(Filme soviético ilustrando o desenvolvimento de vaivéns espaciais que haveria de levar ao Buran)
Depois de algumas (demasiadas) hesitações, o Kliper foi finalmente integrado como uma parte fundamental do programa espacial russo para as próximas décadas.
A Rússia dividiu por três fases a evolução do seu programa espacial tripulado:
1ª Fase: O desenvolvimento de uma versão das cápsulas Soyuz já começou em 2007. Esta nova versão (a atual é a Soyuz-TMA) que deverá ser utilizada pela primeira vez em 2011 vai transportar mais um tripulante que os três da versão atual. Será também capaz de realizar viagens até à Lua, sem a adição de foguetes e combustível adicionais.
2ª Fase: O sistema de cargueiros Progress, que têm servido de principal fonte de abastecimento da ISS, será substituído pelo Parom. Estes cargueiros incluorão um orbitador reutilizável e um módulo não-reutilizável com 12 m2 de capacidade de carga, uma enorme expansão a partir dos reduzidos 2,5 m2 oferecidos hoje pelas Progress. Segundo Anatoly Perminov, o primeiro Parom será lançado em 2009.
3ª Fase: O novo veículo será formado por 3 segmentos distintos e poderá ser lançado por foguetões Soyuz de uma nova geração, a Soyuz-2-3, encerrando assim os planos que a RKK Energia tinha de desenvolver um Soyuz-3, uma evolução a partir do lançador Zenit-2 ou de um novo lançador Angara. Este novo lançador será responsável por colocar em órbita um novo conceito de nave espacial gémea formada pelo par Parom-Kliper. Lançados separadamente, por dois foguetões, o módulo desabitado Parom poderá atracar em órbita com o Kliper tripulado ou, separadamente, atracarem-se ambos à Estação Espacial Internacional (ISS). Se acoplados em conjunto, poderão evoluir até à Lua ou, unindo-se a mais módulos Parom ou a módulos de outro tipo, avançar até Marte e regressar, voltando o(s) Parom(s) para a ISS e regressando o Kliper ao solo com os seus cosmonautas. O Kliper poderá transportar até quatro astronautas e será lançado até 2011.
A Rússia assume assim finalmente uma visão de longo prazo para a exploração humana do Espaço e para o regresso da Rússia à cena principal da exploração tripulada do Espaço. Cada elemento desenvolvido, testado e provado numa das três fases, servirá de assentamento e garantia para o sucesso da seguinte, e assim por diante até ao apogeu do programa que será uma missão lunar ou – até – uma missão humana a Marte, estando esta apenas em equação se forem estabelecidas das devidas parcerias e acordos com outras potencias espaciais, estando a Rússia preparada para uma tal missão entre 2020 e 2030, segundo a Agência Espacial Federal.

(O lander Phobos-Ground, o regresso russo ao estranho Phobos in http://www.federalspace.ru)
No campo da exploração espacial robotizada, a Rússia – completamente ausente neste domínio nas últimas décadas – antecipa também um regresso à cena internacional com sonda solar Koronas-Foton a lançar ainda este ano, o arranque do projecto marciano Phobos-Ground em 2009 e a várias missões lunares.
Fontes:
http://en.rian.ru/analysis/20061220/57396095.html
















sempre tive pena do Buran. O Kliper é algo que me agrada apesar de parecer um antececessor dos SS’s. Abandonar os Space Shutlles e o seu conceito será um erro a meu ver.
