Satélites movidos a… campo magnético terrestre

(O campo magnético da Terra)

Uma das abordagens mais radicais e inovadoras que estão hoje em estudo nos laboratórios da agência espacial norte-americana (NASA) é o uso do campo magnético terrestre como forma de propulsão para satélites em vez dos habituais, caros e… esgotáveis combustíveis químicos. Os primeiros testes, realizados no começo de Junho de 2008 num túnel de vento não foram contudo muito animadores, já que o satélite de teste explodiu e transformou-se numa nuvem de fragmentos de metal. Contudo, o conceito-base não foi questionado, e a NASA planeia prosseguir com as investigações nesta área que pode alterar radicalmente os custos e a duração útil de vida de um satélite, já que dispensa o transporte de foguetes e de reservatórios de combustível para manter as órbitas e compensar o inevitável decaimento das mesmas e a consequente perda do satélite.

Se a tecnologia se provar viável, assistiremos à erupção de uma série de microsatélites, muito baratos e não maiores do que uma caixa de cereais, mas funcionando em rede e logrando recolher desta ação conjunta as mesmas funcionalidades concentradas hoje num só complexo, pesado, caro e não-redundante grande satélite, os quais, frequentemente alcançam o tamanho de um pequeno automóvel ou mesmo – nos casos mais extremos – as dimensões de um pequeno autocarro.

A propulsão magnética que será o aspecto mais essencial destes microsatélites está a ser desenvolvida na Universidade Estatal do Michigan e é atualmente capaz de impulsionar um satélite a velocidades de até 4,5 milhas e meia por segundo. Dado que cada satélite terá um custo unitário muito baixo, poderão lançar-se até um milhão destes e se alguns se perderem, isso não vai afetar a missão final.

Fonte:
http://dsc.discovery.com/news/2008/06/05/satellites-magnetic-field.html

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7 Respostas a Satélites movidos a… campo magnético terrestre

  1. Anónimo diz:

    Uma vez assisti um teste da NASA. Foi esticado um fio condutor, com alguns kilômetros, entre o space shuttle e um sat, com objetivo de gerar eletricidade. O fio, ao atravessar o campo magnético terrestre, funcionava de maneira semelhante aos geradores a indução magnética tradicionais. O mesmo se partiu antes do planejado, porém gerou alguns kilowatts comprovando a teoria. Portanto fonte de energia não é problema para esse projeto.

  2. jnpnhr diz:

    esqueci de assinar.

  3. este teste?
    http://query.nytimes.com/gst/fullpage.html?res=9E0CEFDB173FF93BA15754C0A964958260&sec=&spon=&pagewanted=all

  4. jnpnhr diz:

    Esse mesmo. Grandes geradores espaciais poderiam sevir a terra, dessa forma, no futuro.

  5. bem, no Segredo do Espadão de Blake & Mortime a base secreta de Ormuz é alimentada por um cabo metálico esticado até ao fundo oceânico e que pela diferença de temperatura entre a superfície e o fundo, gera electricidade…
    inversamente idêntico a este projeto, hem?!

  6. jnpnhr diz:

    Diferença de temperatura como na maquina de Robert Sterling de 1816: http://tecnocientista.info/blog/?p=360
    ou como no Radiômetro de Crookes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Radi%C3%B4metro_de_Crookes
    no mar melhor seria Cobra de borracha que gera energia: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=-cobra–de-borracha-vai-gerar-eletricidade&id=010115080709

  7. 1816…
    a ideia já anda por aí desde à mais tempo do que o livro de Jacobs (1953)…

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