Os aerogeradores maglev da “Zhongke Hengyuan Energy Technology” chinesa
Posted by Clavis Prophetarum em 2007/12/04
Com toda a pressão para a utilização e desenvolvimento de energias alternativas está a decorrer uma série de trabalhos sobre novas formas de aerogeradores… Para além dos mais convencionais, como estes da Abrunheira (Mafra):

Estão a ser investigadas novas formas de construir aerogerados, mais eficientes, baratas e com maiores rendimentos. Uma das propostas mais interessantes é a de construir turbinas gigantescas, com tecnologia maglev, idêntica à utilizada em comboios experimentais de alta velocidade como o HSST em uso na China. Estas turbinas revolucionários usariam sistemas electroimãns permanente para eliminar completamente a fricção entre as partes móveis das pás e o corpo central do aerogerador, com uma tal eficiência que se estima que uma turbina custando 53 milhões de dólares poderia substituir até mil aerogeradores como estes três da Abrunheira e forneceder electricidade a mais de 750 casas. O sistema seria até tão eficiente que poderia gerar electricidade mesmo quando os ventos fossem tão pouco intensos que as as turbinas tradicionais não poderiam operar, como a apenas 5 Km/h, para além de custos de operação e manutenção muito inferiores e decorrentes do muito menor número de partes móveis.
Existem várias empresas a trabalhar nesta área, na China e nos EUA, sendo que a empresa chinesa Zhongke Hengyuan Energy Technology está a construir uma nova unidade fabril para construir novas e maiores unidades deste tipo, usando a tecnologia que parece dominar já em modelos de menores dimensões (ver AQUI).
A levitação magnética é um dos campos de vanguarda do desenvolvimento de energias alternativas aos combustíveis fósseis e um dos onde pode ser encontrado um maior retorno a mais curto prazo. O sistema consiste básicamente na substituição de rolamentos de esferas pela suspensão magnética dos pontos de união entre as pás dos rotores e o eixo central. O conceito implica o recurso aos chamados “imãs permanentes” e não a electroimãs convencionais como os que podem ser encontrados, por exemplo, no interior de todos os altifantes ou colunas de aparelhagem, já que os primeiros não necessitam de electricidade para funcionar, o que reduz o consumo do próprio sistema, com os mesmos benefícios em custos de manutenção resultantes da eliminação de partes móveis e do aumento da vida média do próprio aerogerador. O conceito de aerogerador maglev pode também potencialmente produzir aerogeradores realmente grandes capazes de gerar mais de um Gigawatt de potencia, com um aumento de eficiência sobre turbinas convencionais de mais de 20% e custos operacionais inferiores a 50%.

(Projecto de um aerogerador maglev como o que está a ser construído na China central in http://www.inhabitat.com)
Desde 5 de Novembro de 2007 que na China central se constrói a maior instalação do mundo deste tipo tendo a Zhongke Hengyuan Energy Technology investido mais de 400 milhões de dólares neste demonstrador de tecnologia, esperando uma produção de electricidade entre os 400 e os 5000 Watts. E se tudo correr como esperado vai colocar a China claramente na vanguarda tecnológica numa área decisiva para a redução da produção energética por fontes convencionais, contribuintes directas para o Aquecimento Global, do qual, recordemo-nos a China é já hoje o maior contribuinte mundial… Talvez agora, com a entrada australiana no Protocolo de Quioto, com a mais que expectável vitória Democrática (Hillary Clinton) e o retorno dos EUA a Quioto, a China encontre contexto bastante e engenho tecnológico suficiente para aderir também ao Protocolo… Esperemos é que não seja tarde demais… para todos nós.
Fontes:
Engadget
InHabitat
Wind-tech International
















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