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Angola está a ponderar utilizar a China como fornecedor principal da modernização das suas forças armadas. Isso mesmo declarou recentemente o general Francisco Furtado, Chefe de Estado Maior do Exército Angolano em finais de maio de 2010. Numa visita a Angola do Chefe de Estado Maior do exército chinês, Chen Bingde, o general angolano declarou que “Decorrem estudos sobre o reequipamento e modernização das nossas forças, tendo em vista a cooperação entre as nossas forças armadas… e a indústria de Defesa da China”. Durante a visita, o general chinês entregou em mãos equipamento informático no valor de 805 mil euros ao exército angolano e empenhou-se em reabrir negociações tendo vista essa cooperação militar e venda de equipamento que começaram em 2008.
Atualmente, é relativamente comum encontrar trabalhadores e técnicos chineses um pouco por todo o território angolano, já que estão presentes na maioria das obras de reconstrução que decorrem agora com grande intensidade nesse país lusófono do Sul de África. No total, estima-se que Pequim já terá emprestado a Luanda mais 8 biliões de dólares, para financiar estes projetos de reconstrução, embora as cifras oficiais sejam consideravelmente inferiores, de apenas 5 biliões de dólares… Toda esta dívida está a ser paga em géneros, em petróleo, para ser mais exato.
O exército angolano tem uma pequena marinha, uma força aérea relativamente moderna e bem equipada, mas um exército que apesar de bem treinado e comandado está equipado com equipamento muito diverso e obsoleto. Os seus efetivos ascendem a 55 mil homens e tem destacamentos permanentes no Congo e no Congo-Brazaville.
A maior carência do exército angolano reside nos seus meios blindados. Dos quais, apenas os 22 T-72 são relativamente modernos. Há depois 18 T-62 e mais de uma centena de envelhecidos T-55. Os meios blindados de transporte de pessoal são da mesma época (soviética e ucraniana) e apenas têm meios relativamente modernos nos 62 BMP2 (de origem polaca) e nos 70 BTR-80 (soviéticos). Os restantes meios (raros para um exercito de 55 mil homens) sao apenas 180 APCs ainda mais antigos. São estes meios blindados que a China se oferece agora para modernizar ou substituir…
Fontes:
http://wocview.wordpress.com/2010/05/28/in-africa-angola-mulls-chinese-military-deals/
http://jornaldeangola.sapo.ao/20/0/exercito_com_ajuda_da_china
http://en.wikipedia.org/wiki/Angolan_Armed_Forces
















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