
(Uma das criaturas que Carl Sagan julgava poderem existir em Júpiter in http://stevyncolgan.blogspot.com)
A descoberta representa um passo muito importante para encontrar vestígios de vida extraterrestre. Contudo, parece não o caso deste planeta… Desde logo, porque não se trata aqui de um planeta de tipo terrestre. O planeta, designado por HD 189733b está demasiado próximo da sua estrela para poder suportar vida, tal qual como a conhecemos, mas a descoberta demonstra pelo menos a viabilidade tecnológica para encontrar CO2 num outro planeta, de condições mais amenas e que depois poderá ser estudado de forma mais aturada de forma a encontrar outras provas (como metano) mais cabais da existência de vida. Esta estrela já antes tinha saído nas notícias – mas talvez não tenham retido as mesmas devido ao seu memorizável nome – quando o mesmo telescópio espacial Hubble encontrou aqui vestígios de vapor de água e, mais tarde… metano! Estas observações foram depois corrobadas pelo “Spitzer Space Telescope“. A descoberta é mais uma prova da utilidade do Hubble e da boa decisão que foi a sua manutenção em órbita, até 2013, altura em que será substituído pelo “James Webb Space Telescope“, o qual será muito mais competente que o Hubble (lançado em 1990) para detetar este tipo de marcadores, pelo que se espera muito dele neste domínio da exobiologia…
O CO2 foi detetad pelo “Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer” (NICMOS), um instrumento que analisa a luz infravermelha que é emitida pelo planeta situado a mais de 63 anos-luz e identifica os gases que compõem a sua atmosfera em função da forma como as atmosferas planetárias absorvem certos comprimentos de onda e como cada gás tem a sua assinatura especial foi possível identificar não só CO2, como metano, vapor de água e até monóxido de carbono, todos no mesmo planeta.
Na Terra, existe uma ligação direta entre o CO2 e a atividade biológica, mas estamos perante um planeta gigante, da mesma classe de Júpiter, logo, sem superfície sólida e muito quente (porque próximo da sua estrela). Não poderá portanto ser abrigo do tipo de forma de vida que a Terra acolhe. Mas não é de excluir certos tipos de vida mais ou menos exótica como as bactérias extremófilas da Terra ou como os “balonistas” que Carl Sagan sonhava poderem existir na atmosfera de Júpiter e certamente que esta técnica aqui usada ainda nos vai dar nos próximos tempos muito que escrever… vai uma aposta?
Fontes:
http://www.spacedaily.com/reports/Hubble_finds_CO2_on_extrasolar_planet_999.html
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iNvSNzOoEGDBS6hYTT_qgoaCb-jg
http://blog.wired.com/wiredscience/2008/12/hubble-finds-ca.html
http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2008/41/full/
http://en.wikipedia.org/wiki/Hubble_Space_Telescope

















um caso grave de uma estrela planetívora que o Hubble deixou escapar…
http://www.aolnews.com/science/article/astronomers-cannibal-star-may-have-gobbled-up-celestial-neighbor/19638428
http://www.rit.edu/news/story.php?id=47791
glup, glup…
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