
Fernando Nobre (http://algarvepress.net)
Jogo Sujo:
O candidato presidencial reconheceu que se “pôs à chuva” quando decidiu avançar para a presidência da República, tendo admitido isso mesmo numa conversa que tivemos ocasião de trocar, recentemente. Nobre sabe que não faltarão os “artilheiros” da partidocracia dispostos a fazerem o “jogo sujo” em nome dos seus candidatos e erodirem com calúnias a sua imagem pública.
Financiamento de Campanha:
Fernando Nobre acredita que tem condições para vencer, sabendo que será “preso por ter cão e por não ter”, algo que será certamente um foco das campanhas adversárias sobretudo no campo do financiamento, uma vez que ao contrário dos demais candidatos não tem a suportá-lo uma abastada e bem oleada máquina partidocrata e essa é uma dificuldade que o candidato reconhece: “Prefiro um euro de cada português do que vir alguém pousar-me um milhão deles na mesa”, admitindo que vai estabelecer um novo recorde do custo de uma campanha presidencial “para baixo”.
O Estilo de um Chefe de Estado:
No que concerne aquela que deveria ser a atitude ou estilo de gestão do Chefe de Estado, Fernando Nobre prefere “olhos nos olhos”, isto é, a relação pessoal e direta com todos os agentes do Estado e do Governo, uma posição flagrantemente oposta à conhecida timidez e ao distanciamento humano cavaquista… Nobre acredita também que (no mesmo sentido) o Conselho de Estado se deve reunir muito mais vezes do que o faz atualmente e que o lema de Talleyran: “Os elogios são feitos em público, as chamadas de atenção têm de sê-lo em privado” se enquadra na perfeição com aquela que deve ser o papel do Presidente da República nas suas relações institucionais com os restantes órgãos de soberania.
Esquerda e Direita:
O candidato presidencial acredita – como muitos de nós – que a separação clássica entre Esquerda e Direita é obsoleta e anacrónica: “A noção já não faz sentido. Sou um democrata com preocupações sociais e humanistas. Isso faz de mim um socialista ou um social-democrata? E sou extremamente patriota. Aí pode dizer que sou de direita”. E tem, naturalmente, razão… Basta ver na forma como o bi-partido PS-PSD se comporta quando alterna no Poder e a dificuldade que os seus líderes têm para transmitirem mensagens diferentes para alcançar quanto obsoleto é a separação Esquerda-Direita no quadro político atual.
As Grandes Obras:
Fernando Nobre é um claro opositor das grandes “obras de regime” que servem hoje de bandeira aos governos PS (ainda que um tanto moderadas pela presente Crise da Dívida) e ontem ao PSD. O Candidato exprimiu já sérias reservas quanto à necessidade de obras como o novo aeroporto, a terceira travessia do Tejo e o TGV. Ainda que tais decisões se encontrem além do âmbito da função presidencial, Fernando Nobre não se coíbe – e bem – de emitir a sua opinião sobre obras tão faraónicas e especialmente contrastantes com um país que “deixa esboroar os seus centros históricos”.
Democracia Participativa:
O Dr. Fernando Nobre acredita que a democracia representativa de formato Parlamentar é em si própria um sistema esgotado. Defende uma “democracia participativa” onde o papel da cidadania seja fortalecido e o mutismo cívico da maioria dos cidadãos sejam transformado em intervenção cívica, social e política: “Não há que ter medo de perguntar às pessoas o que pensam”.
Fonte:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1505996

















“Prefiro um euro de cada português do que vir alguém pousar-me um milhão deles na mesa”
Podera, eu também preferia uns 10 milhoes a 1 milhao
Mas agora a sério, tenho um grande respeito por este senhor e pelos seus ideais.
Já tem o meu voto, embora saiba que só por milagra ganha. Mas acho que seria uma lufada de ar fresco… Pelo menos não é “mais do mesmo”