Daily Archives: 2009/03/15

Porque mesmo nas grandes derrotas devemos sempre aproveitar a oportunidade para provocar os adversários…

Esta semana, na terça, tive uma real experiência de outração ontológica. Senti o que era ser lampião, o mesmo é dizer, o que era levar 7 a 1. E, convenhamos, não é uma experiência propriamente exaltante (excepto, quanto muito, para os masoquistas). Por isso, regressei depressa à condição de lagarto. O fim-de-semana deu-me razão…
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50 perguntas e respostas para usar em entrevistas de Emprego

Eis uma tradução de um artigo do blog bhuvans.wordpress.com, redigido por sua vez a partir do livro “The Accelerated Job Search” de Wayne D. Ford. Como estamos em maré de busca acelerada de emprego, em plena maré de quase meio milhão de desempregados pensei que fosse muito oportuno apresentar aqui a minha tradução “livre”, com algumas achegas de minha própria lavra. Cá vão assim as 50 perguntas que mais frequentemente surgem em entrevistas de emprego, e que podem ser usadas nos dois papéis, quer como entrevistador, quer como entrevistado:

1.  Fale-me sobre você:

Esta será talvez a pergunta mais frequente numa entrevista de emprego. Precisará de trazer na sua mente uma resposta breve mais ou menos memorizada, mas procure não deixar transparecer que trazia a resposta preparada, já que isso dará de si uma imagem de fraca espontaneidade. Evite mencionar interesses ou atividades que não se refiram diretamente à sua atividade laboral e aborde-os apenas se estes lhe forem especificamente apresentados. Descreva aqui que já realizou na sua vida profissional, focando particularmente naquilo que se relaciona com a vaga a que está a responder. Comece no passado e prossiga a sua breve descrição até ao presente.

2. Porque deixou o seu último emprego?

Seja lá quais foram as circunstâncias, mantenha sempre um toque positivo. Nunca, mas nunca mesmo, mencione problemas graves na sua organização anterior e jamais, mais jamais mesmo, mencione conflitos com os seus superiores ou colaterais. Se o fizer, perderá o emprego com toda a certeza. Diga que saiu por uma qualquer razão positiva, como a procura de uma nova oportunidade profissional.

3. Que experiência tem neste campo?

Seja específico a temas que se referem à posição que está na mesa. Se não tiver experiência específica, tente aproximar-se o mais possível. Evite todos os temas que não têm diretamente nada a ver com o campo para que está a concorrer.

4. Considera-se um homem/mulher de sucesso?

Tem que responder obrigatoriamente que sim e explicar sumariamente porque pensa dessa forma, listando os objetivos que traçou para si próprio no passado e a forma como os alcançou e como espera alcançar os restantes num futuro próximo.

5. O que pensam os seus colegas de si?

Leve mentalmente consigo uma ou duas frases citadas de um dos seus colaboradores, colaterais ou superiores. Se não se lembrar de nada diga “O Joaquim diz sempre que eu sou o trabalhador mais eficiente e persistente que já conheceu”.

6. O que conhece sobre esta organização?

É imperativo que investigue a organização antes da entrevista. Tente conhecer tudo sobre a organização, quais são os seus planos de expansão, a sua solidez económica, etc.

7. O que fez para melhorar os seus conhecimentos técnicos no último ano?

Mencione todas as atividades de melhoria da sua performance nas últimas funções, desde aquelas que foram financiadas pela anterior organização até aquelas que eventualmente pagou do seu próprio bolso.

8.  Está a concorrer também a responder a ouras ofertas de emprego?

Seja sincero, mas limite ao mínimo as suas respostas já que o importa é manter o foco no emprego sobre a mesa, não nenhum dos outros.

9. Porque é que quer trabalhar nesta organização?

Esta poderá ser a sua resposta mais importante. Baseie-se na pesquisa que fez sobre a organização. Seja absolutamente sincero, já que qualquer falsidade poderá determinar a sua eliminação.

10. Conhece alguém que trabalha para nós?

Esta pergunta pode ser fatal… há organizações que não contratam familiares e mencione apenas amigos se este estiver previamente avisado e fôr de absoluta confiança… não seria o primeiro a ser enganado por falso amigo que quando questionado sobre nós nos dá uma imagem oposta ao esperado e profundamente negativa.

