Sobre o estado actual do continente africano e algumas propostas para sair do dito


(http://www.missaoboanoticia.com.br)

Estima-se hoje que o PIB do continente africano seja inferior aquele que o continente tinha em 1960… Isto dá uma boa medida do falhanço económico do continente e do fracasso rotundo do mito de “Desenvolvimento” da Globalização pelo menos quando aplicada a este continente. É quando falamos de riqueza, temos que falar também de distribuição de riqueza (um conceito frequentemente ignorado pelos globalistas), e se o PIB africano é hoje comparável ao de 1960, a sua população não é, tendo-se multiplicado por várias vezes, e logo, a riqueuza per capita é muito inferior e a qualidade de vida do africano médio é muito inferior, especialmente se habitar numa das muitas sujas, insalubres e miseráveis megapoles africanas.

África, enquanto continente e enquanto conjunto de países é um fracasso económico. Mesmo os países que melhor desempenho macro-económico e que melhores níveis de vida apresentam estão muito abaixo dos padrões asiáticos e sul-americanos… A responsabilidade por este fracasso generalizado compete em boa medida a uma sucessão generalizada de governos corruptos e ineptos, mas também aos governos ocidentais que os têm apoiado e financiado nestes últimos 40 anos… Para além de Corrupção e Nepotismo massivos e tornados em ideologia de Estado, a responsabilidade pela presente situação pode ser também atribuída a:
1. Um deficiente funcionamento do aparelho administrativo do Estado
2. Clientelismos étnicos generalizados
3. Comportamento não-nacionalista e não-produtivo dos mais ricos
4. Altos níveis de endividamento
5. Falta de propensão cultural para a acumulação de Capital
6. Inexistência de passados históricos de pilhagem e saque sistemáticas, como aquelas que alimentaram a essência dos cofres ocidentais (ingleses e holandeses, sobretudo)
7. Explosão demográfica
8. Existência de famílias demasiado grandes que absorvem a totalidade do escasso rendimento familiar
9. Delapidação descontrolada das riquezas naturais do continente
10. Desertificação e desflorestação com a consequente quebra dos rendimentos agrícolas
11. Estados-nações inviáveis, forjados a esquadro nos gabinetes diplomáticos europeus do século XIX, criando Estados sem identidade nacional e frequentemente imersos em intensos e sanguinários conflitos inter-comunitários
12. Aplicação cega e ineficaz dos modelos europeus de Estado e de Administração Pública, desadequados à realidade tribal e étnica local e ao próprio nível de desenvolvimento económico e democráticos
13. Transição demasiado directa entre administrações coloniais e administrações estatais na maioria dos países africanos
14. Agricultura demasiado dependente de monoculturas, escolhidas em função da metrópole ou da neometrópole e política de preços agrícolas ferozmente adversa aos interesses dos produtores. Inexistência de uma “OPEP” dos produtos agrícolas
15. Desinvestimento na agricultura local, de autosubsistência e para os mercados locais, substituída por monoculturas industriais mais interessantes para os mercados internacionais, mas geradoras de desiquílibrios ecológicos locais e de fomes mais ou menos generalizadas
16. Imposição – através dos Media ocidentais – de padrões de consumo materiais impossíveis de alcanças no actual nível de desenvolvimento dos países africanos, provocando criminalidade e ondas migratórias dos elementos mais jovens e potencialmente mais dinâmicos da população
17. Redes sociais inoperativas devido à explosão social, a dificuldades organizativas e a densas redes de corrupção e nepotismo
18. Custos de transporte rodoviário e ferroviário elevados devido à escassez e mau estado das vias e a níveis de segurança muito baixos
19. Grandes extensões improdutivas, desérticas ou áridas e escassez de grandes rios em grande número de países do continente
20. Sobrepovoamento das cidades africanas e êxodo rural massivo provocado pelas fomes, pela concentração dos apoios humanitários nas grandes cidades e por situações endémicas guerras inter-estados e de guerras civis
21. Fragilidade ou superficialidade das “democracias” africanas, frequentemente fictícias e superficiais e raramente efectivas, já que assentes sobre eleitores muito pouco motivados ou ainda menos esclarecidos e logo, facilmente manipuláveis por demagogos ou por campanhas de marketing político bem organizadas, como aquela que levou o MPLA ao poder, em Angola, nas últimas eleições aqui organizadas.

