Proteccionismo: Porque não segue Portugal o exemplo espanhol?

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Ainda que Portugal insista em continuar a ser um “bom aluno europeu”, os países economicamente mais fortes do que nós, como a França e a nossa (má) vizinha Espanha já perceberam que do “comércio livre” se deve manter apenas a retórica.

A Federação da Construção (FEPICOP) pediu recentemente ao governo português que exija a Espanha alguma reciprocidade, de forma a ultrapassar um crescente muro proteccionista que tem impedido a ação das empresas portuguesas em Espanha. Ricardo Gomes, da FEPICOP afirmou que “Em rigor, por cada milhão de euros que uma empresa espanhola fizer em Portugal, tem que haver uma empresa portuguesa a fazer um milhão de euros em Espanha. Tem que ser assim”. Mas não é. Os nossos supermercados estão atulhados de produtos alimentais e de grande consumo fabricados em Espanha, ocupando e destruindo muitas empresas nacionais que operavam neste setor com práticas de dumping fiscal e empresarial que em pouco mais de dez anos, arruinaram todo um setor industrial outrora próspero em Portugal. Em Espanha, são raríssimos os produtos portugueses presentes no comércio, com excepção das zonas fronteiriças, especialmente a sul e apenas devido à presença de grandes números de turistas portugueses.

Este proteccionismo espanhol tem-se intensificado com a queda do país vizinho em crise, como declara o presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS) que sublinha que esta vertente proteccionista crescente e que respondeu por uma parcela significativa do decréscimo das exportações portuguesas para Espanha.

Portugal e, sobretudo o governo português, nada têm feito para reagir a este proteccionismo espanhol. Sublinhe-se que o problema é especialmente grave no setor da construção civil, onde há uma profusão de empresas espanholas a operar em Portugal, contra raras empresas portuguesas em Espanha, já que segundo a FEPICOP, no sector da construção “nunca foi permitida a entrada de empresas” não espanholas em Espanha e somou ainda que “a verdade é que, em Espanha, existe uma série de mecanismos na contratação pública que tornam difícil a penetração das empresas não espanholas. Pelo contrário, entre nós, sucede “exactamente o oposto: temos, neste momento, muitas pequenas empreitadas de contratos públicos ganhos por empresas espanholas em que os donos de obra portugueses até fazem, às vezes, gala em entregar as obras a empresas espanholas, mesmo que seja por uma diferença de preço reduzida”.

Até quando? Até quando vamos insistir em desproteger a nossa economia contra este fechamento crescente do nosso principal parceiro comercial? Até quando os nossos partidocratas vão insistir em seguirem uma bitola formal que os seus criadores já abandonaram – na prática – há muito e que apenas estes seus servos do sul seguem religiosamente? Durante quanto mais tempo vamos tolerar que Madrid dificulte a vida às nossas empresas, enquanto que as suas ocupam paulatinamente uma posição cada vez mais “imperial” sobre setores inteiros da nossa economia, da Banca, à Construção Civil, passando pelo setor comercial e de construção civil e energia? Até quando, Portugal, vamos acreditar que o proteccionismo saiu de moda?

Fonte:
http://economia.publico.pt/Noticia/federacao-da-construcao-quer-que-governo-portugues-exija-reciprocidade-nos-negocios-com-espanha_1425191

Sobre Clavis Prophetarum

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3 Respostas a Proteccionismo: Porque não segue Portugal o exemplo espanhol?

  1. Fadrini diz:

    bem nao é só no brasil que essa lição sera aprendida do pior modo possivel

    falando em espanhois achei isso sobre a invasao sovietica ao afeganistao, espero que goste, embora tenda a simpatizar com a esquerda

  2. Fenix diz:

    Os castelhanos sempre foram protecionistas em tudo.Eles castelhanos estão com uma crise na construção civil muito grave e podia ainda ser pior se nos portugues tambem tivessemos medidas protecionistas.

  3. Fenix diz:

    Mas eu sou afavor do protecionismo.

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