A Índia está a escolher 126 caças por 12 biliões de dólares entre seis concorrentes
A Índia abriu finalmente o concurso para a aquisição de 126 caças por 12 biliões de dólares. O valor e o número de aparelhos envolvido fazem deste o maior programa de aquisição a decorrer atualmente no mundo e, consequentemente, despertou o máximo interesse dos maiores fabricantes do mundo…
Eis os modelos propostos:

(F-16IN in http://indianaerospace.files.wordpress.com)
(Obrigado ao Cravo pelas correcções)
F-16IN Falcon: A Lockeed Martin propôs o F-16IN, uma versão do caça mais fabricado dos dias de hoje, com mais de 4500 unidades, na sua versão F-16E Block 60. O F-16IN seria adaptado às necessidades especificadas pelo caderno de encargos indiano. O F-16IN será construído parcialmente na Índia e nos EUA e terá radares AESA. E enfrenta como maior objecção o facto do caça ser já utilizado pelo Paquistão, o arquinimigo da União Indiana…

(F/A-18IN Super Hornet in http://www.history.navy.mil)
F/A-18IN Super Hornet: A proposta da Boeing tem um especial enfoque no baixo custo de operação e manutenção do aparelho, sendo que a empresa norte-americana sublinha a necessidade de manutenção do F-18 Superhornet em ciclos de apenas 6 mil horas de voo ou mesmo mais…

(Typhoon Eurofighter in http://home.quicknet.nl)
Typhoon Eurofighter: A “European Aeronautic Defence and Space Company” (EADS) propõe à Índia o Typhoon Eurofighter, um caça multi-funções já seleccionado por muitas forças aéreas europeias e pela Arábia Saudita.

(MiG-35 in http://www.snariad.ru)
MiG-35: É a proposta russa, incluindo motores vectoriais. A Sukhoi não parece ter estado interessada neste concurso, curiosamente… Por tradição, a maioria dos aparelhos indianos, são de origem russa, como os MiG-21 que vão substituir, mas também existem aviões franceses (Mirage 2000) e britânicos (Hawk), de qualquer forma essa tradição é uma vantagem para a MiG, assim como a tradição brasileira para aviões franceses favorece o Rafale…

(Saab Gripen in http://www.militaryfactory.com)
Saab Gripen: Esta é a proposta da empresa sueca Saab, revigorada recentemente pela apresentação de uma nova versão deste caça, a “Saab Gripen Demo” com novos motores e aviónica melhorada. Um dos pontos fortes da proposta sueca é a transferência de tecnologia.

(Dassault Rafale in http://www.atfx.org)
Dassault Rafale: A proposta francesa é agora o Rafale, depois de ter retirado, espontaneamente o Mirage 2000-5 da corrida. A Dassault declarou-se pronta a entregar 40 Rafale quase instantaneamente.
Os dossiers foram entregues (alguns têm mais de dez mil páginas, como o da Lockeed) e estão agora a ser estudados pelas altas patentes da força aérea indiana e a sua decisão não deverá levar muito tempo até ser tomada, já que em Agosto de 2007, a sua força áerea alcançou números mínimos de aparelhos operacionais, de apenas 576 aviões (30 esquadrões), quando em 2000 eram ainda 750 aparelhos (45 esquadrões)… Esta crise, aliás, levou ao relançamento deste programa de reequipamento, pensado desde o início como um programa de substituição da extensa frota de caças soviético MiG-21 da década de sessenta ainda em uso na força aérea indiana.
O caça vencedor deverá ter as suas primeiras 18 unidades seriam fabricados no país de origem e a Índia construiria localmente, na “Hindustan Aeronautics Limited” (HAL), os restantes 108, ficando os últimos 64 como opção.
Fontes:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/4242589.stm
http://www.presstv.ir/detail.aspx?id=53565§ionid=351020402
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Ah “valenta” Índia! Assim é que se mata a fome à tua gente! Alguém disse que a Ìndia não era um país democrático em acelarado desenvolvimento?
Um abraço do caminho marítimo para a Índia
Humm… O Typhoon seria a melhor escolha.
E o Rafale para o Brasil.
Pata Negra: Como em tudo: uma Índia desarmada não interessa a ninguém, mas uma Índia a dispender em Defesa uma parcela exagerada do seu orçamento também não…
A índia está cercada por duas grandes potencias, o Paquistão, o seu arquinimigo e a China que:
“n 2004 and 2005, the Chinese economy grew by 10.1 per cent and 10.2 per cent respectively, and according to IMF estimates, it is set to grow by 10 per cent each in 2006 and 2007. The White Paper mentions that from 1990 to 2005 the average annual expenditure on defence has registered a 15.36 per cent growth rate, which translates into nearly 10 per cent of real annual average growth rate, after negating the inflationary pressures based on consumer price index. The defence budget for 2006 is set at US$35.6 billion, up by 12.5 per cent from $30 billion in 2005.”
que gata 12.5 do seu PIB em Defesa.
