
http://www.colegiosaofrancisco.com.br
Atualmente, a Guiné Equatorial, uma antiga colónia espanhola na África Ocidental é membro da CPLP, como o estatuto de “Observador Associado” desde 2006, juntamente com as Ilhas Maurício e o Senegal. Mas este país – encravado numa região onde predomina a língua francesa e perante um inconsistente apoio por parte da antiga potencia ocupante sente-se isolado e encontrou na CPLP uma forma de alavancar a sua diplomacia e de potenciar o seu desenvolvimento social e económico. Em consequência, o seu governo tenta, pelo menos desde 2006, aderir como membro de pleno direito na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Alguns países membros da CPLP, como a Guiné-Bissau já concordaram publicamente com a adesão, uma posição com a qual concordamos, tendo em conta a localização geográfica da Guiné Equatorial (próxima de São Tomé e Princípe e das ilhas de Cabo Verde), a utilização da língua castelhana (próxima da portuguesa), a necessidade de expandir a influência da Lusofonia até novas paragens, a existência de laços históricos entre Portugal e a Guiné Equatorial e o expresso desejo do país adoptar o português como terceira língua oficial.
A adesão da Guiné Equatorial encontrou um apoiante persistente na Guiné-Bissau, país que é membro da CEEAC “Comunidade Económica dos Estados da Africa Central“, juntamente com a Guiné Equatorial.
A adesão do país africano poderia acontecer já na próxima cimeira da CPLP, em 2010, dependendo o sucesso da mesma da adopção atempada do português como língua oficial.
Micha Ondo Bile, o ministro das Relações Exteriores da Guiné Equatorial declarou à agência Lusa que “O nosso desejo é na próxima cimeira já podermos ser país membro de pleno direito. Se não acontecer, continuaremos a insistir para que se possa conseguir (…). Perder-se-ia energia e uma boa oportunidade da CPLP ter um membro mais. Os países amigos e irmãos da CPLP deveriam dar este passo significativo, importante para a Guiné Equatorial, mas também para eles.”
O ministro fez estas declarações em Lisboa após a cerimónia de assinatura de três protocolos com Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Um destes acordos visa precisamente o apoio à adopção da língua portuguesa no sistema de ensino do país africano que inclui a preparação e eventual envio de professores de português, esperando-se resultados práticos ainda durante este ano de 2009. Atualmente, a Guiné tem como línguas oficiais o espanhol (antiga potencia colonial) e o francês (a língua mais falada pelos seus vizinhos), mas o português já é a terceira língua mais falada. A adopção da língua no ensino oficial, faria aumentar esta disseminação da língua de Camões.
Infelizmente, a Guiné Equatorial não tem dos registos mais limpos no que concerne ao respeito pelos Direitos Humanos… e a adesão à CPLP poderia ser usada pelo seu presidente (no poder desde 1979) e o país tem também pendente uma série de disputas territoriais com os Camarões e a Nigéria sobre as águas terriroriais e com o Gabão quanto à ilha que este país ocupa com o nome de Mbane. Neste contexto, a adesão à CPLP poderia servir a este regime de duvidosa legitimidade para apregoar internamente o “reconhecimento internacional” do seu regime… Contudo, é um país onde se fala português e onde o seu ensino e utilização está a aumentar, pelo que existe argumentos de peso para aceitar a sua admissão na CPLP, a qual, aliás, poderia depois ser usada para pressionar pela maior democratização do regime…
São estes registos obscuros no campo dos direitos humanos que me fazem ficar mais hesitante no apoio a esta adesão… A CPLP, apesar de sérios desvios à legalidade em Angola e a uma corrupção e má governança sistemáticas na Guiné-Bissau, por comparação com outros países africanos e sul americanos, os países da CPLP mantêm um bom registo do domínio dos direitos humanos. A adesão da Guiné Equatorial iria certamente alterar o peso deste julgamento… Historicamente, haveria bases para admitir o país, já este foi visitado pelos portugueses pela primeira vez em 1471, tendo Fernão Pó mapeado a sua ilha de Bioko sob o nome de “Formosa” ou simplesmente “Fernão Pó”. Em 1493, o rei Dom João II, assumia a posse da ilha de “Corisco ” acrescentando ao seu título o de “Senhor de Corisco” e vários portugueses haveriam de se instalar nos anos seguintes em outras ilhas hoje sob administração da Guiné Equatorial. A saída de Portugal deste arquipélago começou em 1641, quando a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais se instalou na região, regressando contudo os portugueses em 1648 construindo então o primeiro forte europeu na região, o forte de Ponta Joko. Os portugueses permanceriam na região até 1778 quando sob os tratados de San Ildefonso (1777) e do Pardo (1778) as ilhas e o seu prolongamento terrestre foram entregues à soberania espanhola que as administrou até 1968.
