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Ainda que as multinacionais do ramo petrolífero continuem a alardear que não estão a beneficiar com a alta dos preços dos combustíveis, as suas taxas de lucro dizem outra coisa.
Por exemplo, os lucros do ultimo trimestre da BP mais do que dobraram, somando mais de 10 biliões de dólares, um notabilíssimo aumento de 148 por cento em relação a 2007. Não é preciso ser um economista para perceber que se os preços desceram de 147 dólares o barril em Julho, para 62 no principio de Outubro, ou seja 72 por cento. Paradoxalmente, do lado dos preços ao consumidor não é isso que se tem passado…
Naturalmente, a BP, explica estes lucros como “melhorias operacionais muito reais na refinação e um rigoroso controlo de custos em toda a companhia”. A BP alude também a um ligeiro aumento de produção em relação ao ano anterior. Mas omite completamente a explicação mais evidente: a margem de lucro aumentou devido à dilatação da diferença entre os preços do barril de petróleo e os preços de combustíveis no consumidor. E sendo assim, estamos perante um caso claro de abuso na formação de preços e de aumento de margem de lucro, não devido ao aumento de eficiência de processos e serviços internos, mas fruto de uma combinação velada e concertada de preços entre a industria petrolífera.
Fonte:
bbc.co.uk/news

















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