O nosso nível teconológico ( onde está ele?.. ) devia ter-nos levado a algo deste género:
http://www.feoamante.com/FeoNews/articles/FireFly/images/serenity_1152.jpg
Mas o que se vê é isto:
http://www.dkimages.com/discover/previews/941/55070744.JPG
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Sá:
eu sei da tua queda para os shutles… bem em baixo, com até a NASa e a ESA a fugirem do conceito…
E olha lá, a Firelfy não me parece muito aerodinâmica! pelo menos se não contarmos com as moças no seu interior…
os foguetões são baratos e fiáveis… e os shuttle têm que ser quase reconstruídos em cada lanlçamento
A Firefly, não precisa de ser aerodinâmica, tal como não precisará nenhuma nave reutilizável capaz de VTOL. Não estou sozinho nesta posição. Já ouvi muita gente da NASA, por exemplo, dizer mais ou menos aquilo que eu digo. Abandonar os shutles é como passar dos F86 novamente para os Bristol Bulldog! É um retrocesso. Imagina se o avanço da aeronáutica tivesse sido definido por essas duas permissas – Barato e fiável. Provavelmente o Homem hoje ainda voaria nos… Bristol Bulldog… Os shuttle já devia ser muito mais avançados, sem necessitarem dessa reconstrução. Para mim, a exploração espacial humana, não pode existir sem o tal factor humano.
não precisa? então e a reentrada e a aterragem, Sá?
os lançadores são baratos, fiáveis e… menos perigosos que as naves reutilizáveis… pessoalmente acredito que assim continuarão até à aparição de canhões electro-magnéticos para lançamento de satélites e do elevador espacial, mais tarde…
Não me parece que a reentrada precise de aerodinâmica, mas sim um bom escudo térmico… Na aterragem haveriam motores poderosos e porque não uma superficies de sustentação ( asas )rectrácteis. A Firefly era um exemplo, mas é uma nave no seu conceito.
Se o perigo não for um factor que tem de entrar na equação, então vale mas esquecer o espaço.
Os shuttle ou algo do género são o futuro. Satélites e sondas são… muito pouco! São os tais Bristol… barato, fiável, sem perigo… Olha se nas Descobertas se pensasse assim… Teriamos enviado botes não tripulados, com uma bandeirinha…
sim, precisa. Porque depois do choque térmico, vem a atmosfera e aterragem… e aí ou há paraquedas (com menor controlo do local de aterragem) ou… asas. E que permiteem uma aterragem mais suave, essencial se queremos reutilizar o aparelho…
não… os lançadores são uma fase transitória. O kliper russo e o csts russo-europeu são uma espécie de shuttle, mas com foguetes convencionais. Penso que esse é o futuro a curto prazo.
e a longo…
é o space elevator.
Não, não precisa! Ehehe! Por isso é que teria motores capazes de contrariar a velocidade de pós-reentrada. Além do mais teria as tais asas de que falei em cima. – reapara que não exclui asas para voos atmosféricos. A aterragem poderia ser VTOL. Os paraquedas são tão… anos 60.
Os lançadores ( belo eufemismo para foguetões… )deviam ser uma fase transitória nos anos… 80/90. Agora exigiam-se naves!
Nunca vamos acertar agulhas nisto, pois não?
ehehe!
sim, mas a um custo de combustível proibitivo!
repara que mesmo o phoenix, que usou retrofoguetes na fase final da sua descida, dependeu de paraquedas na maior parte da mesma…
e ele tem um peso muito inferior ao de uma cápsula tripulada…
não, para a fase final são mesmo precisos paraquedas (Orion ou Soyuz) ou asas (Shuttle, Kliper ou CSTS)
hehehe.
acho que não…
não tenho essa fé inabalável nas virtudes dos shutles, lamento… mas gosto de versões moderadas dos mesmos, como o Kliper…
“o phoenix, que usou retrofoguetes na fase final da sua descida, dependeu de paraquedas na maior parte da mesma…”
Teriam de ter motores bem mais poderosos, claro! Não existem, mas já poderiam existir se não canalizassemos toda a tecnologia para telemóveis e tretas do género.
E volto a referir que não descartei o uso de asas!!
“não tenho essa fé inabalável nas virtudes dos shutles, lamento… mas gosto de versões moderadas dos mesmos, como o Kliper…”
O shuttle deveria evoluir para uma espécie de c130 “espacial”, que levantaria sem ajuda dos antiquados “lançadores” e aterraria na vert. ou horiz.
Continuar a usar coisas que pouco mais são do que V2 modernos, não me parece conter qualquer futuro, a não ser esta linha actual de exploração espacial “baratuxa” e timida.
