A ideia para esta arma anti-aérea partiu do Dr. Zippermeyer, um investigador austríaco. A sua concepção era a de uma ogiva anti-aérea que transportava apenas o explosivo suficiente para quebrar o metal da ogiva lançando no ar um pó de carvão extremamente fino.
Esse pó incendiava-se no momento da explosão consumindo-se em 15 segundos numa núvem de carvão ardente. Ensaios preliminares mostraram o potencial sucesso do sistema relevando-se capaz de destruir um avião em vôo ou de quebrar as suas asas, mas repetidas dificuldades em estabelecer a relação entre a quantia da carga explosiva (cuja eficácia diminuia com a distância) e problemas com a definição do momento exacto da detonação levaram a que a equipa ponderasse a substituição do carvão por um combustível gasoso. Estas ogivas não estavam contudo prontas para serem usadas quando o conflito terminou, pelo que não houve nenhuma utilização deste inovador e promissor sistema anti-aéreo.

















Clavis você sabe se alguém retomou pesquisas com essa arma.
Essa nuvem de pó de carvão não faz lembrar as bombas de grafite para desabilitar instalações elétricas ?
Não que eu saiba… Este foi um dos muitos projectos estudados pela alemanha nazi na Segunda Grande Guerra que não produziram resultados concretos. Encontra aliás muitos deles na minha rubrica:
http://movv.org/category/as-armas-secretas-da-alemanha-nazi/
A grafite é também substancialmente diferente, na acção e na essência do pó de carvão, note ainda Sidnei:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grafite
e neste concreto, o carvão seria usado como arma incendiária, não como “arma não letal”:
http://www.fas.org/man/dod-101/sys/dumb/blu-114.htm