11. Qual é salário que espera poder obter?

Uma pergunta de resposta delicada… cuidado se responder primeiro, razão pela qual o mais avisado será evitar responder e se perguntar algo do género: “diga-me qual é tipo de salário que está aqui em questão”? Alguns entrevistadores responderão, outros não… praticamente nenhuns o levarão a mal por ter fugido à resposta. Se contudo, achar que tem mesmo que responder, dê um valor tão vago e impreciso quanto o possível.

12. Como se dá com o trabalho em equipa?

Não terá outra opção além de dizer que sim, que se dá muito bem e que gosta mesmo muito, muito. Tenha exemplos à mão, prontos a citar e quanto mais recentes melhor. Exemplifique com casos em sacrificou o seu próprio bem estar ou a sua glória pessoal em nome do desempenho da equipa. Nunca se vanglorie, mas procure manter-se no domínio dos factos, tanto quanto o possível.

13. Durante quanto tempo espera trabalhar para nós?

Não seja muito específico. Diga algo vago como “durante muito tempo” ou “enquanto acharem que estou a fazer um bom trabalho”.

14. Já teve que despedir alguém? O que sentiu então?

Outra questão em que a qualidade da resposta é vital… Nunca deixe transparecer que gostou de o fazer, mesmo se essa pessoa mereceu tal despedimento. Mencione que teve que fazer aquilo que tinha que ser feito, e pronto. Diga que quando se trata de defender a organização ou o indivíduo tem sempre que optar pela primeira.

15. Qual é a sua filosofia quanto ao Trabalho?

Nem pense em alongar-se longamente sobre este tema… Diga o que pensa dos trabalhos que têm que ser feitos, e daqueles que são especialmente urgentes e do quanto pretende sacrificar para os cumprir. Seja positivo, mostrando um foco especial nos benefícios para a organização.

16. Se tivesse hoje dinheiro suficiente para se reformar, fá-lo-ía?

Não. É claro que tem que dizer que não… diga que prefere trabalhar a estar reformado…

17. Já alguma vez lhe pediram para deixar uma função?

Se sim, seja honesto… mas com brevidade e sempre sem dizer nada de negativo sobre a circunstância em que isso aconteceu.

18. Explique como poderia ser um ativo útil para a organização

Uma das respostas mais importantes de toda a entrevista é esta… Use-a para destacar os seus pontos mais positivos, especialmente aqueles que mais se relacionam com a oportunidade sobre a mesa.

19. Porque é que deveríamos contratar?

Sublinhe em que medida é que as suas capacidades correspondem às necessidades da organização. Nunca mencione que é melhor do que qualquer outro concorrente, nem sequer no abstrato.

20. Conte-me uma sugestão recente que tenha feito no seu último emprego

Vá para a entrevista com uma destas sugestões já preparada. Esta deverá ser uma que foi aceite (de forma a manter o tom positivo) e que tenha tido uma aplicação bem sucedida. Idealmente, deverá ser diretamente aplicável no tipo de funções a que está agora a concorrer.

21. O que o irrita mais nos seus colaterais?

Não lhe cheira a armadilha? Se não devia, porque é exatamente disso que aqui se trata… Simule que está a pensar em alguma coisa e depois diga que não lhe ocorre nada neles que o irrite e que o seu relacionamento com eles é tão bom que não lhe acorre agora nada que o irrite neles.

22. Qual é a sua maior força?

Pode dar uma de várias respostas. Desde que seja um aspecto claramente positivo. As respostas mais comuns são algo do género: a sua capacidade para prioritizar a resolução de problemas ou projetos, a sua capacidade para trabalhar sobre pressão, os seus conhecimentos técnicos ou a sua capacidade de liderança.

23. Descreva aquele que seria para um “emprego de sonho”

Procure não se referir a nenhum emprego que tenha tido no passado, nem sequer aquele que está agora na mesa. Não mencione especificamente um outro trabalho que não aquele que corresponderá a esta entrevista, porque isso poderá dizer ao entrevistador que sairá na primeira oportunidade. O melhor é manter-se no campo das generalidades.

