resta-lhes mesmo uma retirada faseada até 2008 e até lá, irem passando lentamente a responsabilidade do controle dessa “Segurança Interna” às polícias iraquianas, aos paramilitares, às fraquíssimas forças muito destreinadas do Iraque.
    É tudo com eles… e eles que se fodam, que se trabalhem… que se entendam!!!

    É aquilo que sempre disse e que sempre defendi:
    Vai para mais de dois anos que venho dizendo: “- o Iraque à muito que perdeu interesse!”

    O que éra para fazer, já foi feito (e de que maneira)!
    Arrancaram de lá o odioso regime e o Saddam foi apanhado como uma ratazana do esgoto, portanto tudo isso, já foi!!!).
    A Guerra terminou à três anos com a Vitória arrasadora das forças dos EUA. O que daí resultou, foi o “capanço rente” de toda a infraestrutura militar e política iraquiana que suportavam tal regime.
    Portanto, a partir dali …quais tentativas de pacificações daquela escumalha, quais caralhos!!!

    Mas como o Iraque cheira muito a petróleo, o Sr. Bush e demais políticos incompetentes, fizeram questão de tentar democratizar “à americana” o que podia realmente ter sido democratizado à partida (pois o povo iraquiano escolheu e votou na Democracia). Não lhes critico a tentativa!

    Contudo, graças aos inconformados e terroristas (que são uma ínfima minoria, diga-se desde já) esse processo está a ser muito difícil e está provocando o seu “preço” na sociedade iraquiana (que perde mais de 3000 pessoas por mês com mais de 15 mil feridos) e nas tropas de infantaria do U.S. Army (exército dos EUA) cujas baixas ascendem já a mais de 2000 soldados!

    Portanto, acho muito bem os EUA começarem a “levantar ferro”, a “desmontarem a tenda” e sumirem dali!!!

    (Conclusão Final):
    “OS EUA VENCERAM A GUERRA MAS ESTÃO A PERDER A PAZ!!!”
    (ou melhor, a Pacificação do Iraque).

  34. Pingback: vicodin

  35. esse sait precisa de menos comentarios , pois ela nao abriga tudo oque precisamos somentes coisas repetitivas .

    uma critica ao seu sait

  36. Minha cara… Queixe-se ao Nelo Cunha!…
    E de facto, os comentários muitos extensos são contraproducentes… Se quase ninguém lê um artigo com mais de 20 linhas, então um comentário que exceda esse limite, ainda é menos lido…

  37. thamiris

    Durante a 1º guerra Mundial novas tecnologias foram utilizadas. A Alemanha usou gases venenosos nos Campos de Batalha; a Inglaterra usou veículos brindados e de esteira (tanque) alem desses, Aeroplanos e submarinos surgiram como novas tecnologias de guerras.
    Gostaria q alguem me explicasse porque o uso dessas novas tecnologias representou uma ameaça generalizada tanto para os exercitos envolvidos como para os civis dos paises em conflito….?

  38. Thomas

    Bem Thamiris, o uso desses equipamentos elevou a capacidade destrutiva dos exércitos em campo de batalha, pois, veja bem, antes os guerreiros ou soldados praticamente voltavam seus esforços para os conflitos corpo a corpo, onde a capacidade ou o dano no combate era quase que majoritariamente causado pela força física ou de armamentos com menor alcance de devastação.
    Os Aeroplanos foram utilizados tendo capacidade de devastação muito elevado tendo em sí, ou por conta do desenvolvimento de ogivas explosivas as quais eles carregavam e carregam, sendo que anteriormente as coordenadas de ataque eram repassadas por comando em solo, que em muitos casos falhavam, e proporcionavam ataques em áreas fora do limite de combate ou em áreas civis…da mesma forma os tanques e em menor grau submarinos que devido aos seus sistemas de radares poderiam atingir embarcações não militares.
    Em suma, o desenvolvimento desses equipamentos, vieram junto com o desenvolvimento de bombas ou ogivas com maiores alcance e poder de devastação, que portanto ultrapassavam os campos de batalha ou o alcance das forças militares em conflito atingindo cidades e povoados civis, vale ressaltar que em muitos casos as guerras se iniciavam em localizações estratégicas longe dos centros urbanos, porém, com o desenrolar dos combates se aproximavam deles…..e próximo deles com armamentos mais potentes, a ameaça aos civis aumentou impressionantemente.

  39. video da acoreia do norteprepare se para tomar uma bomba nuclear

  40. Fabio Rossano

    A grande ameaça nuclear não é a Coréia do Norte, e sim os Estados Unidos, pois:
    1. Foram o primeiro país a realizar testes com bombas atômicas, em 1945;
    2. Foram o único país a utilizar armas nucleares contra população civil (Hiroshima e Nagasaki), em 1945, onde morreram cerca de 500 mil civis;
    3. Já lançaram outras 1.032 bombas atômicas, como testes para aperfeiçoarem o arsenal nuclear e utilizá-lo a qualquer momento sobre quem determinarem;
    4. Já invadiram a Coréia uma vez, entre 1950 e 53, onde morreram cerca de 3 milhões de pessoas, a maioria camponeses. Invadiram outros tantos países: Vietnam, Iraque, Afeganistão, Iugoslávia etc, sempre realizando massacres;
    5. Possuem 865 bases militares espalhadas pelo mundo, com um arsenal bélico moderno e ocupam três países;
    6. Se recusam a ratificar o Tratado de Proibição de Testes Nucleares.
    A República Democrática da Coréia está apenas se protegendo! Este país nunca incomodou ninguém, nunca lançou bombas sobre ninguém, nunca assassinou civis, e em toda a sua história, nunca invadiu um outro país. As suas tropas nunca combateram em outro lugar, senão em território coreano, para expulsar os invasores estrangeiros.

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