
Algumas vozes têm-se manifestado contra o Boicote ao Pingo Doce que promovemos através DESTA página no Facebook. Falam estas vozes de que outras empresas do mesmo da ramo da distribuição levaram também os seus impostos para fora do país e citam o Continente e o Lidl como exemplos. E a elas eu digo: e daí? O Pingo Doce está agora a fugir, mas os outros fugiram primeiro? Ou será que a fuga tem eticamente menos valor apenas porque foi prefaciada por outros fujões?… A todos digo: boicote-se! Boicotem-se todos os levam os seus impostos para a Holanda ou para a Alemanha! Querem pagar impostos no norte da Europa? Ótimo, façam-no, mas então não nos vendam os vossos produtos.
Arquivos Diários: 2012/01/09
Boicote ao Pingo Doce (Jerónimo Martins)
Agostinho da Silva: “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”

Agostinho da Silva
Por forma a que se possa desenvolver sobretudo a inteligência do aluno, para que depois resolva as questões por si próprio, Agostinho sublinha que “o que é necessário é que se ensine a estudar, a trabalhar pelos próprios meios; viagens, contactar com os homens e não a prisão dos colégios (…), nada de violência na educação, tudo por meios suasórios, pela brandura”.
Agostinho da Silva, Senhor de Montaigne
Se há coisa que me espanta no sistema de ensino atual – independente do grau – é o facto de o principal no Ensino e na Educação ser completamente desprezado: não há vestígios daquilo que devia ser central, a preocupação em ensinar não dados ou informações processadas, mas métodos de estudo e de investigação.
A Educação deve por todas as formas promover à aparição de pensamento próprio, livre e independente e não à memorização estéril e temporalmente caduca. Os professores devem ensinar aos alunos métodos de estudo, ferramentas de aprendizagem e orientá-los na busca do Saber, não entregá-lo já mastigado para rápida degustação e superficial apreensão. Tanto quanto possível todo o Ensino deve ser experimental e orientado por forma a que o Saber chegue ao aluno pela via do frutuoso cruzamento entre a sua genuína e acarinhada curiosidade e as ferramentas do método experimental, cuidadosamente monitorizadas, acompanhadas e orientadas pelo Professor que assim se torna menos um “senhor feudal” e mais um “tutor” e “guia”.

















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