Daily Archives: 2009/03/02

Sobre o assassinato de Nino Vieira e da Força Lusófona de Manutenção de Paz

(militares guineenses em http://www.bbc.co.uk)

O morte do presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, vem confirmar o estado desesperado em que se encontra esta nação luśofona… Nino Vieira teria sido morto nesta madrugada de 2 de março de 2009, por um grupo de militares ligados ao falecido Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineenses, o general João Tagme Na Waie, que teria falecido na explosão de uma bomba detonada por controlo remoto e que destruiu por completo o edifício onde se encontra instalado o Estado-Maior. Nino Vieira teria sido assassinado ao tentar abrigar-se na embaixada do Brasil.

Nino Veira tinha sido afastado do poder – depois de um acumular de rumores ligando-o e à sua mulher a esquemas de corrupção – em 1999, depois de um golpe de estado militar onde a Marinha portuguesa haveria de cumprir um papel muito mais ativo do que a História haverá alguma vez de registar. Eleito em meados de 2005, regressaria ao poder, abandonando o apoio do seu nebuloso amigo Valentim Loureiro, em Portugal e reassumindo a função presidencial.

A sua morte teria resultado de um ataque de forças militares à sua residência e teria resultado de uma reacção à morte do Chefe de Estado-Maior, onde se suspeita que Nino Veira teria sido o mandante e que no passado mês de janeiro já teria conseguido escapar a um atentado.

Em dezembro, Nino Vieira, tinha sobrevivido a um ataque à sua residência (uma sorte que não tiveram dois dos seus guardas) e apesar das garantias de controlo dadas pelo exército, a verdade é que durante toda a noite e parte da manhã se ouviram disparos de armas automáticas de RPGs em vários locais de Bissau.

A morte do seu corrupto presidente é apenas mais um passo na caminhada descendente que a Guiné-Bissau percorre desde a sua independência… Praticamente desprovida dos recursos naturais ao dispôr de outros países lusófonos, a Guiné depende quase em exclusivo das ajudas internacionais, sendo um dos exemplos mais acabados de “Estado-Falhado” do mundo. No último ano, os narcotraficantes colombianos tinham aproveitado esta falência do Estado para se instalarem impunemente no país e para o usarem como eixo de envio de narcóticos para a Europa, já que os controlos alfandegários europeus tendem a ser menos exigentes para voos vindos de África do que para aqueles que provêm da América do Sul. Havia bastos indícios que ligavam Nino Vieira e os seus elementos mais próximos no Exército e estes indivíduos que se movimentam livremente em pequenos aviões e SUVs numa Bissau onde qualquer sinal de riqueza é imediatamente notado. Torna-se evidente, até à exaustão que a Guiné-Bissau não tem atualmente condições para se governar sozinha. O presente caos pode ser decisivo para entregar o governo do país nas mãos das poderosas mafias colombianas que estão ativas no país… e a necessidade da presença de uma força militar lusófona, como ESTA cuja existência aqui defendemos torna-se cada vez mais evidente, uma estrutura lusófona que possa rapidamente intervir em qualquer perturbação no seio do espaço da CPLP, colmatando fragilidades locais e dissuadindo aventuras de vizinhos mais ávidos…

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367365
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367294&idCanal=11
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bernardo_Vieira

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O presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira é assassinado e sobre a Força Lusófona de Manutenção de Paz

(militares guineenses em http://www.bbc.co.uk)

O morte do presidente da Guiné-Bissau, Nino Vieira, vem confirmar o estado desesperado em que se encontra esta nação luśofona… Nino Vieira teria sido morto nesta madrugada de 2 de março de 2009, por um grupo de militares ligados ao falecido Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas guineenses, o general João Tagme Na Waie, que teria falecido na explosão de uma bomba detonada por controlo remoto e que destruiu por completo o edifício onde se encontra instalado o Estado-Maior. Nino Vieira teria sido assassinado ao tentar abrigar-se na embaixada do Brasil.

Nino Veira tinha sido afastado do poder – depois de um acumular de rumores ligando-o e à sua mulher a esquemas de corrupção – em 1999, depois de um golpe de estado militar onde a Marinha portuguesa haveria de cumprir um papel muito mais ativo do que a História haverá alguma vez de registar. Eleito em meados de 2005, regressaria ao poder, abandonando o apoio do seu nebuloso amigo Valentim Loureiro, em Portugal e reassumindo a função presidencial.

