
Cápsula Dragon, da SpaceX (http://www.spacex.com)
“Em 1966 (a Corrida Espacial) consumia 4.4% da riqueza anual dos EUA” (hoje é cerca de 0.6%). (…) “O principal significado do fim da era espacial (como a revista The Economist classifica o último voo do vaivém) é a confirmação de um estado de crescente anomia que se instalou nos EUA e na Europa. Uma anomia que descrê dos investimentos do Estado em programas de infra-estruturas como o que Einsehower desenhou para as auto-estradas, ou como o que a França construiu para a sua rede ferroviária no pós-guerra. E que contesta tudo o que não dê lucro imediato. A crença optimista no futuro que a era espacial simbolizava extingue-se no Ocidente e parece agora migrar para outras latitudes: já não os EUA a acreditar nos grandes projetos nem nas visões de “grandes passos para a humanidade” fora da Terra; nos nossos dias, quem tem esse nervo, essa ambição e essa crença são os chineses.”
Público
10 de julho de 2011
O declínio abrupto do programa espacial americano resulta em primeiro lugar do crescimento brutal da dívida pública dos EUA: 18 triliões de dólares e a crescer. Perante um tal volume – criado por défices comerciais com a China – de dívida, a Administração Obama viu-se forçada a realizar uma série de cortes, e a NASA foi uma das vítimas. Obviamente, na NASA, os programas mais visíveis eram os mais dispendiosos, nomeadamente os humanos e entre estes, o do Shuttle, cuja operação nunca foi barata nem regular, nunca tendo existido os lançamentos semanais que se sonhavam na década de 80.
O programa especial americano entra agora em declínio: a existência de várias empresas privadas muito dinâmicas e criativas (como a Boeing ou SpaceX) permite antever que por esta via será possível manter nos EUA alguma dinâmica no setor espacial. Mas a escala, a ambição e a visão de longo prazo que existia na NASA não pode existir num operador privado, sempre mais motivado para lógicas de curto prazo e de rentabilidade financeira. E é aqui que reside o perigo: enquanto a China assume um papel cada vez mais ambicioso e visível: os EUA entram numa nova era: de menor escala e mais reduzida amplitude temporal. Em vez de reenviarem astronautas para a Lua ou de construírem bases lunares semi-permanentes, ou até de preparem uma missão tripulada a Marte, os EUA lutam para manter algum tipo de veículos para envio de astronautas para as órbitas LEO da ISS e viajam (até 2015) em naves russas Soyuz. Entramos numa nova era: a da China. E a Corrida Espacial acabou. Pelo menos enquanto durarem os défices orçamentais monstruosos nos EUA. Ou seja: durante muito tempo…

















http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5258481-EI301,00-Russia+recupera+hegemonia+com+fim+de+onibus+espaciais+dos+EUA.html
Achei que só fosse ver a decadência dos EUA na 2ª metade deste século, e isso se eu viver até lá. Como conseguiram chegar a situação em que se encontram?
Conseguiram consumindo (muito) mais do que produziam e deixando a exigencia do seu ensino ir degradando-se sem parar durante vinte anos. A doenca alias nao ‘e americana, ‘e ocidental, eles, apenas, comecaram mais cedo.
Caíram na armadilha dos vícios do “American Dream” ou “American Way of Life”. Talvez a saída para eles e para os ingleses seja a “via anglófona” que podia ser iniciada por USA + UK, as duas maiores potências da anglofonia.
Uma uniao politica, como aquela que antevemos numa Uniao Lusofona Portugal+Brasil?
Nao me parece… Os ingleses ainda vivem na ilusao de que sao superiores e uma “grande potencia”. Pelo contrario, os portugueses nao padecem desses vaos complexos de superioridade.
Mas no caso anglo-saxão, a maioria dos simpatizantes que eu vi pela internet está entre os norte-americanos. Os ingleses, australianos e canadenses/canadianos rejeitam a idéia de se unir aos EUA.
Se os EUA entrarem mesmo em bancarrota, o que você acredita que possa acontecer daqui para frente?
Parece que la ganharam juizo e se acabaram por entender… A bancarrota dos EUA seria uma tragedia… O consequente aumento das taxas de juro ate niveis impagaveis levaria os EUA a… Imprimir mais dolares e logo a uma explosao na inflacao, com tudo o que isso significa e voces, brasileiros, conhecem melhor do que nos.
A prazo (curto) representaria o primeiro passo para a substituicao do dolar pelo euro como moeda de referencia internacional. ‘E o que penso.
Bem o imperio romano declinou depois de seculos o imperio americano depois de algumas decadas, esse é o poder do seculo XXI
O tempo corre hoje muito mais rapido, sem duvida!
INclusive algumas CoIsAs que não deveriam