Do Embraer C-390 e da participação das Ogma na sua construção… E umas voltas sobre o Skylander

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(Embraer C-390 do Fórum Defesa Brasil)

“A administração da Ogma quer partilhar os riscos de desenvolvimento e entrar na fabricação de um novo avião do grupo Embraer, o cargueiro militar C390, que o construtor aeronáutico brasileiro e principal accionista da empresa está neste momento a decidir se vai lançar ou não no mercado.”
(…)
“No entanto, para que isso aconteça, o Governo português também terá de se apressar. Em declarações ao Público, na última entrevista que deu antes de regressar do Brasil, António Monteiro afirmou que o estudo resultante do protocolo entre a API-Agência Portuguesa de Investimento e o grupo Embraer está neste momento a definir quais são as prioridades para o país em termos de investimento aeronáutico. Isto, depois de o então presidente do grupo Embraer, Maurício Botelho, ter entregue ao Governo um plano com várias possibilidades de projectos de investimento, que abrangiam 250 milhões de euros e significavam mais 1000 postos de trabalho.”
(…)
“A Ogma iria projectar e industrializar um segmento do avião. É assim que fazem actualmente a Boeing e outras empresas aeronáuticas, dividindo o risco”, lembrou António Monteiro. Quanto às diferenças de custos entre os dois lados do Atlântico, “em mão-de-obra de engenharia não existe grande diferença entre Portugal e o Brasil”. Por outro lado, “os juros são também muito mais baixos na banca europeia, o que reduziria uma parte do custo do projecto”.

Artigo de Inês Sequeira
Público de 16 de Agosto de 2007

Este é um projecto que devia ser uma prioridade nacional. Não só porque reforçaria a unidade entre Portugal e o Brasil, reforçando esse importante ponto focal que são as Ogma, hoje propriedade da Embraer, a quarta maior construtora aeronáutica do mundo e líder nos segmentos médios do mercado. Seria também vital para Portugal estabelecer um cluster de Conhecimento e de Indústrias aeronáuticas, indústrias geradoras de Valor e focais no desenvolvimento de competências e de criatividade e continuadoras das tradições de inovação e invenção que marcaram o Portugal de Quinhentos e que ainda hoje subsistem bem no seio da Alma Portuguesa, abafadas apenas pela orientação económica para uma “Economia de Serviços” com primazia dada ao improdutivos e estéril Sector Financeiro e de Serviços… Importa refocar a nossa Economia na Produção e desviar percursos de uma Economia de Serviços. Se a Embraer e a API conseguirem mesmo acertar agulhas e se o C390 sair da fase de projecto para a concretização esperemos que a FAP aproveite a ocasião para repensar a substituição dos Hercules C130H e equacione a construção de um aparelho que até pode ser construído parcialmente em Portugal. É certo que dadas as características dos C130H estes bem que podem manter-se operacionais mais dez anos na FAP, sendo na altura – e só então – substituídos por um avião de alcance estratégico, como o Airbus A400. Até lá, o C-295 irá cumprir de forma excelente as missões de menor ambição. Se a Embraer conseguir cumprir a promessa de 50 milhões de dólares por unidade, e se tiver a produção a pleno daqui a 10 anos pode mesmo ser uma alternativa aos nossos C130H… Especialmente se o polémico C130J e os A400M permanecerem na espalhafatosa casa dos 500 milhões de dólares por unidade e se o C-390 conseguir manter o raio de alcance de 5900 Km mencionado nesta fonte…


(O Skylander in http://www.negocios.pt)

Se o C390 fôr construído parcialmente em Portugal e se o projecto Skylander em Évora avançar como deve teremos em Portugal a massa crítica mínima para criar os fundamentos de uma indústria aeronáutica, especialmente porque a construção de parte do C390 será complementada a Sul, em Évora pela fábrica da Sky Aircraft que deverá montar até 1100 aparelhos Skylander durante 15 anos. Se a construção do C390 pode empregar até 1000 postos de trabalho, a do Skylander pode criar 3000 postos de trabalho (900 directos). A este propósito sublinhe-se que este projecto recebeu a 18 de Julho um importante sinal positivo quando o seu aumento de capital para 20 milhões de euros foi subscrito na totalidade na Bolsa de Paris.