24. Porque pensa que se adaptará bem a este emprego?

Mencione as suas capacidades, experiência e motivação.

25. O que procura num trabalho?

Veja a resposta 23

26. Com que tipo de pessoa recusaria trabalhar?

Mencione deslealdade para com a organização, violência física ou verbal ou ilegalidade. Qualquer coisa menos grave do que isto deve ser omitida.

27. O que é mais importante para si; dinheiro ou trabalho?

O dinheiro é sempre importante, mas o tipo de trabalho e a satisfação que se retira dele pesa sempre mais.

28. Qual era o seu ponto forte, segundo o seu anterior superior hierárquico?

Há aqui várias respostas possíveis, como lealdade, energia, capacidade de liderança, conhecimentos técnicos, etc

29. Conte-me o maior problema que já teve com um superior hierárquico

Mais uma armadilha… A ideia é colocá-lo a falar mal do seu superior. Se cai nela, a entrevista está concluída. A solução pode ser manter-se positivo e alegar falta de memória, exatamente como fazem os políticos quando se sentem mais apertados.

30. O que é o desapontou antes num emprego?

Não seja negativo. Fale de “falta de desafios” ou se foi afastado numa qualquer reorganização ou se a empresa fechou as portas, use essa informação agora.

31. Conte qual é a sua capacidade para trabalhar sobre pressão

Diga que gosta de certos tipos de pressão. Dê exemplos que se possam relacionar com o cargo a que está a concorrer.

32. As suas capacidades são mais adequadas para este emprego ou para outro?

Provavelmente, este. Não dê pistas de que poderia quer mais outro emprego além deste.

33. O que é que o motiva a trabalhar melhor?

Depende de si… Mas pode usar chavões como Desafios, espírito d realização pessoal e organizativa, reconhecimento do bom trabalho feito. Etc

34. Está disposto a trabalhar para além do seu horário? Fazendo noites e fins de semana?

Sim, claro… Se necessário e se a organização precisar, terá que estar disposto a tudo.

35. Como vai saber se teve sucesso neste emprego?

Existem varias formas de medir o sucesso. Definindo elevados padrões de qualidade e desempenho e cumprindo-os. Mas somente o seu superior é que saberá de facto se foi ou não bem sucedido.

36. Se fosse necessário, estaria disposto a mudar de local de trabalho?

Deve ser claro e honesto. Devendo recolher junto da sua própria família a sua disponibilidade para tal mudança se lhe parecer provável que o questionem sobre tal. Nunca diga que está disposto a mudar-se e depois não o faça… Já que isso poderá determinar o fim da sua carreira.

37. Está disposto a colocar os interesses da organização acima dos seus próprios?

Esta questão pretende aferir a sua potencial lealdade. Não se alongue. Limite-se a responder que sim.

38. Descreva o seu estilo de gestão

Fuja dos chavões de gestão, porque parecem exatamente aquilo que são: ocos. Contudo, pode usar termos comuns como “progressivo”, “gerador de consensos” (como apregoa Obama) e diga que o altera de acordo com as necessidades de cada circunstância.

39. O que aprendeu de erros anteriores?

Uma armadilha, de novo… Não mencione nada de realmente grave, mas não deixe de mencionar um ou outro pequeno erro, sublinhando sempre o aspecto positivo (medidas corretivas, aprendizagem obtida, etc)

40. Tem alguns pontos fracos?

Não lhes dê pistas… Obviamente que os tem – como toda a gente – mas deixe ao seu futuro empregador a tarefa de os descobrir. Refugie-se na frase de que ninguém é bom juiz em casa próprio.

41. Se estivesse a contratar alguém para este trabalho, o que procuraria nela?

Obviamente, seja lá o que for que diga, mencione sempre características que já possua e deixe de parte todas aquelas que não tem.

42. Acha que está sobrequalificado para esta vaga?

Diga qualquer coisa menos sim. Se pensar assim, e se o confirmar dizendo, está a dizer ao seu potencial empregador que irá sair na primeira oportunidade…

43. Como se propõe compensar a sua falta de experiência?

Se tem alguma experiência relevante de que o entrevistador ainda não tem conhecimento, refira-a agora. Se não, concentre-se em confirmar o seu empenhamento e a sua capacidade de esforço.

