Arquivos Diários: 2010/06/19

Tragédia da BP no Golfo do México: Porque é tão difícil tapar a fuga?


(ROV “Luso” da Marinha Portuguesa)

A propósito da tragédia ambiental que a lúgrebe e ávida BP criou no Golfo do México alguns perguntam-se porque é tão dificil tapar uma fuga de petróleo no fundo do oceano… Isto pode parecer particularmente espantoso quando o Homem já conseguiu operar rovers em Marte e enviar sondas para a longínqua lua saturnina de Titã. Ora bem, o problema é que chegar a 1500 metros de profundidade pode ser mais fácil (e muito) do que chegar a Marte, mas uma vez lá, trabalhar nestas condições é provavelmente igualmente difícil.

Cada operação realizada com os submersíveis deve ser realizada com uma enorme precisão, sendo conduzida a partir da superfície, remotamente e com recurso a várias câmaras de alta resolução. Nestas condições, um pequeno erro pode deitar a perder anos de trabalho e… provocar uma tragédia ainda maior do que aquela que decorre hoje no Golfo do México.

Sejamos claros: a escala quase astronómica do Desastre é tão grande e as suas consequências para a economia dos Estados Unidos (a maior economia global) tão tremendas e a devastação ecológica tão enorme que terá consequências duradouras para toda a indústria petrolífera durante décadas. Certamente que por estes dias e entre as empresas do ramo, a BP não deve também ganhar concursos de popularidade…

A BP teve na génese destes desastre um problema de atitude: isso mesmo admitiu o seu CEO recentemente quando reconheceu que um desastre deste tipo era considerado internamente na empresa como sendo de “alta improbabilidade, elevado impacto” e reconhecendo no mesmo momento que “é indubitavelmente verdadeiro que não tínhamos as ferramentas que precisávamos”.

As dificuldades da BP resultam de estarmos perante perfurações de elevada profundidade, frequentemente com mais de um quilómetro feitas em reservatórios de petróleo de elevada pressão.

Os robots submarinos são conhecidos como ROVs e são eles os responsáveis por estes difíceis trabalhos. Controlados remotamente a partir da superfície, se o ROV se aproximar demasiado do fundo oceano, levanta sedimentos e bloqueará a visão ao próprio operador assim como a dos demais operadores que tenham ROVs a operar nas proximidades. Por outro lado se um operador esquece o local onde está o cordão umbilical que liga o seu ROV à superfície pode cortá-lo ou embaraçar-se nele. Todos os movimentos de um ROV têm que ser lentos e planeados. Se forem acelerados demasiado depressa continuam a andar, mesmo depois de desligado, a inércia continua a fazê-los mover e só podem ser parados com um impulso contrário dos motores. Tudo isto tem que ser feito contando sempre com o efeito das correntes e dos fluxos de água gerados pelos outros ROVs operando nas vizinhanças.

Todas estas dificuldades deveriam convencer as empresas que operam a estas profundidades e que sao por isso mesmo fontes inevitáveis de desastres e tomarem todas as percauções. Ora não foi isso que a BP fez! Bem pelo contrário! Sabe-se que poupou na válvula que poderia ter travado a fuga que hoje se diz vazar tanto petróleo por hora quanto a BP dizia que vazava por dia! A BP admite ter confiado “demasiado” na capacidade dos ROV para resolver problemas como este que viria a surgir agora com os tremendos – e sem precedência – impactos ecológicos e ambientais.

Fonte:
http://www.kivitv.com/Global/story.asp?S=12615852

Categories: Ciência e Tecnologia, Ecologia, Economia | 1 Comentário

Alemanha: As hesitações alemãs quanto à Europa e à Construção Europeia

O papel da Alemanha tem sido e será em toda a presente crise financeira que assola o continente um factor de instabilidade. A Alemanha – que tanto lucrou com os Fundos Europeus, não por os ter recebido, mas porque os que os receberam lhe compraram bens e equipamentos – é hoje um pouco convicto membro da União e uma importante causa para o descrédito do Euro.

As hesitações alemãs em colaborar num pacote de resgate de emergência à Grécia tiveram um custo elevado na cotação do euro e na credibilidade do futuro do projeto europeu. Mas ainda mais fatal foi a necessidade de ver um membro da União Europeia e, sobretudo, do ainda mais restrito “clube do euro” ser forçado a estender também a mão ao FMI porque o pacote europeu (tão dificilmente criado…) era insuficiente para as necessidades gregas. Ao mostrar-se disposta a deixar cair a Grécia, a Alemanha esqueceu que foram também os seus eurocratas e dirigentes que durante dez anos fecharam os olhos aos desmandos de Atenas, sendo assim também coresponsáveis na crise presente.

As hesitações alemãs são ademais estúpidas. Se a Grécia declarasse falência as principais vítimas seriam não os gregos, mas os alemães, já que são alemães os Bancos que emprestaram à Grécia o essencial da sua imensa dívida externa, nada mais nada menos do que 40 mil milhões de euros, que se esfumariam imediatamente se a Alemanha não tivesse patrocinado este pacote de resgate, que assim em vez de “salvar” os gregos acaba por realmente salvar os Bancos alemães que sem critérios de exigência ou rigor (dois mitos alemães) emprestaram à doida aos gregos sem terem em conta a sustentabilidade destes empréstimos a curto prazo pensando apenas nos seus prémios de “gestão” de curto prazo e não nos riscos sobre a própria sobrevivência das suas próprias instituições financeiras e até do Estado grego.

Fonte:
http://aeiou.expresso.pt/a-alemanha-tem-um-diferendo-com-a-europa=f583967

Categories: Economia, Política Internacional | Tags: | 1 Comentário

Expedição Científica Portuguesa às Ilhas Selvagens (Madeira)

O mesmo arquipélo que o idiota do Jaime Gama (quando era ministro dos Negócios Estrangeiros) classificou como “rochedo”, dando assim valimento aos argumentos espanhóis que as reclamam e cujos F-18 sobrevoam impunemente.
Esta expedição e este ROV serão cruciais para estender a plataforma continental nacional e a nossa ZEE, um dos derradeiros recursos naturais que Portugal ainda tem por explorar e cuja área muito invejável tem motivado diversos apetites…
O ROV “Luso” é de origem norueguesa e custo perto de 3 milhões de euros, sendo capaz de navegar autonomamente durante 48 horas a profundidades máximas de 3 mil metros.

O mesmo arquipélo que o idiota do Jaime Gama (quando era ministro dos Negócios Estrangeiros) classificou como “rochedo”, dando assim valimento aos argumentos espanhóis que as reclamam e cujos F-18 sobrevoam impunemente.Esta expedição e este ROV serão cruciais para estender a plataforma continental nacional e a nossa ZEE, um dos derradeiros recursos naturais que Portugal ainda tem por explorar e cuja área muito invejável tem motivado diversos apetites…
O ROV “Luso” é de origem norueguesa e custo perto de 3 milhões de euros, sendo capaz de navegar autonomamente durante 48 horas a profundidades máximas de 3 mil metros.

Categories: Ciência e Tecnologia, Política Nacional, Portugal | Deixe o seu comentário

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