Fontes:
http://dianafm.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7048&Itemid=3 http://dn.sapo.pt/2007/05/28/economia/nova_fabrica_bimotor_evora_pronta_ve.html
http://www.flightglobal.com/articles/2007/04/24/213369/embraer-confident-its-c-390-can-challenge-the-hercules.html

Sobre Clavis Prophetarum

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29 Respostas a Do Embraer C-390 e da participação das Ogma na sua construção… E umas voltas sobre o Skylander

  1. Get_It diz:

    E lá estão “eles” a tentar forçar Portugal a comprar o C-390 para substituir os C-130. Lá porque seja construído em Portugal não quer dizer que seja a aeronave de transporte militar para a FAP. O melhor será mesmo o A400M, ou o C-130J. Com a compra dos C-295 a nossa frota de cargueiros militares foi mais aliviada, pois os C-295 conseguem muito bem substituir o C-130 no transporte de pequenas unidades militares e de carga. Agora o C-390 seria desadequado quando já se tem uma frota composta por um avião com o C-295, precisaremos agora no futuro é algo mais avançado e evoluído que o C-295 e o C-390. Se virem bem a autonomia e os outros valores do C-390 e se comparem com a futura frota de 7 C-295 (versão para transporte) e com 4 ou 6 A400M ou C-130 verão que o C-390 é desnecessário e que será mesmo só para o político ganhar votos.

    Agora, não posso negar que qualquer destes projectos e a sua construção em Portugal traga vantagens para a indústria aeronáutica, mas se vamos andar a comprar material militar só por causa disso vamos acabar por lixar-nos. E se estão tão preocupados com isto então que não tivessem abandonado o programa do A400M!!!

    Cumprimentos,
    [1]
    [2]

  2. Get_It diz:

    Referente ao meu comentário anterior deixo aqui uma correcção. Lá porque [o C-390] seja construído em Portugal não quer dizer que seja a aeronave de transporte militar mais adequada para a FAP.

  3. Existe muita polémica sobre as características e sobre a qualidade do C-130J… O A400M continua a ser um projecto, como o C-390, mas já se sabe que produzirá aparelhos com um custo unitário extremamente alto!… Num país com as restirções orçamentais do nosso, não é realista adquirir 4 ou 4 A400M. Será de todos a melhor opção – não o questiono – mas se não incorporar um componente industrial nacional e se tiver o preço na fasquia estimada hoje e se o C-390 se mantiver no preço estimado e com as características indicadas e, se, sobre tudo isto, contribuir para a implantação de um cluster aeronáutico em Portugal, será sem dúvida, a melhor solução para a substituição do C-130H, daqui a uns 5-7 anos…

    E também deveríamos adquirir o F-22, o EF-2000 ou o Su-35… Mas teríamos dinheiro para os comprar e manter a voar?

  4. eurico1844 diz:

    Para mim é optimo. Cria postos de trabalho, gera mais riqueza para o país e torna as FAP mais operacionais. Perfeito!

  5. Golani diz:

    A este propósito sublinhe-se que este projecto recebeu a 18 de Julho um importante sinal positivo quando o seu aumento de capital para 20 milhões de euros foi subscrito na totalidade na Bolsa de Paris.

    pois é…a Bolsa permite exactamente isto, reunir dinheiro de investidores que pretendem arriscar em novos projectos tornando-os assim possíveis

    eheh

    uma das observações acima feitas, no entanto faz todo o sentido:

    não posso negar que qualquer destes projectos e a sua construção em Portugal traga vantagens para a indústria aeronáutica, mas se vamos andar a comprar material militar só por causa disso vamos acabar por lixar-nos.

  6. Eurico: e de permeio contribui algo mais para aproximar Portugal do Brasil… Um ponto que não é de somenos…
    Golani:
    1. A Bolsa… Muito tenho falado e escrito sobre a dita e sobre aquilo que penso ser a sua função na Economia Real. Em primeiro lugar, só é útil se contribuir efectivamente para a dita, se servir de palco de especulação estéril, irracional ou improdutiva é negativa, porque capta capitais que deviam ser investidos em operações produtivas, não especulativas. Deve ser servir como forma legítima de capitalização de uma nova empresa (como sucedeu neste concreto), mas aquilo que assistimos geralmente não é isto: são especuladores que compram e vender cegamente, quase sem olhar os nomes das empresas que compram, sem “investir” realmente nelas, injectando e extraindo capital à velocidade da Luz. Louvo a primeira atitude, reprovo a segunda.
    2. Nunca o deveremos comprar “só por causa disso”. Nunca tal escrevi… ;-) Mas se o C-390 fôr muito mais barato que o A400M poderemos operar mais aparelhos. Se o C-390 fôr parcialmente montado em Portugal, isso poderá potenciar a nossa Economia e criar o tal cluster aeronáutico. Se as suas características foram as propostas, deverá também servir as necessidades da FAP quando o fiável, mas idoso C-130H chegar ao fim da sua vida útil (10 anos, se fôr actualizado), e então o C-390 já estará em “velocidade de cruzeiro”…

