Um asteróide passou recentemente não muito longe da Terra… O objeto teria passado a pouco mais de 72 mil quilómetros do nosso planeta, o que parece muito, na nossa humana escala das coisas, mas que na verdade foi pouco… Pouquíssimo mesmo, à escala astronómica, já que 72 mil quilómetros correspondem a apenas um quinto da distância Terra-Lua e a apenas o dobro da distância a que orbitam normalmente os satélites de comunicações.
O asteróide tem a designação 2009 DD45 e tem aproximadamente trinta metros de diâmetro tendo realizado esta aproximação a 2 de março de 2009 por volta das 13:00. Como só foi detetado neste sábado, e ainda que na altura não houvesse indicação de que fosse colidir com a Terra, a verdade é que se esta tivesse ocorrido, nada haveria a fazer, excepto procurar determinar o local aproximado da sua queda (uma tarefa imensamente difícil de realizar) e esperar que esta não tivesse lugar em zonas densamente povoadas… Este contudo, não foi o asteróide que mais se aproximou da Terra. Em 2004, um asteróide com seis metros de diâmetro passou a apenas 6 mil km da Terra.
A escassa antecedência com que esta passagem foi conhecida não permitiria lançar qualquer forma de reacção que impedisse a colisão do objeto, como o envio de uma sonda com uma ou vários engenhos nucleares capaz de fragmentar o asteróide ou a instalação de um motor iónico ou químico capaz de lentamente ir desviando o asteróide do seu rumo de colisão. Com tão pouco tempo de aviso, pouco mais poderia ser feito, além de tentar avisar as zonas onde se fosse dar o impacto. De novo, a falta de um sistema global e eficiente de alerta global, uma espécie de desenvolvimento do já existente programa SpaceGuard se torna patente…
Ainda que os trinta metros de diâmetro do 2009 DD45 não pareçam particularmente impressionantes, o certo é que a energia do impacto corresponderia à de uma pequena bomba nuclear, com a ignição de fogos, nos quilómetros em redor. O raio de ação do impacto poderia chegar aos 10 km, como se pode constatar no efeito tremendo do objeto de Tunguska (1908) que com os seus modestos 60 metros devastou uma área com mais de 40 km de raio.
A colisão de objetos entre os 10 e os 100 metros ocorre em média uma vez em cada dez anos e são especialmente perigosos de em vez de condrites forem ferrosos, caso em que a maioria do objeto sobreviverá ao atrito com a atmosfera terrestre.
Fonte:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367524
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