
(http://www.faa.gov)
Não deixa de ser tristemente curioso que uma das áreas tecnológicas mais avançadas do mundo: a Aviação, utilize ainda hoje no essencial a mesma tecnologia de orientação da Segunda Grande Guerra. Com efeito, as redes mundiais de tráfego áreo de longa distância continuam a depender dos radares convencionais e não podem usar – por força dos regulamentos internacionais – sistemas de GPS para se manterem dentro das suas rotas. A simples adopção do GPS, para manter os aviões em rotas mais perfeitas permitiria às companhias poupar pequenas fortunas por ano em combustível, uma questão especialmente importante em maré de alta de preços de combustíveis e de recessão mundial
Há contudo, finalmente, um plano para integrar a orientação por GPS com os métodos convencionais de orientação por radar e por compasso, denominado “NextGen“. Trata-se de um plano, conduzido pela FAA norte-americana orçamentado em perto de 35 biliões de dólares mas que poderá poupar às companhias de aviação dos EUA pelo menos 3,3 biliões de galões de combustível por ano, ou seja, mais de 10 biliões de dólares. O projeto deverá estar terminado até 2025, altura em que permitirá – per si – introduzir uma redução de 10% no consumo de combustível integrando-se assim perfeitamente no plano de Obama de reduzir a dependência dos EUA das importações de combustíveis fósseis. A este nível de poupança, o valor investido deverá estar amortizado em pouco mais de dez anos. E talvez então, os aviões comerciais estejam equipados com sistemas de navegação tão sofisticados como… os nossos carros.
Fonte:
http://www.environmentalleader.com/2008/10/20/gps-could-save-airlines-10-billion-per-year-in-fuel-costs/

















Comentários recentes