
(O GSLV, o lançador a partir do qual será criado o lançador tripulado da Índia in http://www.isro.org)S
Sendo que a Índia prometeu – em 2006 – colocar em órbita o seu primeiro astronauta até 2015, corre agora em Bangalora (sede da agência espacial indiana, a ISRO) o dilema se este astronauta será um homem ou uma mulher… O projecto, designado de “Indian human space flight” está orçamentado em 10 milhões de rupias, mas ainda terá que ser aprovado pelo governo da União. Mas deverá ser aprovado já que, segundo admite a própria ISRO “se trata de uma questão de orgulho nacional”, especialmente agora que a China – eterna competidora da Índia – já colocou dois homens no Espaço e desenvolve a um ritmo constante e seguro o seu programa espacial tripulado.
Para que a Índia consiga colocar em órbita um astronauta o atual orçamento da ISRO de apenas 4 milhões de rupias deverá ser reforçado durante seis anos por mais 10 milhões, a dividir por estes seis anos. O primeiro passo a vencer será o desenvolvimento de um veículo espacial capaz de transportar dois astronautas numa órbita baixa (LEO) de 400 Km durante, pelo menos, sete dias. O veículo deverá ser desenvolvido a partir do atual “Geosynchronous Satellite Launch Vehicle” (GSLV), um dos lançadores mais fiáveis do mundo, mas que, para este efeito deve ser tornado ainda mais seguro, consistindo neste ponto o essencial das alterações a implementar no GSLV. O derivado do GSLV será então designado como GSLV-Mk II ou GSLV-Mk III e será testado pelo menos em três lançamentos antes de, por fim, receber a sua carga humana a caminho do Espaço. O GSLV é já hoje uma tecnologia amadurecida, tendo demonstrado a sua capacidade em 28 de Abril quando, de uma só vez, colocou em órbita dez satélites.
Em Janeiro de 2007, a Índia demonstrou dominar já algumas das áreas chave para colocar em órbita um astronauta ao lançar e recuperar a “Space capsule recovery experiment-1” (SRE-1) uma plataforma de teste para estruturas aero-térmicas, desacelaração e sistemas de flutuação, navegação, controlo de voo que regressou à Terra e que foi recuperada pela ISRO e que, aliás, deu a indicação de que a cápsula tripulada indiana regressará à Terra após uma amaragem, como os cápsulas americanas Apollo e ao contrário das russas Soyuz e das suas variantes chinesas que aterram em solo firme.
Para além desta primeira missão tripulada, para 2012, três anos antes, a Índia espera estender o sucesso da sua missão lunar Chandrayaan, lançada em 2008, com o lançamento de uma sonda robótica para Marte. A sonda marciana terá como missão estudar o solo e atmosfera do Planeta Vermelho e, conjuntamente com a colocação em órbita do primeiro astronauta vai colocar a Índia no mesmo passo que a China na corrida espacial, mas ainda aquém da Europa e dos Estados Unidos, graças à presença de ambos na Estação Espacial Internacional e à existência do projecto da NASA para o regresso à Lua e do ExoMars, o robot europeu que em breve evolucionará pelos desertos de Marte.
Fontes:
http://www.space-travel.com/reports/Mission_To_Space_May_Not_Be_A_Manned_One_ISRO_999.htmlhttp://www.hindu.com/2007/04/14/stories/2007041400870900.htm
http://www.isro.org/pressrelease/Nov07_2006.htm
http://www.indiaprwire.com/businessnews/20080428/29715.htm
http://www.isro.org/gslvd1/gslvd1.htm
















É tudo muito giro etc…mas…
com tanto milhar a morrer indignamente a prioridade é ir ao espaço?!
Ai se o Gandi fosse vivo!
Um @ração do
Zecatelhado
se fosse assim tão simples…
e quanto emprego e riqueza gera o programa espacial indiano?
e quanta nova tecnologia (de aplicação civil) não resulta daqui?
e, sobretudo, a Índia já não é um país de fomes endémicas:
http://www.indiaonestop.com/Greenrevolution.htm
http://www.indianembassy.org/dydemo/agriculture.htm
http://www.ifpri.org/pubs/ABSTRACT/ABSTR109.HTM