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Foi constituído em Portugal o “Fórum Empresarial da Economia do Mar” reunindo várias empresas ligadas a este setor. O objetivo de curto prazo passa por formar um fundo de investimento de 100 milhões de euros que possa financiar projetos ligados à economia do mar. O fundo de investimento encontra-se neste momento na fase registo junto da CMVM.
O Fórum é presidido por Bruno Bobone e irá concentrar-se numa primeira fase nos projetos prioritários de investimento sugeridos pelo economista Êrnani Lopes: produção de peixe por aquacultura, turismo náutico (em parceria com vários municípios) e construcao naval militar.
O Fundo está aberto à participacao de entidades públicas e poderá ser aumentado acima dos 100 milhões de euros iniciais se o mercado demonstrar interesse em que tal aconteça.
O grande obstáculo a que Portugal desenvolva esse imenso recurso que é a quarta maior zona económica exclusiva (18 vezes maior que o território continental) é de cariz bicéfalo: por um ladon faltam projetos; por outro falta Capital. Sendo a baixa intensidade de capital o maior problema da economia nacional, a disponibilização de um fundo de 100 milhoes pode revelar-se de um valor estratégico para os interesses de Portugal. Com este fundo constituído e em funcionamento fica a faltar iniciativa e empreendedores… e muito há por fazer, desde projetos offshore de energia eólica (fixos ou flutuantes), à aquacultura (Portugal produz apenas um terço da República Checa) e ao Turismo (em que temos apenas um décimo dos pontos de amarração da Galiza). Todos estes domínios são estratégicos: a energia eólica iria reduzir os 60% de importações de energia; o de aquacultura reduzir os 70% de importações de peixe (sobretudo de Espanha) e o Turismo aumentar os 18% do PIB que hoje esse setor já gera. Apostar no Mar é vital para a sobrevivência de Portugal a curto prazo e este Fundo é a este respeito uma importa iniciativa que urge divulgar e incentivar.















