Sobre a iminente fragmentação dos EUA, segundo o politólogo russo Igor Panarin

De novo?... Em http://warisboring.com

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“O desmantelamento dos EUA? Está previsto para 2011, o mais tardar, explicou o politólogo russo Igor Panarin à Academia Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, perante uma plateia de estudantes, diplomatas, agências noticiosas e jornalistas estrangeiros. A crer no decano da Academia de Ciências Militares, a América cindir-se-á em seis partes, sob o efeito conjugado da crise económica e do desmoronamento dos valores morais.”

A precisão da previsão causa suspeita sobre a credibilidade da mesma, mas a bombástica declaração de Igor Panarin, dita a tão douta audiência, não pode nem deve ser ignorada. Panarin não é um conhecedor da realidade profunda dos EUA, e a sua visão russa é condicionada por décadas de intensa rivalidade russo-americana e pelo muito mais recente conflito na Geórgia, a expansão da OTAN para leste e pela crise do sistema antimíssil.

“A Republica Californiana fará parte da China ou tornar-se-á zona de influencia chinesa. O Alasca pertencerá à Rússia. O Havaí será japonês ou chinês. A Republica Norte-americana do Centro será anexada ao Canadá ou fará parte da sua esfera de influência. A Republica Texana fará parte do México ou será uma zona de influencia mexicana. A América Atlântica poderá aderir à União Europeia.”

Os EUA são dos países mais descentralizados do mundo. O seu sistema de Governo coloca nas mãos dos Estados um grau de poder inédito em todo o mundo, sem semelhanças em outra federação, especialmente se contarmos nestas “falsas” federações como a Russa ou a brasileira (onde, convenhamos, o essencial do poder está mesmo nas mãos do poder central). Os EUA, pelo contrário, os Estados dos EUA, têm leis e manufatura legal própria, governos locais eletivos e não nomeados centralmente, sistemas fiscais autónomos e sistemas educativos próprios, policiais, etc. A vantagem de tal modelo de administração do Estado é evidente: garante uma prioridade aos interesses locais sobre os federais ou globais e uma agilidade de reação e um dinamismo social e económico que tornam os EUA um país – ainda hoje – absolutamente ímpar. Com efeito, poucos países são tão descentralizados como os EUA, e essa unicidade é uma parte da explicação para a predominância dos EUA no mundo, nos últimos 50 anos. Mas este modelo também facilita a cisão, em momentos de grande crise, é certo… Com Estados tão habituados a regerem de per si uma os seus assuntos, a tese de Panarim, que prevê que se a crise económica se continuar a agravar nos EUA, as populações poderão responder exigindo que os seus governantes locais declarem a independência e saiam dos EUA, ganha credibilidade… É que se alguém é responsável pela presente situação, são os Congressistas e Senadores que cederam sistematicamente aos Lobbies financeiros e que a troco de “contribuições” para as suas campanhas, desregularam e liberalizaram os mercados a um ponto tal que estes enlouqueceram, embriagados pela especulação e pela riqueza fácil. Na verdade, essa turba que levou o planeta à recessão não mudou e o essencial do edifício desregulatório permanece de sempre, antecipando novo estouro. Na hipótese deste acontecer, será ainda maior do que o corrente, porque a estrutura que criou o estouro das .com em 2000 e que ecoou depois em 2007-2009 persiste intata: um economia onde o setor financeiro e de serviços tem um peso desproporcionado sobre a “economia real”, cativando a maioria do Capital e das melhores mentes. Se após esta crise que teve o epicentro nos EUA e que meses depois já se instalara em todo o mundo, então, bem que podemos ter uma reação popular como aquela que o russo antecipa: uma negação das populações sobre a forma como o “centro” as rege e declarações massivas de independência. A que se seguirá uma guerra civil, já que os poderes instalados em Washington (as multinacionais e os megabancos) nunca tolerarão tal movimento libertário por parte do povo americano.

