Agostinho da Silva: Sobre o papel futuro dos homens de língua portuguesa

Agostinho da Silva (http://ocanto.esenviseu.net)

Agostinho da Silva (ocanto.esenviseu.net)

“Ou os homens de língua portuguesa inventam qualquer coisa, criam qualquer coisa que tire o mundo da confusão em que está hoje, da escravidão em que vive quase toda a gente, escravidão de várias espécies, e o liberte para uma vida que seja verdadeiramente humana, e até mais humana, ou então o papel dos homens de língua portuguesa vai ser muito restrito no mundo”.
Agostinho da Silva em “In Memoriam de Agostinho da Silva”

Sabemos que vivemos numa das sociedades mais apáticas da Europa: os elevados (e crescentes) níveis de abstenção, as baixas taxas de vida associativa e comunitária indicam isso mesmo. Portugal tem que despertar desta asfixia de participação cidadã em que vegeta há décadas. Essa é a “coisa que homens de língua portuguesa têm que inventar” para “tirar o mundo da confusão em que está hoje”: em que a democracia é cada vez mais formal e aparente e menos ativa e participada.

Categories: Agostinho da Silva, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 2 Comentários

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2 pensamentos em “Agostinho da Silva: Sobre o papel futuro dos homens de língua portuguesa

  1. Odin

    “Ou os homens de língua portuguesa inventam qualquer coisa, criam qualquer coisa que tire o mundo da confusão em que está hoje, da escravidão em que vive quase toda a gente, escravidão de várias espécies, e o liberte para uma vida que seja verdadeiramente humana, e até mais humana, ou então o papel dos homens de língua portuguesa vai ser muito restrito no mundo”.”
    > Inventar o quê? O que o Brasil e Portugal podiam inaugurar é o fim da democracia representativa e o início da exclusividade da democracia participativa. Mas é algo que não se faz da noite para o dia seguinte. É um processo que duraria décadas. Mas a democracia participativa já é uma invenção ateniense, da Grécia antiga. E a Suíça é o país que mais a utiliza, sem ter abolido a democracia representativa. E não seria um processo pacífico, porque mexeria nos interesses de muita gente poderosa.

    • “Inventar o quê? O que o Brasil e Portugal podiam inaugurar é o fim da democracia representativa e o início da exclusividade da democracia participativa.”
      - e instaurando tambem mecanismos de democracia direta, com recurso ‘as novas tecnologias…

      ” Mas é algo que não se faz da noite para o dia seguinte. É um processo que duraria décadas. Mas a democracia”
      - e exige uma sociedade civil ativa, vigilante, muito atuante e participantes a todos os escaloes e niveis de poder, mas sobretudo… Muito educada!

      ” participativa já é uma invenção ateniense, da Grécia antiga. E a Suíça é o país que mais a utiliza, sem ter abolido a democracia representativa. E não seria um processo pacífico, porque mexeria nos interesses de muita gente poderosa.”
      - e por isso ainda nao existe! Os lobbies instalados sao tremendos, no poder financeiro e mediatico e bloqueiam qualquer renovacao ao sistema. Ate agora, mas nem sempre, acredito, porque nao ha tirania que dure para sempre e que resista quando – inevitavelmente – se torna ansiosa e abusa dos limites.

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