O Brasil vai começar a construir o seu primeiro submarino nuclear em 2016

O SNA Barracuda: a origem do SNA brasileiro? (http://www.defesabr.com)

O SNA Barracuda: a origem do SNA brasileiro? (http://www.defesabr.com)

O Brasil prepara-se para começar a construir o seu primeiro submarino nuclear em 2016. O navio será uma variante do submarino francês Scorpène, mas com propulsão nuclear. O submarino deverá entrar ao serviço em 2021. Nessa data o Brasil entrará oficialmente no restrito número dos países que operam submarinos nucleares nas suas marinhas.

A construção do navio irá implicar um nível elevado de transferência de tecnologia nuclear francesa para o Brasil. Algo que não será de somenos se tivermos em conta o facto de que a França detém hoje a tecnologia nuclear mais avançada do mundo. Além da tecnologia de pequenos reatores, muito outro know-how no domínio da eletrónica, cascos, baterias, etc será transferida, potenciando a sua rápida aplicação na construção naval civil.

Pessoalmente, nunca fui grande adepto desta opção brasileira… Sempre considerei que o preço de desenvolver um tal submarino seriam equivalentes aos de manter toda uma frota dos mais modernos submarinos AIP, mas essa não é a tese favorita no Brasil, prevalecendo aquela que defende que um submarino nuclear poderá patrulhar de forma mais eficiente a imensa zona económica exclusiva brasileira e as cada vez mais importantes plataformas petrolíferas. É verdade que durante a Guerra das Malvinas, 3 submarinos nucleares britânicos conseguiram manter colada nos portos toda a marinha argentina, provando que um navio que pode estar submerso durante longos períodos pode ter um fantástico poder dissuasivo, mas… Um AIP pode fazer o mesmo, a apenas uma fração do preço de um SNA.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/brasil-primeiro-submarino-nuclear-brasileiro-comeca-a-ser-construido-em-2016=f532894

Categories: Brasil, DefenseNewsPt | Tags: | 32 Comentários

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32 pensamentos em “O Brasil vai começar a construir o seu primeiro submarino nuclear em 2016

  1. André Cassiano

    Tem uma coisa errada ai , o França não vai transferir tecnologia nuclear para o Brasil,apenas a tecnologia de construção do casco (tecnologia do aço usado ,solda ,sistemas de combate ,etc) toda aparte nuclear será de responsabilidade do Brasil, inclusive o sistema de controle do reator ,o reator já se encontra em construção,em Ipero- São Paulo,toda a tecnologia desde construção do reator até a do enriquecimento do urânio já são dominada pelo Brasil ,além disso tem convenções internacionais que proibi a transferência de tecnologia nuclear para uso militar, pode haver transferência de tecnologia nuclear ,mas para construção de usinas para geração de energia ,o governo tem planos começar a construir 4 usinas no nordeste e as empresas vão ter que transferir tecnologia ,a mais cotada para construir os reatores é a Francesa Areva.
    Só um dado, nos últimos 8 anos o governo liberou 250 milhões de reais por ano para o reaparelhamento da marinha ,só em outubro deste ano foi liberado 2,1 bilhões de reais para a construção dos submarinos , parece que agora estão levando a serio .

  2. corretamente observado, André.
    Por “nível elevado de transferência de tecnologia nuclear francesa para o Brasil” pretendi referir a tecnologia do casco, que é específica do reator do navio, mas não exatamente do reator, que é de concepção e fabrico inteiramente brasileira.

  3. paulo dias

    parece-me que um dia iremos assistir a uma novela do “KURSK” mas em versão brasileira e com um pouco de samba.
    O brasil construir a manter submarinos nucleares ?! é anedota,o brasil não tem meios tecnologicos nem humanos para tal coisa !!!!
    eles queriam mas não têm !!!!!
    LOL