44. Que qualidades procura num superior hierárquico?

Seja genérico e positivo. Aluda a confiança, sentido de humor (todos julgamos que o temos, especialmente os chefes) e conhecimentos.

45. Exemplifique um caso em que teve que resolver uma disputa entre colaboradores

Dê um caso concreto e aluda sobretudo à forma como resolveu o problema.

46. Que posição prefere numa equipa que esteja a trabalhar sobre um dado projeto?

Seja honesto. Indique se trabalha bem em equipa, se tem capacidades de liderança e exemplifique sumariamente com exemplos concretos.

47. Descreva a sua ética de trabalho

Mencione tudo aquilo que possa beneficiar a organização, como espírito de missão e gosto pela satisfação recolhida pela pura execução de um trabalho com qualidade e eficiência.

48. Qual foi, até hoje, o seu maior desapontamento profissional?

Diga lá o que disser, nunca pode mencionar algo que estivesse sob o seu controlo direto. Demonstre espírito de aceitação e evite negativismos.

49. Qual foi a coisa mais divertida que fez no trabalho?

Algo que contribuiu para a organização e dentro do normal prosseguimento das suas funções, naturalmente…

50. Tem alguma pergunta?

Leve sempre – mentalmente – uma lista preparada de perguntas, fruto das suas pesquisas na Internet e que tenham a ver com a forma como pode contribuir para a organização. Questione sobre os projetos que estão a decorrer e sobre aqueles que estão prestes a começar e sobre a estrutura onde se irá integrar.

Fonte Principal:
http://bhuvans.wordpress.com/2006/08/19/50-common-interview-qa/

Categories: Job Searching, Sociedade | 115 Comentários

OLIVENÇA NA IMPRENSA BRITÂNICA

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Grupo dos Amigos de Olivençawww.olivenca.org

Divulgação 03-2009

Daniel Hannan, político, escritor e jornalista inglês, com vasta obra publicada sobre política europeia, debruçou-se agora, com saber e perspicácia, sobre a Questão de Olivença em artigo no Telegraph, cuja tradução para português se transcreve (segue-se o original em inglês).
http://blogs.telegraph.co.uk/daniel_hannan/blog/2009/03/13/if_spain_wants_gibraltar_when_is_it_planning_to_give_up_olivena

SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO TENCIONA DEVOLVER OLIVENÇA?

