
Evangeline Lilly a "Kate" de Lost
Comentários ao episódio Lost (“Perdidos”) intitulado “The Life and Death of Jeremy Bentham”, publicados após apelo do nosso comentador “Pedro Canuto“:
1. Locke consegue realinhar a roda. Ao fazê-lo, o grupo dos Sobreviventes deixa de fazer saltos temporais de forma aleatória. A roda é claramente o mecanismo de controlo de algo que só pode ser um grupo de mini buracos negros, em rotação e criando um complexo padrão de distorção do Espaço-Tempo que leva a deslocações relativísticas. O código que Desmond inseria na Estação Cisne enquadra-se assim nesta rede subterrânea de mini buracos negros, encerradas em “tokamak” e logo, eletricamente carregados (o magnetismo muito forte era um dos fenómenos estranhos da Cisne). Aqui, no subterrâneo da roda temos um frio muito intenso, decorrente das baixas temperaturas para que o “tokamak” construído com materiais supercondutores que exigem baixas temperaturas?
2. Locke materializa-se na Tunísia, o outro extremo do túnel de wormhole, como Benjamim Linus. A operação da Roda permite deslocar no Tempo, mas no Espaço, coloca o operador noutro local, na Tunísia (uma das localizações clássicas para a Atlântida). Isto quer dizer que existe uma rede mundial de “túneis”, a partir da Ilha? Widmore afirma a Locke que aquele túnel tunisino é a “saída”. O rumo secreto que o submarino Gálata tem que cumprir para sair e chegar à Ilha passará sobre um destes túneis?
3. Widmore esclarece a Locke que ele era o líder dos Outros antes de ter sido exilado por Benjamim e que tem como único objetivo “defender a Ilha”. Assim se fica a saber a causa da guerra entre Benjamim e Widmore… Uma divisão de estratégias de defesa da Ilha e de novo fica clarificada a missão dos Outros e a causa pela qual podem ser cruéis ou desprezarem a vida humana: tudo é menorizado frente à defesa da Ilha.
4. Walt é revisitado por Locke, em Nova Iorque, demonstrando manter capacidades mentais especiais, adquiridas na Ilha, ao ter sido presciente nessa visita de Locke. A Ilha além de curar feridas e tumores, parece afectar as capacidades mentais de alguns, razão que aliás, levou os Outros a raptar Walt, para o prosseguimento dos seus fins. A tese é que os mecanismos antigos (Mu?) deixados e ainda ativos na Ilha afectam as capacidades mentais de alguns dos seus visitantes, como Walt, e que esses mecanismos são muito provavelmente os “geradores de distorção do campo espácio-temporal” da Cisne e da Orquídea.
5. Quando Locke visita Hurley no hospício, este está a desenhar uma esfinge egípcia… Depois dos hieróglifos, da estatua que se assemelha à arte do Império Novo, eis mais uma referência ao Egipto antigo, uma civilização que é dada por muitos como herdeira do conhecimento e tradição de civilizações perdidas.
6. Quando no Westerfield Hotel, Locke tenta cometer suicídio, Benjamim Linus pede-lhe que pare, e consegue-o, mas quando Locke diz que deveria contactar Eloise Hawking (um nome que invoca o do físico Stephen Hawking, especialista na Física dos Buracos Negros), Benjamim muda de posição e estrangula Locke. Se o queria salvar (e salvou), porque é que não podia Locke falar absolutamente com Eloise Hawking? Ora esta Eloise é alguém que não pertencendo aos Outros é respeitada (e temida) por estes pelo seu conhecimento da estrutura do Tempo e dos mistérios da Ilha. Mãe de Daniel Faraday, que se debate nos mesmos temas, tendo recolhido dela o essencialmente dos seus conhecimentos, ela aparece aliás na primeira viagem no tempo de Lost, a de Desmond e numa foto com o “irmão Campbell” no mosteiro onde estava Desmond, reforçando essa ligação às viagens no tempo. Benjamim não quer, portanto que Locke fale com Eloise… Que ela o faça regressar à Ilha, de uma forma que Benjamim não possa controlar, pelo menos?
7. Quando Caesar na Estação Hydra (e na ilha do mesmo nome) encontra o mapa de Daniel este contêm hieróglifos, algo que me parece que não acontecia antes. Mais um tema egípcio, em Lost… Quem os lá colocou? Qual a relevância com o mapa?… Localizações e os locais onde estes hieróglifos se encontram, provavelmente e frases que alguns já leram como sendo “viajar para norte” e “tempo dos antigos”.
8. Ceasar, na mesma cena, folheia uma revista Life de 1954 com uma fotografia do filme “A Criatura da Lagos Negra”… Uma alusão clara ao “Monstro de Fumo”, da Ilha.
9. Locke aparece ao grupo de Caesar e Ilana com um cobertor da Ajira Airways. Vivo. Aparentemente ele e este grupo estão na ilha menor, já que Ilana conta a Locke que o piloto Frank Lapidus e “uma mulher” deixaram a ilha numa canoa. A caminho da Ilha principal. Sendo a mulher… Sun, uma aposta minha já que ela não apareceu neste episódio. Como é que Locke regressou à vida?… Arrisco aqui uma tese que já lancei antes, na primeira Temporada de Lost e onde lançava a hipótese de o “monstro de fumo”, ser um agregado de nanomáquinas, criado para guardar o “Templo” (onde se refugiaram os Outros) e que teoricamente poderiam entrar no corpo de Locke, falecido, reparar os danos no cérebro e ressuscitá-lo, literalmente.
















