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O trabalho do Max Planck indicou que o antepassado comum aos humanos e aos neanderthais nasceu em África há cerca de meio milhão de anos. Indica também que os antepassados dos neanderthais se deslocaram para norte, até à Europa e à Ásia.
O estudo residiu sobre ossos com 38 mil e 44 mil anos encontrados na Croácia e usando uma máquina de sequenciamento de ADN que é capaz de sequenciar ADN com grande rapidez, descartando sinais de contaminação mais recente. No final, a máquina produziu uma cadeia imperfeita com mais de 5,3 biliões de letras de ADN neandertal. Mais do que devia, já que este não deve exceder (como o humano), os 3 biliões de letras, e logo, pleno de duplicações… mas suficientemente preciso para ser possível concluir que cada ser humano hoje vivo tem no seu ADN entre 1 a 4% de ADN neanderthal. Isto significa reprodução cruzada, entre humanos e neanderthais, na Europa ou no Médio Oriente (os Neanderthais nunca viveram em África) e é por isso que este tipo de vestígio não aparece no ADN dos seres humanos que vivem na África sub-sahariana.
Em suma, o Homem de Neanderthal não se extinguiu… ele vive dentro de nós, num testemunho silencioso em cada uma das células do nosso organismo.

















Interessante, tenho um documentario recente da BBC que afirma que não havia provas ainda de cruzamento entre as duas especies, parece que a prova chegou.
A ciencia paleontologica moderna e eficiente, tem pouco mais de 120 anos, muito pouco pra poder esclarecer e dar certeza sobre todo o nosso passado, mas acredito que com as tecnicas modernas de analise e maior investimento em pesquisas e formação de pesquisadores, ela avançará muito rápido a cada ano.
grande novidade, temos um no parlamento e tudo, chama-se Vitalino Canas.
…e eu de certeza que tenho um gadget qualquer que os atrai
neanderthais, cro-magnons… não há dia que não apareça nenhum
podes crer! todos os dias!
deve ser gente que tem mais adn neanderthal que a média.
mais a sério: os neandertais tinham mais massa cerebral do que os Sapiens Sapiens, pelo que até que podiam ser mais inteligentes, pelo que essa ligação (comum) não deixa de ser um tanto injusta
apesar de terem um cérebro maior também eram mais corpulentos e tinham uma necessidade calórica diária mais do dobro da nossa, ou seja, no rácio peso cérebro/peso total era inferior e tinham que passar o tempo todo a comer e/ou a procurar comida.
é como os carros americanos (grandes cilindradas, grandes, pesados, vorazes consumidores de combustíveis, ineficientes) e os europeus (leves, eficazes, ágeis, sempre com as tecnologias mais modernas, eficientes)…
p.s. – a escola japonesa também merece uma palavra abonatória na arte de construir carros. mas sem exagero.
é verdade: tinha-me esquecido desse argumento. Que aliás, os tornou mais frágeis na Glaciação, ao contrário de “nós”, que eramos mais pequenos e flexíveis.