  4. Caro Clavis,

    Não nenhum especialista da área militar, mas acompanho o assunto com muita atenção. O problema dos submarinos com AIP, segundo os dados que até agora recolhi, é a sua autonomia e a sua velocidade com este sistema, para além da logística necessária para se abastecerem.
    No caso do U-214, o submarino com o sistema AIP mais avançado, a autonomia é de 420 milhas a 8 nós e 1.248 milhas a 4 nós. Isso o condena a ser uma arma limitada à guerra de posição, ainda que esteja em alguma vantagem em relação aos subs exclusivamente a diesel. Mas é uma vantagem limitada que pode ser anulada após um ataque, que revela a presença do submarino. Com o submarino nuclear, cujo problema da autonomia não se põe, é possível navegar constantemente a 30 nós, o que o torna apto à guerra de movimento e aumenta as possibilidades de sobrevivência após um ataque.
    Isso também obriga o inimigo a empregar muito mais meios para a caça aos submarinos pois a área a ser protegida é muito maior.
    E há um facto que torna o projecto brasileiro muito interessante; o sistema de propulsão utilizará a técnica desenvolvida para as ultra-centrífugas usadas no enriquecimento do urânio, que operam sem atrito graças ao magnetismo.
    Com uma arma dessas o Brasil poderá fechar o Atlântico em caso de necessidade.

  5. Salve estimado Clavis, se me permite gostaria de fazer uma coprreção no texto ai publicado.
    O submarino o qual marinha do Brasil se baseará para seu programa do qual pretende construir 5 unidades será a classe francesa SUFFREN ou simplesmenmte barracuda, entretanto o navio brasileiro será maior em comprimento e deslocamento algo como 5 metros e 200 toneladas a mais atingindo perto de 6000 ton.
    quanto aos Scorpène, sim estes sim serão comprados diretamente e fabricados no Brasil, serão inicialmente 4 mas o PRM prevê um total de 15, tal como o Sub Nuclear a variante Scorpène Brasileira será algo entre 5 e 7 metros maior, terá maior autonomia e mais espaço para conforto da tirpulação isto porque a Marinha quer manter estes subs o máximo de tempo nos mares e em operações de longo raio.
    portanto os SSK serão Scorpene
    o SN será SUFREN.
    um grande abraço e cordiais cumprimentos
    E.M.Pinto
    Plano Brasil

  6. Carlos:
    Tudo correto e concordo com o que acrescenta. Mas a questão da propulsão nuclear deve ser vista para além de uma estrita lógica militar: o custo de um sistema nuclear (desenvolvimento, construção e sobretudo manutenção) tem que ser muito mais alto do que um sistema AIP. E quantos submarinos AIP poderia o Brasil operar pelo mesmo custo de criar, construir e manter um? Por alguma razão se fala sempre de um SNA e nunca vi falar em lado algum de uma frota destes navios… Em suma: o SNA é excelente como arma disuasora, mas… manter uma frota de 5-7 AIPs não trará o mesmo resultado por uma fração do custo?

    E.M.Pinto:
    Obrigado pela correção! É um erro desta fonte. Um jornal generalista português.

  7. Estamos mt atrasados, nessa área , no VLS..na educação…enfim, só atraso.Tbm, com os governantes q sempre ” elegemos”; estou querendo o quê?

  8. isso não duvida, Carlos: os governas são extaamente aquilo que nós queremos sejam: bons ou maus. E quem não vota… não tem direito a criticar!

  9. Clavis,

    Eu concordo com o seu raciocínio de que se deve ter atenção aos custos, mas há uma outra informação a considerar nessa equação; o facto da marinha brasileira já ter desenvolvido um reactor e possuir a tecnologia que usará para a propulsão.
    Posso me enganar no número, mas penso que algo em torno de 1,5 bihões de dólares já foi investido desde 79, o que torna o programa brasileiro exemplar em matéria de custos (aí se inclui também o desenvolvimento da tecnologia de enriquecimento do urânio).
    Para desenvolver o AIP, que é um sistema mais limitado militarmente, teríamos que começar do zero, e isso seria mais caro do que completar o submarino nuclear, onde falta somente o casco.
    Eu acredito que os militares brasileiros sabem o que estão a fazer. Na verdade sou levado a crer que somos nós que não sabemos tudo o que eles estão a fazer. Pesquise acerca da figura do Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva e ligue isso com algumas notícias recentes em torno de uma tese chamada “Simulação numérica de detonações termonucleares em meios híbridos de fissão-fusão implodidos pela radiação”, publicada pelo Instituto Militar de Engenharia.
    Há muita fumaça no horizonte…

