1. Numa das viagens temporais, o grupo de sobreviventes composto por Sawyer, Jin, Juliet e Miles que está no local onde ainda não foi construída a Estação Orquídea observam a estátua, cujo pé de seis dedos foi visto no iate pilotado por Sayd no final da Temporada 3. Em ruínas… Logo, como nesta cena a estátua está intacta, isso quer dizer que o grupo viajou para a época da estátua. Esta é vista de longe, e de costas. Mas tem um vago aspecto egípcio, como muitas “antiguidades” da Ilha e terá (a tese é minha) sido construída pela civilização que deixou todos estes vestígios na Ilha: Mu.
2. Locke consegue alinhar a Roda com o seu eixo. Provocando uma viagem temporal mais intensa do que as outras. A luz da viagem é branca em vez de púrpura, como as outras. Ao ajustar a roda, Locke deve obviamente ter feito a “agulha” percorrer no “disco” (termos usados por Daniel Faraday) um espaço maior, daí a diferença da viagem e a… Permanência dos seus efeitos.
3. O grupo de Sawyer e Juliet encontra dois Outros que ameaçam uma mulher e que parecem ter interrompido um pacífico piquenique e morto o companheiro dessa mulher. Não é difícil presumir que são dois membros da Dharma Initiative que saíram do perímetro das Barracas, violando o território acordado entre a Dharma e os Outros e provocando assim a ira destes.
4. Horace Goodspeed, que parece ser o líder da Dharma Initiative, afirma a Sawyer que ele e o seu grupo não são “material Dharma”. De novo, uma referencia a algum tipo de “qualidade moral”, contida na própria designação “Dharma” (o “Caminho” no Budismo), qualidade que o grupo de Sawyer não tem… Compreensível tendo em conta o currículo mais que imperfeito de qualquer um deles, incluindo Sawyer. Recordemo-nos que logo no final da Temporada 3 os outros sobreviventes do voo, aparecem na Hydra, associados aos Outros os quais têm na mão uma lista de nomes, aparentemente com aqueles sobreviventes do Oceanic 815 que têm um padrão moral (Karma) superior ao do grupo de Sawyer.
5. Os Outros – nesta época liderados por Richard Alpert – exigem o corpo o marido de Amy, Paul. Esta acaba por aceder, em nome da trégua entre a Dharma initiative e os Outros (os “nativos”), mas retira-lhe antes do colar um “ankh”, um símbolo egípcio do “amor sexual”, ou seja, mais uma alusão à civilização do Egipto faraónico em Lost… O Ankh é também um símbolo da vida eterna, algo que nos remete para a aparente imortalidade de Richard Alpert. De recordar também que o signo aparece nos hieróglifos do “evento” na Estacão Cisne e que a estátua gigante que o grupo de Sawyer observa numa viagem temporal junto do poço da Estação Orquídea parece também segurar um Ankh em cada mão… Um motivo escultórico muito comum no Império Novo.
6. Na cena na “central de segurança” da Dharma, dois elementos desta reference-se a LaFleur (Sawyer) como sendo o chefe da segurança. Pouco depois percebe-se que Miles cumpre funções também nesta área. Aparentemente, o grupo está agora (1977) plenamente integrado na Dharma.
7. Sawyer chama a Daniel Faraday, “Platão”… Ora Platão é precisamente o autor da melhor fonte de informações sobre a desaparecida civilização mítica da Atlântida, no seu “Timeu e Crítias”. Será esta uma alusão indireta à relação entre este civilização (ligada a Mu) e aos numerosos e basilares testemunhos arqueológicos na Ilha, cuja guarda cabe a Cerberus, o “sistema de segurança do Templo”, mais conhecido como o “monstro de fumo”?


















Comentários recentes