A sua morte teria resultado de um ataque de forças militares à sua residência e teria resultado de uma reacção à morte do Chefe de Estado-Maior, onde se suspeita que Nino Veira teria sido o mandante e que no passado mês de janeiro já teria conseguido escapar a um atentado.

Em dezembro, Nino Vieira, tinha sobrevivido a um ataque à sua residência (uma sorte que não tiveram dois dos seus guardas) e apesar das garantias de controlo dadas pelo exército, a verdade é que durante toda a noite e parte da manhã se ouviram disparos de armas automáticas de RPGs em vários locais de Bissau.

A morte do seu corrupto presidente é apenas mais um passo na caminhada descendente que a Guiné-Bissau percorre desde a sua independência… Praticamente desprovida dos recursos naturais ao dispôr de outros países lusófonos, a Guiné depende quase em exclusivo das ajudas internacionais, sendo um dos exemplos mais acabados de “Estado-Falhado” do mundo. No último ano, os narcotraficantes colombianos tinham aproveitado esta falência do Estado para se instalarem impunemente no país e para o usarem como eixo de envio de narcóticos para a Europa, já que os controlos alfandegários europeus tendem a ser menos exigentes para voos vindos de África do que para aqueles que provêm da América do Sul. Havia bastos indícios que ligavam Nino Vieira e os seus elementos mais próximos no Exército e estes indivíduos que se movimentam livremente em pequenos aviões e SUVs numa Bissau onde qualquer sinal de riqueza é imediatamente notado. Torna-se evidente, até à exaustão que a Guiné-Bissau não tem atualmente condições para se governar sozinha. O presente caos pode ser decisivo para entregar o governo do país nas mãos das poderosas mafias colombianas que estão ativas no país… e a necessidade da presença de uma força militar lusófona, como ESTA cuja existência aqui defendemos torna-se cada vez mais evidente, uma estrutura lusófona que possa rapidamente intervir em qualquer perturbação no seio do espaço da CPLP, colmatando fragilidades locais e dissuadindo aventuras de vizinhos mais ávidos…

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367365
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367294&idCanal=11
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bernardo_Vieira

Categories: Movimento Internacional Lusófono, Nova Águia, Política Internacional, Portugal | Tags: , | 26 Comentários

Réplica a Casimiro Ceivães sobre o artigo "Surgem nos EUA os primeiros sinais (SIC) de retoma…"

No artigo intitulado “Surgem nos EUA os primeiros sinais (SIC) de retoma…” tive o prazer de receber o comentário de Casimiro Ceivães. Pela sua extensão e profundidade, merece uma resposta fora da caixa de comentários, que aqui farei.

” – Não há quaisquer sinais de “retoma” nos EUA, obviamente. Obama faz a sua propaganda, como lhe compete.”

-> De facto, existem. Muito ténues e incertos, podendo reverter a qualquer momento. Recordemo-nos que as taxas de juro do FED estão praticamente a 0%, ou seja, muito abaixo da inflação. Simultaneamente, o mercado interbancário está novamente a funcionar e não completamente congelado como estava em finais de 2008 e os diversos “pacotes de estimulo” que os governos de todo o mundo estão a realizar gradual e lentamente os seus efeitos nas economias… O problema é que tanto dinheiro barato, pode criar nova bolha, que daqui a 10-15 anos estoure de novo… talvez até com consequências mais graves do que a bolha que hoje explodiu e que foram preenchida em 2000, após o colapso das “Dot Com” e da consequente baixa de juros decidida por Alan Greenspan.

” – Há um problema com o “local”. Há 300 anos, eu resolvia o meu problema de transportes com o ferreiro que vivia na mesma aldeia e uma mula que ele pudesse ferrar. Há cem anos, precisava de um fabricante de carruagens que já só se encontrava nas cidades. Há 75, ainda tinha em França, na Alemanha e na Inglaterra umas dúzias de fabricantes de automóveis; mas que já precisavam do petróleo da Pérsia. Voltamos a qual dos níveis? É que a ‘economia nacional’ do séc. XIX é já o resultado da destruição das particularidades locais, leia-se pequenas economias de base puramente agrícola auto-sustentadas (e comércio tipo ‘feira local’). A ‘globalização’ não começou com Reagan, mas com as Cruzadas (ou melhor, causou já as Cruzadas).”