  10. Correcto Carlos Velasco.

    Há muito que o Brasil possui a capacidade construir os seus vetores movidos a energia nuclear, o que não tinha era um projeto coeso e plausível, nem tão pouco orçamento para isto, mas agora dispõe e as perspectivas sãod eque no futuro(próximos 15 anos) este orçamento triplique passando por exemplo orçamento de nações como Reino unido e França.
    Quais limitações terá este país?
    devolembrar que as centrais produtoras de combustível nuclear brasileiro operam desde os anos 80 e sãoa s mais moderna do mundo, quem duvida que faça uma pesquisa rápida pela net e verá.
    capacidade, pessoas formadas e profissionais dedicados abundam no Brasil, o problema sempre foi a admnistração pública, mas até esta está a mudar, como pode ser visto também em uma pesquisa rápida pela net.

  11. si, admito que os 1,5 biliões já gastos no reator alteram os termos da equação a favor do SNA…
    Mas e a manutenção? E a base especial que terá que ser construída? Já se sabe o que vai custar esta estrutura por ano?

    e nota: 1,5 bilião para ter um SNA é caro… muito caro mesmo!
    http://outthere.whatitcosts.com/nuclear-submarine.htm
    um Virginia custa 2,1 biliões cada
    e não sei quanto custará esse SNA, mas não deverá ser menos do que os 1,6 biliões por unidade que custam os SNA aos franceses… o que dá: 3,1 biliões pelo (único) SNA brasileiro?!

    Um Scorpene AIP custa 439 milhões de euros… Ou seja, daria para comprar 6 pelo preço desse SNA.

  12. Eu tbm vejo o mesmo com um preço mt maior q um convencional, + temos de possuir pelos uma fritilha de 06 subs nucleares…e no mínimo uns 21 SSKs , e fortemente armados, capazes de atacar alvos em terra…p, ontem.

  13. Pedro

    E provavel que um classe virginia custe 2,1 bilhões para ser consturido hoje, mas se somar o valor para o desenvolvimento do submarino desde o inicio do projeto com certeza o valor sobe para mais de 10 bilhões de dolares, portanto se o brasil conseguir pelo preço que esta falando sera um dos projetos de submarinos nucleares mais baratos desenvolvidos. E não se pode comparar um submarino tecnologia AIP

  14. André Cassiano

    Sobre a base ,o acordo com a frança já inclui a construção de uma base naval e na mesma base, o estaleiro para a construção dos submarinos nucleares e convencional , no total 1,5 bilhões de dolares .

  15. pedro:
    pois. é verdade… 10 biliões é provavelmente um valor muito aproximado. Ainda assim, o custo de desenvolver um tal navio continua a ser muito superior ao de desenvolver tecnologia aip local… e exportável, o que não poderá acontecer com o sna,
    certo?

    andré:
    construção, mas não manutenção, naturalmente… é aqui que a diferença entre o AIP e o SNA será maior. a prazo.

  16. Vamos ver, primeiro o boi a carnes depois…

  17. antonio moreira

    Um submarino é uma grande arma dissuasora,é uma arma que pode provocar o TERROR nas linhas inimigas , o brasil é uma grande nação,é um pais muito cobicado pelas potencias estrangeiras,as terras de vera cruz têm que desenvolver o seu exercito,têm que ter um exrcito com capacidade de dissuasão para que ninguem um dia tenha ideias preversas em relação ao brasil !!!!
    O brasil deveria fazer acordos multilaterais entre russia-china-india para a transferencia e cooperação militar,o brasil deveria tambem fazer uma aproximação a israel,pois estes têm muito know-how em diversas areas que só iria beneficiar o brasil,não nos esqueçemos que existem estudos que sugerem que quinze porcento da população brasileira é descendente dos novos-cristãos fugidos de portugal,ainda não compreendi porque nenhum governante brasileiro ainda não deu nenhum passo em relação a essa opção estrategica !!!!

  18. a china não transfere tecnologia… só a tenta captar, sob todos os meios e formas…
    um tal acordo com essa potencia imoral seria não somente perigoso, como mancharia os pergaminhos imaculados em Direitos Humanos e intervencionismo externo do Brasil.

