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Os jatos de vapor de água que emanam da superfície da lua saturnina Enceladus poderão não ser afinal produto de um oceano subterrâneo, como se pensou inicialmente… Estes jatos foram observados pela primeira vez pela sonda Cassini, da NASA, em julho de 2005. Uma análise então realizada indicava que se tratavam de jatos de vapor de água e partículas de gelo, o que levou muitos a acreditarem existirem oceanos sob a superfície do satélite de Saturno.
Se existisse um oceano de agua liquida em Enceladus, estariam criadas as condições para que existisse aqui vida. Por isso varias equipas no mundo começaram a trabalhar em modelos teóricos que explicassem o fenómeno dos geysers e como se comportaria um oceano sob uma crusta planetária.
Uma dessa equipas foi a do professor Nicholas Schneider da Universidade do Colorado. Para testar a teoria da existência de um oceano subterrâneo a sua equipa procurou determinar a percentagem de sódio dos jatos, tendo em que se esta fosse elevada então seria muito provável que existisse mesmo esse oceano. A partir daqui – como a Cassini já não estava perto de Enceladus – a equipa de Schneider tentou usar telescópios baseados em Terra para determinar a quantidade de sódio na ténue atmosfera de Enceladus.
E foi aí que a tese dos oceanos subterrâneos de Enceladus começou a sofrer… Varias observações revelaram haver muito pouco ou nenhum sódio em Enceladus. Outro estudo, desta feita sobre as partículas de gelo emanadas desses geysers revelaram contudo a presença de algum sódio, indicando que pelo menos há alguns indícios que apontam para esse oceano subterrâneo.
Estes resultados contraditórios podem ser explicados pela presença de cavernas onde existe vapor de água, saindo este daqui muito lentamente, o que explica a fraca presença de sódio nos jatos dos geysers.
A tese das cavernas com vapor de água não é tão fantástica como a de um oceano subterrâneo, mas não retira validade à tese da existência de vida nestes locais recônditos do satélite saturnino, tornando Enceladus num dos locais mais interessantes do Sistema Solar e que reclamam mais urgentemente reclama a presença de uma sonda espacial.
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