-> A todos e a nenhum, simultaneamente. É impossível manter os atuais padrões de consumo ou emulá-los na maioria da população do globo, como está agora a acontecer na China e na Índia. Simplesmente, não temos mais do que uma “Terra” e um “Clima”. Se cada chinês tiver os mesmos padrões de consumo de alemão ou de um norte-americano, as matérias-primas, cedo se esgotarão, não sem antes ascenderem a custos astronómicos, causando antes uma crise global de consequências inimagináveis. Acredito que é possível viver sem consumir exageradamente. Reduzir o consumo – em desperdício – de alimentos e reduzindo em 1/3 o consumo de alimentos no mundo desenvolvido (essa é a percentagem que um recente estudo britânico estimava ser deixada por consumir num lar médio). Reduzir os padrões de consumo de gadgets tecnológicos que somos induzidos a consumir por ferozes e hipnóticas campanhas de marketing. Assim, seria possível depender da maioria do consumo de alimentos e de bens primários de produção local, complementando-a sempre com importações regionais e até internacionais, para sectores que exijam um alto grau de especialização. Não se trata aqui de “proibir” as importações e de instaurar uma rede de “Cidade-Estado” independentes, trata-se de refocar do Global, para o Local e da Multinacional para a Empresa Local.

” – Precisamente segundo a ‘teoria económica liberal’, os bancos teriam que falir – não, nunca, ser ‘salvos’ pelo ‘bail-out’ ou pela formação de ‘bancos tóxicos’ como parece ser a decisão/orientação política dos governos americano e europeu.”

- o neoliberalismo está hoje tão arrumado como o comunismo. As economias desreguladas provaram ser tão ineficientes na gestão da economia como as economias estatizadas e planificada do Leste. A falência dos bancos seria perigosa, porque seria um factor para a eclosão de um efeito cascata que se propagaria a toda economia, como aconteceu na crise de 1929. Por isso se têm injectado tantos biliões na Banca mundial… A solução encontra é que tem sido infeliz. Na maioria dos casos, os Estados estão a injectar capital na Banca sem contrapartidas e sem assumirem responsabilidades de gestão e controlo e com a estranha pré-condição de venderem as suas participações assim que fôr possível. Sobretudo, nada se fez para dividir estes bancos gigantescos, produto de décadas de fusões e aquisições e de os aproximar da economia real e das necessidades locais. Ou seja, os Bancos estão a ser salvos para os seus accionistas e gestores, em nome do Bem Comum e com o dinheiro dos impostos dos assalariados, como resposta de curto prazo para a Recessão, mas sem que se altere nada de fundamental naquela voracidade pelo lucro fácil e rápido que os levou a eles e nos arrastou a nós para a situação presente.

” – Precisamente dada a predominância do “local”, há 300 anos não havia um ‘acordo ortográfico’ nem sequer uma ortografia ‘nacional’. Estarmos aqui a discutir a relevância global (mundial) da Lusofonia implica estarmos a aceitar pelo menos parte da Globalização. Em minha opinião, é como se a Eva quisesse mordiscar a parte não-pecaminosa da Maçã.”

- a Globalização não é um fenómeno essencialmente negativo. Tem sido contudo a forma neoliberal com que ela foi conduzida pelos dogmáticos do “mercado livre”, do “Estado mínimo” e da “desregulação dos mercados financeiros”. Não advogo um Proteccionismo absoluto nem um fechamento total dos Estados sobre si mesmos. Defendo um recentramento da Economia sobre o Local, contra a prioridade Global, imposta pela globalização neoliberal dos últimos anos. Portugal foi o primeiro país verdadeiramente “global” do mundo e é a essa visão universalista que temos que reencontrar se queremos realizar o destino português. A Lusofonia, a sua fundação e transformação num novo e inovador tipo de organização dos Estados e das Sociedades é um conceito “Global”, já que extravasa dos limitados conceitos “nacionais” de Estado. É transnacional, porque a cultura lusófona é transversal a vários continentes e traz a semente de um novo tipo de Estado, focado nos interesses locais, profundamente descentralizado ao nível municipal e composto de milhões de células administrativas dispersas por todo o planeta de Timor a Recife, todas detendo o essencial do poder democrático e delegando nas estruturas centrais apenas o essencial do poder representativo internacional, competências de Defesa e a orientação estratégica da economia e da sociedade.