Fontes:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=368591
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336546&idCanal=11
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9_Equatorial
http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=6953&catogory=CPLP
http://espanol.guinea-equatorial.com/
http://www.ecowas.info/
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ek.html#Issues
















Se a guine equatorial tiver um regime democratico e respeitar os elementares direito humanos,nada contra. A uma semana atras teve um principio de um golpe de estado que acompanhei via bbc news.Por enquato está bem em banho maria e deve continuar assim para lá de 2010. Acho que tem o veto do brazil.
concordo. sem democracia interna, partilho dessa posição.
não que haja muita democracia verdadeira em Angola, mas enfim…
Nem vou comentar Angola para não haver um caso politico entre Angola e Portugal por causa daquilo que eu podesse escrever.È um assunto interno Angolano e eu não sou Angolano por isso deixo para quem o é que escreva.
o problema é que são muito poucos os angolanos que estão em Angola e têm acesso à Internet…
por exemplo, os angolanos representam apenas 1% das visitas do Quintus, enquanto que do Brasil vêm 49% dos visitantes e de Portugal “apenas” 36% do total.
Se em angola ñ tem democracia,então que ela seja expurgada da comunidade,CPLP.Mais míseria com certeza tem, e sem amparo social feita pelo governo.
Carlossargus essa questão não se pode por dessa maneira o povo não tem culpa de não haver democracia interna seria uma retrusesso se esse pais saise cplp.O tempo vai fazer com que a democracia vença a ganancia do homem.
Juras? legal.Então tá,Vamos esperar; eu sou a favor de dar uma “ajuda” a oposição, para restabelecer a tão malfalada democracia,
Então a China tem esperança, lá tem progresso e uma grande massa instruida…espero que ñ matem a esperança a pauladas, doí mt, e uma tortura…
Um paralelo interessante é que é pela cláusula democrática como pano de fundo, que o Congresso brasileiro e o paraguaio não admitiram ainda a adesão da Venezuela ao Mercosul. Sei que não tem nada a ver com o tópico, mas indiretamente mostra a importância de tais questões como o respeito à democracia.
Aliás democracia não é sinônimo de eleições como muitos pensam…, muito menos de referendos.
exato. é como na Rússia… aparência e formalidade democrática, nada significam se existem um controlo quase total dos media e do aparelho de Estado. Como na Venezuela de Chavez (ainda que concorde com algumas das suas medidas) na Angola dos megacorruptos dos Santos e na Madeira “jardinizada”, aqui do nosso Portugal.
Sim, a liberdade e o primeiro ‘POSTULADO’ de um verdadeira democracia, e respeito as leis ” LEIS SEMPRE” , e a liberdade invividual a pessoa humana, nesse quísito até o BRASIL fica devendo, é só pegar os jornais e verificar o “espirito de corpus” reinantem desde aos mantenedores das leis aos outros, mt triste. Todos tem de se submeter a lei . Ainda há esperança.
a polícia brasileira é reputadamente das mais violentas do mundo… mas não poderia ser assim, com um ambiente e um crime tão violento?
por cá foi noticia ontem o anormalemente elevado (mesmo para os padrões brasileiros) níveis de assassinato no Rio, nas últimas semanas.
sem dúvida que para responder a isto tem que haver uma polícia “musculada”, e dotada de amplos meios (o que não parece ser o caso), mas, sobretudo, coberta a montante e a jusante de um extenso e amplo programa social de reinserção, e aqui, também têm havido bastantes falhas… apesar da boa vontade dos últimos anos, admito, com os notáveis em SP, pelo menos.
Isso acabaria se o MP. interviese e colocase na cadeia os maus policiais, ou no mínimo; os expulsase da coporação. E que tivese um orgão público para controlar as policias , composta por pessoas comuns…eleitas a cada tres meses…e por aí vai…Tem que dar um basta a isso que está ocorrendo no Rio e no resto do país.O lula poderia ser + duro e enfático; OEA, ONU..Deus ,o Diabo..enfim todos.
Ah! os policiais ganham mau, tá os operários ganham bem menos ainda…é ñ podem acharcar,etc, etc.esse argumento ñ procede, eles entram na policia sabendo que vão ganhar mau e levar tiros de bandidos , então e proceder dentro da lei, nada + que dentro da lei, sob a égide da lei.sempre.Quem sair dela tem de expulso e preso, assim que se moraliza.ponto.
So se tem bons policias se tiverem motivados uma parte dessa motivação é o salario digno moralizador mas tambem vocação o gostar de ser policial o amor camisola.Aqueles que é bom seja tambem premiado.A falta de lealdade pelos colegas honestos essa deve ser ponida espulsão prisão junto com aqueles que eles ajudaram aprender.