A Índia deveria manter pelo menos a paridade neste domínio, mas
“Unlike China, in India there is no stated policy of linking growth of defence expenditure with that of economic development. Investment in defence is looked upon as wastage of funds, and crowding out of social investments. In the last five years (2001-02 to 2004-05), annual average Indian defence expenditure has grown by 8.9 per cent at current prices. At the same rate of growth, India could afford $30 billion at the end of the next five years and around $45 billion at the end of the next ten years. This leaves a huge gap between Chinese and Indian investments on Defence. Unless India makes a huge stride in defence investment, allocates a fixed proportion of GDP on Defence, and links defence expenditure with economic growth, the country will be left far behind China in the span of 5 to 10 years, a gap that will be virtually impossible to bridge.”
http://www.idsa.in/publications/stratcomments/LaxmanBehera310107.htm
tal não só não está a acontecer, como a sua posição relativa está a reduzir-se mais e mais…
por isso, estes 16 biliões são muito pouco. Alimentariam muitas bocas, sem dúvida, mas também vão criar muitos empregos, como digo “O caça vencedor deverá ter as suas primeiras 18 unidades seriam fabricados no país de origem e a Índia construiria localmente, na “Hindustan Aeronautics Limited” (HAL), os restantes 108, ficando os últimos 64 como opção.” e irão garantir a importação de muito know-how que pode ser usado para criar ainda mais riqueza…
HSMW:
E eu, no lugar dos indianos, e tendo em conta que se trata de um herdeiro do MiG-21, escolheria o Grippen ou o Rafale… O Typhoon é muito “interceptor” puro par esse papel, e nesse a Índia já tem os seus Su-30…
Para o Brasil continuo a favorecer o Rafale, mas apenas porque poderia também tomar o lugar dos A-4, no SP… sem esse factor escolheria o Su-30.
Ainda que acredite hoje que o melhor é cancelar o FX2 e ir a todo o vapor (e investimento) para o PAK-FA, modernizando apenas os aparelhos atuais.
Nós, brasileiros, estamos fadados a ter o pior? fora Rafaele…
Se o Rafale fôr comparado item a item com o Su-30, perde em toda a linha, concedo.
Mas… É mais barato (logo poder-se-á comprar mais aparelhos com o mesmo dinheiro) e pode ser embarcado.
O factor decisivo será a construção local e a importação de know-how, acredito eu. Isso é que fará disto um bom ou mau negócio.
Mas repito a minha posição quanto ao FX2: Parar e concentrar tudo no PAK-FA.
O F-16IN proposto não tem semelhança com o F-16XL mostrado na imagem, é um configuração aerodinamica clássica com CFTs à semelhança do F-16E(block 60).
http://indianaerospace.files.wordpress.com/2008/03/newpicturege5.jpg
E também não é capaz de cruzeiro supersónico. Para além da aerodinamica clássica, o motor é um F110-GE-132 que nos últimos modelos permite ao F-16 voar ligeiramente acima da velocidade do som sem pós-combustão mas numa configuração limpa, sem cargas externas. Algo académico que já um Lightning fazia nos anos 50.
As novidades são a nivel da electronica.
Obrigado, Cravo. Já corrigi o texto (e a imagem, que de facto suspeitava, mas que foi a única que na altura encontrei como sendo a mais aproximada do IN…
De nada. A Lockheed-Martin disponibilizava uma brochura da proposta no seu site oficial mas por razões que desconheço entretanto já não está disponível.
talvez estejam a rever a proposta…
um F-16 ainda que Block 60 parece-me ser um candidato perdedor neste concurso… contra qualquer adversário, excepto o F-18 e talvez o Gripen (se este não fôr ainda o Gripen Demo)
Acho que neste caso o vencedor será escolhido mais por questões políticas que por qualquer outra razão. A proposta está a ser equacionada como um aparelho de segunda linha e não como o pilar principal da força aérea indiana (lugar reservado ao Su-30MKI). O contexto é por isso diferente do que acontece na maioria dos concursos deste género e acho que as questões técnicas terão menos peso. E por isso eu não poria o F-16 de lado caso a Índia pretenda uma qualquer aproximação aos EUA e ao mesmo tempo enfraquecer a posição do Paquistão face aos EUA. Obviamente os EUA darão prioridade a um cliente como a Índia. O MiG-35 seria a opção mais lógica e na minha opinião se não for o seleccionado será por razões políticas.