  7. Bokaido diz:

    O A400M está estimado em 100 milhões de euros por unidade. O número de aviões encomendados deverá ainda previsivelmente aumentar, ultrapassando as actuais duas centenas. Supostamente terá um custo logístico reduzido a longo prazo (30 anos), algo que não costuma ser levado em conta pelas Forças Armadas, e depois o barato sai caro..
    Para além disso, a sua capacidade de carga começa a ser tomada como padrão na indústria militar, o caso da Rheinmetall AG, por exemplo.

    http://en.wikipedia.org/wiki/A400M

    http://www.airforce-technology.com/projects/fla/

  8. Carlos diz:

    Pelo que é noticiado no Brasil, essa carruagem já passou de portas abertas e Portugal não embarcou… Agora vejamos o que vai aontecer com o C-390. Duvido que não seja um sucesso como todos e cada um dos produtos da Embraer. Poderia ter sido um enorme passo para a união… mas…
    Saudações (e lamentos)
    Carlos

  9. Carlos: desconhecia… Muito má notícia essa e um excelente demonstrador da falta de visão que hoje infecta este nosso luso país…

  10. Gerrero diz:

    O c- 390 não foi criado do alem ele tem um projeto que o acompanha des do embraer 170 passando pelo 175, 190, 195.
    Ou seja e so por em pratica que vai dar certo, ^^
    è uma pena que a embraer ainda nao tem um caça supersônico, pois os avionicos do alx-supertucano sao de dar inveja ate aos EUA.

  11. Carlos diz:

    Caro Guerrero
    Ouvi, de fontes (mais de uma) absolutamente NÃO oficiais, que na realidade já existe e está concluído um projeto do caça brasileiro de superioridade aérea de quinta geração. E ainda que de tal avião, já estão sendo construídos os protótipos… (de forma absolutamente sigilosa). Seria, conforme essas fontes (repito, não oficiais) um projeto de três empresas brasileira e uma estrangeira (com participação minoritária). Dizem que é esse o fato que justifica (ou justificou) a desistência do projeto FX e até mesmo a compra dos velhos e usados Mirage 2000, solução ´´tampão´´. Se é verdade… não sei.
    Que pode ser verdade não resta a menor dúvida, mas nada foi publicado a respeito… Pelo menos não que eu saiba.
    Peço a qualquer pessoa que saiba algo sobre esse assunto que nos informe.
    Meus agradecimentos e saudações
    Carlos
    ——————————————
    Una mano sua faciebat opus et altera tenebat gladium
    Carlos

  12. Carlos diz:

    Caro Clavis Prophetarum,
    foi publicado aqui, que as FFAA do Brasil já teriam assegurados os pedidos dessas aeronaves de transporte (C-390), bem como os Correios, em número suficiente para que se iniciasse a produção. Desconheço se ainda resta possibilidade de investimento externo… Mas pelo que se soube… parece que já está consumado… Lamentável… teria sido um belo passo para a união lusófona, que tanto almejamos. Mas nem tudo passa em branco, o nosso querido Portugal participa societariamente nas reservas de petróleo recem descobertos na plataforma continental do Brasil… Parece que a boa sorte é maior que o bom senso…
    Fraternais saudações…
    _________________________________________________
    Una mano sua faciebat opus et altera tenebat gladium

  13. Sem dúvida, Carlos… Por cá nada parece andar nos jornais, o que não é boa notícia, já que o projecto parece ter encontrado terrenos sólido pelos vossos lados… E sim, lá se vai mais uma oportunidade para aproximar os nossos países num projecto tão crítico (e necessário para Portugal com os seus velhos C-130H!)
    E sim, bem haja a GALP quando decidiu particiar na exploração do Tupi! Boa notícia para Portugal e para a Galp e… excelente para o Brasil que assim se poderá tornar num dos 10 grandes produtores mundiais!