Fonte:
Courrier Internacional, abril de 2009.
Em
Nezavissima Gazeta

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18 Respostas a Sobre a iminente fragmentação dos EUA, segundo o politólogo russo Igor Panarin

  1. Darth Vader diz:

    Pois estou a ver Sr. Igor Panarin, a vodka estava mesmo boa….

  2. Deltóide Latejante diz:

    Acho exactamente o oposto… vai ser a maleabilidade e capacidade de adaptação dos estados individualmente à realidade actual que permitirá aliviar tensões dentro da Nação. Para quê cindir se a Federação já permite a independência de decidir por si o seu futuro?

    E então a integração na Rússia por parte do Alasca, é de rir. Era passsar do sal para a salmoura!

  3. pedronunesnomundo diz:

    …eu fico-me mesmo pela tese do vodka que o DV avançou

  4. De facto, eu não me espantaria muito se os EUA se cindissem mesmo… São uma verdadeira Federação, com grande autonomia estadual e logo, essa fragmentação é muito mais fácil do que numa Rússia ou numa Alemanha (estados, também teoricamente federais).
    O regresso do Alasca é de facto patético… Ainda que dentro dos desejos (e arrependimentos) russos, claro!

  5. Marco diz:

    Esse senhor só se esqueceu uma coisa muito importante.
    Todos os estados americanos são parte da união por vontade própria e não por imposição.
    O sentimento de unidade nacional do povo americano é impressionante.
    quase todos hasteiam a bandeira em suas casas, não por obrigação mas por amor ao país.

    Países mantidos por um governo central forte é que tende a se fragmentar, o maior exemplo é a finada União Soviética.

  6. se a china assumir a condiçãos de super é hegemónica, quem corre riscos de verdade e a Rússia e suas terras,e sem esquecermos de Formosa q é sua por direito…o resto e puro negocio…

  7. Pura falácia, isso jamais ocorrerá..loas.

  8. não sei… a california não deixa de ter uma grande comunidade chinesa…

  9. Quanto por cento da ppopulação ? Se fosse maioria de Xicanos…ainda pode-se aventar tal possibilidade ,pura loas, sem o menor fundamento político…é social, eu ñ acredito.

  10. ze_ninguem diz:

    Realmente uma opinião destas só pode vir de alguém profundamente mergulhado no vodka E (&&) que nunca esteve na América nem sentiu o que é o espírito e o orgulho do povo americano. Estou mesmo a ver os americanos cansarem-se do capitalismo americano e saltarem com entusiasmo para os braços dos capitalismos russo, mexicano e chinês. Aliás, os mexicanos e chineses entram ilegalmente na América para lá viverem porque são masoquistas! Se a América tivesse de se fragmentar isso teria acontecido durante a grande depressão dos anos 30. Se sobreviveu a isso (e saiu muito mais forte) sobrevive fácilmente a esta crisezita que faz lembrar o peido de um grilo em comparação com os anos 30. A América vai sair da crise não tarda nada enquanto muitos outros continuarão a definhar. Como dizem na América…bullshit. Não tenho simpatia nenhuma pela América e acho que os americanos em geral são um rebanho de ovelhas sujeitas a lavagem ao cérebro. Mas que são de longe a nação mais empreendedora dos últimos dois séculos, não tenho dúvida nenhuma. Esta opinião ensopada em vodka não é nada mais que uma anedota barata.

  11. sim, ainda que ache que a fragmentação dos EUA não é assim tão impossível, a sua absorção pela China e México (e então pela demograficamente decadente Rússia…) é altamente improvável e resulta sobretudo de um “whishful thinking” russo…
    Os americanos de hoje estão “domados” pelas multinacionais e pelos lobbies.
    Mas continuam sendo – como dizes – um dos povos mais dinâmicos e empreendedores do mundo, de onde ainda virão grandes surpresas… como Roma, que se julgava morta no séc. II d.C. mas ainda viria a conhecer o reinado dos Antoninos e cair apenas 3 séculos depois.

  12. Lobe diz:

    Prezados,

    O comentarista deseja aos EUA o mesmo que se passou com seu grande país (URSS). Mas as condições são completamente diversas.