Mantendo as comparações, vejo os lançadores ( do imaginário dos anos… 30? 40? 50?… ) como os Zeppellin, em oposição aos aparelhos mais pesados que o ar ( aviões ).
O Kliper não é uma versão moderada é um retrocesso.
O futuro terá de passar por shuttles ( atmosféricos e espaciais ) que servirão para construir uma verdadeira estação espacial para substituir aquela coisa actual que parece uma junção de modulos da MIR e da Skylab. Aliás, olhando para a MIR e para ISS existem poucas diferenças no conceito. E de quando é a MIR? 1986!! E a Skylab? 1973! E o MOL? Porra! Onde está a evolução tecnológica?
Nessa estação espacial “decente” ( laboratório, centro de comando e estaleiro ) seriam então construidas as naves apenas espaciais, digamos que algumas seriam naves de exploração e outras seriam “fragatas espaciais armadas”.
Gosto muito de foguetões… nos museus e nos filmes do Flash Gordon… São coisas tão antiquadas como a TV a P/B. Não! Ainda são mais antigos!
Esta exploração espacial barata, segura e lentinha não encaixa nas minhas expectativas…
Essa estação espacial já podia estar
a ser feita e podia ser algo como isto:
http://www.geocities.com/CapeCanaveral/8505/kubrick.gif
E se nos anos 40 Von Braun já pensava nisto…
http://www.astronautix.com/graphics/v/vbstat46.jpg
Bem tem um detalhe ai, a maioria dos planetas e satelites não tem atmosfera, e quando tem ou é muito rarefeita ou muito densa, o uso de paraquedas nessas situações não é suficiente. A phoenix precisou dos retrofoguetes justamente por falta de densidade da atmosfera de marte, a dita não conseguiria frenar a sonda o suficiente para pousar sem airbags ou retrofoguetes.
Do meu ponto de vista o Sá está correto em suas observações: o veiculo que for, terá que por seus meios pousar e decolar, não importando a atmosfera do local de pouso.
Obviamente que com a tecnologia hoje em uso não imagino como isso seria possível, mas para viagens espaciais o maior problema a ser resolvido ainda é a inercia.( Que no seriado star trek era resolvido pelo gerador de inercia. Hoje é pelo sinto de seguraça
)
Sá:
-> As asas são a forma mais económica e eficiente de fazer um veículo espacial regressar à terra. E a onde houver atmosfera, aliás. Por isso, serão uma constante por muito tempo… é que uma forma aerodinâmica (asas) custarão sempre menos do que qualquer combustível de qualquer sistema de foguetes!
“O shuttle deveria evoluir para uma espécie de c130 “espacial”, que levantaria sem ajuda dos antiquados “lançadores” e aterraria na vert. ou horiz.”
-> Sim, os planos originais do shuttle, da década de 70. Descartados pelo elevado custo do avião-mãe…
Continuar a usar coisas que pouco mais são do que V2 modernos, não me parece conter qualquer futuro, a não ser esta linha actual de exploração espacial “baratuxa” e timida.
“Mantendo as comparações, vejo os lançadores ( do imaginário dos anos… 30? 40? 50?… ) como os Zeppellin, em oposição aos aparelhos mais pesados que o ar ( aviões ).”
-> Os zeppelin hoje têm condições para regressar e aliás a sua fábrica não só não morreu como vai regressar em força com porta-contentores voadores! são uma boa ideia que regressa… assim como os lançadores!
“O Kliper não é uma versão moderada é um retrocesso.”
-> Porquê? Porque se baseia na muito bem provada célula da Soyuz? Isso é garantia de sucesso, não de falhanço… de qualquer modo, o Kliper, strictus seno, morreu, e agora fala-se no CSTS russo-europeu, maior e mais amplo, e mais redesenhado que o Kliper.
“O futuro terá de passar por shuttles ( atmosféricos e espaciais ) que servirão para construir uma verdadeira estação espacial para substituir aquela coisa actual que parece uma junção de modulos da MIR e da Skylab. Aliás, olhando para a MIR e para ISS existem poucas diferenças no conceito. E de quando é a MIR? 1986!! E a Skylab? 1973! E o MOL? Porra! Onde está a evolução tecnológica?”