  14. Carlos diz:

    Caro Prophetarum
    A GALP, participando do risco da busca do petróleo na plataforma continental do Brasil, poderá ter dado o exemplo inicial necessário. Como São Tomé… o povo precisa ver para crer. Li ou ouví algo sobre prospecção na costa marítima portuguesa, efetuada pela Petrobrás. Se verdadeira a informação, independente dos resultados futuros, teremos o primeiro passo… Com sorte as coisas já iniciaram… e estão andando.
    Fraternais saudações
    Carlos
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    Una mano sua faciebat opus et altera tenebat gladium.

  15. Carlos diz:

    Get_It
    Fico pensando na “enorme simpatia´´ que despertas nos portugueses que vivem no Brasil, ao te referires aos brasileiros como “eles´´. Os brasileiros são acolhedores e hospitaleiros ao natural, mas quanto aos portugueses… esses são tidos aqui como brasileiros, como irmãos. A nossa língua, sabe(?)… é a mesma…
    Sobre a tentativa de ´´forçar´´ Portugal a adquirir os C-390, isso não vai acontecer, Portugal não vai participar da construção dessa aeronave, por desistência própria. E sobre o avião, quero te dizer o seguinte: O projeto é da Embraer, como também a construção. TODOS os tipos de avião (e não são poucos) desenvolvidos por essa empresa “deles“, digo, brasileira, são um sucesso no mundo todo. E são exatamente os países de ´´primeiro mundo´´ os maiores clientes, notadamente os EEUU. Com isso, devemos esperar que seja, no mínimo, o melhor cargueiro militar de sua classe, e não tenho a menor dúvida que será.
    Ahhh… Ia esquecendo… a empresa fabricante, como sabemos é brasileira (´´deles“), emprega nos seus quadros funcionais alguns milhares de engenheiros aeronáuticos de alto nível e técnicos idem. Consegues imaginar que a maioria absoluta deles tem sangue português? Podes crer que assim é!
    Por menos que queiras, somos vinho da mesma pipa e um dia caminharemos junto (espero). As conquistas do Brasil, também o são de Portugal (o mesmo sangue… a mesma língua…). No todo ou em parte, o sangue que corre nas veias dos brasileiros é o mesmo que corre nas vossas.
    Espero que te manifestes a respeito… gostaria de mais…
    Fraternais saudações
    Carlos (um ´´deles´´)
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    Una manu sua faciebat opus et altera tenebat gladium

  16. Carlos:
    ” Caro Prophetarum
    A GALP, participando do risco da busca do petróleo na plataforma continental do Brasil, poderá ter dado o exemplo inicial necessário. Como São Tomé… o povo precisa ver para crer. Li ou ouví algo sobre prospecção na costa marítima portuguesa, efetuada pela Petrobrás. Se verdadeira a informação, independente dos resultados futuros, teremos o primeiro passo… Com sorte as coisas já iniciaram… e estão andando.
    Fraternais saudações
    Carlos”
    -> Estão sim… As notícias mais recentes referem a forte possibilidade da existência de gás natural ao largo da costa do Algarve capazes de responder por 65% das nossas necessidades:http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20071114g%C3%A1snatural.htm
    mas aqui é a empresa espanhola Repsol que tem a concessão, não a “nossa” lusófona Petrobrás…
    Quanto a esta notícia (penso que é a esta que referes), não… Nada mais transpirou nos órgãos de informações portugueses…
    http://www.mundopt.com/n-galp-petrobras-e-partex-vao-procurar-petroleo-na-costa-portuguesa-9506.html

    Carlos:
    ” Get_It
    Fico pensando na “enorme simpatia´´ que despertas nos portugueses que vivem no Brasil, ao te referires aos brasileiros como “eles´´. Os brasileiros são acolhedores e hospitaleiros ao natural, mas quanto aos portugueses… esses são tidos aqui como brasileiros, como irmãos. A nossa língua, sabe(?)… é a mesma…”
    -> Bem, não falo em nome do Get_It… Esse sentimento do comunhão, de partilha e de identidade é comum na maioria dos portugueses e dos brasileiros. Existem excepções, de um lado e do outro (e a este propósito recordo-me de alguns comentários bem deselegantes de brasileiros que já surgiram aqui nos Posts dedicados ao tema que me é favorito que é o da União Portugal-Brasil), mas acredito sinceramente que esta posição que beira o racismo é excepcional entre brasileiros, assim como entre portugueses. Simplesmente temos mais a unir-nos do que entre qualquer outro povo do mundo, e esses pontos de união tenderão a ser cada vez mais improtantes e flagrantes num mundo cada vez mais globalizado… Por isso, penso mesmo que as profecias do Quinto Império se acabarão por concretizar sob a forma de uma união política portugal-brasil e de uma confederação de municípios locais independentes que mostre ao mundo aquilo que afinal sempre foi “Portugal”: uma ideia, muito mais do que uma nação.