    Ele, como bom Russo, acredita que a divisão da antiga União Sovietica foi causada por divergências políticas e econômicas.

    Não reconhece a questão das nacionalidades, que ainda é uma grande dor de cabeça aos Russos hoje em dia.

    Principalmente, não percebe que, ao contrario da URSS, os EUA são formados por pessoas com sentimento de nação única, ou seja, que se sentem como um só povo.

    Quem vem de uma antiga URSS, em que as pessoas tinham sua origem étnica marcada nos documentos pessoais, certamete tem dificuldades de entender como isto é um freio a qualquer tentativa de sesseção.

  13. Filho de Wander diz:

    Ele diz isso porque o país dele passou pelo mesmo problema, e ao invés de se aprofundar nos estudos sobre outras nações, prefere lançar teorias depois de um porre de Vodka, a típica filosofia de boteco dos ignorantes russos! Get a live… As nações estão mais para se unir do que se dividir!

  14. Isso é consequência de mt vocka…é como são boas a vockas Rússas…mt boas. O problemas é o depois,,mô pileque…Acorda sr. Vate, procure a AA .

  15. joão tavares diz:

    Os EUA são hoje aquilo que portugal foi á quinhentos anos,ou seja,enquanto os EUA possuirem o lobbie judaico dentro das suas fronteiras os EUA continuarão a ser a grande potencia que são hoje,são os judeus que fazem daquela nação de gente burra um pais poderoso.E não fosse a maldita inquisição e a corja do vaticano hoje poderiamos continuar a ser a grande nação que já fomos.
    Os EUA têm trezentos milhões de habitantes,seis milhões são judeus,e quase metade dos premios nobel dos EUA são tambem judeus,seis milhões para trezentos milhões é obra não acham ?!
    e muitos desses judeus são de origem portuguesa,o ouro nunca esteve no brasil ou em angola,o ouro esteve sempre aqui em portugal,a inquisição encarregou-se de empobrecer o pais para todo o sempre,quem ganhou com a nossa estupidez foram os EUA.

  16. Mt países são o q são por pura estúpidez dos seus governos…Vide a coreia do norte q é hoje uma potência econônica; é sem judeus, se tiver um humanista , patriota, e esclarecido…ocorre o salto qualitativo vindo das massas, e todo o país ganha…Coreia , japão …é sem judeus. …

  17. João, sem dúvida… ainda hoje pagamos o preço dessa expulsão… veja-se a clássica prosperidade da Holanda e da Bélgica. Quanta parte dela – hoje em dia – se deve ainda ainda à herança desses judeus expulsos pelo ultracatolicismo?

  18. Historiador diz:

    Escrevem como se vivessem naquele país (EUA), incrível serem analfabetos funcionais, não entenderam nada que o russo quis dizer. Além de demonstrarem não conhecer história acham q podem defender a “União” só pq assistem filmes americanos e já estão aculturados, sendo completamente alienados ao que se passa nessa aldeia global. Quando aquele país entrar em novo colapso, assim como nosso Brasilzinho e a Rússia tendem a se fragmentar. É uma questãod e tempo, de interesses… Políticos econômicos, sociais, culturais ou religiosos, pode ser qualquer um. Esse mundo avança a passos largos para um remanejamento, e parece q ninguém vê. Ver pra quê né? Ler pra quê? Me interessa o meu, poder dizer q estive nos EUA e comprei, o cumulo da estupidez capitalista (obs.: não sou marxista nem comunista e nem socialista), posso me considerar alternativo, pq não encontrei nenhuma “doutrina” perfeita para as sociedades, cada qual que encontre a sua. Acorda povo antes de falar saiba o q se passa. Alguém disse q eles hastem bandeiras em casa, essa pessoa rodou todo os EUA para aferir isso? Não sabe a falácia q manifestou. Sai da NET, da SKY, vai fazer um tour por lá, e não diga q é brasileiro, senão te deportam. Tem até programa na TV contra brasileiros, tá tudo na internet, em jornais, é só procurar saber. Quem procura acha! Boas reflexões!

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