Do cinzento futuro dos navios de médio porte na Marinha dos EUA
Posted by Clavis Prophetarum em 2008/07/09

(DDG-1000 in http://peos.crane.navy.mil)
Se há ramo nas forças armadas dos EUA que apresenta para o futuro próximo uma perspectiva de redução de poder mais marcante, esse ramo é, sem dúvida, o do Poder Naval.
Todas as marinhas do mundo fazem assentar o essencial do seu poder em navios médios de superfície, e são os seus números e qualidade que definem efectivamente a capacidade operacional de uma Marinha. Submarinos e Porta-aviões são navios especiais e – até certo ponto – acessórios e complementares e frágeis se considerados isoladamente… Qual a utilidade de um porta-aviões sem escoltadores? De que serve um submarino para garantir a superioridade aérea ou para apoiar uma frota de desembarque? Sendo assim, seria de esperar que nos planos de renovação da US Navy constassem em especial destaque estes navios médios de superfície. Mas não é assim…
A gravidade da situação fica especialmente clara quando sabemos que o essencial da modernização assenta na concepção e construção de um novo tipo de destroyers, o DDG-1000, e que este embora tenha já dez anos de trabalho de desenvolvimento ainda não produziu um conceito solido e começa agora a ver o seu financiamento a ser questionado no Congresso.
O DDG-1000 devia ser complementado por uma nova geração de cruzadores lança-mísseis, designada CG(X) e um novo tipo de fragatas conhecida como “Littoral Combat Ship”, sendo que destes três projetos, apenas o ultimo esta bem encaminhado para chegar à fase de produção.
As dificuldades do DDG-1000 são evidentes quando vemos que de uma estimativa inicial de 32 navios, se passou hoje para apenas 12 navios desse tipo. Sendo que no Congresso dos EUA, alguns congressistas defendem que esse numero terá que ser reduzido para 12 ou mesmo para… Duas unidades! A espantosa subida do custo unitário de cada navio que tal decisão provocaria faz surgir um coro crescente de vozes que defendem a extensão da construção dos destroyers DDG-51, cada dois tendo o mesmo preço de um novo DDG-1000, e ainda capazes de receber novos equipamentos e actualizações que os tornem um navio moderno e eficaz nas próximas décadas.
Fonte:
http://www.spacewar.com/reports/Thompson_Files_Stick_with_the_DDG-51_999.html
















Fred disse
Tudo bem que o alm. ZUMWALT pregava meios eficientes e em quantidades menores, mas assim já está dificil! 2 unidades?
Clavis Prophetarum disse
é mesmo.
a lógica parece ser ter uma marinha pequena mas muito moderna e eficiente, mas com números tão escassos como poderá a US Navy ter uma presença global semelhante à atual?
este artigo ilustra bem como os EUA já não serão daqui a 20 anos a potencia global que hoje estamos habituados a ver…
Fred disse
Bem, 20 anos não sei Clavis, o conceito de capacidade de atuação em duas frentes distintas ainda está em vigor. uns 50 anos pode até ser, mas para ser sincero, creio que nesta metade do século, pouca coisa vai mudar na ordem mundial.
Enquanto o dolar for paradigma mundial eles realmente vão mandar! o larjan ainda manda!
Clavis Prophetarum disse
ainda está, mas com esta redução de meios, não poderá estar daqui a 20 anos…
não de forma significativa
o dólar está a começar a deixar de ser aquilo que era… antes dele havia a libra e depois dele que virá?…
o euro, como quer o Irão e a Venezuela?
Fred disse
Possivelmente o Euro sim, porque não?
só não pode ser o yen,
Clavis Prophetarum disse
cada dia que passa estamos mais perto disso mesmo…
ainda hoje, o FED teve que intervir para salvar mais um banco…
com 4 triliões de empréstimos hipotecários nos EUA, se o FED tem que intervir mais, a dívida (imensa) dos EUA duplica e aí… o dólar afunda ainda mais…
Fred disse
é eu li, antigamente também salvavamos bancos por aqui, hoje em dia estamos prendendo os baqueiros
O mercosul está migrando para abolir o dolar também, se não estou enganado, já algo assinado com a argentina abolindo o dolar nas negociações.
Fred disse
baby steps
Clavis Prophetarum disse
”
Tamanho
Da Fonte
Brasil e Argentina fecham acordo para substituir o dólar
por Gazeta Mercantil
01/07/2008
Iniciativa foi lançada em julho de 2005 e demorou quase três anos para que se projetassem os sistemas de compensação monetária
Os governos da Argentina e do Brasil acertaram nesta segunda-feira os últimos detalhes para adotar suas próprias moedas para o intercâmbio comercial e abandonar o uso do dólar,”
http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=49256
e muito bem.
como sabes, sou um defensor das virtudes das moedas locais como a vossa Palmas e os BerkShares dos EUA, por isso… uma moeda nacional é mais “local” do que uma internacional como o euro ou o dólar na defesa dos interesses locais.
Fred disse
Sim, só que nas americas.
Como tudo na vida, tem um lado bom e um lado ruim, as moedas transnacionais tem vantagens também, como a não ingerencia política nos bancos centrais.
Clavis Prophetarum disse
sim, mas implicam uma perigosa transferência de soberania para centros politicos que não foram submetidos a processos democráticos e retiram aos governos preciosas formas de resistirem às devassas da globalização.