
http://media.nj.com
A ciência ainda não foi capaz de compreender o que é um orgasmo. Estudos recentes, realizados nos EUA, indicam que 25% das americanas tiveram dificuldade em ter um orgasmo no último ano e que entre 5 a 10% nunca chegaram mesmo a sentir tal coisa.
Trabalhos recentes revelaram que a região do cérebro conhecida como córtex pré-frontal desempenha no orgasmo um papel central. É aqui também que os fenómenos ligados à consciência, à auto-avaliação e a capacidade para nos colocarmos no lugar do outro, têm lugar. Esta é a região que se ativa nas mulheres durante o orgasmo, como é também a região que é usada nos processos de imaginação, criatividade e visualização mental, a ligação destes com as fantasias sexuais é imediata e evidente.
Esta conclusão implica que o orgasmo altera o estado de consciência, o que conforma com a descrição comum para este estado como sendo a “perda de controlo” por excelência. O orgasmo seria assim capaz de ultrapassar e momentaneamente assumir o controlo sobre os sistemas habitualmente dominantes da consciência. Assim, o “estado alterado de consciência” seria bem real e concreto, dando assim sustentação à leitura do budismo tântrico segundo o orgasmo (assim como o bardo, ou processo da morte) seria um dos momentos em que indivíduo poderia alcançar o estado de “iluminado” em vida. Este estado alterado induzido pelo orgasmo pode ser necessário para obter mais prazer (desligando temporariamente os mecanismos normais de consciência). A incapacidade manifestada em alguns indivíduos em alcançarem este estado pode assim resultar da sua incapacidade física ou psicológica para se deixarem “perder o controlo”.