  19. Os ianks já estão indo embora do cenário internacional como potência hegêmonica, esse séc. é do Dragâo…é inevitável,o contraponto deles é a India, como eu digo, se a politica de “um só filho” cair…nenhum pais poderá deter seus exercitos, seu ímpeto; só espero q continue a ser um pais sem pretenções expansionista. Eles vaõ ter de volta “formosa” , por direito, e boa parte da siberia..os Rússos q se cuidem , quem viver verá.

  20. não é inevitável… o planeta não está fadado a ser subjugado por uma china cada vez mais arrogante e prepotente. Não devemos deixar-nos vencer pelo gigante, já que no passado, nunca houve uma única potencia dominante, no futuro será o mesmo: todos Europa, Brasil, EUA (ainda longe de estarem “acabados”) e muitos outros manterão o mundo naquilo que este é ainda hoje: multipolar.

  21. Caro Clavis,

    É pena que são poucos os que pensam de facto o problema chinês, especialmente por ser um problema grave.
    A relação do mundo com a China é curiosa. Deixam o gigante se fortalecer através das exportações de produtos manufacturados por mão-de-obra expulsa do campo – com quem o trabalhador ocidental não pode competir a não ser que opte pela pobreza – para ganhar a sua boa vontade, mas esta só diminui com o aumento do poder chinês.
    Pior que a dependência chinesa do mercado consumidor ocidental para a sua industrialização, é a sua dependência alimentar gigantesca e também a sua dependência de matérias-primas importadas, como provam a soja e o minério de ferro que o Brasil exporta ao invés de transformar em aço para a sua própria indústria.
    Ainda estamos em tempo de nos fazer respeitar pela China, só basta a vontade, mas está chegando o dia em que a China terá capacidade ofensiva e poderá alcançar com sucesso o que o Japão desejou antes da 2ª Guerra Mundial.
    Para quem matou 76 milhões dos seus, penso que condenar uns bilhões à escala mundial não são um problema – e nem umas centenas de milhões dos seus – e a Rússia, senhora da Europa, está com eles. O prémio desta vez é o governo do mundo.

  22. espero q vc esteja certo,multipolar..é bem melhor p td o planeta, e CS + abrangente e decisivo.

  23. Sim, os países que hoje buscam a aliança com a China parecem prioritizar o bruto e cego ganho material imediato, sem pensarem que a prazo, sairão prejudicados. A China está a comprar tecnologia, mas não o fará para sempre e cada sua compra tem em mira direta a reprodução interna, para posterior reexportação.
    Eles (governo de Pequim) têm armas que hoje ninguém mais tem no mundo para manter baixos custos de produção: desregulação ambiental e laboral e mão-de-obra resultante do êxodo rural que indica, de facto.
    Com tais armas, a prazo, devorarão tudo o que resta de produção industrial de baixa e média tecnologia nos próximos 10 anos, e após estes, vai também a alta tecnologia que agora estão a importar (e a desmontar) a russos e europeus…

  24. Caro Clavis,

    Em primeiro lugar faço um reparo ao post que escrevi. Errei feio na concordância verbal no último parágrafo (não são um problema ao invés de ” não é…”). A pressa é inimiga da língua.
    A coisa importante que desejava escrever é acerca da pressão chinesa sobre a Embraer, depois desta ter transferido a sua produção de jactos leves para a China e não ter recebido as contrapartidas prometidas, para que ela transfira a produção dos EMB-190 para lá.
    Ao mesmo tempo os chineses vão fazendo planos para entrar em força na aviação civil e já apresentaram uma turbina comercial para um futuro avião de 190 lugares(http://www.aereo.jor.br/2009/11/04/avic-revela-modelo-do-motor-chines-sf-a-para-o-jato-comercial-c919/).
    Os ingleses acordaram o Dragão depois da guerra do ópio, o ocidente quase todo pilhou aquela nação para defender os interesses de uns poucos e agora o mundo todo pagará por isso, a não ser que…