é exactamente o que penso.
por isso acho que o Typhoon não tem probabilidades de ganhar (é demasiado especializado e caro).
por uma questão de continuidade… juraria que a vitória é do MiG-35… por tradição…
e não me parece que a aproximação aos EUA seja mais importante do que a aproximação à Rússia… ainda não há muito tempo havia um boicote dos EUA… e esta nova Índia é demasiado orgulhosa para se ter já esquecido disso… e estrategicamente tem muitos pontos comuns com a Rússia (disputa com islamitas e rivalidade com a China), logo - politicamente - vai também favorecer a opção MiG.
É a minha aposta, pelo menos…
Se fosse uma escolha meramente técnica…
Escolheria Rafale ou Gripen.
O Rafale, Typhoon e F-18E, do ponto de vista puramente técnico nunca seriam opções por uma razão muito simples: são muito caros e a alternativa lógica seria adquirir mais Su-30MKI, que por um preço idêntico ou inferior a alguns desses três oferece mais capacidade, além de já existir a infraestrutura para os manter. Não faz sentido comprar aparelhos de “apoio” ao mesmo preço ou mais caros que o aparelho de primeira linha. E nesse contexto o F-16IN, Gripen e MiG-35, pelo preço mais baixo já fazem sentido.
O Rafale custa entre 50 a 64 milhões de euros… O Typhoon 110…
Eu colocaria o Rafale no segundo grupo…
Penso que há aí alguma confusão entre dólares e euros. Nunca vi uma referência a custos do Typhoon atingir sequer os 90 milhões de euros(flyaway cost). Sim, é muito caro, mas o Rafale também não é barato e eu inclui-o no primeiro grupo, que é o grupo dos que são mais caros que o aparelho de primeira linha indiano, o Su-30MKI(bem abaixo dos 40 milhões de euros), e que por isso nunca fariam sentido como aparelhos de “apoio”. Até porque do “primeiro grupo” o menos caro nem sequer é o Rafale.
Não, os preços eram em euros.
Há alguma divergência de fontes, porque como sabes, os preços podem ser muito diferentes de cliente para cliente, dependendo de muitas condições (como as contrapartidas).
Mas geralmente, o rafale aparece numa escala de preços muito abaixo do Typhoon.
por ex, na Wikipedia
Typhoon:
Unit cost £61.5 million,[3] €88.4 mil., $122.5 mil. (2007 flyaway cost)
Rafale:
Unit cost Rafale C: €51.8 million, US$62.1 million (2006)[1]
Rafale M: €56.6 million, US$67.9 million (2006)[1]
Sim, mas uma coisa é o “flyaway cost” que se refere ao aparelho sem mais nada (manutenção, armamento, peças etc) e outra coisa é o valor dos contratos que geralmente inclui outros extras e opções. Mantenho que nunca vi uma referência ao “flyaway cost” do Typhoon chegar ou ultrapassar os 90 milhões de euros(ainda assim um balúrdio). E tipicamente o Rafale custa cerca de 2/3 do Typhoon, o que também é uma enormidade quando comparado com os concorrentes. Não parece realista a India pagar mais de 50 milhões pelo Rafale podendo comprar mais Su-30MKI(tecnicamente superiores) por menos de 40 milhões.
Os caças europeus estão demasiado caros e o Rafale tem demasiada concorrência capaz de fazer um trabalho idêntico ou melhor por muito menos dinheiro.
sim, por isso é tão dificil comprar preços de aviões desta gama…
o valor de 110 milhões de euros pode ser exagerado (vi-o na Internet em foruns de discussão), mas repara como todos concordam com o facto de ser claramente mais caro que o rafale.
E os Su.30 estão fora desta disputa, que de facto é para um caça de “massas”, o que coloca o MiG-35 em clara vantagem…
Esta lista é muito interessante:
* Rafale
* Typhoon Austrian version: ‘03EUR 62 m
* Mitsubishi F-2 expensive, only built to maintain own industry, about ‘98USD 100 m
* MiG-29 about ‘98USD 27 m
* Sukhoi Su-27
* Sukhoi Su-30 ~38 m USD (Several variants)
o Sukhoi Su-30K for Indonesia: ‘98USD 33 m
o Sukhoi Su-30MKI for India, highly specified version: ‘98USD 45 m
* Gripen about ‘98USD 25 m
* Ching Kuo initially large order put cost per unit at $USD 24m
* F-15 ‘98USD 43 m
* F-16 late models about ‘98USD 25 m
* F-18 E/F model ‘98USD 60 m
* F/A-22 ‘03USD 152 m, based on production run of 276 aircraft costing USD 42 bn
* F-35 planned costs, based on version, in ‘94USD:
o F-35A 28 m
o F-35B 35 m
o F-35C 38 m
http://www.indopedia.org/Comparison_of_2000s_fighter_aircraft.html#Cost_and_Availability
não encontro o preço do MiG-35 em lado nenhum, mas aposto que não excede em muito os 30 milhões de euros por unidade…
espera!
