A fragata Álvares Cabral chefia a força da NATO nos mares da Somália. Apesar da incúria continuada dos nossos deputados
Posted by Clavis Prophetarum em 2009/11/20
A missão da NATO nos mares da Somália que teve início em novembro e que foi atribuída à força “Standing NATO Maritime Group 1″ (SNMG1) tem mais uma vez como objetivo “o combate à pirataria nos mares a norte da Somália”.
A missão pretende evitar a multiplicação do número de ataques a navios mercantes nessa região, crescente a cada mês que passa e que se traduz pela existência no momento em que escrevo estas linhas de dez navios capturados, com mais de 200 tripulantes, nas mãos dos piratas e atracados ao largo de cidades portuárias somalis controladas pelos piratas.
Esta missão NATO sucede a uma anterior, onde a fragata portuguesa Corte Real se notabilizou ao capturar 12 piratas em duas pequenas embarcações. Agora, é a fragata Álvares Cabral que compete honrar os pergaminhos da sua antecessora e, antes dela, da marinha portuguesa nos mares do Índico.
É a um oficial português, o contra-almirante José Pereira da Cunha que cabe pela segunda e última vez o comando da missão da NATO. No total, esta força naval de reação rápida inclui além da fragata portuguesa, uma fragata canadiana, um destroyer dos EUA e uma fragata italiana.
A missão da NATO é extremamente difícil. Não só por causa da extensão de mar a patrulhar, mas sobretudo porque a nossa partidocracia ainda não deu aos nossos militares as devidas ferramentas para poderem cumprir a sua missão com eficácia! E não falo dos meios estritamente militares ou técnicos, mas de Leis! Os nossos militares podem capturar mais piratas, mas serão novamente obrigados a libertá-los. É que os elementos do bipartido PS-PSD que ocupam a nossa querida partidocracia ainda não legislaram sobre o crime de pirataria! O crime existe no direito internacional marítimo, mas não na legislação nacional pelo que aos nossos marinheiros está vedada a detenção de todos os piratas capturados em águas internacionais. Se os piratas atacassem um navio português e se fossem capturados neste, poderiam ser detidos, mas como já não há nenhuma marinha mercante em Portugal digamos por assim dizer que essa possibilidade é algo remota…
Apesar de tudo, tem havido uma certa diminuição dos ataques piratas nos mares da Somália. Essa redução deve-se ao facto de os navios seguirem agora por um corredor marítimo pré-determinado, que é vigiado por meios navais e aéreos dos países presentes na região e pela formação de comboios de navios de nacionalidade chinesa que são agrupados e escoltados pelos navios de guerra chineses na região. Esta estratégia tem dado bons frutos, com uma redução da taxa de sucessos de 1/3 em 2008, para 1/8 em 2009.
No total, na região, estão 44 navios de guerra de varias nacionalidades. A SNMG1 chefiada por portugueses, a SNMG2, a força Atalanta da União Europeia, uma força multinacional chefiada pelos EUA e navios não integrados de países tão diversos como a Coreia do Sul, a Índia, a China, a Arábia Saudita, o Bahreim, a Rússia, o Japão e até a Indonésia e o Irão!
















Juca disse
Brasil e Namíbia
http://pbrasil.wordpress.com/2009/11/21/brasil-com-um-pe-na-africa/
Clavis Prophetarum disse
sim, tenho acompanhado essa aproximação.
espero que tenha continuidade, e que o Brasil deixe essa tradição isolacionista que tanto o tem diminuído internacionalmente.