Daniel Hanan

E se tivesse sido ao contrário? E se a Espanha tivesse tomado um pedaçode território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo num tratadosubsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como querque a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar? Ni pensarlo! Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe umcaso assim. Em 1801, a França e a Espanha, então aliadas, exigiram quePortugal abandonasse a sua amizade tradicional com a Inglaterra e fechasseos seus portos aos navios britânicos. Os portugueses recusaram firmemente,na sequência do que Bonaparte e os seus confederados espanhóis marcharamsobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratado de Badajoz,obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana. Quando Bonaparte foi finalmente vencido, as Potências europeiasreuniram-se no Congresso de Viena de Áustria para estabelecer um mapalógico das fronteiras europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso àfronteira hispano-portuguesa (ou, se se preferir, Luso-espanhola) anteriora 1801. A Espanha, após alguma hesitação, finalmente assinou o mesmo em1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário, trabalhouarduamente para extirpar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindoo ensino do Português, depois banindo abertamente o uso da língua. Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se termovimentado para forçar esse resultado (ameaçou hipoteticamente com a ideiade ocupar a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmenterecuou). Embora os mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira pormarcar em Olivença, a disputa não tem sido colocada na ordem do dia nocontexto das excelentes relações entre Lisboa e Madrid. Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foicedida à Grã-Bretanha pelo Tratado de Utrecht (1713), tal como Olivença foicedida à Espanha pelo Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o paísderrotado pode reclamar com razões que assinou debaixo de coacção, mas éisto que acontece sempre em acordos de paz. A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratado de Utrechtforam violadas; que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do quefora estipulado primitivamente; que implementou uma legislação deauto-determinação local em Gibraltar que abertamente é incompatível com ajurisdição britânica especificada pelo Tratado; e (ainda que este aspectoseja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalaçãode Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força podePortugal argumentar que o Tratado de Badajoz foi derrogado. Foi anulado em1807 quando, em violação do que nele se estipulava, as tropas francesas eespanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra Peninsular. Alguns anosmais tarde, foi ultrapassado pelo Tratado de Viena. Certamente, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dospequenos detalhes legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola.Ainda que o problema nunca tenha passado pelo teste de um referendo, parececom certeza que a maioria dos residentes se sente feliz como está. A línguaportuguesa quase morreu excepto entre os mais velhos. A cidade (Olivenza emespanhol) é a sede de um dos mais importantes festivais tauromáquicos daépoca, atrai castas e matadores muito para além dos sonhos de qualquerpueblo de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim da touradade estilo espanhol e um regresso à obscuridade provinciana. Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vailevar. Este “blog” sempre fez da causa da auto-determinação a sua própriacausa. A reclamação do direito a Olivença (e a Ceuta e Melilla), por partede Espanha, assenta no argumento rudimentar de que as populações láresidentes querem ser espanholas.Mas o mesmo princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes,em 2002, votaram (17 900 votos contra 187!!!) no sentido de permanecerdebaixo de soberania britânica. A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito de estabelecer conexõesentre os dois litígios. A única razão por que os portugueses perderamOlivença foi porque honraram os termos da sua aliança connosco. Eles são osnossos mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso ladodurante 700 anos – mais recentemente, com custos terríveis, quando entraramna Primeira Guerra Mundial por causa da nossa segurança. O nosso Tratado dealiança e amizade de 1810 explicitamente compromete a Grã-Bretamha nosentido de trabalhar para a devolução de Olivença a Portugal. A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estesproblemas não devem prejudicar as boas relações entre os litigantes rivais.Enquanto Portugal não mostra intenção de renunciar à sua reclamação formalem relação a Olivença, aceita que, enquanto as populações locais quiserempermanecer espanholas, não há forma de colocar o tema na ordem do dia. Nãoserá muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante vis-a-visGibraltar. Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algoexcêntricos de espanhóis, devo clarificar previamente, para que fiqueregistado, que não é provável que estes encontrem facilmente um hispanófilomais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que respeita ao vosso país: oseu povo, as suas festas, a sua cozinha, a sua música, a sua literatura, asua fiesta nacional. Amanhã à noite, encontrar-me-ão no Sadler´s Wells,elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla Morente. Acreditem em mim, señores, nada tenho de pessoal contra vós: o problemaé que não podem pretender ter uma coisa e o seu contrário.

(trad. C. Luna)

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O último porta-aviões Nimitz, o “USS George W Bush” (CVN 77) foi entregue à US Navy

O novo super porta-aviões CVN 77 foi entregue à US Navy em http://www.nn.northropgrumman.com

O novo super porta-aviões CVN 77 foi entregue à US Navy em http://www.nn.northropgrumman.com

Numa cerimónia que teve lugar na Virgínia (EUA) a 10 de janeiro de 2009, o décimo e último porta-aviões da classe Nimitz foi entregue à Marinha dos EUA. O navio recebeu a denominação “USS George W Bush” (CVN 77). O super porta-aviões deverá completar os seus testes de mar nos primeiros meses de 2009 e empreender a sua primeira missão operacional nos finais de 2010.

A importância destes grandes navios é cada vez maior no quadro de uma superpotência mundial cujos meios estão completamente saturados e perigosamente levados até ao limite pelas suas missões intensivas e com mais de 20 anos de duração no Médio Oriente (Iraque e Afeganistão). O lançamento ao mar do “USS George Bush” (o pai, não o imbecil do filho) garante aos EUA um meio naval que mais ninguém no mundo alinha, ou prevê construir nos próximos vinte ou trinta anos e só por si, garante a sua capacidade projeção mundial de poder militar.

Fonte:
Air Forces Monthly, março de 2009

Categories: DefenseNewsPt | Tags: | 4 Comentários

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