-> Tu queres é isto…
http://www.daviddarling.info/images/2001_2.jpg
a velha ideia do von Braun…
“Nessa estação espacial “decente” ( laboratório, centro de comando e estaleiro ) seriam então construidas as naves apenas espaciais, digamos que algumas seriam naves de exploração e outras seriam “fragatas espaciais armadas”.”
)
-> Sim… um bom sonho… que requer… um elevador espacial para ser construído (a cada qual a sua fixação, ora!
“Gosto muito de foguetões… nos museus e nos filmes do Flash Gordon… São coisas tão antiquadas como a TV a P/B. Não! Ainda são mais antigos!
”
-> Os filmes do Flash da década de 30?
http://en.wikipedia.org/wiki/Flash_Gordon_(serial)
simplesmente deliciosos e uma excelente memória da minha infância!
Fred:
“Bem tem um detalhe ai, a maioria dos planetas e satelites não tem atmosfera, e quando tem ou é muito rarefeita ou muito densa, o uso de paraquedas nessas situações não é suficiente. A phoenix precisou dos retrofoguetes justamente por falta de densidade da atmosfera de marte, a dita não conseguiria frenar a sonda o suficiente para pousar sem airbags ou retrofoguetes.”
-> Sim, sendo que os airbags continuam a ser a forma mais fiável e segura de fazer aterrar uma sonda. Infelizmente com menor precisão quanto ao local da aterragem, razão pela qual a Phoenix usou foguetes e não airbags…
“Do meu ponto de vista o Sá está correto em suas observações: o veiculo que for, terá que por seus meios pousar e decolar, não importando a atmosfera do local de pouso.”
-> Sim, tem com os objetivos da Phoenix (precisão) e no local (marte)… mas na terra… os lançadores e as cápsulas com asas têm ainda um futuro muito promissor.
“Obviamente que com a tecnologia hoje em uso não imagino como isso seria possível, mas para viagens espaciais o maior problema a ser resolvido ainda é a inercia.( Que no seriado star trek era resolvido pelo gerador de inercia. Hoje é pelo sinto de seguraça
)”
-> No star trek…. ora, aí usavam o teletransporte!
-> Segundo confessou uma vez um produtor porque o orçamento era muito limitado e não podiam pagar a representação de naves a descer nos planetas…
Sá:
Caramba! Que coincidência!
o teu último comentário estava preso na caixa de spam (mais do que um url…) e não é que meteste precisamente as duas coisas que eu escrevi mais acima!? (von Braun e a estação de 2001)…
Bem, estamos de agulhas desacertadas nos metodos, mas dir-se-ia, que estamos em sintonia mental !
Vamos então a ver:
Naves tipo A
Como veiculo de ligação ( e defesa… ) entre a Terra e as Estações Espaciais, um veiculo tipo Shutlle, com capacidade de carga, motores atmosféricos capazes de o levar até à orla da atmosfera ( já foi feito… ) e depois motores de foguete ( ou algo melhor ) para sair da atmosfera. Entraria novamente na atmosfera e contrariaria a gravidade com uso de asas ( teria as tais asas retrácteis ou não ) e motores direccionais ( VTOL ) atmosféricos.
Existiriam naves apenas destinadas ao vacuo ( espaço – naves de exploração ou armadas para fazerem um asteroide ir pelos ares, por ex. ) essas naves ( fragatas espacias – ou cruzador… ) teriam no seu hangar nave(s) do tipo A ou do tipo B ( sem asas e sem motores atmosféricos – que refere e bem o Fred ) para vacuo ou atmosferas pouco densas.
As estações espaciais seriviriam de laboratório, ponto de reabastecimento (?), estaleiro de construção/reparação, centro de controlo.
E sim, seriam do tipo Von Braun…
Ok, vamos lá incluir os elevadores espaciais… Numa primeira fase, claro
Sim… Uma bela visão… aplicável daqui a uns 20 anos?
ou mais cedo… depende da sanha espacial chinesa e de quanto os EUA e a Europa se sentirem picados pelo desembarque chinês na Lua…
Vai uma aposta de que só então as coisas tornarão a aquecer?