Como é que ainda não congelaram as contas bancarias de certos ladroes que roubam o seu sague irmão e vivem luxos.Enquanto a pobreza fetida das ruas não chega ao seu palacio coberto de ouro e de cadaver com sague derramado pela esperança de liberdade. Essa que lhe foi negada pela ganancia do homem que vende os seus irmão e a sua conciencia ao diabo.Esse homem infeliz não tem amigos vive so na sua matilha de lobos que esperaram a sua morte para outros tentar a sua sorte. Para o azar de outros e o azar todos mas as pedras brilhão nos seus olhos como fogo que queima corações e esperanças. Como te invejo ou palanca negra que viveste a tanta coisa como eu mas tu já és livre e ainda não sou.Mas eu tenho de te caçar para o nosso senhor esse que vive no alto onde eu não chego mas quem eu sou escravo e mato em nome dele e por ele.
Foi assinado nino vieira presidente da guine bissau.
eu sei, brevemente publicarei sobre o tema…
João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira, nasceu em Bissau a 27 de Abril de 1939.
Eletricista de formação, Nino Vieira filiou-se em 1960 ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de Amílcar Cabral, e rapidamente tornou-se numa peça-chave da guerrilha do país contra o regime colonialista português.
Durante a guerra demonstrou uma grande habilidade como líder militar e rapidamente subiu na cadeia de comando. Em 1972 ocupou o cargo de Presidente da Assembleia Nacional Popular.
Em 1978 foi nomeado primeiro-ministro da Guiné-Bissau.
Dois anos depois Nino Vieira participou num golpe militar que derrubou o Governo de Luis Cabral. Desvinculou-se do PAIGC e formou o Conselho Militar da Revolução, por ele liderado. Em 1984 foi aprovado uma nova constituição que repôs o regime civil na Guiné-Bissau.
Nos início anos 90, a Guiné-Bissau acabou com a proibição da formação de partidos políticos e realizou as primeiras eleições em 1994. Nino Vieira ganhou as eleições e tornou-se o primeiro presidente democraticamente eleito da Guiné-Bissau (29 de Setembro de 1994).
Em Junho de 1998, uma tentativa fracassada de golpe de estado contra o governo de Nino Vieira provocou uma guerra civil entre as suas forças e a de um grupo rebelde comandado por Ansumane Mané.
A 7 de Maio de 1999, os rebeldes liderados por Mané depõem Nino Vieira que é obrigado a refugiar-se em Portugal.
Depois de outro golpe militar derrubar o presidente Kumba Yalá em 2005, Nino Vieira regressou a Bissau e candidatou-se às eleições presidênciais de 2005. Na primeira volta das eleições fica em segundo lugar, tendo ganho a segunda volta com quase 53 por cento dos votos. Toma posse como presidente em Outubro desse ano.
Em 28 de outubro de 2005, Nino Vieira anunciou a dissolução do governo chefiado pelo Primeiro-Ministro Carlos Gomes Junior, alegando a necessidade de manter a estabilidade no país.
A 2 de Março de 2009 é assassinado na sua casa por militares das Forças Armadas da Guiné-Bissau
já publiquei o artigo sobre a morte de Nino Veira, um grande amigo do suspeitíssimo “major” Valentim Loureiro… consul honorário da Guiné-Bissau em Portugal por essas mesmas razões.
e por uma vez, estou de acordo com Mário Soares…
“era um homem violento e morreu na violência”…
diario.iol.pt/politica/mario-soares-nino-nino-vieira-guine-africa-tvi24/1046560-4072.htm
Aquele senhor que fazia trafico de batatas na guine bissau e com isso fez uma fortuna as custa do esercito portugues esse homem merecia um tribunal de guerra e que lhe tirarem o posto major.
Eu concordo co’a adesão da Guiné Equatorial à CPLP, desde qu’eles aceitem uma espécie de monitoramento, da Comunidade Lusófona, aos actos da Ditadura neste país no que tange à violência contra o ser humano.
Ademais, será boom a entrada oficial deste pais, pois, quem sabe, poderá alavancar e incitar uma reforma governamental futuramente. Quem sabe!
Eu Concordo.
e somente após eleições livres e democráticas… sem estas, voto contra, apesar do sinal positivo que tal desejo de adesão representa.
Democracia de verdade, a meu ver, é a democracia participativa, a democracia direta. Porém, se a Guiné Equatorial concordar ao menos com a “democracia” representativa, e adotar o Português como uma de suas línguas oficiais, seja bem vinda a CPLP. Depois que um país se tornou membro da CPLP, não é simples assim, “expurgá-lo da comunidade”. Temos que intervir diplomaticamente para conseguirmos que o Estado de Direito volte a funcionar por lá. E Democracia, vai álém de “votar”, de “ser eleito”, pois se após assumirem o poder, não fazem a vontade da maioria, então não é democracia de verdade. E se a Constituição e outros códigos de leis não são respeitados e cumpridos, se o direito do cidadão não é respeitado, então é uma pseudodemocracia.