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Há senadores norte-americanos que não querem importar o Super Tucano

Posted by Clavis Prophetarum em 2009/12/13

Aparentemente, há congressistas e senadores nos Estados Unidos que não querem que o seu país compre avios militares aos Brasil. O senador Sam Brownback e o congressista Todd Tiahrt redigiram uma carta conjunta em que apelam ao secretário de Defesa, Robert Gates, para que o país não compre nenhum avião de ataque Super Tucano.

Os dois políticos nessa carta aberta pergunta ao secretário de Defesa se existem planos ou negociações em curso com a Embraer a este respeito, aludindo assim aos rumores que já existem há algum tempo quanto à compra pelos EUA de 100 Super Tucano para a USAF.

Os dois políticos inserem na carta a enfática expressão: “Escrevemos para expressar nossa enfática e inequívoca objeção a qualquer acordo desse tipo“, alegando que tal aquisição iria prejudicar o desenvolvimento de um aparelho capaz de responder a este requisito da USAF e que poderia estar pronto já em 2011. De facto, referem-se ao Hawker-Beechcraft AT-6B, fabricado pela empresa norte-americana Hawker-Beechcraft, do Kansas.

Os políticos que subscreveram esta carta aberta alegam estarem a defender a “concorrência”. Mas deixando cair o pano ao escrever também a esclarecedora frase: “Na crise atual da aviação, seria irresponsável para o departamento tomar quaisquer medidas na direção de comprar ou arrendar um avião estrangeiro quando uma opção fabricada nos Estados Unidos está disponível para qualquer competição que possa resultar“. Ora se o que importa mais é a “crise atual”, então não é a defesa da sã concorrência que move estes políticos. E se é assim o governo brasileiro (se estas movimentações tiverem sucesso) deve responder chutando fora do Projeto F-X2 o Super Hornet da Boeing norte-americana.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u650843.shtml

3 Respostas to “Há senadores norte-americanos que não querem importar o Super Tucano”

  1. Thiago disse

    Eu tinha jà lido essa noticia em um blog de defesa mas soube tambem que o senado brasileiro jà se pronunciou em proposito.aqui o artigo:
    Senador lamenta oposição de parlamentares norte-americanos à compra de aviões da Embraer
    O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) lamentou nesta terça-feira (1º) as notícias de que parlamentares norte-americanos teriam pressionado o governo dos Estados Unidos para que não compre os aviões Super Tucanos produzidos pela Embraer. O senador disse que ficou “absolutamente perplexo” com essa informação, veiculada pelo jornal Correio Braziliense.
    - A reportagem dizia que parlamentares dos Estados Unidos estavam tentando impedir que o governo norte-americano negociasse com a Embraer a compra de aeronaves de ataque leve – resumiu.
    Ele explicou que os aviões Super Tucanos são fabricados em São José dos Campos (SP) pela empresa brasileira e a negociação com o governo dos Estados Unidos poderia envolver cerca de cem aeronaves, que seriam compradas ou arrendadas.Roberto Cavalcanti disse que a empresa norte-americana Boeing participa, de forma livre, de concorrência aberta pela Força Aérea Brasileira para aquisição de 36 caças de alta tecnologia, e era de se esperar o mesmo tratamento para a empresa brasileira naquele país.- Não achamos que seja uma conduta adequada do governo norte-americano ceder às pressões desse grupo de parlamentares, totalmente desvinculados do cenário político atual – afirmou.
    Para o senador, se a sugestão dos parlamentares for acatada pelo governo dos Estados Unidos, significará um retrocesso para as relações entre ambos os países.
    Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) elogiou o pronunciamento do colega e concordou com seus argumentos.
    FONTE: Agência Senado
    Este artigo foi publicado em 2 dezembro, 2009

  2. carlos argus disse

    ..só idiotas p acreditartem q os mesmos iriam comprar os supertucanos…+ esses acreditam até em papai noel..

  3. na verdade, até acho que os EUA têm bases para preferirem os produtos fabricados localmente.
    Mas.
    Se o fazem, têm que assumir a validade desse protecionismo e devem aceitar que tais práticas sejam feitas noutros locais e com outros produtos, e esta é a questão: uma inconsistência que não faz sentido.

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