    ” Sobre a tentativa de ´´forçar´´ Portugal a adquirir os C-390, isso não vai acontecer, Portugal não vai participar da construção dessa aeronave, por desistência própria. E sobre o avião, quero te dizer o seguinte: O projeto é da Embraer, como também a construção. TODOS os tipos de avião (e não são poucos) desenvolvidos por essa empresa “deles“, digo, brasileira, são um sucesso no mundo todo. E são exatamente os países de ´´primeiro mundo´´ os maiores clientes, notadamente os EEUU. Com isso, devemos esperar que seja, no mínimo, o melhor cargueiro militar de sua classe, e não tenho a menor dúvida que será.”
    -> Uma pena… E mais uma prova da falta de visão dos gestores e governantes portugueses! Pois se Portugal até precisará a breve trecho de substituir os seus C-130 e já se sabe que o C-130J é um grande fiasco (e que o A400M é demasiado caro para os nossos bolsos!) Que falta de visão!

  17. Carlos diz:

    Caro amigo,
    Busco utilizar todas as oportunidades para fazer algo em prol da causa. Quanto ao comentário do Get_It (no stress), em verdade serviu de motivo para informar sobre coisas que me parecem relevantes para o ebjetivo, da união.
    Quanto à deselegância… bem… mais de uma vez escrevi sorrindo e o texto foi lido ´´com lágrimas´´. Portugueses e brasileiros grafam e formam frases um pouco diferente, como sabes. Infelizmente corremos um grande risco de parecer grosseiros, quando na verdade a intenção é oposta. Sinto que mais de uma vez incorrí nesse erro (???)… Mil desculpas.
    Um fraterno abraço
    Carlos

    • Rogerio Mago diz:

      Caros amigos, sou militar do Exercito Brasileiro e vejo aqui com frequencia o trabalho do EB em conjunto com as Forças Armadas Portuguesas. Temos aqui um País continental, consideramos os portugueses como irmãos e torcemos por maiores parcerias futuras.Saudadações aos irmãos Lusos.

  18. Obrigado, Carlos… Sempre nesta senda de divulgação daquilo que une e no combate aos artificialismos que nos separam…
    Não pareceu grosseiro, minimamente, pelo contrário, mas o Get_It é que se poderá pronunciar, se por cá passar antes destes comentários se “afundarem” sob os que irão aparecer nos próximos dias…
    Um abraço!

  19. Carlos diz:

    Caro Guerrero
    Ouvi, de fontes (mais de uma) absolutamente NÃO oficiais, que na realidade já existe e está concluído um projeto do caça brasileiro de superioridade aérea de quinta geração. E ainda que de tal avião, já estão sendo construídos os protótipos… (de forma absolutamente sigilosa). Seria, conforme essas fontes (repito, não oficiais) um projeto de três empresas brasileira e uma estrangeira (com participação minoritária). Dizem que é esse o fato que justifica (ou justificou) a desistência do projeto FX e até mesmo a compra dos velhos e usados Mirage 2000, solução ´´tampão´´. Se é verdade… não sei.
    Que pode ser verdade não resta a menor dúvida, mas nada foi publicado a respeito… Pelo menos não que eu saiba.
    Peço a qualquer pessoa que saiba algo sobre esse assunto que nos informe.
    ————————————————————
    Ontem, 07/12/2007, li no site da FAB (Força Aérea Brasileira) http://www.fab.mil.br/imprensa/enotimp/enotimp_capa.htm
    matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, sob o título ´INDÚSTRIA BÉLICA SOBREVIVE COM EXPORTAÇÕES´. Do texto, transcrevo um parágrafo que me perece por demais pertinente ao assunto a que me referí acima.

    “Hoje conseguimos atender quase toda a demanda do país. Só precisamos de mais investimentos para abranger materiais que não produzimos, como algum modelo de avião supersônico”, diz o diretor.