  25. é verdade.
    a Airbus também cometeu o mesmo erro, mas numa escala ainda maior:
    http://www.freerepublic.com/focus/f-news/2277262/posts

    aqui, com a Embraer e a Airbus, a táctica chinesa é clara:
    transferem tecnologia, na mira de chorudos contratos de curto prazo, e prazo passam a produzir para as necessidades locais e a longo, exportam, aniquilando aqueles que cairam no canto do cisne…

  26. Salve estimado Clavis
    segue aqui algo referente ao SUB NUC

    Segue abaixo uma sinopse do que foi publicado na Diário Oficial a respeito de l.iberação de verbas para o pro-sub.
    O governo pretende em 20 de janeiro de 2010, lançar a pedra fundamental do estaleiro e da base naval em Itaguaí (RJ), onde serão construídos os submarinos.
    A Nuclep deve começar a moldar e soldar algumas partes do 1ª “scorpene” segundo alguns comentários que vieram ao meu conhecimento a partir de maio ou junho/2010, porém nada confirmado, a pálpável porém. Tratam-se de partes que a empresa já adquiriu “Know-how” com os 209 alemães, Quanto a seção dianteira desse 1º submarino será construida pela DCNS na França, acompanhada por tecnicos e engenheiros brasileiros que receberão o repasse tecnologico para montar as demais seções no Brasil, não tenho noticia de quando será iniciada. Nesse aspecto peço ajuda dos senhores moderadores, sócios e colaboradores do Clube DefesaBr, conseguirem informações a respeito.

    O Diário Oficial da União publicou, em 26 de outubro, lei que abre crédito especial no valor de R$ 2,1 bilhões para a Marinha neste ano. O dinheiro será usado na implementação do Programa de Desenvolvimento de Submarinos. A maior parte dos recursos (R$ 1,4 bilhão) refere-se à parte do pagamento do contrato acertado no início do mês passado com o governo francês, que prevê a construção do primeiro submarino nuclear no Brasil e a aquisição de submarinos convencionais. Além disso, a nova lei determina alterações no Plano Plurianual (PPA 2008-2011) no programa de reaparelhamento marítimo. Ao todo, segundo a lei, o projeto está orçado em R$ 18,7 bilhões, que deverão ser investidos até 2024.
    Para 2009, o projeto inclui R$ 700 milhões que serão utilizados na construção de um estaleiro dedicado à fabricação dos submarinos e de uma nova base naval, capaz de abrigá-los. Na prática, o montante total será incorporado à rubrica do programa de “reaparelhamento e adequação da Marinha do Brasil”, que até então contava com apenas R$ 541 milhões de dotação orçamentária este ano. Entre 2003 e 2009 – até o último dia 20 – a Força marítima aplicou cerca de R$ 1,5 bilhão com a modernização de equipamentos e implantação de novos sistemas bélicos. Com o crédito extra, o reaparelhamento da Marinha contará com o valor recorde de R$ 2,6 bilhões neste ano.

    Cumpriemntos

  27. Estimado Clavis
    Segue algo recente e bem inetressante acerca dos Tubarões da Marinha
    Ps: O diário oficial da união é o jornal oficial do estado onde é publicado tudo, mais tudo mesmo o que o estado brasilerio faz, no brasil isto é obrigado e o estado tem que dizer de onde e para onde e em que artigo será gasto o dinheiro.
    como pode ler

