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	<title>Comentários em: Sobre as múltiplas (11) razões da presente alta dos preços dos combustíveis fósseis</title>
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		<title>Por: Ricardo B</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ricardo B]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 23:20:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Permita-me discordar um pouco sobre a questão da refinação. 
Não creio que seja especialmente importante para o nosso mercado interno de combustíveis uma terceira refinaria ou que tenhamos condições económicas especialmente interessantes para garantir a viabilidade económica desta.

De facto, no total Portugal é um importador de refinados
Contudo, as duas refinarias da GALP não só satisfazem 75% das necessidades totais do país como produzem um excedente substancial de gasolina (que é exportado).

Além disso, os custos de transporte não são tão elevados que impeçam as refinarias estrangeiras, em particular as espanholas, de competir no mercado nacional. Como testemunho disso, apesar do excedente de produção de gasolina da GALP, há quantidades apreciáveis de gasolina a ser importadas.

Uma nova refinaria em Portugal teria de competir com as espanholas pelos 25% de défice que temos e ainda teria de competir com a GALP na exportação de gasolina (uma vez que não é tecnicamente possível simplesmente afinar para não produzir gasolina).

Sublinho que com isto não quero dizer que seja má ideia construir uma nova refinaria em Portugal. Há um défice substancial de capacidade de refinação no mundo e poderia ser uma boa fonte de exportações.
Apenas quero dizer, como disse ao início, que não acho que vá ter grande impacto no mercado nacional de combustíveis ou que este tenha especial capacidade de garantir a viabilidade económica desta hipotética nova refinaria.

Quanto ao projecto proposto pelo Monteiro de Barros, aparentemente descarrilou por vários factores. Como deve imaginar, cada lado apresenta a sua versão e nunca foi totalmente claro.

Aparentemente, um dos factores foi a exigência de que o estudo de impacto ambiental e subsequente aprovação do Ministério do Ambiente fosse feito num prazo excepcionalmente curto.
Outro factor foram as &quot;divergências&quot; com o Ministério da Economia sobre os &quot;incentivos&quot; económicos. 
A acreditar no Governo, os incentivos pedidos passaram de benefícios fiscais para um financiamento público de 1200M €...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Permita-me discordar um pouco sobre a questão da refinação.<br />
Não creio que seja especialmente importante para o nosso mercado interno de combustíveis uma terceira refinaria ou que tenhamos condições económicas especialmente interessantes para garantir a viabilidade económica desta.</p>
<p>De facto, no total Portugal é um importador de refinados<br />
Contudo, as duas refinarias da GALP não só satisfazem 75% das necessidades totais do país como produzem um excedente substancial de gasolina (que é exportado).</p>
<p>Além disso, os custos de transporte não são tão elevados que impeçam as refinarias estrangeiras, em particular as espanholas, de competir no mercado nacional. Como testemunho disso, apesar do excedente de produção de gasolina da GALP, há quantidades apreciáveis de gasolina a ser importadas.</p>
<p>Uma nova refinaria em Portugal teria de competir com as espanholas pelos 25% de défice que temos e ainda teria de competir com a GALP na exportação de gasolina (uma vez que não é tecnicamente possível simplesmente afinar para não produzir gasolina).</p>
<p>Sublinho que com isto não quero dizer que seja má ideia construir uma nova refinaria em Portugal. Há um défice substancial de capacidade de refinação no mundo e poderia ser uma boa fonte de exportações.<br />
Apenas quero dizer, como disse ao início, que não acho que vá ter grande impacto no mercado nacional de combustíveis ou que este tenha especial capacidade de garantir a viabilidade económica desta hipotética nova refinaria.</p>
<p>Quanto ao projecto proposto pelo Monteiro de Barros, aparentemente descarrilou por vários factores. Como deve imaginar, cada lado apresenta a sua versão e nunca foi totalmente claro.</p>
<p>Aparentemente, um dos factores foi a exigência de que o estudo de impacto ambiental e subsequente aprovação do Ministério do Ambiente fosse feito num prazo excepcionalmente curto.<br />
Outro factor foram as &#8220;divergências&#8221; com o Ministério da Economia sobre os &#8220;incentivos&#8221; económicos.<br />
A acreditar no Governo, os incentivos pedidos passaram de benefícios fiscais para um financiamento público de 1200M €&#8230;</p>
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