A resposta russa à retomada de controlo por parte da Geórgia do seu território na Ossétia do Sul é a primeira intervenção no estrangeiro do exército russo após a humilhante retirada do Afeganistão, em 1989. Esta atrevida reacção à operação do exército georgiano no seu próprio território só é possível no atual contexto internacional de reforço da Rússia pela via das exportações de petróleo e gás e devido à presente situação dos EUA no mundo, agastados com uma guerra no Iraque que lhe consome todos os recursos e governados pelo presidente mais impopular de sempre.
A Geórgia tem no seu território duas províncias rebeldes que gozam desde a guerra de 1992 de uma independência de facto: a Ossétia do Sul e a Abkhazia. Ambas, são regiões habitadas predominantemente por russos. Segundo a Lei Internacional, esses territórios são parte integrante da Geórgia, ainda que a maioria da sua população deseje a independência e seja etnica, cultural e linguísticamente distinta da restante população da Geórgia. Como… sucedia com o Kosovo, que a maioria das nações europeias se apressaram a reconhecer e que logrou ver a sua independência da Sérvia reconhecida sobretudo pela pressão dos EUA. Agora, a Rússia invoca o mesmo princípio para defender a independência (ou futura anexação na Rússia) destes dois territórios “russófilos” e torna-se flagrante que todos aqueles que criticiaram a independência do narco-estado Kosovar, pelo perigoso precedente que este impunha tinham razão… a caixa de Pandora está aberta e agora a Rússia usa os mesmos argumentos a seu favor.
A guerra em si mesma, tem o desfecho assegurado. Embora o exército georgiano não seja tão fraco como têm feito querer algumas notícias, não tem meios para suster uma guerra de elevada intensidade contra um exército como o russo durante muito tempo. Logo, as operações militares vão começar a abrandar nos próximos dias e fa-lo-ão apenas quando os russos declararem que os seus objectivos estão alcançados. E isso consistirá na expulsão da Ossétia do Sul de todas as forças georgianas que nela penetraram.
As forças georgianas têm impressionado os seus aliados no Iraque, pelo seu profissionalismo e elevado grau de prontidão. Estes dois mil homens que aqui estão destacados, são proventura dos mais bem preparados do exército georgiano, mas não são a excepção. Recordemo-nos que este país trava uma guerra de baixa intensidade com a Rússia e os separatistas do norte desde a sua separação da União Soviética e que as suas forças estão geralmente bem preparadas e treinadas. As imagens recentes de soldados sendo transportados em pickups e autocarros públicos são normais num contexto de guerra total, em que importa levar para a frente a maior quantidade possível de forças. Mas estas imagens – que passam sem cessar nas TVs – também são acompanhadas por colunas de tanques T-72, dos quais a Geórgia tem mais de 200 unidades, bem que os 140 que a Rússia terá feito entrar pela Ossétia do norte… E se temos visto muito as viaturas de reconhecimento de fabricação turca Otokar Cobra, a Geórgia não deixa de poder alinhar também com 200 BMP-1 e 2, assim como mais de 70 BTR-80. Nesta guerra, a decisão do vencedor será ditada – com em todas as outras – pela capacidade de concentrar meios e de os abastecer… No primeiro aspecto, a Geórgia tem a vantagem de estar mais próxima das suas bases, e o mesmo vale para os abastecimentos… Mas não tem a força aérea capaz de controlar os seus céus e de assim impedir os ataques aéreos que a Rússia já está a conduzir contra estradas, pontes e portos numa estratégia de “guerra global” que não víamos desde a Guerra do Kosovo, da NATO contra a Sérvia… É que além de um numeroso grupo de 35 aviões de ataque ao solo Su-25 (fabricados localmente na época soviética), apenas pode contar com os obsoletos 18 MiG-21 e com excelentes mas talvez inoperacionais 12 MiG-25… Um alinhamento incapaz de enfrentar com sucesso os conhecidos Su-27 da Força Aérea Russa.
Esta guerra é uma afronta russa na face da NATO. Em Abril, a NATO prometeu que deixaria que a Geórgia aderisse – provocando a ira russa, que assim se sente cada vez mais cercada – e esta guerra tem aqui também uma forte motivação… As forças da geogira combatem no Afeganistão e no Iraque ao lado das forças dos EUA, e este apoio (raro) carece de contrapartidas… mas atualmente, os EUA estão em declínio e Bush pouco pode prometer aos seus aliados caucasianos do que vãs e ocas palavras que a Rússia sabe que nunca poderão passar disso mesmo.
















MTU RUIM
oi
Quer tc
hauhaduashudhasudas
Vendo fusca 67, 6 mil real, ótimo estado de conservação.
^^
Inbecilidade Russa em querer tomar conta de territorios que nao sao seus,a Russia esta fazendo o mesmo que os EUA com o Iraque!!!
O pior, é os EUA afirmarem que a Russia esta errada, pois não se deve atacar outro país sem motivos……
Quero dizer, não apoiando a atitude Russa, mas está na hora dos EUA cuidarem um poco mais de seu umbigo, do que meter o nariz nos problemas dos outros países.
Srs.por uma questão de estratégia a Rússia concedeu aos ossetianos a nacionalidade , através do seu passarort…e se a Geórgia continuar a atacar os mesmos; vai acontecer novos embates; sejamos justos os geórgianos começaram td essa droga. Tem + e q enviar observadores p/ a região e rápido..sem ianks e franceses no meio. Assim vai ser + confiável .
vcs nao sabem de nada
lalala nem to’
^^
oi