Esta é a lista daqueles que consideramos serem as maiores razões para o presente estado dos países africanos… Como saberão, o Movimento Quintano propõe coligar numa única entidade supranacional vários países africanos com a União Brasil-Portugal, numa fase posterior, e nestes aqueles onde a língua portuguesa é hoje a língua oficial: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique. Importa por isso sobremaneira ao projecto de re-fundação de um “Quinto Império” pessoano ou agostiniano recuperar estes países deste infeliz estado de coisas… São estas – neste contexto – as nossas propostas:

1. Reformulação de todas as estruturas administrativas estatais, localizando-as, esvaziando o peso do Estado central e municipalizando ao máximo as estruturas administrativas africanas, de forma a esvaziar as cidades das legiões de funcionários que as habitam, potenciar a criação de riqueza nas comunidades locais e descentralizar o apoio e a rede social do Estado
2. Dividir os Estados-nações existentes em Federações semi-independentes mas conformes às realidades étnicas e linguísticas locais de forma a reduzir a influência de uma dada etnia na administração de um Estado Central
3. Estabelecer forças policiais supranacionais fortes e autónomas que potenciam a perseguição aos fenómenos de corrupção, de fuga ao fisco e impôr mecanismos eficientes de fiscalidade para as maiores fortunas
4. Perdão das dívidas nacionais africanas, desde que estejam cumpridos certos critérios (monitorização de próximos endividamentos e responsabilidade civil sobre os mesmos para os políticos que os assinem)
5. Multiplicação de redes locais de banca local, cooperativa e focada na criação e sustento de PMEs locais
6. Transferências de capitais financeiros, não mais a título de empréstimo, mas de investimentos públicos conjuntos em vias de comunicação e transporte
7. Imposição de mecanismos de incentivo à travagem da explosão demográfica, com inventivos financeiros às pequenas famílias
8. Estabelecimento de forças de defesa conjuntas, que reduzam os actuais níveis de despesa com equipamento militar, pela aquisição de maiores volumes de equipamentos militares e pela potenciação às industrias locais
9. Determinação de regras que determinem o fim dos excessos de explorações mineiras patrocinados pelas grandes multinacionais do ramo mineiro e petrolífero. Nacionalização destes bens e divisão dos mesmos por pequenas e médias empresas, vendidas em hasta pública a empresários locais e a cooperativas de trabalhadores e pequenos proprietários
10. Reflorestação de áreas florestais
11. Estabelecimento de guarnições militares conjuntas nos países sujeitos a maiores problemas fronteiriços com nações vizinhas, de forma a dissuadir e a responder a eventuais aventuras militares por parte destas. Nomeadamente na Guiné-Bissau onde o lento conflito com o Senegal pode degenerar rápidamente.
12. Recentramento das formas de administração nas entidades tribais e de clã locais, “africanizando” a sua natureza e dispersando as instituições puramente europeias, e reduzindo-as à sua margem municipalista
13. Requalificação dos quadros técnicos e administrativos africanos pela via da formação profissional em Portugal e no Brasil ou remotamente através de ciberformação
14. Estabelecimento de vários cartéis de preços para forçarem à subida dos preços dos produtos agrícolas africanos. Supressão da maioria das barreiras alfandegárias que impedem a sua entrada em Portugal e no Brasil, mas dando prioridade e apoio às culturas de interesse local e de subsistência e estabelecendo quotas máximas de ocupação de solos e de produção de forma a reduzir a dependência das monoculturas. Nacionalização e entrega a empresários locais e a cooperativas dos grandes latifúndios agrícolas nas mãos de multinacionais
15. Investimento e apoio à agricultura local e de subsistência, favorecendo a fundação de cooperativas agrícolas de produção e distribuição
16. Desenvolvimento cultural através do estabelecimento de redes de televisão locais e supranacionais que constituam alternativas viáveis aos Media ocidentais e consumistas
17. Estabelecimento de políticas que favoreçam a instalação de um “êxodo urbano”, que devolva as populaçõe às suas terras de origem, criando condições de vida e expandindo a rede social e de apoio humanitário até às regiões mais remotas
18. Estabelecimento de eleições locais e municipais autónomas, favorecendo a aparição de partidos políticos locais e de uma cultura democrática activa, interessada e deslocalizada.

Fonte:
Le Monde Diplomatique; Julho de 2007; edição francesa.