    Parece que realmente há fogo gerando essa fumaça. Vale a pena ler o texto completo.
    Fraternas saudações
    Carlos
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  20. Carlos diz:

    Caro Clavis Prophetarum
    Sobre turbinas em geral…
    ( Texto publicado no site da FAB)
    Mais barata, menos poluente
    Com a invenção de uma turbina flex, engenheiros convencem a Vale (Empresa Vale do Rio Doce) a criar um centro de pesquisas de energia
    Amauri Segalla
    Um dos maiores desafios de hoje é a produção de energia mais limpa e mais barata. Esse objetivo é perseguido por centros científicos do mundo inteiro. E, a partir do ano que vem, também pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Energia da Companhia Vale do Rio Doce, que será montado em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O centro nasce a reboque de uma invenção: uma turbina “flex”, capaz de funcionar com vários combustíveis. Até com etanol. Também funciona com gás – uma tecnologia só dominada por oito países. A nova turbina tem imenso potencial comercial. Com 1.300 HPs de força, ela pesa 600 quilos – um terço das turbinas a diesel de mesma potência fabricadas no exterior. Além de alimentar uma indústria de grande porte, pode gerar energia para hospitais, shoppings e povoados. “É uma revolução sem precedentes”, diz Homero Maciel, um cientista de cabelos arrepiados que se emociona ao falar da turbina que ajudou a criar.
    Maciel, de 57 anos, pró-reitor da área de pesquisa do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), é um dos maiores especialistas do país em energias alternativas. Outros quatro engenheiros do ITA são responsáveis pela invenção: o coronel Hugo Moura, de 55 anos, ex-piloto de caça da Força Aérea Brasileira, Milton Sanches, de 62, que fez também um motor levíssimo para equipar aeromodelos, Alberto Pereira, de 51, que chegou a ser dono de uma fábrica de bicicletas no Maranhão, e José Argolo, de 52, ex-integrante de programas militares do governo. O grupo é uma prova de que não são só os garotões recém-saídos de universidade que estão preocupados com a inovação.
    Por enquanto, a turbina será usada apenas pela mineradora Vale, que comprou o projeto. Mas seu presidente, Roger Agnelli, não descarta transformar sua fabricação num novo braço de negócios da empresa. “É uma semente que pode gerar muitos frutos no futuro”, diz.

    A turbina é parte de um projeto iniciado há 14 meses. Os engenheiros, donos de duas empresas que se uniram (a Sygma e a Polaris), procuraram a Vale para apresentar seus trabalhos. Impressionaram tanto que a Vale decidiu bancar a construção do centro de desenvolvimento tecnológico, ao lado da sede da Embraer e do Centro Técnico Aeroespacial, onde funciona o ITA. “Os projetos dessa turma para a geração de novas fontes de energia, mais limpas e baratas, casam com os interesses da Vale”, diz Agnelli. A Vale é a maior consumidora de energia do país. “Para crescer mais, dependemos de inovações na área energética.”
    Em parceria com o BNDES, a empresa deverá destinar, nos próximos meses, R$ 220 milhões para a construção do centro de pesquisa. Além da produção de turbinas, já há projetos em andamento. Um deles busca reduzir o número de toxinas liberadas pela queima do carvão. Pesquisadores do ITA e de instituições reconhecidas, como a Escola de Engenharia de São Carlos, da Universidade de São Paulo, e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), também participarão dos programas desenvolvidos no novo centro. Comuns principalmente nos Estados Unidos, as parcerias entre grandes empresas e o mundo acadêmico ainda são raras no Brasil. Esta já nasce turbinada.
    Ignorância do reporter, pois várias universidades do país ajudam a desenvolver projetos de alta tecnologia.
    Salvo estar muito enganado, este é o terceiro projeto particular, para desenvolver turbina (para aviões, sim), que acaba sendo de conhecimento público. A diferença em relação aos outros (estrangeiros) , é que o financiador do projeto (Vale) é nacional, brasileiro puro, e extremamente rico. Sem mais…
    Fraterno abraço do
    Carlos
    ________________________________________________
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  21. Bem, o projecto jánão deve estar pronto a tempo de contribuir para o C-390… Mas para os próximos aviões da Embraer… Que usa motores americanos, ao que julgo, seria interessante… E até para o projecto do “caça brasileiro” que dizem estar a ser desenvolvido em segredo no Brasil…