” – É evidente o bom-senso do ‘deixemos de consumir compulsivamente’. Mas como passar para um nível de vida semelhante ao do das clássicas sociedades do Terceiro Mundo? Estamos realmente a propor voltar a ir buscar água com um cântaro à fonte? É que é precisamente disso que estamos a falar (enquanto houver água; é que se ficarmos só com as fontes não há água potável na Europa para uma população tão grande)”

- não temos que transitar para um nível de consumo de tanta frugalidade… As transições suaves são sempre mais preferíveis e desejáveis, mas só podem ser feitas enquanto ainda há recursos suficientes para as fazer, e se continuarmos a consumir nestes padrões não teremos muito mais tempo. Basta descermos até níveis de consumo mais normais, menos danosos para o ambiente e para o clima, semelhantes aos que existiam na Europa na década de cinquenta, cujos padrões de consumo de matérias-primas seriam hoje possíveis de suportar pela via da reciclagem e cujos consumos de energia poderiam facilmente ser hoje ser oferecidos por fontes renováveis.

” Os grandes bancos mundiais não estão na situação em que estão por terem “emprestado demais”. Por exemplo, o único grande banco falido, o americano Lehman Brothers, pura e simplesmente não fazia empréstimos (nem a particulares nem a empresas).”

- não somente, mas também. A crise financeira começou lá em meados de 2007 precisamente porque os bancos norte-americanos começaram a emprestar sem critério no chamado padrão de risco elevado “subprime”. Depois, pegaram nessas dívidas difíceis de cobrar e empacotaram-nas em “fundos de investimentos” opacos e onde quase ninguém conhecia a sua verdadeira natureza. Alguns desses fundos eram da Lehman Brothers, e foi a constatação da sua “toxicidade” que levou ao colapso desse banco de investimento.

” Há, claro, um problema grave no crédito à habitação americano, mas que é local e que, tendo embora ajudado a despoletar a falência dos “casinos” (que apostaram sobre esses créditos), não levaria em condições normais à falência de nenhum mega-banco. Entre Março e Setembro do ano passado, acreditava-se que era essa a situação (em Março a falência do primeiro banco americano, que era pequeno para os standards deles, e em Setembro os três dias de pânico absoluto em que oito dos dez maiores bancos do mundo estiveram em risco de falência em cadeia, e de onde resultou a falência do Lehman Brothers e os empréstimos governamentais aos outros)”

O problema do predomínio exagerado do sector imobiliário não é apenas norte-americano, mas global. Basta ver a nossa vizinha Espanha que assentou tanto da sua falsa prosperidade das últimas décadas no crescimento desmesurado do sector imobiliário ao ponto de cada família espanhola ter 1,5 casas, a media mais alta do mundo… O pânico ainda não passou, estando esses rumores de falências dos mega-bancos novamente no tema do dia, tamanho foi o nível de especulação bolsista em que esses Bancos se envolveram e tamanha foi a cegueira neoliberal dos reguladores.

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Hoax: Do uso de “Vicks VapoRub” nos pés para combater a tosse nocturna

Um mito que recentemente pareceu ter ressurgido é o de uma capacidade do conhecido “Vicks VapoRub” para combater a tosse noturna… A mensagem que circula por aí é esta (pelo menos na versão de português do Brasil que me chegou às mãos):
“Durante uma conferencia sobre Óleos Essenciais, comentavam como a planta dos pés podem absorver os óleos. O exemplo consistia em colocar alho na planta dos pés e aos 20 minutos, já podia sentir o sabor na boca!
Alguns de nós temos usado o Vick Vaporub durante muitos anos como remédio para muitas coisas, desde labios machucados até dedos dos pés inflamados e muitas outras partes da pele. Mas nunca tínhamos escutado sobre isto.
E acredite, porque funciona em 100% das vezes que se faz, apesar dos cientistas que descobriram realmente não estarem seguros de como isso acontece.
Para deter a tosse noturna de um menino (ou de um adulto), espalhe Vick Vaporub generosamente sobre a planta dos pés e logo cubra com meias.
Mesmo a tosse mais persistente, forte e profunda se deterá no máximo em uns 5 minutos e dará muitas horas de alivio. Funciona 100% das vezes que se faz e é mais eficaz nas crianças.
Além disso, é extremamente calmante e reconfortante, enquanto dormem profundamente. É surpreendente ver que é mais eficiente que os medicamentos prescritos para as crianças tomarem a noite. Se voce tem filhos,netos ou amigos idosos, repasse esta mensagem.
E se voce estiver com tosses fortes, comprove em você mesmo e ficará maravilhado quando vir e sentir como funciona.”