encontrei:
Dassault Rafale More than �50m, depending on export sales
Eurofighter Typhoon Austrian version: ‘03 �62m
Mitsubishi F-2 US $100m
MiG-29 about ‘98 US $27m
MiG-35 ‘07 US $70m
Sukhoi Su-27 US $24m
Sukhoi Su-30 US $ ~38m (Several variants)
Sukhoi Su-30K for Indonesia: ‘98 US$ 33m
Sukhoi Su-30MKK/MK2 for China: ‘98 US$ 38m
Sukhoi Su-30MKI for India: ‘98 US$ 45m
Sukhoi Su-30MKM for Malaysia: ‘03 US$ 50m
HAL Tejas about US $23m
JAS 39 Gripen about ‘98 US $25m
Ching Kuo IDF (Taiwan) initially large order put cost per unit at US $24m
F-14 Tomcat ‘98 US $48m
F-15 Eagle ‘98 US $43m
F-16 Fighting Falcon late models about ‘98 US $25m
F/A-18E/F Super Hornet ‘98 US $60m
F-22 Raptor Fly away unit cost is about US $120m
F-35 Lightning II:
F-35A US $45m
F-35B > US $100m ‘06
F-35C US $55m
Source: http://en.wikipedia.org/wiki/4th_generation_jet_fighter
70 milhões? caríssimo… se fôr mesmo este o preço!
o que me diz que….
devo ter razão…
este concurso já é dos franceses…
ou dos suecos:
JAS 39 Gripen about ‘98 US $25m
metade do preço do rafale????
mas noutra, o gripen aparece:
“Unit cost US$76.1 million (2006, 25% VAT included)[1]”
http://en.wikipedia.org/wiki/JAS_39_Gripen
os preços são mesmo uma grande confusão…
Sim, isso é uma confusão brutal. Varia muito com o cliente, com a versão, com os equipamentos. E esse preço do MiG-35 está ridiculamente inflaccionado. O que é certo é que o Typhoon, Rafale e F-18E são mais caros que o Su-30MKI e o propósito deste concurso é seleccionar um aparelho de segunda linha, um pouco como o F-16 está para o F-15 ou como o MiG-29 está para o Su-27. Não se pretende gastar mais dinheiro num aparelho menos dotado, o objectivo é conseguir obtê-los em número elevado com o dinheiro disponível, ou seja, tem de ser mais barato. Se isso não acontecer é por razões políticas. Podemos fazer aqui umas apostas a feijões, mas eu não ponho os meus feijões em nenhum aparelho europeu.
Também acho o preço do miG-35 muito “puxado para cima”, mas repara que na internet são raras as referências ao seu preço e que as duas que encontrei referiam o mesmo preço…
Mais barato que o Su-30… Isso não deixa muitos nesta lista… Se admitirmos que o preço do 35 é pouco superior ao do 29, esse será o ganhador. Se o preço estiver afinal correcto apostaria no Rafale ou no Gripen como vencedores deste concurso.
“Umm,if the the Mig-35 needs to be as as good as the Soviets wanted it-supercruise,internal carriage of weaponry,AESA radars,Thrust vectoring engines….It’s cost would be around 60 million+ USD a piece!!!”
http://www.freerepublic.com/focus/f-news/1778903/posts?page=100;q=1
“F-18 Super Hornet can cost $50-70 million a piece………Mig-35 $30-50 million that to with a transfer of technology.”
http://aeroindia.org/node/115
A escolha do Rafale seria uma enorme vitória para a Dassault, um balão de oxigénio para o projecto deste avião.
Mas como o Cravo referiu, será a política a ditar o vencedor, e aí parece-me que o Mig-35 terá vantagem. Os russos de certeza que não querem perder a oportunidade de reforçar relações com a Índia, e poderão apresentar a melhor proposta em termos de preço por avião. Agora, manutenção e peças é que será ao bom estilo russo..
Sim… e a primeira exportação do aparelho, um decisivo empurrão para outras…
a MiG ainda precisa mais… da última vez que soube estava práticamente falida e a depender de alguns upgrades à frota de MiG-29 de alguns países do mundo…