
(A fuselagem do A-400M a ser construída em Sevilha in http://blog.flightstory.net)
O A-400M é, sem dúvida, um dos programas aeronáuticos europeus mais problemático de sempre. Até certo ponto tais problemas são compreensíveis e até, expectáveis. Trata-se de um aparelho completamente novo, o primeiro do seu tipo jamais contruído pela “Airbus Military” e implica longas e complexas negociações políticas e técnicas entre os diversos parceiros do consórcio europeu. Na verdade, por cada parceiro do projecto, multiplicam-se as possibilidades de atrasos, erros, falhas de comunicação e projecto, custos de transporte de peças e equipamentos e problemas de montagem.
O A-400M sofreu de todos estes problemas, e por essa razão que o projecto ainda que tenha começado em finais da década de 70 como uma alternativa europeia para o substituto dos C-130 Hercules e Transall C-160 que eram (e são) usados extensivamente por vários países europeus ainda hoje não conseguiu colocar um único A-400M no ar… Contudo, finalmente, tudo se encaminha para que o primeiro aparelho venha a voar ainda antes do final de 2008.
Quando começar a ser comercializado, a concorrência do A-400M será limitada basicamente ao último modelo do C-130, o C-140J, um avião envolto em grandes polémicas e com uma má reputação entre os seus operadoes, não tanto porque seja afinal apenas uma modernização de um avião que voa já há cinquenta anos, mas porque essa concepção já não é adequada a muitas das necessidades atuais, e atualizar o seu equipamento significa que se teve que sacrificar capacidade de carga. Uma alternativa mais viável – já presente no mercado – seria o C-17. Muito mais moderno e capaz, mas bastante dispendioso e caro de manter. O C-390 da Embraer poderia ser também uma alternativa… mas o projecto ainda precisa de sair das pranchas de desenho para poder ser um competidor ao C-17 e ao A-400M…
O projecto inicial do A-400M esperava construir aparelhos para equipar as forças aéreas da Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha, Turquia, Luxemburgo, Reino Unido e Portugal, mas Portugal e a Itália retirar-se-íam posteriormente do projecto, retiradas que foram compensadas pelo interesse, manifestado em 2005, da África do Sul e da Malásia. No total, há 192 encomendas confirmadas para o aparelho, tendo a última entrega sido calendarizada para 2021. O primeiro avião de produção deverá ser entregue à força aérea francesa em Abril de 2010, seis meses mais tarde do que a data prevista, mas a “Airbus Military” já avisou que poderia haver ainda um atraso adicional…
O primeiro A-400M (número de série MSN001) está a ser montado em Sevilha e concentra-se agora nos novos motores Europrop International TP400-D6 que serão instalados e ensaiados em voo real num avião C-130K, algo que já devia ter acontecido em 2007, e que ocorre agora com um atraso de quase um ano.
Fontes:
http://www.flightglobal.com/articles/2008/04/23/223202/airbus-military-battles-to-meet-a400m-first-flight-target.html
http://www.janes.com/news/defence/air/idr/idr071003_1_n.shtml















