Sobre o português como segundo idioma na Extremadura

“O presidente do Governo da Extremadura espanhola, Guilhermino Vara, anunciou que o português será o segundo idioma na sua região a partir do próximo ano letivo”

Correio da Manhã, 28-11-08

A par da Galiza e da Catalunha, onde existem grandes potencialidades a explorar quanto a uma aproximação política e económica que seja precursora da “federação de Estados autónomos” sonhada pelo professor Agostinho da Silva, eis a Extremadura como um outro potencial pólo de desenvolvimento desta federação ibérica… Não tanto a união ibérica a que Saramago recentemente aludiu e que se fosse concretizada se haveria de esgotar rapidamente num modelo em que Madrid e Castela assumiam um papel dominante e imperialista, mas uma federação conduzida a partir do exemplo da reunião entre a Galiza e Portugal, prolongada depois ate à Catalunha (onde existe uma corrente pró-portuguesa com algum impacto) e depois ate a Extremadura e ao País Basco.

Que esta colocação da língua portuguesa como o segundo idioma na Extremadura seja percursora desta federação e que Olivença – inserida na Extremadura – e onde ainda hoje em dia, depois de 50 anos de repressão cultural e linguística franquista e madrilhena, o português ainda falado por perto de 70 por cento da população, possa desta forma regressar ao seio da Lusofonia.

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Portugal | Tags: , | 2 Comentários

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2 pensamentos em “Sobre o português como segundo idioma na Extremadura

  1. Fenix

    Olivença é e será sempre parte de portugal continental.O direito internacional assim o diz. Por isso espanha alem de ter feito um genucidio cultural e etnico ao longo de anos.Olivença é territorio portugues ocupado por espanha á revelia de tratados internacionais.

  2. será enquanto houver ali falantes de português… infelizmente durante o franquismo muito se fez para destruir esse substrato e hoje temos uma colonização “inocente” de pessoas que têm aqui a sua casa e vivem em Badajoz.
    Se não fôr feito nada muito rapidamente para defender os interesses da lusofonia por estas paragens, teremos rapidamente um caso como Goa, onde provavelmente é já tarde demais para fazer alguma coisa…

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