Estou a gostar do paradoxo temporal da série e das explicações aos mistérios passados. Realmente a série não tem perdido a chama, após uma terceira Season mais fraca.
Abraço!
sem dúvida esta Season 5 está ao nível do melhor… especialmente os seus últimos episódios.. com aquele golpe genial de colocar os 6 em 1977…
Ainda me falta ver os 3 últimos, o meu leitor de DVD de sala como não suportava multisessão, não me deixou vê-los. Ver se esta semana completo o visionamento.
Estou curioso é por saber qual a explicação da longevidade do Richard Alpert, será que tem alguma referência há suposta longevidade que se dizia haver nos primórdios da civilização, que consta na bíblia, que os homens viveriam várias centenas de anos, há mesmo escritos de templários, registos não oficiais, de homens que ultrapassavam os 200 e 250. Se assim for parece que o corpo humano degradar-se-á mais rapidamente…estranho!
também eu… é aliás um dos mistérios para interessantes de Lost.
Essa longevidade biblica já a vi explicada pela forma como os judeus contavam os anos (pelas fases lunares) e essa discrepância, assim como erros de tradução poderia explicar a longevidade dos patriasrcas biblicos como Matusalém e Elias.
Quanto a Alpert… a minha tese é que ele… é contemporâneo da civilização que deixou as ruínas na Ilha e que esta é…
a Atlântida, deslocada a Ilha (que seria Atlantis) para o Pacifico por causa de uma experiência atlante que correu muito mal.
E aposto que este será o cerne do enredo na sexta e última temporada de Lost!
Desconhecia a contagem através de ciclos lunares, o que é uma explicação plausível. Do criador do Lost: http://www.fox.com/fringe/
Pois:
http://en.wikipedia.org/wiki/Hebrew_calendar
e eis aquilo que eu dizia:
“The early Patriarchs of the Bible are given extreme ages that are highest toward the beginning, with Adam reaching the age of 930, and Methuselah reaching 969 (Genesis 5). Some writers have attempted to explain these extreme ages as ancient mistranslations, which converted the word “month” to “year”. If this were true, it would turn the claimed 969 “years” of Methuselah into 969 months, or a more reasonable 80 years.[2] However, this theory, if applied to other verses, would make Kenan and Mahalalel only 5 years old when they fathered their sons. Other writers have suggested that “years” was translated correctly, but the numbers were an ancient mistranslation.[3] Other Biblical scholars believe that some of the numbers have a symbolic meaning: Enoch is said to have 365 years which, being the number of days in a year, would indicate his having lived “a full life”. Still others point out that there are only 10 names in this genealogical list, so that the list may contain generational gaps, which are covered by the lengthy lifetimes attributed to the patriarchs. [4]”
http://en.wikipedia.org/wiki/Longevity_myths#Patriarchal_longevity_myth
já vi o fringe… uns dois ou três episódios e pareceu-me meio oco e sem substância…
enfim, depois de ter provado “Lost”, tudo parecerá daqui em diante, sem sabor…
Sim, lembrei agora daquele dito que os antigos diziam para previsão de nascimento de um bebé ser mais fiável deviamos obtar pela contagem do ciclo lunar, luas, do que por meses, pode haver aqui uma correlação entre a contagem de ano por cíclo lunar e solar, tanto que os antigos guiavam-se mais pela lua, já que era mais fácil. Contigo é sempre a aprender.
Curiosamente foi também o que achei do Fringe, pareceu-me um X-Files mais insípido, com personagens pouco carismáticas.
eu é que aprendo… ou achas que me lembrava de cor disto tudo?
aliás, esta é também a fonte da crença (infudada) de uma relação entre os ciclos menstruais e a Lua… mais uma (das muitas) sobrevivências das religiões pré-cristãs na religião popular portuguesa…
É isso, Fringe está muito mais perto dos X-Files (bem observado) do que de Lost… Lost continua a ser ainda incomparável…
Muito bom voltar a ler seu ponto de vista acerca de Lost. E muito obrigado pela citação ao meu nome logo no início do post.
Esta temporada está fantástica. Sobre Ben X Widmore acho que ainda faltam alguns detalhes para ter uma opinião melhor sobre este embate. Afinal, os dois se proclamam “o defensor oficial” da ilha. E do que é que a ilha precisa tanto ser defendida ?!?!
Vamos aguardar para ver.
E sobre fringe, tenho as mesmas opiniões. Muito sem graça. Assisti os três primeiros episódios e já cansei. Melhor investir meu tempo em Lost.
Abraços.
de nada, Pedro… mais comentários virão…
está pois. começou meio morna, mas agora, para o fim, retomou o melhor da S1 e S2
O que a Ilha tem.. são os artefactos de Mu… A minha tese favorita!
E sim… Fringe….Boring!