Nos EUA, aperta-se a malha contra o dumping chinês e… defesa do neoproteccionismo
Posted by Clavis Prophetarum em 2009/11/30

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Já se sabia: um dos segredos para o sucesso comercial da China é o dumping. Muitos países escolheram não encarar esse problema de frente, preferindo ceder aos interesses dogmáticos do Neoliberalismo. Mas demais é demais, e muitos começam a perder a paciência para com as manobras de Pequim. Até nos EUA – os campeões do Neoliberalismo – se começam a suceder as nova tarifas alfandegárias. Agora, são as tarifas contra a importação de tubagens petrolíferas chineses, acusadas de estarem a ser exportadas a preços inferiores aos de produção, apenas com a intenção de destruir a indústria local de fabricação de componentes para poços de petróleo: uma indústria estratégica na atualidade e ainda mais nos tempos futuros.
Segundo fontes do Departamento do Comércio dos EUA, a China estaria a exportar estes tubos a apenas 99,14% do seu preço de custo! A China respondeu alegando “abuso de proteccionismo”, ameaçando – bem ao estilo chinês – com retaliações… E dizendo que tomaria “medidas para proteger os interesses da sua indústria”, impondo tarifas, já que este golpe de dumping terá falhado.
Recordemo-nos de que além das tubagens petrolíferas, há outras disputas semelhantes entre os EUA e a China, sempre em torno de dumping de preços… E que algo de semelhante também ocorre na Europa. A China tem conseguido fazer assentar a sua prosperidade em vários tipos de dumping, desde o dumping laboral (falta de direitos laborais e humanos), ao dumping ecológico (ausência de leis do ambiente) até ao clássico dumping comercial (vender a preços inferiores ao do custo). Estas manhas desleais estão na base do monstruoso excedente comercial chinês e a vagas crescentes de desemprego e desindustrialização no mundo. Só a reinstauração de um neoproteccionismo que reponhas taxas alfandegárias quando o país exportador não tenha regras ambientais, de emissões de carbono nem de direitos humanos e laborais, então esses desvios têm que ser compensados de forma a não destruir os equilíbrios exigidos pela sã concorrência – o elemento vital para a Economia. A isso chamamos de “neoproteccionismo”: não uma reinstauração cega e sem critérios de barreiras alfandegárias, mas uma rede de mecanismos de correcção de disfunções que reponha a verdade nas relações comerciais entre os povos, sem as prejudicar, já que é das trocas justas e saudáveis entre os povos que brota a prosperidade saudável e duradoura.
Fonte:
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1408624
















joão dias disse
” DUMPING ” em todos os paises se pratica o dumping , até mesmo na europa , querem um exemplo ? Olhem para a politica de emigração actual , olhem para os estados europeus , a emigração e os emigrantes estão tambem a fazer Dumping , sim , pois vejemos , um trabalhador europeu não quer trabalhar oito ou nove horas por dia numa panificação ou num restaurante a troco de uns meros quinhentos euros por mês , ou até mesmo 750 euros por mês , é muito pouco dinheiro , é estar a trabalhar para aquecer , MAS , pelo o contrário , um trabalhador que venha da america latina , pais africanos ,asia , já não se importa de fazer este mesmo trabalho em troca destes mesmos quinhentos euros , ou até menos, mas ai já o patronáto ou a extrema esquerda , e restante classe politica que (des)governa e (des)comanda toda a europa , bem como assossiações emigrantes , já não denunciam esse dumping que está a contribuir tambem para o crescimento da pobreza na europa , desemprego dos europeus e conflitos sociais , tal como já está a acontecer !!!
Como vêem todos fazem dumping , todos !!!
Fenix disse
So estão acordar agora porque está a ir ao bolso dos grande.A china e outros caso da india mas também o brasil e a russia num mercado livre sem regras podem por em causa todo o mundo finaceiro.
Clavis Prophetarum disse
João:
Experimente fazer vida em Portugal com 500 euros mensais e depois tornamos a conversar.
Um imigrante consegue viver assim? Vivendo num quarto com outros imigrantes e enviando o máximo para a família que ficou na sua origem, onde o custo de vida é inferior
Ninguém consegue sustentar uma casa, com 2 ou 3 bocas com 500 euros.
Fenix disse
CONCORDO COM CLAVIS