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José Eduardo dos Santos fez uma crítica violenta à… Corrupção no seu país

Posted by Clavis Prophetarum em 2009/12/06

http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/05/os-santos-de-angola.html

O Presidente angolano disse que encontrara “timidez” no combate à corrupção. E alegou que havia gente “irresponsável” e de “má fé” nas hostes do MPLA. Eduardo dos Santos acrescentou ainda que a “tolerância à corrupção” seria a prioridade para a 15ª sessão do comité central do MPLA.

A corrupção é de facto endémica em Angola e está confortavelmente instalada em praticamente todos os escalões da Administração Publica, das empresas privadas e (sobretudo) do MPLA. Em resultado, Angola é um dos países mais desiguais do mundo e montantes crescentes resultantes do petróleo desaparecem sem deixar rasto. Estes montantes e a impunidade instalada explicam porque é que hoje Angola é tida como um dos países mais corruptos do mundo, um fenómeno a que a multiplicação de interesses e empresas chinesas em Angola, não é alheia…

A corrupção em Angola é de longe o maior obstáculo ao desenvolvimento deste país lusófono e enquanto existir aqui uma plutocracia muito abastada (liderada desde logo por Eduardo dos Santos e pela sua filha Isabel) este tipo de discursos sofrerá sempre de falta de credibilidade. Outro golpe na credibilidade do regime de Dos Santos é o anúncio esperado de novo adiamento das presidenciais, desta feita, para 2012. Não que se espera grande justeza numas eleições num país onde o governo controla todos os meios de comunicação, claro…

Enfim, até ver nada de novo, naquele que é o terceiro maior país lusófono e um dos poucos que, a prazo, tem condições para melhorar radicalmente o nível de vida dos seus cidadãos. Supondo que a cleptocracia que o rege não aumenta ainda mais a sua voracidade, camuflando-a com desejos pífios de “combate à corrupção”.

Fonte:
http://www.publico.clix.pt/Mundo/angola-presidente-quer-tolerancia-zero-do-mpla-contra-a-corrupcao_1410874?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader

6 Respostas to “José Eduardo dos Santos fez uma crítica violenta à… Corrupção no seu país”

  1. julio dinis disse

    Um corrupto a falar de corrupção , será que ele está a ficar com a cosnsciencia pesada ?! deve ser da velhiçe , a sua hora deve estár a chegar e agora está com medo !!!!

    cá se fazem cá , ou lá , se pagam !!!!

  2. Fadrini disse

    espero que Angola, consiga almenos limitar os males que a corrupcao vem causando a seu povo.

    é uma luta díficil e quase imposível de se travada em países da Africa onde a corrupção eo totalitarismo tem uma base sólidade ampla.

    mas é uma luta que ao se cessar se não se fera apenas a dignidade e o bem estar de um povo, mas todo ou uma grande parte de seu futuro.

  3. é vital, mesmo.
    deposito muita fé, nos “regressados” que estão em Portugal e que começam a regressar, com a vivência democrática (imperfeita) de Portugal e do seu Estado de Direito.
    Duvido que tolerem mais as manigência dos “Dos Santos”…

  4. Fadrini disse

    Inelizmente a censura, desinformção, Ignorância entre outros são elementos essenciais para a corupção.

    E casos como esse não são a Excessão nem na Africa ou no meu país:

    http://www.joildo.net/artigos/25-perguntas-para-gilmar-mendes/

    http://capitao-obvio.blogspot.com/2009/03/gilmar-mendes-censura-programa-da-tv.html

    ps.: quero compartilhar esse artigo interessante que foi feito segindo um sugestão minha espero que gostem

    http://tropaselite.t35.com/astecas.htm

  5. sim, tenho seguido esse caso lateralmente, via edições online de jornais brasileiros e têm aí uma bela salgalhada…
    nada que nós também não tenhamos por cá com o nosso Sócrates, devo dizer!
    Irmãos em tudo, até nos trastes políticos!

  6. Fadrini disse

    Aqui vai uma historia interessante sobre corrupção, historia essa que é totalmetne ignorada em paises.

    “CC: Como se faz isso?
    SG: Não se criam escritórios de integridade, não é assim. Vou contar uma história sobre meu próprio país. Em 1837, um fiscal de alfândega em Nova York, Samuel Swartwout, deixou o porto da cidade com 10% de todo o tesouro dos EUA… Foi para a Inglaterra, com quem não havia tratado de extradição, comprou um título de nobreza, e casou com uma beldade loira e de olhos azuis de 21 anos. Mas o mais interessante é que, interrogados, seus funcionários disseram que sabiam de tudo e não o denunciaram porque trabalhavam para ele, não para o governo. Uma coisa simples que os EUA fizeram, um exemplo de como conseguir lealdade, é que quando você entra para o serviço público jura honrar a Constituição, não o governo, nem mesmo o presidente. Como a Constituição dos EUA começa com “nós, o povo”, você trabalha para o povo, não para seu chefe. É bom relembrar os funcionários públicos para quem eles trabalham.”

    o resto da entrevista está aqui:
    http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=5670

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