A Administração Obama está a preparar-se para vetar legislação em gestação no Congresso que permitiria continuar a fabricação de caças de 5a geração F-22 Raptor, assim como o motor General Electric/Rolls-Royce F136. Estes dois programas seriam mantidos, sacrificando o programa F-35 Joint Strike Fighter, segundo opção assumida pelo Congresso dos EUA.
A decisão dos congressistas (muitos deles democratas) é um claro confronto com o Secretário da Defesa Robert Gates que a 6 de abril declarou que os 187 Raptors da USAF eram suficientes e que os EUA não precisavam de mais aparelhos desse tipo. No mesmo momento, Gates assumiu que o motor F136 podia ser abandonado porque o F135 era já adequado às necessidades do F-35.
A Administração Obama está também a tentar bloquear o financiamento para o General Atomics MQ-1C Sky Warrior, um UAV de segunda geração, assim como que a USAF retire do serviço os C-5A e os substitua por C-17 novos…
Em suma, claramente que para Obama a via da retoma irá ser pela via do investimento do Estado e da injeção de Capital na Economia, mas ao contrário da “Reaganomics” dos anos 80, em que foi pela via do complexo industrial-militar que se alavancou a retoma de uma economia que estava então mergulhada numa depressão tão intensa como a atual, Obama não acredita que será pela multiplicação das despesas militares que a economia dos EUA irá retornar ao caminho do Crescimento… É claro que essa decisão poderá parecer acertada, dadas as atuais circunstâncias e o elevadíssimo nível de endividamento público dos EUA, mas irá traduzir-se a curto prazo na redução da capacidade dos EUA influenciarem os destinos do mundo, pelo menos não da mesma forma preponderante e quase “imperialista” das últimas décadas.

















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