A mensagem original – em inglês – circula desde 2007 e alude a estudo do “Canada Research Council“, uma entidade real, mas com um nome erróneo, já que o correcto é “National Research Council of Canada” e na sua essência é muito aproximada desta versão portuguesa atual, faltando apenas a referência a que basta cinco minutos de aplicação para obter várias horas de alívio:
“Even persistent, heavy, deep coughing will stop in about 5 minutes and stay stopped for many, many hours of relief.
Works 100% of the time and is more effective in children than even very strong prescription cough medicines. In addition it is extremely soothing and comforting and they will sleep soundly.
I heard the head of the Canada Research Council describe these findings on the part of their scientists when they were investigating the effectiveness and usage of prescription cough medicines in children as compared to alternative therapies like accupressure. Just happened to tune in A.M. Radio and picked up this guy talking about why cough medicines in kids often do more harm than good due to the chemical make-up of these strong drugs so, I listened.
It was a surprising finding and found to be more effective than prescribed medicines for children at bedtime, and in addition, to have a soothing and calming effect on sick children who then went on to sleep soundly.
Lolly tried it on herself when she developed a very deep constant and persistent cough a few weeks ago and it worked 100%! She said that it felt like a warm blanket had enveloped her, coughing stopped in a few minutes and believe me, this was a deep, (incredibly annoying!) every few seconds uncontrollable cough, and she slept cough free for hours every night that she used it.
So, if you have Grandchildren, pass it on, if you end up sick, try it yourself and you will be absolutely amazed by the effect.”

Pois… Embora o CRC exista, o seu relatório não. O “Canada Research Council” negou ter iinvestigado a utilização do Vicks VapoRub nos pés de criança como uma força de combater a tosse nocturna e de facto, chegou mesmo a publicar uma nota com esse desmentido formal (ver AQUI):
“The National Research Council of Canada (NRC) recently learned of a circulating e-mail that claims NRC scientists have proven that Vicks VapoRub™ can be applied to the feet to cure a persistent cough. We would like to take this opportunity to dispel this rumour.
The e-mail suggests that NRC conducted research comparing the effectiveness of prescription cough medicines in children to alternative therapies such as acupressure. However, our databases indicate that no such studies involving Vicks VapoRub have been done at NRC. It is rare for NRC to perform research on alternate applications of medications.
The e-mail also refers to NRC incorrectly as the “Canada Research Council.” The proper name of our organization is the National Research Council Canada.
Home remedies, homeopathy and alternative therapies for illnesses are popular areas of interest for Canadians, especially in recent years. Although NRC conducts research in the areas of nutraceuticals and therapeutic attributes of plants, our focus is more often on medical and pharmaceutical treatments for illness and disease. Some of our best-known advances in health care include: the meningitis-C vaccine, the cobalt-60 cancer therapy, the first artificial pacemaker, the first practical motorized wheelchair and research into food-borne pathogens, to name a few.
Through these innovations, NRC scientists have improved the quality of life of millions of people around the world. For almost a century, NRC has been addressing new national challenges and priorities.”

As instruções do produto omitem naturalmente qualquer utilização nos pés, recomendando apenas a aplicação na zona superior do corpo. Não existem indícios que existam assim provas científicas da utilidade desta aplicação do produto e muito menos qualquer explicação racional para qualquer melhora assim obtida que possa ser explicada por qualquer outra coisa que não o conhecido “efeito placebo“.
Ou seja… Tudo nesta história é mito (hoax): o relatório do CRC, a designação do próprio instituto público canadiano e até… os fundamentos médicos e científicos da história.
Estamos assim perante um dos “mitos urbanos” (hoaxes) mais claros jamais abordados aqui no Quintus.
Fontes:
Categories: Hoaxes e Mitos Urbanos, Saúde | 32 Comentários

Quids S15: Em que ano nasceu este homem?

