A recente implicação do chefe da Marinha da Guiné-Bissau, Bubo Na Tchuto, na ultima intentona militar parece ter resultado de um conflito interno – entre as mais altas patentes militares guineenses – sobre a sucessão na Armada e era já adivinhada nas ruas de Bissau pelo menos desde finais de novembro.
Na Tchuto está agora detido, juntamente com outros oficiais da Armada. Depois do tiroteio (que terá ceifado a vida a um policia e a um militar, para além de ter feito 6 feridos) junto à embaixada angolana e a deslocações mais ou menos confusas e desorganizadas de militares nas ruas de Bissau a situação amainou e o chefe de Estado Maior, António Indjai, (o mesmo que em abril de 2010 deteve impunemente o primeiro-ministro) parece estar no controlo da situação, isto depois de ter chegado a estar detido pelos militares leais a Na Tchuto.
A Guiné-Bissau não pode continuar assim, acumulando golpe atrás de golpe, a um ritmo quase mensal. Urge tomar uma decisão que renove de forma radical e decisiva o exercito, marinha e força aérea guineenses. E essa renovação só pode passar pela total dissolução das forças armadas, sua substituição transitória por uma força Lusófona de manutenção de paz (como o MIL defende) e novo recrutamento a partir de uma nova base tendo sempre a garantia que todo o oficialato é bem remunerado, tem um registo criminal limpo e entregando à Justiça internacional (fora da Guiné) todos os militares atualmente implicados no narco-tráfico.
Fonte:
http://www.publico.pt/Mundo/disputa-entre-militares-volta-a-agitar-guinebissau-1526550















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