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Categories: Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Sociedade | 20 Comentários

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20 thoughts on “Sobre o estado actual do continente africano e algumas propostas para sair do dito

  1. Golani

    Estima-se hoje que o PIB do continente africano seja inferior aquele que o continente tinha em 1960… Isto dá uma boa medida do falhanço económico do continente e do fracasso rotundo do mito de “Desenvolvimento” da Globalização pelo menos quando aplicada a este continente.

    que conclusão mais puxada a tua !

    a Globalização, nos moldes actuais, teve o verdadeiro impulso na década de 90 com o fim da União Soviética e as negociações do Uruguay round e a criação da WTO (acordo para reduzir/eliminar as barreiras comerciais)

    o que aconteceu em África foi que até os anos 50/60 foi governada pelos países Europeus e após essa data procedeu-se à independência e a entrega do poder aos Africanos, na maioria dos casos seguíram uma orientação ideológica comunista com apoio da URSS, e em muitos dos países seguiram-se violentas guerras civis

    portanto se as coisas estão piores agora do que há 50 anos (qd eram governados pelos europeus) a culpa reside na sua maior parte nos Africanos e nas politicas e decisões que tomaram

    estar a a culpar a a “globalização” é um branqueamento brutal da realidade

    e nos últimos anos temos assistido a situações preocupantes:

    o descalabro completo da Zimbabue (o celeiro de África) por causa do Presidente Mugabe

    o agravamento da situação na África de Sul com os novos lideres politicos

    países como a Guiné Bissau terem se tornados estados falhados e plataformas de tráfico de droga

  2. Eu sabia que este artigo tocava num dos teus pontos sensíveis, Golani… ;-)
    O problema africano é múltiplo e diverso, como elaboro no artigo, mas uma boa parte dele prende-se não à existência de regimes marxistas desenquadrados das realidades africanas (e corruptos e ineptos), mas a uma realidade bem mais próxima de nós… Culpar o marxismo (se é que houve verdadeiramente um “país comunista” em África, já que a sua forma soviética pressupõe uma camada operária e uma industrialização para poder firmar-se) é algo injusto porque o último regime africano “comunista” já caiu à muito tempo… E os 3 exemplos citados de colapso nunca foram estados dessa vertente!… (A Guiné-Bissau, um pouco mais)

    Se África está hoje excluída do processo da Globalização isso deve-se ao facto do preço nos mercados da sua participação na economia mundial (as matérias-primas minerais e agrícolas) estar subvalorizado, de haver um controlo dos preços por umas quantas multinacionais, de haver um excesso de especialização nos países produtores e por – sobretudo – haver uma imensa lacuna na qualificação e na gestão dos recursos naturais… A Globalização é “culpada” porque pressupõe realidades que não podem ser aplicadas em África: mão-de-obra barata mas minimamente qualificada, tecido industrial pesado e intensivo em mão-de-obra, vias de transporte adequadas, capital para investimento e capacidade de gestão. Para África, “globalizar” é empobrecer, porque não existem condições em África para que esse modelo seja aplicado.

  3. Golani

    O problema africano é múltiplo e diverso, como elaboro no artigo

    uma das realidades que parece clara do teu post é que os africanos estavam melhor qd eram colonizados do q agora q são independentes

    os preços da maior parte das commodities são transaccionados em bolsa…não são controlados por multinacional nenhuma

    (talvez a unica excepção é a De Beers, que controla o comércio mundial de diamantes, tem o monopólio)

    um dos maiores investidores em África é a China, por causa das commodities

    Para África, “globalizar” é empobrecer

    então têm bom remédio: fechem as fronteiras, imponham tarifas aduaneiras elevadas para as importações, ponham restrições ao IDE e á entrada de multinacionais, nacionalizem as empresas de commodities etc…

  4. Golani

    por falar no V Império ehehe:

    Niemeyer pode desenhar nova capital angolana
    2007/08/08 | 00:01

    Projecto poderia ser quatro vezes maior do que Brasília

    Oscar Niemeyer tem interesse em projectar uma nova capital angolana, mas aguarda a oficialização do convite pelo governo de Luanda, confirmou à agência Lusa a mulher do arquitecto brasileiro.

    «Niemeyer foi sondado há cerca de um mês para fazer este projecto e, em princípio, tem interesse, mas aguardamos que este convite seja oficializado pelas autoridades angolanas», declarou Vera Niemeyer.

    Prestes a completar 100 anos, o brasileiro teria como novo desafio criar uma cidade em Angola para dois milhões de habitantes, numa área totalmente desocupada. A nova capital seria quatro vezes maior do que Brasília, também desenhada por Óscar.

