
(http://vinosevinhos.com)
“A língua portuguesa passou a constar obrigatoriamente no leque de disciplinas opcionais das escolas secundárias na Argentina. O plano será implementado por todo o país até 2016, mas a prioridade serão as regiões fronteiriças com o Brasil, nas quais a língua vai ser integrada nos currículos educativos a partir do ensino primário”
Vera Monteiro
Público, 23 de dezembro de 2008
Se dúvidas houvesse, eis mais uma demonstração do truísmo de que a língua portuguesa não é mais propriedade de Portugal. Não é também propriedade do Brasil, nem de outro país lusófono. É hoje algo que pertence a todos os que a falam. Na América do sul, o peso económico, demográfico e político do Brasil é inquestionável. Este verdadeiro país-continente apresenta hoje vários sinais de que poderá atravessar a presente crise financeira (prestes a transformar-se em depressão global) sem interromper o seu desenvolvimento económico e social. Será este peso dominante neste subcontinente que está a tornar o Brasil um pólo atrativo para a lusofonia na América do sul. Não é Portugal, é o Brasil.
Perante a constatação da crescente importância do Brasil na promoção e defesa da Lusofonia num mundo cada vez mais globalizado e anglófono, Portugal e os demais países lusófonos devem decidir se se mantém arreigados a lógicas neocoloniais anacrónicas ou se, pelo contrário, optam por refundar a perdida pátria lusófona e esquecemos a artificial barreira de fronteiras políticas, prezamos mais as proximidades culturais, linguisticas e emocionais do que as distancias geográficas e as esquadrias dos diplomatas e reconhecemos de qualquer expansão da lusofonia é a expansão de todos os lusófonos e o reconhecimento do óbvio papel de liderança que o Brasil tem no seu seio, assim como a irrelevância das fronteiras políticas quando a língua e a cultura que as atravessam são uma só e mesma… Pátria lusófona.

















Um fator importante no assunto.
Ano passado o Presidente Lula ganhou o prémio Miguel de Cervantes por promover o ensino da língua espanhola no Brasil, em contrapartida os estados vizinhos estão fazendo o mesmo, o espanhol como segunda língua no Brasil e o Português como segunda língua lá.
É agora é possivel a adoçãso do portugues por ter uma única forma escrita oficial…uma boa sacad, valeu.
Fred:
o que contribui para a integração da América do Sul.
Por cá, curiosamente, embora também tenhamos fronteirasn comuns, não se assiste ao mesmo movimento… E em Olivença, onde ainda se fala português, há até uma tradição castelhana de reprimir a língua…
carlos:
sem dúvida que o novo Acordo é um factor, aqui, de facto.
Sim, claro, em uma terra ocupada é primordial desligar qualquer laço cultural, linguisticos e que traga a noção de pátria para os indígenas (no sentido latino), dai a imposição da língua espanhola e da cultura espanhola, até o nascer de uma geração sem laços com a primeira nação ou pelo menos com mais laços com a segunda.
é o chamado “genocídio cultural”… uma arte onde castela é mestra, já que a executou exemplarmente nas Índias, assassinado as culturas maia, inca, etc.
e agora em Olivença.
E não podemos esquecer a Galícia.
Dos quais (galegos) o MIL tem bastantes membros, aliás…
A lingua portugues é mais completa e culturalmente mais universal do que o espanhol .Espanha tem cervates nos temos camoes que é muito mais sonhador do que proprio dom quichote.Epico narrar a historia de um povo que somos nos e não so historia povo portugues mas também a vossa a historia povo lusofuno que não tem fronteiras e é de todos os quantos a falam a lingua portuguesa.
nestas comparações de culturas, serão sempre todas iguais… a grande diferença que encontro contudo na cultura portuguesa é a sua capacidade para se transcender. Nisso é como poucas… e muito mais aberta e flexível, que a algo centrada sobre si mesma, cultura “castelhana” ou “madrilhena”, já que do resto da Espanha… há tanta diversidade que dificilmente se poderá falar de “cultura espanhola”.
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