    Segue abaixo uma sinopse do que foi publicado na Diário Oficial a respeito de l.iberação de verbas para o pro-sub.
    > O governo pretende em 20 de janeiro de 2010, lançar a pedra fundamental do estaleiro e da base naval em Itaguaí (RJ), onde serão construídos os submarinos.
    > A Nuclep deve começar a moldar e soldar algumas partes do 1ª “scorpene” segundo alguns comentários que vieram ao meu conhecimento a partir de maio ou junho/2010, porém nada confirmado, a pálpável porém. Tratam-se de partes que a empresa já adquiriu “Know-how” com os 209 alemães, Quanto a seção dianteira desse 1º submarino será construida pela DCNS na França, acompanhada por tecnicos e engenheiros brasileiros que receberão o repasse tecnologico para montar as demais seções no Brasil, não tenho noticia de quando será iniciada. Nesse aspecto peço ajuda dos senhores moderadores, sócios e colaboradores do Clube DefesaBr, conseguirem informações a respeito.
    >
    > O Diário Oficial da União publicou, em 26 de outubro, lei que abre crédito especial no valor de R$ 2,1 bilhões para a Marinha neste ano. O dinheiro será usado na implementação do Programa de Desenvolvimento de Submarinos. A maior parte dos recursos (R$ 1,4 bilhão) refere-se à parte do pagamento do contrato acertado no início do mês passado com o governo francês, que prevê a construção do primeiro submarino nuclear no Brasil e a aquisição de submarinos convencionais. Além disso, a nova lei determina alterações no Plano Plurianual (PPA 2008-2011) no programa de reaparelhamento marítimo. Ao todo, segundo a lei, o projeto está orçado em R$ 18,7 bilhões, que deverão ser investidos até 2024.
    > Para 2009, o projeto inclui R$ 700 milhões que serão utilizados na construção de um estaleiro dedicado à fabricação dos submarinos e de uma nova base naval, capaz de abrigá-los. Na prática, o montante total será incorporado à rubrica do programa de “reaparelhamento e adequação da Marinha do Brasilâ€�, que até então contava com apenas R$ 541 milhões de dotação orçamentária este ano. Entre 2003 e 2009 — até o último dia 20 — a Força marítima aplicou cerca de R$ 1,5 bilhão com a modernização de equipamentos e implantação de novos sistemas bélicos. Com o crédito extra, o reaparelhamento da Marinha contará com o valor recorde de R$ 2,6 bilhões neste ano.

  28. lá estão os 2,2 biliões… é mesmo muito dinheiro…
    obrigado pela informação!

  29. gaitero

    Clavis…

    UM AIP nunca fará o mesmo que um SN. Não adianta teimar…

    Quanto tempo que você acha que um submarino AIP conseguiria navergar a toda velocidade em uma missão de ataque, perseguição a uma força de superfície?

    Quantos dias voce acha que um AIP consegue ficar navegando antes que seu combustivel acabe?

    Ora, não há nem comparação AIP é muito inferior…

    Co relação aos preços…

    Bom, o custo de manutenção de um AIP é muito mais elevado que o custo de um SN. Então no final das contas, deposi de trinta anos esta diferença não será tão grande….

  30. eu não teimo… eu persisto ! ;-)
    “custo de manutenção de um AIP é muito mais elevado que o custo de um SN”
    não digo que não, mas não encontrei boas fontes comparativas…

  31. Tá..então q venha os subNucleares…

  32. Márcio - São Paulo/SP

    Até 2016 ainda tem muito tempo e duas eleições presidenciais. A falta de continuidade nas políticas públicas – inclusive na área de defesa – é uma tônica constante no Brasil. Este submarino já deveria estar navegando se o projeto não tivesse sofrido tantas interrupções. A Marinha do Brasil está trabalhando no projeto desde o fim da década de 1970. Já gastaram bilhões no projeto e tudo o que ficou pronto – excluíndo as centrífugas de processameto de urânio – foi a maquete mais cara do mundo e da história. A culpa não é da Marinha, mas dos governos irresponsáveis e gastões que tivemos até agora.
    A verdade é que os governos – independentemente dos partidos, seja PT ou PSDB ou qualquer outra sigla – falam muito (grandes estardalhaços) e fazem pouco para concretizar o tal submarino nuclear. Há muito palavrório e pouco resultado concreto. O que houve na verdade, foi um abandono irresponsável.
    Duvido que qualquer país (seja França, Rússia, China ou qualquer outro) transfira tecnologia avançada e de ponta na área militar para o Brasil – especialmente, na área nuclear. Os franceses estão oferencendo o casco e o sistema de armas – mais uma sucata como o NAe São Paulo, (ex Foch) ou os Mirage 2000 da FAB. Não estão oferencendo reator. O reator nuclear terá de ser brasileiro – desenvolvido aqui, por técnicos brasileiros. E o reator (mesmo que o governo investisse pesadamente nele – o que nem de perto está fazendo) não ficaria pronto antes de 2020. Até agora foi só palavrório e marketing político junto aos setores nacionalistas. É capaz que gastem mais só para contruir um submarino retórico movido por eloquência e demagogia política.

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