  5. África é enorme e as generalizações normalmente saem erradas. Angola vai ser uma potência mais que regional. Em breve será uma potência continental, ditando o que quiser em África. Militarmente, dominam partes do antigo Zaire e ditam regras ao Zimbabwe. A sua economia cresceu mais de 30%, grandes empresas de obras públicas chinesas estão a reconstuir as infraestruturas do país, os israelitas desenvolvem a agricultura, o comércio e os portos são portugueses, o petróleo é angolano, francês, norte-americano, chinês, brasileiro e português. Os diamantes são explorados pelos sul africanos e angolanos… quando falam do Brasil como futura potência, não se esqueçam de Angola. Esta nação tem um potencial imenso, para crescer sem parar, assim os angolanos comecem a arrumar politicamente a casa.
    África não pode ser vista apenas como miséria e guerra.

  6. Angola militarmente, a Sul só tem adversário à altura na África do Sul. Mas economicamente e apesar de todas as suas imensas riquezas ainda está imersa numa imensa pobreza, em torrentes de desperdício e numa élite muitíssimo corrupta… A sua população tem altos níveis de analfabetismo e não há coesão nacional… Apesar de tudo, pode de facto tornar-se na grande potencia lusófona do Sul… Assim consiga varrer essa élite corrupta que a Governa e aderir a uma verdadeira democracia…

  7. eu acho isso muito legal pois pode ajudar muito na economia da africa e de todo continente.

  8. cade o mapa desse toço

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  9. Lá em cima, ao topo, ora essa…
    Dá-lhe um Ctrl-F5 no teclado, que há-de aparecer…

  10. Maria Carla

    Como recuperar O continente africano??

  11. Thomas

    O continente Africano para se recuperar, primeiramente,necessita de gestão unificada em prol de Estados Africanos para todos que fazem parte deles… existem elites de diversas origens por lá, tribais, étnicas,religiosas, entre outras financiadas pelo trafico de diamante, riquezas minerais, entre outros interesses. Deve se trazer para a Africa o sentimento de Estado e não de um amontoado de terras loteadas pelas familias mais influentes em nome das malfadadas intrigas tribais e étnicas que foram exacerbadas pelos antigos colonizadores Europeus em prol de uma Africa desunida e submissa.
    Se os Africanos em seus vários países entenderem que unidos são mais fortes e deixarem de lado mitos de origem que trazem divisão, começarão a ter uma luz no fim do túnel…..Só o que surge na Africa são ditadores e lideres inescrupulosos bancados por interesses Internacionais diversos, criando verdadeiras oligarquias que dilapidam o patrimonio publico e jogam a grande maioria na sargeta, sem educação, saúde, segurança e dignidade.
    Esse papel de trazer uma ordem aos varios países Africanos deveria caber á Onu com a ajuda dos antigos colonizadores que exploraram suas colonias e hoje se quer querem aceitar os Africanos como mão de obra em seus países…
    Os colonizadores antigos deveriam pagar pelo legado que deixaram na Africa, pois, exploraram as riquezas impuseram suas filosofias de vida,criando divisões sociais baseadas em mitos de pertencimento, de superioridade, de inferioridade que dividiram os Africanos que até hoje não conseguiram transformar seus países em nações….

  12. Golani

    Os colonizadores antigos deveriam pagar pelo legado que deixaram na Africa

    e quanto é que Portugal, ex colonizador, deveria pagar ? Em quanto é que se deveriam aumentar os impostos para financiar tal indemnização ?