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1. Todos os quids valem um ponto.

2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 6:00 e as 10:00 (Hora de Lisboa)

3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30). Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.

4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…

5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 50 pontos.

6. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…

Categories: Quids S15 | 21 Comentários

O torpedo russo de supercavitação “VA-111 Shkval”

Torpedo russo VA-111 Shkval

Torpedo russo VA-111 Shkval

O torpedo VA-111 Shkval é o primeiro de uma geração de torpedos de supercavitação desenvolvidos nos últimos anos da União Soviética. Os torpedos são capazes de alcançar velocidades superiores a 200 nós (370 km/h), seis vezes mais rápidos que o mais rápido torpedo ocidental.

Os trabalhos em torpedos de supercavitação começaram no final da década de sessenta para satisfazer o pedido do ministério da Defesa de criar um novo sistema de armas capaz de enfrentar os submarinos nucleares norte-americanos. O engenho foi criado como uma contramedida contra torpedos lançados por submarinos inimigos não detectados.

Até à pouco tempo, pensava-se que o Shkval tinha entrado em serviço apenas no começo da década de noventa, mas sabe-se hoje que as suas primeiras versões foram usadas a partir de 1977.

A extraordinária velocidade do torpedo resulta da aplicação do conceito de “supercavitação” em que o torpedo atravessa as águas dentro de uma bolha de gás criada pela deflecção dos gases de expansão gerados pelo seu motor foguete. Este método reduz muito o efeito de travagem da água sobre o torpedo, que de facto, não é mais do que um míssil subaquático.

O torpedo sai dos tubos de lançamento de torpedos a 50 nós, ligando segundos depois o motor foguete que o leva até aos 200 nós atuais, havendo previsões de que uma versão de 300 nós (560 km/h) está em desenvolvimento. Na fase final da propulsão do míssil este é guiado por quatro aletas que são estendidas ou recolhidas sucessivamente.

O Shkval foi criado para ser tão rápido que os torpedos anti-torpedo norte-americanos não fossem capazes de os destruir antes destes alcançarem os seus alvos, um tipo de vantagem que a China gostaria de ter no mar do Pacífico…

Segundo noticias nunca confirmadas, a China teria comprado 40 Shkvals ao Casaquistão em 1998, país que os teria herdado dos tempos soviéticos.

A variante atualmente produzida na Rússia é a “Shkval 2″, que ao contrario da inicial, é guiada por impulso vectorial e que tem um alcance maior. A versão que a China comprou ao Casaquistão terá sido esta, o que não deve ter agradado aos russos que fabricam uma versão de exportação do torpedo, mais limitada e com menos velocidade e alcance, anunciada pela primeira vez na IDEX 99 em Abu Dhabi.

Os submarinos atuais da esquadra chinesa não são suficientemente longos para o Shkval, mas os quatro novos submarinos Kilo 636 adquiridos à Rússia além de serem muito silenciosos podem também incorporar estes torpedos e o mesmo sucederá com a nova classe chinesa Type 093 de submarinos nucleares, uma cópia local da classe russa Victor III da qual a China vai construir seis unidades até 2012. Com estes Kilo, os Type 093, armados de Shkval, um torpedo contra o qual nada na US Navy pode fazer, o equilíbrio de poder no Pacífico – até agora largamente favorável para os EUA – transforma-se e a China passa a ser uma ameaça oceânica muito importante nessa cena internacional.

Testes com este torpedo podem ter estado na base do acidente do submarino Kursk (um oficial chinês estava a bordo para observar o seu desempenho) e, mais tarde ter estado na base da detenção do empresário norte-americano Edmond Pope, em Moscovo por alegadamente ter tentado comprado planos de um “torpedo de alta velocidade”.

Fontes:
http://www.militaryperiscope.com/mdb-smpl/weapons/minetorp/torpedo/w0004768.shtml
http://en.wikipedia.org/wiki/VA-111_Shkval
http://archive.newsmax.com/archives/articles/2001/4/23/220813.shtml

Categories: DefenseNewsPt | Tags: | 11 Comentários

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