Daily Archives: 2012/01/03

A Fabrequipa (fabricante das Pandur) está em dificuldades e pode deixar de pagar salários

“A empresa do Barreiro a quem foi atribuída a construção das viaturas Pandur, no âmbito das contrapartidas para Portugal, apresentou uma queixa no tribunal arbitral para reclamar uma divida de 10 milhões de euros.”
(…)
“Em causa está o pagamento de custos adicionais no fabrico daquelas viaturas blindadas de oito rodas para o Exército (240) e a Marinha (20)”
(…)
“A banca não aceita os nossos pedidos de novos financiamentos, o ministro da Defesa não nos recebe… A situação da Fabrequipa é muito complicada”, lamentou Francisco Pita, frisando que já só tem dinheiro para pagar os salários e impostos de dezembro”.

Fonte:
Diário de Notícias, 12 dezembro 2011

As Pandur representam o mais importante programa de equipamento militar das ultimas décadas. Nem tudo foi decidido da melhor maneira, nem no processo de seleção (que poderia ter sido feito com a parceria de outros clientes dos países lusófonos), nem no domínio da transferência de tecnologia, nem (sobretudo) no campo das contrapartidas, onde existe uma nítida e global falta de cumprimento e de realização das garantias assumidas.

Pese embora tudo o que correu mal no processo das Pandur, o facto é que agora, elas estão aí. Existe uma montadora nacional (a Fabrequipa), a necessária substituição das M-113 e das Chaimite decorre e o Exercito e a Marinha têm hoje APCs modernos e atualizados, o que não acontecia já há algumas décadas. É assim importante manter a Fabrequipa, assegurar a continuidade do programa e o reequipamento das nossas forças armadas, enquanto simultaneamente se procuram clientes para possíveis exportações entre os países da CPLP e se utiliza a Fabrequipa e o conhecimento aqui adquirido para encetar novos programas de equipamento militar conjunto com outros países lusófonos.

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Nacional, Portugal | 21 Comentários

Agostinho da Silva: “Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação em série de indivíduos resignados e apáticos”

Agostinho da Silva

Agostinho da Silva

“Habituar o espírito a uma atitude critica e pô-lo em contacto franco e inteligente com os problemas da via deve ser visto como o objetivo de toda a educação que se não limita ao ensino das técnicas e à fabricação em série de indivíduos resignados e apáticos.”
Agostinho da Silva, Sanderson e a Escola de Oundle

A Escola não pode ser uma fabrica de “amebas que respiram”. Tem que ser um ambiente simultaneamente exigente e estimulante que favoreça o desenvolvimento de cidadãos ativos e conscientes; não de bovinos dóceis e submissos, sempre dispostos a aceitarem os mais diversos jugos, independentemente do seu rigor ou injustiça.

A Escola deve ser o primeiro educador para uma Cidadania Ativa e consciente, concedendo ferramentas para a produção de saber original e criativo sempre no contexto de uma educação para a vida em comunidade e consciente da integração do Homem no meio natural e no planeta que nos serve a todos de casa comum de cuja saúde e preservação temos todos a responsabilidade partilhada de cuidar e nutrir.

Categories: Agostinho da Silva, Educação, Movimento Internacional Lusófono, Política Nacional, Portugal | Deixe o seu comentário

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