Estarão a preparar… a venda do BCP a um banco estrangeiro?
Posted by Clavis Prophetarum em 2008/02/11
“Na PT era contra a oferta da Sonae de 10,5 por acção, acabou vender a sua posição abaixo desse valor. Pouco tempo depois, a PT comprou duas operadoras locais de televisão por cabo que ele detinha. Quis comprar o Benfica, mesmo sabendo que o não podia fazer. Afirmou que era para ajudar o clube, apesar de a operação não trazer nem um cêntimo para os cofres do Benfica. Pelo meio insultou jogadores e tornou-se conhecido da outra metade de Portugal que não fazia a mínima ideia de quem era” (…)
(…)
“Continua a ser oposição à administração do BCP ao liderar uma campanha bastante prejudicial para o banco (apesar de ele próprio ser um dos maiores accionistas de referência para o banco). O BCP está de tal modo fragilizado que uma oferta pública hostil sobre o banco parece ser apenas uma questão de tempo. Será este o seu objectivo? Mas porquê?”
João Vieira Pereira
Expresso, 15 de Dezembro de 2007
E então? Já adivinham de quem se trata? Uma pista… É alguém que Mário Crespo leva à SIC Notícias praticamente todos os dias, dando assim cumprimento a uma agenda pessoal de defesa de interesses próprios esperando em troca alguma migalha que sobeje da mesa do dito Especulador-Mor do Reino. Com efeito, falamos aqui de “Joe” Berardo em que o próprio nome mediático implica uma cedência à influência do dito, e podem passar a chamar de “ClaWis”. Pois. As suas manobras aquando da Guerra Sonae.com-PT revelaram-se quando aproveitando a influência conquistada aqui, vendeu activos à PT… O “golpe mediático” contra o Benfica serviu-lhe para multiplicar a audiência televisiva e aumentar assim a sua influência junto dos pequenos accionistas na actual guerra fraticida e autofágica que devora o BCP. Cada vez que Mário Crespo o entrevista e lhe oferece monólogos contra o BCP, as acções do Banco caiem, e Berardo compra… Cada vez que um pequeno aforrador ouve Berardo abater o BCP, acções mudam de mãos… Na direcção dos cofres de Berardo. A sua estratégia parece clara: afundar o Banco, e comprar as suas acções. Para reduzir o seu valor na Bolsa e assim potenciar a sua venda a um dos grandes bancos espanhóis que o cobiçam já há anos? Talvez… É claro que agora com os sinais evidentes de crise profunda no sector financeiro espanhol a sua estratégia parece comprometida no curto prazo, já que nenhum banco deverá realizar grandes investimentos ou aquisições no negro ano de 2008. E especialmente negro em Espanha com o necessário mas violento ajustamento que vai ocorrer no sector imobiliário, motor do crescimento castelhano nas últimas décadas.
Paradoxalmente, o maior inimigo de Berardo é a… Bolsa, o mesmo Meio que fez dele aquilo que ele é hoje, e simultaneamente aquele Meio que com a sua abrupta queda verificada e que se acentuará nos próximos tempos mais está a afectar o bom curso dos seus planos.
