  22. Carlos diz:

    Poderia ter feito a transcrição da notícia em lugar mais adequado. A intenção foi de meramente mostrar que fabricar turbinas convencionais, dispondo da tecnologia e dos especialistas brasileiros, não tem nada de anormal. O Brasil já passou dessa fase. De qualquer forma, a notícia referida é recentíssima e nada tem a ver com o C-390, creio. Pelo que se sabe, o C-390 vai ser dotado de reatores convencionais (e pelo menos de início com turbinas importadas), enquanto que a notícia se refere a algo mais avançado, seja para geração de empuxo ou de força motriz.
    Saudações

  23. óptimo. Era o que fazia mais sentido e reforça as possibilidades do C-390 ser bem acolhido nos mercados internacionais (mais do que usar uma nova turbina, quero eu dizer)

  24. João diz:

    Meus senhores, na minha modesta opinião julgo que a acontecer o fabrico desse avião de transporte militar por parte da Embraer, tal fabrico ou parte dele nunca poderia ser feito nas OGMA pela simples razão dos interesses dos seus accionistas. As OGMA são participadas em 35% pela Empordef (Estado Português) e os restantes 65% pela Air Holding, a qual é constituída por Embraer (60%) e EADS (40%). Sendo a EADS o fabricante do A400 assim como do C-295 entre outros, julgo que tal seria sempre muito complicado.

    Relativamente às OGMA, julgo que é importante referir que esta foi a entidade seleccionada pela EADS para fazer o upgrade do sistema de missão dos P3 brasileiros, uma vez seleccionado tal sistema (FITS) pelo Governo Brasileiro. Portugal necessitando de fazer o mesmo tipo de upgrade ao mesmo tipo de avião, e já tendo os C-295 com esse sistema, fez uma adjudicação directa, logo sem concurso, à Lockheed Martin para que esta fizesse o upgrade para o sistema da Lockheed. Escusado será dizer que o trabalho não foi executado nas OGMA.

    Quanto à criação e modernização de um cluster aeronáutico em Portugal, e de tal não poder vir a ser feito através da aquisição de material bélico, dou como exemplo o caso Espanhol. A modernização das Forças Armadas Espanholas fez com que hoje a Espanha tenha uma forte indústria a nível mundial alavancada na área da Defesa. Dou como exemplos as seguintes entidades: EADS-CASA (facturação em 2006: 9 427 Milhões de Euros; Empregados: +7000) INDRA (facturação em 2006: 2 150 Milhões de Euros; Empregados: + 22000).

  25. Complico não é sinónimo de impossível… Especialmente se essa parte desse fabrico conduzisse a exportações para a Europa. O A400 pertence a outra gama, assim como o C-295, posicionando-se o C-390, a meio, entre os dois. Seria por exemplo, um bom substitituto para a nossa frota de C-130H, um problema para o qual ainda não temos solução…
    Desconhecia esse upgrade e o facto dele vir a ser feito nas OGMA. É sem dúvida mais uma boa notícia para a Lusofonia.
    Defendi já bastas vezes por aqui a formação de um “cluster de Defesa”, alimentado por todos os projectos de re-equipamento futuros e sempre em parcerias com países da Lusofonia, Nato e Europa, de forma a garantir a rentabilidade dos investimentos. Potenciar a capacidade das Ogma seria um passo nesse processo, assim como colaborar localmente no desenvolvimento de novos projectos, algo que não tem acontecido…

  26. Bokaido diz:

    Más notícias, o Skylander foi à sua vida, para França…

    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F815AA4F-5262-44FA-85BC-F52D4E4A202A&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011

  27. Sim!

    muito má notícia!

    “A GECI Internacional deslocalizou o projecto da fábrica de aviões Skylander de Évora para a Lorena, em França, por motivos relacionados com “a burocracia”, na expressão de fonte próxima do grupo francês, da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. Com esta decisão do grupo francês, Portugal perdeu, segundo apurou o CM, a oportunidade de poder exportar 72 aeronaves por ano no valor de 300 milhões de euros.”
    http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=F815AA4F-5262-44FA-85BC-F52D4E4A202A&channelid=00000011-0000-0000-0000-000000000011

  28. adriano diz:

    Iso tudo se o lula e o pt nao acabarem com todos eses plonos com cortes misteriosos de verbas e a pulitica suja deles.

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