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Arquivos Diários: 2012/01/04
Boicote ao Pingo Doce !
Quando custaria deixar o Euro?
Um estudo da Capital Economics avalia que se a hipótese cada vez mais provável de Portugal, a Grécia e a Irlanda saírem do Euro se concretizasse, isso levaria a uma queda de 1% do PIB da Zona Euro em 2012 e de 2.5% em 2013. O resultado da saída destes países seria assim comparável ao da Recessão “Subprime” de 2008 e 2009.
A saída do Euro levaria também ao regresso às moedas nacionais implicando uma forte desvalorização monetária. No caso português, o Escudo valeria menos 47.2% que o Euro, no grego, a desvalorização seria ainda mais severa, chegando perto dos 60%. Isto implica que as importações seriam muito mais difíceis e que um pais como Portugal (cronicamente dependente das importações de alimentos) iria experimentar uma forte carência alimentar, pelo menos nos primeiros tempos. Exportar seria mais fácil, tendo em conta a diferença cambial que hoje o Euro faz pesar sobre os nossos bens transacionáveis exportáveis, mas essa maior facilidade seria insuficiente para compensar o desequilíbrio da balança de pagamentos, sobretudo o energético (60%) pelo que seria impossível continuar a pagar salários e pensões nos mesmos patamares de atualmente. Com efeito, uma saída do Euro iria levar necessariamente a uma declaração parcial ou total de Bancarrota, com o consequente afastamento dos mercados internacionais de crédito e a impossibilidade de honrar o serviço da divida (em Euros) e que subitamente, com o regresso ao Escudo duplicaria de valor.
Fonte:
Diário de Noticias, 12 dezembro 2011
Concurso “Blogs do ano 2011″ no Aventar
O Quintus foi nomeado para “Blog do Ano“, na categoria “Atualidade Política”.
Quando começarem as votações, gostaria de poder contar com os vossos votos!…
(Devem começar dentro de dias, no Aventar.eu)
Agostinho da Silva: “Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos”

Agostinho da Silva
“Ora o mestre não se fez para rir; rir é de facto um mestre aquele de que os outros se riem, aquele de que troçam todos os prudentes e todos os bem estabelecidos.”
Agostinho da Silva
Não tenhamos medo do ridículo ao propormos conceitos novos e realmente inovadores. O riso resvala na saudável de uma forte indiferença quando sabemos que estamos no caminho certo e aceitamos a convicção das nossas convicções. Não me intimida que descreiam ou ridicularizem noções como “união lusófona”, “descentralização municipalista”, “moedas locais” ou “economias locais”. Sei que estou certo e que esse é o destino de Portugal e da comunidade lusófona. Sei-o numa convicção sentida e plena, numa tranquila certeza que é compatível com a duvida e incerteza que tem sempre que acompanhar a Fé por forma a temperar todos os extremismos e radicalismos. O destino final permite desvios corretivos tanto (ou mais) quanto exige convicção e empenho.
















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