
Agostinho da Silva (ocanto.esenviseu.net)
“Ou os homens de língua portuguesa inventam qualquer coisa, criam qualquer coisa que tire o mundo da confusão em que está hoje, da escravidão em que vive quase toda a gente, escravidão de várias espécies, e o liberte para uma vida que seja verdadeiramente humana, e até mais humana, ou então o papel dos homens de língua portuguesa vai ser muito restrito no mundo”.
Agostinho da Silva em “In Memoriam de Agostinho da Silva”
Sabemos que vivemos numa das sociedades mais apáticas da Europa: os elevados (e crescentes) níveis de abstenção, as baixas taxas de vida associativa e comunitária indicam isso mesmo. Portugal tem que despertar desta asfixia de participação cidadã em que vegeta há décadas. Essa é a “coisa que homens de língua portuguesa têm que inventar” para “tirar o mundo da confusão em que está hoje”: em que a democracia é cada vez mais formal e aparente e menos ativa e participada.
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Sobre Clavis Prophetarum
Interesses:
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(mais demasiadas coisas, tendo todas em comum o escasso conhecimento de cada)
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Livros Favoritos:
Dune (série)
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O Pêndulo de Foucault
O Erro de Descartes
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Politicamente:
Quintano: seguindo de perto o pensamento político, pedagógico de Agostinho da Silva
Filosoficamente:
Caminhando pelas bandas do "Utilitarismo" de John Stuart Mill e, sobretudo, da sua interpretação moderna de Peter Singer ("A Ética Prática")
Economicamente:
Regresso aos modelos regionais e municipalistas da Idade Média portuguesa actualizados segundo a aplicação prática do pensamento de E. F. Schumacher ("Small is Beautiful")
Religiosamente:
Budista, segundo a Escola Mahayana Ning Mapa
Labutando em:
Administração de Sistemas
Na tradução da Escrita Sudlusitânica (Cónia)
No MIL: Movimento Internacional Lusófono (www.movimentolusofono.org)
Neste blogue…
“Ou os homens de língua portuguesa inventam qualquer coisa, criam qualquer coisa que tire o mundo da confusão em que está hoje, da escravidão em que vive quase toda a gente, escravidão de várias espécies, e o liberte para uma vida que seja verdadeiramente humana, e até mais humana, ou então o papel dos homens de língua portuguesa vai ser muito restrito no mundo”.”
> Inventar o quê? O que o Brasil e Portugal podiam inaugurar é o fim da democracia representativa e o início da exclusividade da democracia participativa. Mas é algo que não se faz da noite para o dia seguinte. É um processo que duraria décadas. Mas a democracia participativa já é uma invenção ateniense, da Grécia antiga. E a Suíça é o país que mais a utiliza, sem ter abolido a democracia representativa. E não seria um processo pacífico, porque mexeria nos interesses de muita gente poderosa.
“Inventar o quê? O que o Brasil e Portugal podiam inaugurar é o fim da democracia representativa e o início da exclusividade da democracia participativa.”
- e instaurando tambem mecanismos de democracia direta, com recurso ‘as novas tecnologias…
” Mas é algo que não se faz da noite para o dia seguinte. É um processo que duraria décadas. Mas a democracia”
- e exige uma sociedade civil ativa, vigilante, muito atuante e participantes a todos os escaloes e niveis de poder, mas sobretudo… Muito educada!
” participativa já é uma invenção ateniense, da Grécia antiga. E a Suíça é o país que mais a utiliza, sem ter abolido a democracia representativa. E não seria um processo pacífico, porque mexeria nos interesses de muita gente poderosa.”
- e por isso ainda nao existe! Os lobbies instalados sao tremendos, no poder financeiro e mediatico e bloqueiam qualquer renovacao ao sistema. Ate agora, mas nem sempre, acredito, porque nao ha tirania que dure para sempre e que resista quando – inevitavelmente – se torna ansiosa e abusa dos limites.