  13. Thomas

    Creio eu Golani, que você imagina um pagamento unilateral das explorações ocorridas à longos séculos na Africa, mas quando eu falo colonizadores, falo de uma dinâmica economica de exploração mais abrangente….Veja bem, não haveria exploração de diamantes se não houvessem compradores milionarios e inescrupulosos em nivel mundial que se beneficiasse disso, a exploração dos escravos Africanos e das riquezas da Africa por um mercado mundial ávido por matéria prima e mão de obra baratos….
    Quando falo da ONU encabeçar uma restruturação do continente Africano é por que nela estão( em sua maioria) os maiores beneficiarios direta e indiretamente dessa exploração, ou seja, (os países com assento permanente ,os mais ricos)
    Na Africa hoje ocorrem carnificinas em nome de Alá e em nome de uma origem étnica e tribal, entre outras….e a ONU vira as costas para esses problemas…
    O primeiro passo seria a criação de um fundo mundial baseado em transações correntes no mercado mundial com uma tarifação mínima que pudesse dar um impulso inicial a estruturação dos países Africanos, porem, esses fundos não devem chegar sem antes o comprometimento dessas grandes nações em estabelecer uma fiscalização e um controle(criando as bases institucionais de um Estado de direito)
    Basta analisar o que fez os EUA em seu jogo de interesse mundial com um japão arrasado pela guerra. Praticamente reergueu o país, em nome de uma relação de equilibrio contra uma China em vias de consolidação ao sistema planificado de Estado ( que muitos teimam em chamar de comunismo)….O mesmo ocorreu com a Córeia do Sul ( forte investimento dos EUA) pós Guerra das Coréias.
    Propor á Africa uma ajuda condicionada a uma junta governamental de tecnicos e gestores com forte participação militar da ONU, por um periodo, afim de trazer a construção de Estados que tenham a capacidade de impor o uso legìtimo da força para o bem comun.
    De princípio isso seria adotado em países Africanos em que reina o caos e a desordem, podendo em menor escala ser ampliado aos outros que tambem necessitam, mesmo que em menor proporção.
    A adoção desse sistema iria favorecer até mesmo os países Europeus, com uma crescente diminuição do fluxo migratório, trazendo um certo equilíbrio na oferta e demanda de mãos de obra e investimentos em imigrantes.
    Se isso seria possivel?? Basta ver o quanto os EUA estão investindo no Iraque em sua re-estruturação política e econômica. Claro que isso é um investimento com interesses imediatos, só que um investimento na Africa tambem traria dividendos enormes para vários paises mundiais que estão sujeitos aos efeitos da miséria na Africa ( principalmente Europeus) com forte pressão migratória e outros mundiais que são refletidos por um desequilibrio economico gerado nesses países….Em suma, o mundo rico que enriqueceu as custas da exploração na Africa, deve investir, ou pelo menos retribuir o bem estar economico e social vivído por eles às custas de muita exploração….

  14. “Golani, que você imagina um pagamento unilateral das explorações ocorridas à longos séculos na Africa, mas quando eu falo colonizadores, falo de uma dinâmica ”
    -> Eu também não defendo tal. E os africanos que participavam nesse sujo comércio de gente? Os seus descendentes também que teriam que pagar… E nós, portugueses e herdeiros de escravos feitos em Marrocos e na Itália (Roma), iríamos bater à porta do pobre Marrocos e da Itália? Onde terminaria essa responsabilidade financeira?

    “economica de exploração mais abrangente….Veja bem, não haveria exploração de diamantes se não houvessem compradores milionarios e inescrupulosos em nivel mundial que se beneficiasse disso, a exploração dos escravos Africanos e das riquezas da Africa por um mercado mundial ávido por matéria prima e mão de obra baratos….”
    -> Correcto. O problema está aqui na Procura…

    “Quando falo da ONU encabeçar uma restruturação do continente Africano é por que nela estão( em sua maioria) os maiores beneficiarios direta e indiretamente dessa exploração, ou seja, (os países com assento permanente ,os mais ricos)”
    -> Tendo a UA já demonstrado a sua incapacidade para intervir eficazmente, p.ex, no Darfur.

    “Na Africa hoje ocorrem carnificinas em nome de Alá e em nome de uma origem étnica e tribal, entre outras….e a ONU vira as costas para esses problemas…
    O primeiro passo seria a criação de um fundo mundial baseado em transações correntes no mercado mundial com uma tarifação mínima que pudesse dar um impulso inicial a estruturação dos países Africanos, porem, esses fundos não devem”
    -> A Taxa Tobin… Aposto que o Golani não gostou dessa sugestão ;-)

    ” chegar sem antes o comprometimento dessas grandes nações em estabelecer uma fiscalização e um controle(criando as bases institucionais de um Estado de direito)”
    -> Com a qual aliás, concordo…

    “Basta analisar o que fez os EUA em seu jogo de interesse mundial com um japão arrasado pela guerra. Praticamente reergueu o país, em nome de uma relação de equilibrio contra uma China em vias de consolidação ao sistema planificado de Estado ( que muitos teimam em chamar de comunismo)….O mesmo ocorreu com a Córeia do Sul ( forte investimento dos EUA) pós Guerra das Coréias.”
    -> Mas falta aos EUA de hoje a força anímica e financeira para esse novo “plano Marshal” que levante a África… E à UE, a unidade e a visão e à China, a humildade e (ainda) a devida força global…

    “Propor á Africa uma ajuda condicionada a uma junta governamental de tecnicos e gestores com forte participação militar da ONU, por um periodo, afim de trazer a construção de Estados que tenham a capacidade de impor o uso legìtimo da força para o bem comun.”
    -> Poderia ser discutivel, e levanter acusações de neocolonialismo…

