Um dos processos de substituição mais importantes que a Rússia tem em curso é a substituição (finalmente!) dos bombardeiros Sukhoi Su-24 Fencer pelos modernos Sukhoi Su-34 Fullback. A substituição já decorre neste momento, mas muito lentamente…
O Su-34 é um dos melhores caça-bombardeiros da actualidade. Embora seja mais uma variante do Su-27, trata-se de uma variante recheada com todo o mais recente equipamento que a indústria russa pode oferecer a um avião de combate da sua classe. Concebido como um bombardeiro quase puro, desenvolvido nos finais da década de oitenta e com a designação de T-10V faria o seu primeiro voo em 1990 já como “Su-27IB”.
O Su-34 também foi pensado para substituir os 70 MiG-25RB e os 100 Su-24MR de reconhecimento que operam ainda hoje na força aérea russa. Mas o grosso da substituição vai assentar nos 400 Su-24M que serão substituídos pelos Su-34. No total, a Rússia deverá fabricar perto de 600 aparelhos deste tipo, para estes dois papéis, nos próximos 15 anos. Mas é aqui que começam os problemas… Só há planos para comprar 58 Su-34 até 2015 e menos de 300 até 2022. Isto significa que se os aviões de reconhecimento atuais na frota forem mesmo abatidos ao inventário em 2020, então a Rússia sofrerá uma redução dramática da sua força de bombardeiros e de reconhecimento dos 600 aparelhos actuais, espalhados pelo imenso território da Federação Russa para cerca de… pouco mais de 60, isto é, uma redução de 10 para 1 neste tipo de aparelhos! Para responder a esta lacuna, a força aérea russa tem realizado várias atualizações aos seus Su-24… Até recentemente, havia apenas 2 Su-34 em operação (entregues em Janeiro de 2007), e as estes irão juntar-se mais seis aparelhos em 2008… Mas só em 2010 é que estará formado o primeiro regimento aéreo com 24 aparelhos destes! Nos cinco anos seguintes, mais 46 Su-34 serão adquiridos… um número muito inferior à necessidade teórica de 600 aparelhos…
O caça-bombardeiro foi massacrado logo desde o início do seu desenvolvimento por problemas orçamentais. Isto levou a sucessivos redesenhos do aparelho e uma enorme oscilação de designações oficiais: Su-34, Su-34FN (versão naval), Su-34MF (multifunção), até regressar, finalmente à designação inicial de Su-34.
O Su-34 não foi criado com um aparelho de combate aéreo, tendo sido dada uma atenção muito especial ao longo alcance e à capacidade de reabastecimento em voo, mesmo a partir de outros Su-34 equipados com tanques externos de combustível. Os bombardeiros também estão equipados com dispositivos de guerra eletrónica. A maior parte das estruturas do Su-34 é idêntica à do Su-30, mas o nariz e a fuselagem dianteira foi completamente redesenhada de forma a suportar os dois tripulantes, lado a lado. Os motores, são os mesmos do Su-27, mas com entradas de ar fixas, o que reduz a sua velocidade máxima a apenas 1,8 Mach.
Dados do artigo da Wikipedia sobre o Sukhoi Su-35:
Crew: Two
Length: 23.34 m (72 ft 2 in)
Wingspan: 14.7 m (48 ft 3 in)
Height: 6.09 m (19 ft 5 in)
Loaded weight: 39,000 kg (85,980 lb)
Useful load: 8,000 kg (17,600 lb)
Max takeoff weight: 45,100 kg (99,425 lb)
Powerplant: 2× Lyulka AL-35F turbofans, 137.2 kN (30,845 lbf) with afterburner each
Performance
High altitude: Mach 1.8 (1,900 km/h, 1,180 mph)
Low altitude: Mach 1.2 (1,400 km/h, 870 mph) at sea level
Combat radius: 1,100 km (680 mi)
Ferry range: 4,000 km (2,490 mi)
Service ceiling 15,000 m (49,200 ft)
Wing loading: 629 kg/m² (129 lb/ft²)
Thrust/weight: 0.68
Armament
1× 30 mm GSh-30-1 (9A-4071K) cannon, 150 rounds
2× wingtip rails for R-73 (AA-11 ‘Archer’) air-to-air missiles
10× wing and fuselage stations for up to 8,000 kg (17,630 lb) of ordnance, including Kh-29L/T, Kh-25MT/ML, Kh-25MP, Kh-36, Kh-38, Kh-41, Kh-59M, Kh-58, Kh-31P, Kh-35 Ural, Kh-41, Kh-65S, Kh-SD, 2 Moskit, 3 Jachont air-to-ground missiles, KAB-500L/KR or KAB-1500L guided bombs, unguided bombs, B-8 rocket pods with 20 80 mm S-8 rockets, B-13 rocket pods with 5 122 mm S-13 rockets, O-25 rocket pords with 1 340 mm S-25 rocket, fuel tanks, EW- and reconnaissance pods.
Fontes:
http://www.flightglobal.com/articles/2007/01/04/211328/russia-gets-first-new-fighters-for-15-years-as-sukhoi-su-34.html http://www.spacewar.com/reports/Outside_View_Su-34_strategy_Part_1_999.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Sukhoi_Su-34
















Nunca vão conseguir substituir as unidades dos Su-24 e Mig-27 por Su-34, agora são necessários fundos e muito investimento para substituir tantas unidades.
Antes da queda do regime nem por isso ..
nunca, mesmo, garanto.
mas todas as potencias estão a fazer o mesmo: substituir aviões, por aparelhos em menor quantidade, mais muito mais caros e eficientes. isso vai dos eua (raptor) à europa (typhoon) até à china (cuja FA ainda opera sobretudo aviões obsoletos como o F-7 e o F-8)
a questão é saber se tão poucos aparelhos bastarão para assegurar a soberania no ar num território tão extenso como o russo…
A Rússia já não precisa de bombardeiros às centenas ou milhares como no tempo da guerra fria. Este tipo de aviões não garante qualquer tipo de soberania aérea, são aparelhos ofensivos, e um cenário de ataque em massa à Europa central(concebido durante a guerra fria, e o propósito original deste avião e dos seus antecessores) está completamente descontextualizado. O género de conflitos em que poderão vir a ser usados serão localizados e limitados, como no caso da Georgia.
Primeiro que tudo, a soberania aérea é garantina por regimentos de S-300, S-400 e outros sistemas antiaéreos móveis, altamente eficientes e capazes de cobrir áreas imensas.
A susbstituição de aparelhos antigos numa relação de um para um seria completamente irrealista. O mundo de hoje é completamente diferente do que era nos anos 80.
nem sempre os conflitos do futuro serão assim tão localizados… se a Rússia não tivesse tantos meios juntos da gerógia não teria dado uma resposta tão rápida e fulgurante… o que digo é que se o nº de aparelhos fôr tão baixo como parece vir a ser isso vai afectar a capacidade russa de reagir rapidamente em todas as suas fronteiras…
e que talvez fosse boa ideia manter além do Su-34 um outro vector, mais barato e menos tecnológico, mas passível de ser fabricado em maiores números…
Ja pensou a Rússia comprando caças da China de segunda linha num futuro próximo[...]