2. Os Quids são lançados pela manhã. Entre as 21:00 e as 24:00 (Hora de Lisboa)
3. As pistas só serão dadas à hora de almoço (12:30-14:30) ou mais cedo, se possível. Contudo, nesse período do dia seguinte podem ser dadas várias pistas, desde que pedidas por um (qualquer) dos participantes.
4. Só há quids entre 2ª e 6ª (incluindo feriados). Salvo imprevisto…
5. Os Quids terminam quando um concorrente chegar aos 20 pontos.
6. A qualquer momento, poderão sair “QuidsExtra” de texto ou de imagens, com as mesmas regras dos demais, mas sem limite de dia ou de hora. Estes quids valerão sempre 3 pontos e correrão até que um nickname novo, num IP novo, chegue aos 100% ou se tendo passado mais de 48 horas, ao participante que recolher melhor classificação.
7. É vivamente desencorajado o uso de vários nicknames para o mesmo concorrente, já que desvirtua o espírito do jogo. Lembrem-se que o IP tudo revela…
Como escrevia a 21 de junho Daniel Oliveira: “Ao faltar ao funeral de José Saramago, o Presidente da República mostrou que põe o cidadão Aníbal e o político Cavaco acima do cargo que ocupa. Mostrou ser demasiado pequeno para representar o País.”
Não há dúvidas que os dois cidadãos, José Saramago e Cavaco Silva nunca foram amigos. Não há também dúvidas de que nunca se moveram pelas mesmas áreas políticas ou mentais. De resto, à sofisticação mental de Saramago correspondeu sempre um certo primarismo grunho de Cavaco, numa contraposição entre “progressismo comunista” (SIC) e “rigor salazarento” (SIC) que nunca poderia ter aproximado estes dois personagens.
Não nos esqueçamos, de resto, que a principal razão que levou Saramago a buscar sair do país, foi precisamente o apoio público e pessoal prestado pelo então Primeiro Ministro Cavaco Silva a um dos mais obscuros secretários de Estado de sempre, um tal de Sousa Lara. Saramago, abandonou Portugal, amargurado e passou desde então a residir em Espanha (Lanzarote) e adoptar atitudes cada vez mais pró-Espanholas e iberistas, indo inclusivamente ao ponto de se recusar a falar português na Galiza (onde seriam entendido na perfeição) e a optar falar aí… inglês, para grande espanto dos representantes da intelectualidade galega nessa visita, em 2009.
Perante tal situação de antagonismo Cavaco Silva sairia sempre perdedor se tivesse “o azar” de Saramago vir a falecer durante a sua Presidência. Vindo às cerimónias poderia ser acusado (justamente) de hipocrisia, já que foi ele, no essencial, o responsável pelo exílio voluntário do escritos e único prémio nobel da literatura português. Não vindo, seria acusado de falta de sentido de Estado e de respeito por uma das figuras mais gradas e mundialmente conhecidas de Portugal.
Enredado num dilema criado pela sua própria boçalidade e incapacidade intelectual, Cavaco sabia (ou sabia, porque lhe diziam os seus assessores) que de uma forma ou de outra sairia perdedor, e que só lhe restava esperar que Saramago viesse a falecer tão longe das eleições de janeiro quanto o possível, de forma a atenuar na mente dos portugueses a sua desastrada e indigna conduta enquanto Chefe de Estado. Teve sorte, Cavaco… José Saramago veio a falecer em Junho, em pleno Mundial de Futebol, e num mundo onde as notícias são tão rápidas e o ciclo noticioso tão instável, a notícia da sua ausência das cerimónias fúnebres do maior e mais reconhecido escritor português da atualidade será rapidamente esquecida.
Mas Cavaco Silva é mais do que um ex-Primeiro Ministro (receba ou não essa reforma, algo que ainda se está para ver…). Cavaco Silva é hoje muito mais do que o antigo Primeiro Ministro. O povo português elegeu-o (à primeira volta!) como supremo magistrado da Nação, como Presidente da República e nessa função, Cavaco torna-se responsável já não pelo seu partido nem pela sua memória ou passados pessoais, mas pela figura do Estado que passa a representar. Não teve contudo, o atual Presidente, essa hombridade, essa capacidade de Perdão, nem sequer o sentido de Estado suficientes para deixar para trás essas querelas, deixar bem claro (como Rajoy, em Espanha) que estavam todas ultrapassadas, agora que Saramago tinha partido e que respeitava (pelo menos) o Homem de Letras e o insigne Lusófono. Cavaco não demonstrou (de novo), neste episódio ter a estatura intelectual e moral que se exige para a função de Presidente da República e concedeu argumentos adicionais a todos aqueles que defendem que Portugal merece melhor representação do que aquela oferecida por um Homem que acumula reformas com ordenados num país à beira da Bancarrota, que promulga Decretos em que não acredita por argumentos “economicistas”, que usa viagens de Estado para fazer “turismo na Capadócia” e que agora, é incapaz de assumir a dignidade da função em que o povo o investiu e de suspender férias para prestar a derradeira homenagem ao português atualmente mais reconhecido e admirado por todo o mundo.
Porque o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, não tem manifestamente mais condições para continuar exercendo as suas funções, vêm os peticionários requerer que se demita do cargo, no cumprimento do 131º Artigo da Constituição da República.
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