    “De princípio isso seria adotado em países Africanos em que reina o caos e a desordem, podendo em menor escala ser ampliado aos outros que tambem necessitam, mesmo que em menor proporção.”
    -> E não seria o primeiro passo para um “Governo Mundial”, anti-democrático, parte dos planos de Bilderberg e sonho das grandes multinacionais para abafar as democracias deste mundo? Compreendo a intenção… Mas vê o perigo, Thomas…

    “A adoção desse sistema iria favorecer até mesmo os países Europeus, com uma crescente diminuição do fluxo migratório, trazendo um certo equilíbrio na oferta e demanda de mãos de obra e investimentos em imigrantes.”
    -> Sem dúvida, que a única solução para travar estes fluxos não é o arame farpado, mas… o Desenvolvimento das economias locais.

    “Se isso seria possivel?? Basta ver o quanto os EUA estão investindo no Iraque em sua re-estruturação política e econômica. Claro que isso é um investimento com interesses imediatos, só que um investimento na Africa tambem traria dividendos enormes para vários paises mundiais que estão sujeitos aos efeitos da miséria na Africa ( principalmente Europeus) com forte pressão migratória e outros mundiais que são refletidos por um desequilibrio economico gerado nesses países….Em suma, o mundo rico que enriqueceu as custas da exploração na Africa, deve investir, ou pelo menos retribuir o bem estar economico e social vivído”
    -> Esse é um Dever moral. Não uma compensação ou indemnização, mas um Investimento no Futuro comum… Concordo. Mas não com o envio de frangos ou de excedentes agrícolas, que destroem e tornam dependentes as economias locais, mas com o envio de técnicos, alfaias, máquinas, conhecimento, sementes, adubos, fertilizantes, etc.

  15. Thomas

    -> E não seria o primeiro passo para um “Governo Mundial”, anti-democrático, parte dos planos de Bilderberg e sonho das grandes multinacionais para abafar as democracias deste mundo? Compreendo a intenção… Mas vê o perigo, Thomas…

    É claro que incorremos nesse perigo sim, mas, parto de uma colaboração abrangente trazendo tambem o povo Africano para essa concientização e esforço para criar um Estado de direito….O papel da ONU seria de apoio tecnico e logistico( além de financeiro, é claro) e um certo apoio militar até que se crie as bases de um Estado que consiga manter a ordem social….E já criando bases para que a própria união das nações Africanas desempenhe esse papel no futuro….Deixando que esses povos consolidarem-se em um crescente aprendizado político e social em relações de direitos e deveres, porém, deixo bem claro que com o atraso ecônomico e social vivido pelo continente Africano, se não houver intervenção do resto do mundo, no sentido de ajudar, a situação pode piorar e muito…dando margem a ditaduras internas que se consolidam com apoio de interesses indiretos mesmo sem uma intervenção de fato das nações unidas…Ou seja, meu caro Rui, A Onu não intervem, porem, fabricantes de armas, exploradores de riquezas minerais e outros, fazem suas intervenções fortalecendo ditaduras e ideologias que promovem verdadeiros massacres e limpezas étnicas em nome de mitos e fantasias de superioridades forjadas em interesses.

  16. O ideal – nessa linha de pensamento – seria entregar o governo desses estados falhados a quadros mais ou menos imparciais, académicos, p.ex. que redesnhassem as fronterias segundos luzes mais lógicas que as nacionais. E dar à ONU meios logísticos e militares (navais, aéreos e logísticos), mas deixar a forças africanas a acção directa no terreno.

  17. Maariii

    gentee eo tenhu uma perguntaa a fazer…a professoraa de geografia mi passou a seguntee peskiza..

    “no continente africano,apenas 4 paises contribuem com somas anuais superiores a 1 milhão de dolares.Quais são estes paises? voce saberia explicar por que isso ocorre?”

    maiss eoo naoo estou axandoo..sera ki alguem poderiaa mi ajudaa??

  18. EU ACHO QUE, NAO EU TENHO CERTESA QUE O CONTINENTE AFRICANO E UM DOS CONTINENTES MAIORES DO MUNDO

  19. Recuperar a economia do Continente Africano será a melhor coisa ou proposta para todos os líderes africanos para levarem o todo para frente. Deus abençoe os líderes africanos a terem a sabedoria para negociarem bem para que o povo todo não continue perecendo como está.

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