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As algas… uma saída dupla para o Aquecimento Global e para a crise dos combustíveis?

Posted by Clavis Prophetarum em 2008/08/13

A solução para os problemas do Aquecimento Global, da explosão dos preços de petróleo, do aquecimento global e até da crise alimentar pode residir numa única abordagem… A engenharia genética de algas.

Com efeito, algumas espécies de microalgas tem a capacidade de processarem dióxido de carbono, transformando-o em vários tipos de biocombustíveis. Outras, conseguem produzir proteínas e alimentos a custos muito baixos e em grandes quantidades.

Os trabalhos atuais consistem na identificação das espécies mais adequadas a serem alvo de transformação genética de forma a serem construídos bio-reactores em instalações industriais os quais, de facto, seriam tão simples como tubos transparentes (para que se produza a fotosíntese) cheios de algas que seriam colocados nos locais emissores de CO2 recolhendo esse de efeito de estufa e produzindo biocombustível.

Estes bio-reactores eliminariam simultaneamente dois ou mesmo três dos grandes problemas da atualidade: produzindo substitutos para o petróleo, reduzindo as emissões de CO2 e, eventualmente, produzindo até matéria orgânica que depois poderia ser transformada em alimentos.

O campo é tão promissor que se realizam hoje em dia trabalhos em varias instituições de investigação e ate em empresas como a Shell e a Boeing nesta área.

Uma das mais conhecidas entidades que trabalha hoje neste campo é o MIT que construiu um bioreactor que colecta emissores de uma unidade de cogeração idêntica aquelas instaladas em instalações industriais e que recolheu perto de 60 por cento do CO2 e mais de 85 por cento de óxido de nitrogénio. Estas microalgas – que não foram geneticamente modificadas – depois de terminado o seu ciclo de vida, podem ser removidas destes tubos e enterradas no solo, retendo aqui o CO2 que capturaram durante a sua permanência nos bio-reactores. Estas mesmas algas tem o potencial para serem geneticamente modificadas de forma a produzirem um bioóleo ou um protoalimento que pode depois ser adicionado a rações de animais ou servir mesmo de base alimentar para seres humanos.

O MIT estuda também a utilização destas microalgas em grandes lagos de forma a optimizar a produção de biomassa e a extracção de CO2 da atmosfera permitindo ainda a reunião de quantidades suficientes para produzir fertilizantes. Estes biocombustiveis não teriam os efeitos nocivos no meio ambiente e nos preços dos alimentos que têm os biocombustiveis de milho ou cereais, por exemplo, tendo o potencial para produzir mais e melhor bioóleo que qualquer alternativa terrestre, incluindo a muito eficiente cana do açúcar e o ainda mais eficiente óleo de palma cuja cultura é muito comum nos países da Indochina e na Indonésia. Outros investigadores trabalham sobre algas que produzem hidrogénio e procuram formas de aumentar a produção desse gás que muitos vem como o substituto da gasolina nas próximas décadas. De uma forma ou de outra, seja por bioóleo ou seja pela via do hidrogénio, parece claro que o futuro dos combustíveis – para mal dos corruptos Estados do Golfo e dos megamilionários russos que se passeiam em iates de megaluxo – está a residir cada vez nas… Algas.

Fonte:
www.energy-daily.com

2 Respostas to “As algas… uma saída dupla para o Aquecimento Global e para a crise dos combustíveis?”

  1. gaitero disse

    O MAIOR PROBLEMA É QUE COM O AQUECIMENTO DAS ÁGUAS MUITAS ESPÉCIES DE ALGAS IRAM MORRER…….

  2. nope.
    estas algas seriam colocadas em bioreactores, isto é, caixas… logo fora do oceano…

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